sábado, 30 de abril de 2011

O Futuro do País do Futuro

Enquanto nossos líderes estão preocupados em distorcer cada vez mais nossos valores morais e religiosos,  o futuro fica cada vez mais distante. Para sermos o país do futuro é preciso que estejamos desde já planejando-o.

No final dos anos oitenta (aquela época louca onde se hasteavam bandeiras nas escolas, os pais educavam e castigavam seus filhos, bandido ia para a cadeia, todo mundo sofria bullying, professores tinham autoridade em sala de aula e era normal ser heterossexual) lembro de sempre escutar um famoso slogan por onde quer que eu andasse: o Brasil é o país do futuro.
Mais de vinte anos decorridos e eis-me aqui, no futuro. E o Brasil continua sendo o país do futuro. A diferença é que agora sei que isto não é verdade. O Brasil é um país sem futuro, destinado a ficar mergulhado em promessas, no eterno "seremos" e nunca no "somos". Pode até parecer pessimismo, mas não é. É apenas o realismo cruel diante de uma infinidade de situações que, diariamente, confirmam esta triste realidade.
Meu pai as vezes se assusta quando trato do assunto. "Quer dizer filho que tu acha que não tem jeito?" Não pai, respondo. O Brasil não tem solução. Não enquanto nosso povo continuar sendo o "povo brasileiro," com jeitinho para tudo, sem responsabilidades e preocupado com carnaval, futebol e em ganhar dinheiro sem trabalhar. Nossa população vive numa espécie de hipnose, arquitetada desde muito tempo atrás, com o objetivo de implodir toda a nossa estrutura social, moral, religiosa e familiar. 
Vivemos no império do relativismo, onde não há certo e nem errado, onde três, quatro milênios de filosofia ocidental e valores judaico-cristão estão sendo destruídos. E o resultado é o que vemos: professoras ameaçadas em salas de aula, incentivo ao homossexualismo, empresários sendo tratados sempre como vilões, banditismo atribuído à "cruel e malvada sociedade burguesa," pais que não podem educar seus filhos e leis que tiram a liberdade do cidadão em sua vida privada sob a justificativa do fantasmagórico e famigerado "bem comum".
Enquanto nossos líderes estão preocupados em distorcer cada vez mais nossos valores morais e religiosos,  o futuro fica cada vez mais distante. Para sermos o país do futuro é preciso que estejamos desde já planejando-o. Obras de infra-estrutura, reformas como a da educação, tributária, política, trabalhista e previdenciária (isto para citar apenas algumas) precisam ser realizadas. Mas o objetivo destas mudanças não podem apenas alcançar os próximos 5, 10 anos. É preciso pensar como será o país em 20, 30 anos. 
Foi assim, com este pensamento estratégico, que os presidentes militares fizeram as chamadas "obras faraônicas" e criaram iniciativas como o INCRA, o antigo MOBRAL, o BNH, e tantas outras que hoje sustentam toda a estrutura do país. Lá sim pensava-se no país do futuro. De lá para cá, quase nada foi feito nas áreas de eneriga, mobilidade urbana, transportes, indústria, segurança, saúde e educação. O resultado é o que vivemos agora: somos sede de dois dos principais eventos mundiais e a quantidade de obras e intervenções necessárias para que possamos efetivamente abrigá-los é simplesmente assombrosa. 
Mais assomborso ainda é que o planejamento dessas vislumbra apenas a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, como se o futuro fosse daqui a três, cinco anos. O problema é que iniciativas que atinjam o longo prazo não garantem votos imediatos e correm o risco de serem interrompidas com as mudanças de governos, numa clara demonstração de que não conseguimos nos planejar de maneira séria. Isto vale para todos os campos, desde a economia familiar até a política estratégica. Não somos um povo que visualiza o futuro. Nos preocupamos com o agora, com o imediato. Deixamos o futuro para as gerações futuras, mas não fazemos nada por ele ou por elas.
Se nada mudar, se continuarmos sendo o que fomos, daqui a 15  anos estaremos na mesma situação na qual nos encontramos hoje. Estaremos convivendo com os mesmos problemas de segurança, saúde, educação e infra-estrutura. Continuaremos colocando a culpa no empresário malvado e pagando pesadas tributações. E, na tela da TV, estaremos assistindo a um pronunciamento onde o orador certamente estará falando que "estamos preparando hoje, o país do futuro".  A diferença é que assistiremos em 3D.
O futuro do país do futuro é ser... O país do futuro.


sábado, 23 de abril de 2011

Ministério da Educação Comunista

Com o monopólio da educação, o conhecimento é relegado a segundo plano. Não importa se o cidadão saiba montar uma bomba atômica, ou se ele sequenciou todo o genoma. Se não tiver um diploma "certificado pelo MEC", já era, sem chance.

A busca pela qualidade de ensino é, aparentemente, um objetivo do nosso querido e maravilhoso governo, representado na figura do MEC. Os diversos exames nacionais do ensino fundamental, médio e superior têm por finalidade verificar as carências e os acertos de nossas escolas. E a população é enganada achando que notas altas em um exame governamental são parâmetros válidos para avaliar o ensino. Uma prova montada pelos partidários PT e ideólogos socialistas não pode e nem deve ser a medida do desempenho de nossas escolas. Ela parece muito mais uma medida para garantir que a agenda socialista dentro da educação esteja sendo cumprida a risca.
Avaliar as ciências matemáticas é muito fácil, pois trata-se de equações e fórmulas que possuem resposta exatas. Mas avaliar as chamadas humanidades é diferente. Especialmente se tratando do ensino de história e filosofia. O objetivo, neste caso, é se certificar de que Che Guevara continua sendo herói, Fidel Castro, presidente de Cuba, Carlos Lamarca e Marighella como heróis nacionais, e que continuam sendo os militares os assassinos torturadores e macabros, dentre outras mentiras. Estando a história sendo contada deste jeito, então o ensino está bem. E a avaliação do ensino passa a ser uma avaliação da doutrinação ideológica. Qualquer instituição que estimule o questionamento e a pesquisa da historiografia pelo prisma da realidade tem suspenso seu "selo" de "Certificado pelo MEC". Nas escolas militares ocorre algo semelhante: Não há apoio ou a idolatria da esquerda, mas a pesquisa e o ensino da história "politicamente incorreta" não ocorre, sob pena do poderoso Grande Irmão esmagar seus currículos com a poderosa clava socialista.
Mas como podemos avaliar a educação que não pelas provas governamentais? Como poderemos saber se nossos sistema de ensino está mal ou bem? Simples: basta verificarmos a quantidade de artigos e pesquisas científicas produzidas por nossos estudantes. Pela análise desses dados, teremos a confirmação de que a nossa educação é um belo saco de estrume. Primeiro porque nossas escolas e universidades produzem muito pouca pesquisa. Segundo porque, especialmente nas humanidades, a estrutura educacional da esquerda não forma pesquisadores. Forma difusores dos ideais marxistas, maoístas, guevaristas e tutti quanti, através do emprego preciso do gramscismo.
Não possuímos, em solo pátrio, grande produção científica. Não possuímos autores que busquem questionar acontecimentos históricos sob a ótica da imparcialidade. Os que existem são raros e não são levados muito a sério pelos leitores, pois estes já estão programados a ignorar qualquer abordagem diferente da socialista. Possuímos pesquisadores nas áreas da medicina, física, química e biotecnologia, mas a produção científica destes é pífia quando comparados à Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong, fora os EUA e a UE.
Com o monopólio da educação, o conhecimento é relegado a segundo plano. Não importa se o cidadão saiba montar uma bomba atômica, ou se ele sequenciou todo o genoma. Se não tiver um diploma "certificado pelo MEC", já era, sem chance. O ocorrido com o casal mineiro que ensinava seus filhos em casa é o exemplo mais claro. O aparato judiciário brasileiro obrigou os pais a colocarem as crianças sob a batuta da lei de diretrizes e bases da educação, mesmo tendo os meninos obtido aprovação em prova criada pelo próprio MEC, avaliação esta cuja aplicação aos alunos do ensino regular a pedido dos pais foi negada. O motivo para obrigar as crianças a irem a alguma instituição de ensino reconhecida??? Em casa elas não teriam "consciência social!"
É por esta maneira que a UNICAMP mantém um Centro de Estudos Marxistas por exemplo e nenhuma faculdade ou instituição mantém um centro de estudos dedicados a Edmund Burke ou a Adam Smith. Se existissem, certamente não seriam "certificados pelo MEC" e se o fossem estariam certamente incumbidos de difamá-los e de mostrar que Marx é certo, Burke é errado. Nada pode  A única coisa que pode ser certificada pelo governo é a apologia ao socialismo. Tudo o mais é inválido, errado e desestimulado, além de censurado evidentemente.
O fato é que as escolas, públicas ou particulares, nada mais são do que formadoras de novos revolucionários. São vetores da desmoralização moral e religiosa de nossas crianças, onde assuntos como religiosidade e sexualidade, que devem ser abordados pelos pais, possuem mais importância do que português ou matemática. Como resultado, nossas crianças não sabem somar, ler, multiplicar ou as capitais dos estados brasileiros, mas sabem por a camisinha, desafiar seus pais sob a proteção do ECA e que ser gay é algo "perfeitamente normal e maravilhoso".
Assim, nosso MEC nada mais é do que um padronizador de procedimentos para a desestabilização da sociedade. O objetivo é o de garantir que nossas crianças, jovens e universitário saiam dos bancos escolares com a cabeça moldada a repetirem slogans e a jamais questionar ou pesquisar a verdade dos fatos. Não formam cidadãos, mas militantes prontos a ocuparem cargos de liderança e de formação de opinião, preparados e programados para difundir o maravilhoso mundo socialista.

sábado, 16 de abril de 2011

Fado Português

Por cruel que possa parecer, a melhor solução é deixar que este tipo de economia entre em colapso. Somente assim o papel do Estado e da iniciativa privada poderão ser revisados. Pela falência, pela crise, talvez finalmente a população e os planejadores entendam que o agente da economia não pode ser o governo. Este deve apenas garantir condições iguais a todos.

A crise econômica que assola nossos patrícios é mais um exemplo de um país europeu fazendo a sua colheita. O inchaço do Estado e o endividamento público tomam conta não só da economia de Portugal, mas de praticamente todo o continente. É a falência de um sistema que já nasceu morto, qual seja, o do Estado de Bem-Estar social.
As contas públicas tendem a aumentar conforme a população vai envelhecendo e as chamadas "conquistas sociais" vão minando as finanças do país. Ao centralizar a grande maioria dos serviços na figura do Estado, como a segurança, educação, saúde, previdência e mesmo infra-estrutura, a produção econômica cai e é cada vez mais prejudicadas. Afinal, para que as contas sejam equilibraras é necessário um ajuste fiscal. E este ajuste requer aumento de impostos e corte de gastos nas áreas nas quais o governo atua. Com isto, as revoltas populares são inevitáveis, pois a população já está acostumada a ser tutelada pelo bondoso e atencioso Big Brother.
Com carga tributária maior, se inibe a atividade de geração de capital. Com a economia privada esfriando, surgem levas de desempregados que irão buscar seus direitos e seguros nos cofres do governo. E para que este pague o que é devido, o remédio é amargo.
O problema com os países de menor expressão econômica da União Européia como Portugal, Grécia, Irlanda e mesmo a Espanha, é que eles não possuem grandes reservas de recursos para honrarem seus compromissos com a população. A solução é recorrer a bancos e fundos internacionais em busca do financiamento de sua dívida. O empecilho é que são poucos aqueles que dão crédito a clientes potencialmente inadimplentes. Quando o fazem, os juros são altos, o que promove o endividamento progressivo do país.
Portugal, assim como a Europa e o Brasil, insistem no erro de ter um Estado mercantilista, que interfere em todo o espectro da atividade econômica, sem deixar que a iniciativa privada cuide de áreas nas quais ele é ineficiente e sujeito a corrupção e endividamento. Os defensores deste modelo estão completamente enganados sobre a sua funcionalidade. Já está mais do que provado que o destino dos países intervencionistas é a falência. E nossos irmãos portugueses agora estão sentindo isto na própria pele.
Quando os EUA e a Inglatera experimentaram um grande desenvolvimento na década de 1980, este se deu não por iniciativa estatal, mas privada. A célebre frase de Ronald Reagan sintetiza de maneira precisa a problemática: o problema é o Estado.
Detratores do liberalismo econômico o fazem por pura ignorância de como funciona a economia. A mão invisível funciona e ela é que coloca os preços, salários, juros e encargos em um equilíbrio natural. A própria natureza é prova disto. Espécimes se adaptam ou são extintas justamente para manter o balanço do planeta. E a economia não é diferente.
Muitos pensam que a riqueza de uma nação é mensurada pela riqueza do Estado, que este precisa concentrar todo capital. Como Adam Smith ensinara, o acúmulo de capital pelo indivíduo é o que dá ao país a sua riqueza. A ele cabe garantir regras iguais a todos e prover a segurança e não atuar como agente. Quando isto acontece a consequência é o que estamos vendo hoje na Europa: um continente assistencialista que garante a todos o acesso à renda, mesmo àqueles que não a produzem. Enquanto a população está em franca expansão, como ocorre na China, aparentemente não há problema. Porém, à medida que esta envelhece, as falhas do intervencionismo se evidenciam. E o país precisa de ajuda externa para sobreviver, caso contrário quebra.
Por cruel que possa parecer, a melhor solução é deixar que este tipo de economia entre em colapso. Somente assim o papel do Estado e da iniciativa privada poderão ser revisados. Pela falência, pela crise, talvez finalmente a população e os planejadores entendam que o agente da economia não pode ser o governo. Este deve apenas garantir condições iguais a todos. Os verdadeiros protagonistas de todos os setores da economia é o empresariado, tão criticado e tão acusado de ser maléfico, e concentrador de riqueza.
Passando à iniciativa privadas áreas como previdência, saúde, educação e infra-estrutura, o governo não precisará cobrar pesados impostos de sua população, pois os gastos diminuirão conforme o Estado saia da atividade econômica e funcionários deixam de ser contratados. Consequentemente os gastos com a máquina pública diminui, o mesmo acontecendo com sua dívida. Assim, os governantes podem se preocupar apenas com áreas essencias como a segurança e um sistema de saúde pública voltado efetivamente para aqueles que comprovadamente não podem pagar por um plano.
Com menos impostos e menos burocracia, os empregos surgirão, e a população poderá passar de agente passivo, clientes do governo para atores do sistema econômico, com possibilidade de adquirirem bens produzidos pelas empresas privadas que, com carga tributária menor, diminuem custos, preços e promovem o desenvolvimento da economia.
Enquanto isto não acontece, resta-nos acompanhar o triste desfecho do atual e equivocado sistema. Tal qual o Fado, é algo triste e melancólico. Entretanto, este doloroso processo parece ser a única maneira para, de uma vez por todas, os teóricos da economia entenderem que o Estado de Bem-Estar social é um modelo fadado ao fracasso.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Sacrifício de Andrômeda

A imensa vantagem da esquerda sobre as forças conservadoras (ou de direita) é que aquela é infinitamente mais bem organizada e articulada do que estas, mesmo sendo a minoria do pensamento de todo povo brasileiro.

O artigo Gado Fardado tem sido interpretado por alguns como sendo a prova de que nossas Forças Armadas estão acovardadas e que os comandantes militares perderam sua coragem. O post é passível desta interpretação, mas não é exatamente a mais correta. O texto não é uma afirmação, mas uma análise de como o silêncio pode ser visto como falta de pulso, de coragem. Afinal, fica por demais complicado de se entender porque nossos chefes se calam diante de tamanha falsificação da história brasileira que é diuturnamente incutida na cabeça de nossa juventude universitária, de onde sairão formadores de opinião e líderes de todos os setores. É claro que existem oficiais, subtenentes e sargentos marcados com a ideologia do partido. Mas estes compõem a minoria dos integrantes de nossas Forças Armadas. O problema é que o silêncio destas acaba por deixar margem para interpretações equivocadas. E é justamente isto o que está colocado naquele post.
O fato é que vivemos uma situação inusitada. A grande maioria da população é simpática aos militares e aos valores morais que eles defendem e representam. Acontece que a minoria é barulhenta e faz parecer justamente o contrário. Estes estão no poder hoje (tanto político quanto cultural) e nos fazem crer que sua ideologia revolucionária e amoral é a vontade de toda a população o que, de fato, não é verdade. A imensa vantagem da esquerda sobre as forças conservadoras (ou de direita) é que aquela é infinitamente mais bem organizada e articulada do que estas, mesmo sendo a minoria do pensamento de todo povo brasileiro.
Neste contexto, os militares também estão inseridos. A eles cabe a guarda das instituições e não das pessoas que as representam. A eles cabe manter a ordem de todo o Estado Brasileiro. A eles cabe garantir que, mesmo cercados por antigos desafetos, a segurança interna e as garantias individuais sejam respeitadas. 
O movimento de 31 de março de 1964 não foi articulado pelos militares. Não saíram dos quartéis pura e simplesmente para acabar com a ameaça comunista. Eles atenderam o clamor popular da época pelo fim de atos de violência praticados pelo PCB e, especialmente, pela ameaça à propriedade privada sinalizada pelas reformas de João Goulart. Por trás de cada homem fardado estava (assim como hoje está) a vontade popular, a defesa do Brasil como nação livre que, por pouco, não se tornou mais uma república popular comunista com seus fuzilamentos, assassinatos e fome generalizada.
Hoje pode parecer que os comandantes militares, se acovardam diante do status quo. E foi justamente esta a essência do post "Gado Fardado": que, para quem enxerga de fora, nossos militares estão marcados e castrados, fruto do silêncio da instituição a respeito daqueles conturbados anos e da situação atual. 
O problema é que a verdade precisa ser redescoberta pela população. É preciso que grupos de pessoas se reúnam, se organizem em busca dos fatos que ocorreram na nossa história recente. É preciso que se criem grupos de estudos conservadores que não tenham vergonha de sê-lo. Aqueles que possuem o conhecimento precisam difundí-lo e mostrar para nossa sociedade que ela não está sozinha, que por mais que a esquerda tente impor sua ideologia como sendo a vontade popular, a maioria conservadora brasileira estará  atenta e organizada para, pelo voto, por artigos em jornais, produção cultural e partidos políticos devolver o país a seu verdadeiro caminho.
Enquanto isto não acontece os militares permanecem em silêncio, mas certos de suas convicções. De nada adianta a caserna se revoltar e retomar o poder à força pois, quando o fizer, estará perdendo a sua credibilidade. É preciso que a sociedade dita civil levante-se contra a doutrinação moral e ideológica que a envolve. Assim os aparentes gados fardados nada mais são do que a representação do grande rebanho brasileiro. Enquanto a população não despertar do transe os cidadãos fardados nada poderão fazer.
Os sargentos, oficiais, chefes e comandantes militares, aparentemente acovardados, não se esqueceram dos valores que moldam nossa sociedade. Não se esqueceram dos horrores do comunismo, e estão a par do que acontece em nosso país. Entretanto, não podem simplesmente agir e quebrar a atual conjuntura. Defendem, como já disse, as instituições, não as pessoas que as representam. 
Como a princesa Andrômeda fizera pelo seu povo, oferecendo a vida à Posiedon, sacrificam seus ideias em prol de algo maior que é a estabilidade da nação. Resistem como rochas à toda sorte de críticas e provocações para manter viva a possibilidade de mudança sem derramamento de sangue. Mesmo amarrados por correntes invisíveis que restringem seus movimentos, os comandantes militaes jamais deixaram de acreditar naquilo que sempre defenderam, sem se preocupar se sua determinação, coragem e honra serão questionadas. Suas convicções não serão abaladas por isso;  não podem abalar-se por isto.
Precisam cumprir o seu juramento de defender a integridade e as intituições da pátria mesmo que custe a sua vida ou sua reputação.
Em algum tempo, a verdadeira história irá surgir. Em algum momento, pesquisadores sérios deixarão o mundo das ideias e partirão para a prática, organizando o difuso, porém majoritário, pensamento conservador. Em alguma hora, a maioria da população irá se organizar para resgatar aquilo que mais de 20 anos de governos de esquerda subtraíram de seus direitos, de sua moral e de sua religião. E, pelo voto e pelo despertar da hipnose, os verdadeiros representantes da maioria irão ascender aos cargos mais alto do poder. 
Quando este dia chegar lá estarão os militares, prontos a legitimá-los e a defendê-los, como sempre fizeram. Tal como Andrômeda, o sacrifício não terá sido em vão.


 

domingo, 10 de abril de 2011

Oportunismo Anti-Armas

O propósito do desarmamento da população é o da monopolização do poder e da violência.  Pela lógica  deste pessoal, somente dois seletos grupos podem ter acesso às armas: o Estado e os bandidos. Nós, cidadãos comuns, não podemos ter acesso a elas, pois a defesa de nossa própria vida não é nossa atribuição, mas exclusivamente do governo. E se o governo falhar... Bom meu amigo, aí é rezar para que algum integrante do grupo anti-armas apareça e convença o bandido a entregá-la.

A retumbante derrota que a esquerda sofreu por ocasião da campanha do desarmamento ainda está entalada na garganta daqueles que precisam, de qualquer maneira, impor a sua vontade contra a maioria. Qualquer brecha, qualquer oportunidade não pode ser desperdiçada. Adaptação de estratégias e de novas técnicas de abordagem do assunto surgem assim que um fato possa ser manipulado para validarem suas teorias. E, acreditem, esta gente não possui qualquer escrúpulo em utilizar-se de tragédias para convencerem a todos que, por ação divina (ou da mãe-terra como eles preferem), sabem o que é melhor para nós.
O triste fato ocorrido no Rio de Janeiro mostra como estes movimentos são imorais e vis. Utilizando-se deste terrível acontecimento, os grupos pró-desarmamento vislumbraram a possibilidade de obterem mais uma vitória ideológica na sua incansável luta de deixar o cidadão indefeso diante das ameaças que todos os dias nos cercam.
Sem pestanejar, imediatamente os senhores da verdade descobriram o porquê do ocorrido: o assassino estava armado. E estava armado porque o Brasil ainda não conseguiu desarmar toda a sua população. A culpa, assim recai sobre aqueles que defendem a posse de armas pelos cidadãos comuns, fazendo-os pensar a respeito e mudar a sua opinião acerca deste direito, transmutando-o, assim, em crime.
É óbvio que se o suicida não estivesse armado, a tragédia não aconteceria. Assim como é óbvio que se não houvesse um policial armado no local, as vítimas se multiplicariam. E aí cabe a pergunta: e se a professora estivesse armada? E se o zelador estivesse armado? E se um transeunte que passasse no local estivesse armado? A tragédia poderia ter sido amenizada ou mesmo impedida? Muito provavelmente sim. Mas não é assim que pensam os desarmamentistas.
Para eles, cada cidadão que estivesse armado na escola poderia se juntar ao assassino para matar a todos os seus integrantes. Na lógica débil deste pessoal, as pessoas compram armas para atacar, e matar seus semelhantes e não para se defenderem, quando o que ocorre é justamente o contrário. Percebam como através de uma manipulação canalha e ardilosa, a culpa deixa de ser do indivíduo pura e simplesmente e passa para a arma.
O problema é que esta arma foi adquirida de maneira ilegal. Ou seja, não foi em uma loja de caça ou em clube de tiro que o atirador conseguiu sua arma. E de quem é a falha então: das pessoas que querem comprar legalmente armas para se defenderem ou do Estado Brasileiro que não consegue vigiar suas fronteiras, portos e aeroportos e permite o comércio ilegal de armas? Não deveria ser este mesmo Estado responsabilizado por impedir que pessoas de bem adquirissem uma arma para que possam fazer frente a ameaças como esta ocorrida no Rio? Mas não. Segundo a lógica revolucionária, o comércio ilegal não é o problema. O problema é a posse de armas pelas pessoas...
O propósito do desarmamento da população é o da monopolização do poder e da violência.  Pela lógica  deste pessoal, somente dois seletos grupos podem ter acesso às armas: o Estado e os bandidos. Nós, cidadãos comuns, não podemos ter acesso a elas, pois a defesa de nossa própria vida não é nossa atribuição, mas exclusivamente do governo. E se o governo falhar... Bom meu amigo, aí é rezar para que algum integrante do grupo anti-armas apareça e convença o bandido a entregá-la.
Quando a população sabe que existem pessoas armadas andando nas ruas, nos cinemas, nas praças, certamente ela se sente mais segura, mesmo que nenhuma delas efetivamente porte o armamento. A simples expectativa de que um indivíduo possa estar armado inibe a ação de criminosos e atenua as dos fanáticos. Eles pensaram duas vezes antes de agir, pois estarão colocando suas vidas potencialmente em jogo. A recíproca também é verdadeira. Numa sociedade proibida de portar armamentos a ação criminosa é facilitada, pois o bandido sabe que não haverá reação de ninguém, o que nos torna ovelhas prontas para o abate.
Com o discurso anti-armas, o Estado eximi-se de sua culpa (por impedir que o cidadão comum se defenda e por ser incapaz de prover a segurança) e a transfere, mesmo que de forma indireta, para todos aqueles favoráveis ao comércio e porte de armas. 
O lamentável acontecimento na escola carioca serve justamente para justificar ainda mais a posse de armas pela população. Homens e mulheres comuns, armadas naquele momento, poderíam ter evitado esta e outras tragédias. Não porque poderíam matar o homicida ou imobilizá-lo. Mas pelo simples fato da expectativa  da existência de pessoas armadas naquele local, o que certamente faria com que os criminosos pensassem duas vezes antes de agir.
Utilizar este fato para impor à população algo que ela já repudiou é vil, baixo, imoral e inexcrupuloso. Exatamente as características dos movimentos esquerdistas e revolucionários.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bullying: A Doença Revolucionária

O processo de desmoralização da sociedade ocidental está cada vez mais evidente. E ele vai muito além do fomento ao homossexualismo, ao aborto, ao adultério e aos crimes de opinião. A devassa moral que  nos atinge começa a dar resultados, que atingem o cerne da formação do cidadão: a família.
Progressivamente, o Grande Irmão vem tirando dos genitores a autoridade e o direito natural de educarem seus filhos, através da intervenção de psicólogos, pedagogos e demais demagogos que conseguiram convencer os  pais que tudo aquilo que eles aprenderam com seus antepassados estava errado. Assim, dois mil anos de educação e moralidade foram destruídos e substituídos pelo novo dono da moral: o poderoso Estado.
Atacando a instituição familiar e a Igreja, o beautiful people conseguiu transformar toda uma sociedade estratificada em valores da corrente judaico-cristã em um emaranhado de atrocidades baseadas no relativismo e na liberdade sem responsabilidade. E hoje, os novos pais já quase não possuem em sua filosofia educacional qualquer parâmetro moral. Os ataques constantes aos ensinamentos cristãos e a santificação da sodomia, da libertinagem e da irresponsabilidade começam a dar seus frutos amargos, dentre os quais o mais famoso é o bullying.
Crianças e adolescentes que humilham seus colegas se tornaram cada vez mais comuns. Muitos, ditos pensadores, creditam este comportamento aos novos tempos, à utilização da informática e à avalanche de informações que todos os dias invadem as cabeças flexíveis e despreparadas de nossa juventude. Sem um referencial de moralidade, educação e comportamento, os seres humanos se tornam cada vez mais cruéis, e casos de violência gratuita contra seus colegas de escola, ou mesmo de trabalho se tornam cada vez mais frequentes. 
Os culpados deste estado de coisas poderiam ser os pais que, ignorantes, deixam de lado os preciosos ensinamentos que receberam de seus antepassados para embarcar na nova ideologia, sem questionar sua validade. Mas é claro que esta mudança de comportamento da família foi planejada e arquitetada pelo movimento revolucionário que progressivamente destrói os pilares de qualquer sociedade: família e religião.
Então, a verdadeira culpa recai sobre todos estes movimentos de nomes bonitinhos e aparência inocente, como o feminismo, o gayzismo, o ambientalismo e, como não poderia faltar, o mentor de tudo: a ideologia socialista incrustada na população através da filosofia de Gramsci. E os verdadeiros culpados realmente surgem: os teóricos e ideólogos da esquerda.
Diante da falta de valores morais e religiosos, progressivamente estamos perdendo nossa própria identidade cultural, e o surgimento de doenças sociais é inevitável. E o bullying nada mais é do que uma destas doenças.
O afastamento religioso faz com que apareçam este tipo de fenômeno. Afinal, a fonte da moral e mesmo das leis é, em última análise, a religião. Quando esta falta e é atacada sistematicamente pelas escolas, pela imprensa e pela produção cultural as pessoas tendem a desacreditá-la e os pais, que deveriam colocar as coisas nos eixos, cedem à pressão, sob pena de parecerem "caretas". A inversão da ordem das coisas fica patente: não são mais os pais que ensinam e educam seus filhos, mas o contrário.
Os casos de bullying ilustram muito bem este fato. Trata-se de uma violação clara à chamada regra de ouro do cristianismo: "tratar o próximo como gostaria de ser tratado; ou não fazer ao próximo o que não gostaria que fizessem contigo". Esta simples lição, aprendida no seio familiar e nas Igrejas, hoje é ignorada e as pessoas, doutrinadas pela nova ideologia, deixam de seguir este valioso ensinamento. O resultado é que crianças, adolescentes e mesmo adultos humilham seus semelhantes como forma de auto promoção e vaidade. Não exitam em pisar e destruir alguém para alcançarem seus objetivos. E a vítima do assédio pode vir a sofrer de depressão, melancolia, ou simplesmente resolve explodir um dia e sair matando quem aparece pela frente.
Muitos procuram na filosofia oriental, na holistica ou em sociedades secretas e discretas a chave para um mundo melhor. Muitos acham que o estresse do diário é o responsável por isto. Muitos creditam à internet e a jogos violentos o surgimento deste novo mal moderno. Todos se enganam. As variáveis alteradas foram justamente aquelas que sustentam qualquer sociedade. Cada vez mais a religião, particularmente o cristianismo, é sistematica e gratuitamente atacada como fanatismo ou charlatanice. Implodem, desde dentro, as intituições familiares e religiosas. Impedem os pais de educarem seus filhos. E o resultado aí está. E ainda é só o começo.
O bullying não é uma doença advinda da modernidade e dos jogos de videogame. É uma doença revolucionária, consequência de um planejamento muito bem pensado pela esquerda para destruir nossa sociedade. Pode até parecer teoria da conspiração. Mas basta juntarmos as peças do quebra-cabeça para verificarmos que ela é apenas o resultado de uma sociedade cada vez mais desmoralizada e atéia.
O remédio para esta doença social é simples: devolvam aos pais o direito de educarem seus filhos. Devolvam às Igrejas a liberdade de ministrarem as palavras de Jesus Cristo. Sigam, pois a regra de ouro e ensinem às novas gerações que devem tratar a todos como gostariam de serem tratados. Sem filosofia oriental, sem ocultismo, sem mãe-terra. Apenas com aquilo que nossos pais nos ensinaram. Apenas com as palavras do cristianismo. Apenas, enfim, utilizando tudo aquilo que a imprensa, a intelectualidade e a esquerda chamam de "coisa de burguês".