sexta-feira, 25 de março de 2011

O Novo Crime

No mundo revolucionário no qual vivemos, e especialmente nas terras brasileiras, deixou-se de se dar importância ao crime em si para que o foco vá para os motivos. Funciona mais ou menos como a história dos crimes da ditadura: se um agente da lei matou um terrorista ou militante comunista, ele passa a ser um torturador maldito que precisa ser punido e excluído da sociedade. Mas se o torturador ou  assassino é da turma da Dima, do Dirceu, do Brizola, e do Che Guevara, bom, aí seus assassinatos e torturas não são atos criminosos: são atos políticos.

Atenção bandidagem, aviso de utilidade pública: não ataquem homossexuais. Se qualquer um de vocês for pego esfaqueando, surrando, batendo ou atirando em um homossexual, a coisa vai complicar para seu lado. Imediatamente serão destituídos da posição de assassinos, sequestradores, estupradores e bandidos para a mais nova categoria de criminoso: homofóbico. Sim... E ao entrar nesta categoria da mais alta periculosidade, vocês estarão sendo tratados com todo o rigor do Estado, da mídia, e do meio artístico. Aqui vai um conselho: se forem matar ou agredir alguém, tenham certeza de que a vítima não é gay, lésbica, travesti, transformista, transgênero, transexual e seja lá mais o que tiver enquadrado na sigla GLBT. Minha sugestão: façam a vítima assinar uma declaração onde fique claro, com todas as letras, que ela é heterossexual e, preferencialmente, religiosa. Duas ou três testemunhas serão úteis. Tendo a certeza da não-homossexualidade desta, bom, aí vocês serão tratados como apenas mais um homicida das terras tupiniquins. E isto significa aquela morosidade do sistema judiciário, a atenção evanescente da imprensa, etc.
Seria cômico, se não fosse trágico. No mundo revolucionário no qual vivemos, e especialmente nas terras brasileiras, deixou-se de se dar importância ao crime em si para que o foco vá para os motivos. Funciona mais ou menos como a história dos crimes da ditadura: se um agente da lei matou um terrorista ou militante comunista, ele passa a ser um torturador maldito que precisa ser punido e excluído da sociedade. Mas se o torturador ou  assassino é da turma da Dilma, do Dirceu, do Brizola, e do Che Guevara, bom, aí seus assassinatos e torturas não são atos criminosos: são atos políticos. Algo semelhante ocorre com o famigerado crime de homofobia: o bandido não é culpado porque tirou a vida de um ser humano, mas porque este era gay (mas os gays não querem igualdade?). É assim que a imprensa, como esta reportagem do G1, trata o assunto. O criminoso tem que pagar pelo seu ato não porque foi violento contra uma pessoa, um cidadão ordinário. Não; ele precisa pagar porque foi violento contra um homossexual, como se eles próprios não cometessem crimes, como se fossem seres ameaçados de extinção, aliás, como se fossem outra espécie. Vejam que a própria ideia de lei anti homofobia passa a ter caráter discriminatório.
Problema maior é quando alguém, como eu, que jamais fez mal a um gay, é tratado da mesma maneira, enquadrado na tal homofobia. Afinal, qualquer militante que leia este humilde espaço certamente me trataria como homofóbico, simplesmente porque penso que pessoas do mesmo sexo, ao terem um relacionamento sexual, estão indo de encontro aos meus valores morais e religiosos. Ademais, tal comportamento é antinatural quer queiram, quer não. 
A homofobia passa, ainda, a ser crime de opinião o que, a meu juízo, num estado que se diz democrático, não deveria acontecer. Não se pode condenar ninguém por ter opinião diversa de certos grupos, como no caso dos homossexuais. É questão de liberdade de pensamento e de expressão.
Seguindo por esta lógica, poderiam surgir grupos que lutassem, por exemplo, contra a corinthiansfobia, a coloradofobia, a grêmiofobia, flamengofobia, etc. E o assassino que matasse um torcedor de um time de futebol não seria enquadrado por ter tirado a vida de um ser humano, mas de um torcedor do Inter, do Grêmio, do Flamengo. O ato criminoso deixaria de ser levado em consideração para apenas se julgar a motivação do agente. É exatamente isto o que acontece com a ideia do crime de homofobia.
Todo aquele que cometer agressões contra homossexuais precisa ser punido com todos os rigores da lei, conforme já é previsto em nosso código penal. Assim como devem ser punidos todos os que cometam crimes de qualquer natureza, sem discriminação de raça, cor, credo ou orientação sexual da vítima. Afinal, o valor da vida é o bem mais precioso garantido ao cidadão, quer ele seja hétero, quer seja homossexual. 
Gays também matam, violentam e assaltam, na mesma proporção de sua representatividade no corpo social. E fazem mal entre eles próprios. Há muito mais intolerância dentro dos diversos matizes da homossexualidade do que fora dela, mas isto parece não interessar muito aos chamados pensadores da nação. Eles querem é tratar logo de criar o novo crime: o crime homofóbico.
Todas as punições que a comunidade gay quer para os agressores, quer sejam verbais ou físicos, de homossexuais já existem em nossos códigos legais. Não é preciso criar uma nova lei exclusiva para eles. E também não é admissível e tolerável criar uma legislação que amordace as pessoas que acreditam que o comportamento homossexual é errado e tentam passar isto a seus filhos ou a seus fiéis em suas igrejas. e templos.
Se estivessem interessados em defender-se da homofobia, não estariam fazendo barulho aqui no Ocidente. Estariam pressionando o pessoal do Crescente, os seguidores de Alá. Lá sim existe homofobia: quando alguém sai do armário já vai direto pro fuzilamento, sem choro e nem vela.
Mas lá, o furo, ou melhor, o carro-bomba, é mais embaixo.

Um comentário:

  1. Atenção policiais que forem abordar um gay.
    Se eles entenderem que houve excesso na abordagem,
    triste desse.

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