sábado, 23 de abril de 2011

Ministério da Educação Comunista

Com o monopólio da educação, o conhecimento é relegado a segundo plano. Não importa se o cidadão saiba montar uma bomba atômica, ou se ele sequenciou todo o genoma. Se não tiver um diploma "certificado pelo MEC", já era, sem chance.

A busca pela qualidade de ensino é, aparentemente, um objetivo do nosso querido e maravilhoso governo, representado na figura do MEC. Os diversos exames nacionais do ensino fundamental, médio e superior têm por finalidade verificar as carências e os acertos de nossas escolas. E a população é enganada achando que notas altas em um exame governamental são parâmetros válidos para avaliar o ensino. Uma prova montada pelos partidários PT e ideólogos socialistas não pode e nem deve ser a medida do desempenho de nossas escolas. Ela parece muito mais uma medida para garantir que a agenda socialista dentro da educação esteja sendo cumprida a risca.
Avaliar as ciências matemáticas é muito fácil, pois trata-se de equações e fórmulas que possuem resposta exatas. Mas avaliar as chamadas humanidades é diferente. Especialmente se tratando do ensino de história e filosofia. O objetivo, neste caso, é se certificar de que Che Guevara continua sendo herói, Fidel Castro, presidente de Cuba, Carlos Lamarca e Marighella como heróis nacionais, e que continuam sendo os militares os assassinos torturadores e macabros, dentre outras mentiras. Estando a história sendo contada deste jeito, então o ensino está bem. E a avaliação do ensino passa a ser uma avaliação da doutrinação ideológica. Qualquer instituição que estimule o questionamento e a pesquisa da historiografia pelo prisma da realidade tem suspenso seu "selo" de "Certificado pelo MEC". Nas escolas militares ocorre algo semelhante: Não há apoio ou a idolatria da esquerda, mas a pesquisa e o ensino da história "politicamente incorreta" não ocorre, sob pena do poderoso Grande Irmão esmagar seus currículos com a poderosa clava socialista.
Mas como podemos avaliar a educação que não pelas provas governamentais? Como poderemos saber se nossos sistema de ensino está mal ou bem? Simples: basta verificarmos a quantidade de artigos e pesquisas científicas produzidas por nossos estudantes. Pela análise desses dados, teremos a confirmação de que a nossa educação é um belo saco de estrume. Primeiro porque nossas escolas e universidades produzem muito pouca pesquisa. Segundo porque, especialmente nas humanidades, a estrutura educacional da esquerda não forma pesquisadores. Forma difusores dos ideais marxistas, maoístas, guevaristas e tutti quanti, através do emprego preciso do gramscismo.
Não possuímos, em solo pátrio, grande produção científica. Não possuímos autores que busquem questionar acontecimentos históricos sob a ótica da imparcialidade. Os que existem são raros e não são levados muito a sério pelos leitores, pois estes já estão programados a ignorar qualquer abordagem diferente da socialista. Possuímos pesquisadores nas áreas da medicina, física, química e biotecnologia, mas a produção científica destes é pífia quando comparados à Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong, fora os EUA e a UE.
Com o monopólio da educação, o conhecimento é relegado a segundo plano. Não importa se o cidadão saiba montar uma bomba atômica, ou se ele sequenciou todo o genoma. Se não tiver um diploma "certificado pelo MEC", já era, sem chance. O ocorrido com o casal mineiro que ensinava seus filhos em casa é o exemplo mais claro. O aparato judiciário brasileiro obrigou os pais a colocarem as crianças sob a batuta da lei de diretrizes e bases da educação, mesmo tendo os meninos obtido aprovação em prova criada pelo próprio MEC, avaliação esta cuja aplicação aos alunos do ensino regular a pedido dos pais foi negada. O motivo para obrigar as crianças a irem a alguma instituição de ensino reconhecida??? Em casa elas não teriam "consciência social!"
É por esta maneira que a UNICAMP mantém um Centro de Estudos Marxistas por exemplo e nenhuma faculdade ou instituição mantém um centro de estudos dedicados a Edmund Burke ou a Adam Smith. Se existissem, certamente não seriam "certificados pelo MEC" e se o fossem estariam certamente incumbidos de difamá-los e de mostrar que Marx é certo, Burke é errado. Nada pode  A única coisa que pode ser certificada pelo governo é a apologia ao socialismo. Tudo o mais é inválido, errado e desestimulado, além de censurado evidentemente.
O fato é que as escolas, públicas ou particulares, nada mais são do que formadoras de novos revolucionários. São vetores da desmoralização moral e religiosa de nossas crianças, onde assuntos como religiosidade e sexualidade, que devem ser abordados pelos pais, possuem mais importância do que português ou matemática. Como resultado, nossas crianças não sabem somar, ler, multiplicar ou as capitais dos estados brasileiros, mas sabem por a camisinha, desafiar seus pais sob a proteção do ECA e que ser gay é algo "perfeitamente normal e maravilhoso".
Assim, nosso MEC nada mais é do que um padronizador de procedimentos para a desestabilização da sociedade. O objetivo é o de garantir que nossas crianças, jovens e universitário saiam dos bancos escolares com a cabeça moldada a repetirem slogans e a jamais questionar ou pesquisar a verdade dos fatos. Não formam cidadãos, mas militantes prontos a ocuparem cargos de liderança e de formação de opinião, preparados e programados para difundir o maravilhoso mundo socialista.

3 comentários:

  1. Muito bons os teus comentários, só queria acrescentar que o MEC alem disso tudo, não serve para padronizar nada dentro das instituições de Ensino Superior.
    Ficamos a merce das faculdades aceitar ou não os currículos de nossos dependentes ou até mesmo os nossos, quando somos transferidos, onde geralmente perdemos no mínimo um ou dois anos de estudo (muito bem pago) porque a faculdade fulana, não aceita tal cadeira da faculdade ciclana, que tem um nome diferente. Onde está o MEC para padronizar as cadeiras eletivas e obrigatórias para cada curso com seu respectivo nome? O nosso querido MEC só padroniza o numero de horas aulas por curso, ou seja, se uma faculdade não encher lingüiça ela termina a matéria muito antes do previsto, como é o caso da EsEFEx, que ministra todo o conteúdo previsto para formar um profissional da área de Educação Física, e que não deixa nada a desejar a qualquer outra instituição, mas que não tem seu mérito reconhecido pq nao possui as malditas horas aulas previstas. Já freqüentei faculdade particular e sei como enrolam pra ministrar a matéria, tudo isso para manter mais tempo o aluno sob seu comando pagando mensalidades exorbitantes, que com certeza devem ter uma parcelinha destinada ao MEC para esconder essa palhaçada toda.
    Abraço

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  2. Concordo contigo!

    A pífia produção intelectual do Brasil é um fato! mesmo com seis universidades citadas no Times Higher Education (THE)(USP, Unicamp, UFRJ, UFRGS, UFMG e Unesp) não temos nenhum premio Nobel, nem mesmo onde o conhecimento científico não é pré-requisito.

    Só pra comparar, a India com duas universidades listadas no THE possui 8 premios Nobel.

    Fica complicado fazer alguma coisa, pois mesmo quando estamos desenvolvendo tecnologia e precisamos comprar componentes importados (já que esses não existem no páis) o governo cobra altos impostos da universidade federal, cobra imposto de si mesmo... não consigo entender isso...

    Esse país não me merece!

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  3. A questão da pesquisa científica depende mais do ecossistema do que da vontade das instituições. O Brasil não consegue se engajar no processo tecnológico já demonstrado pelos países asiáticos, porque as formas de produção de riqueza ainda são primitivas: quase todas elas associadas com um modelo de estado voltado para o saque da riqueza nacional. Para que a sociedade crie o ecossistema do desenvolvimento tecnológico é preciso que as formas de dilapidação patrocinadas pelo Estado cheguem ao fim: momento em que a riqueza tem somente uma fonte: a da produção. Divididos entre saqueadores e produtores, não vamos nunca dar o salto para uma integração mundial na linha de frente da sociedade baseada no conhecimento e inovação. Seremos e somos meros jecas arrogantes e pretensiosos.

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