domingo, 20 de março de 2011

A Cadeira Permanente

Desconsiderando o completo sucateamento material e moral das Forças Armadas e levando-se em conta apenas as demonstrações de liderança dada pelo nosso eterno país do futuro, verificamos que a única cadeira que podemos almejar na ONU é a de espectadores. Senão vejamos:

Na visita do presidente Obama, entre tratados comerciais e a queda de barreiras para os produtos brasileiros no mercado dos EUA (o engraçado é que as barreiras fiscais brasileiras para os produtos nacionais destinados ao mercado interno só aumentam) a presidente Dilma voltou a tocar em um assunto que parece ser verdadeira obsessão dos governos PTs: uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Muitos acham esta verdadeira febre governamental muito importante. Que o Brasil precisa da tal cadeira permanente no conselho, que é o líder regional. Mas, espere um pouco cara-pálida... Como assim líder regional? Desconsiderando o completo sucateamento material e moral das Forças Armadas e levando-se em conta apenas as demonstrações de liderança dada pelo nosso eterno país do futuro, verificamos que a única cadeira que podemos almejar na ONU é a de espectadores. Senão vejamos:
O mesmo Brasil que quer uma assento permanente no tal Conselho de Segurança é o mesmo que baixa o rabinho para um índio cocalero boliviano, com seus mandos e desmandos. É o mesmo país que, em uma crise entre a Argentina e o Uruguai simplesmente não fez nada, absteve-se. É o Brasil que não reconhece as FARC como grupo terrorista, mas como força beligerante, que luta politicamente pelos seus direitos (claro que o fato do PT e das FARCs serem parceiros de longa data também conta). É o país que absteve-se de votar sobre as ações a serem tomadas na Líbia. É o mesmo país que nada fez quando um manifestante morreu de fome em Cuba por protestar contra o regime "excessivamente democrático" de Fidel. É o Brasil que acusa a Venezuela de ser democrática demais.
Este Brasil quer ter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Um país que mal consegue tomar conta de suas fronteiras, de suas favelas, da segurança de nossos filhos que vão à escola, namorar, ou sair com os amigos. Um país que não tem posicionamento, que não tem força e voz nem no quintal de sua casa. Que apoia governos ditatoriais e terroristas e se aproxima de tantos outros. 
O fato é que o Brasil não tem expressão militar e nem pulso de líder suficiente para tentar tal posição. E, a final de contas, não podemos deixar de fazer aquela pergunta: O Brasil quer ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU... PARA QUÊ??

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