sexta-feira, 27 de maio de 2011

Bolsonaro e Sua Luta Desigual

Ora, vivemos em uma nação, em um país, onde toda a grande mídia é orientada e comprometida com uma ideologia revolucionária. Sendo assim, desde as primeiras matérias nos jornais até passar a editor-chefe, o jornalista vai sendo trabalhado para que contribua com a "causa". Solidifica o que aprendeu na faculdade e, através de chefes ideologicamente comprometidos, passa a publicar e aceitar apenas um lado da história. E assim, deixa de ter a característica mais básica que se espera de qualquer jornalista ou buscador da verdade: a isenção.

As manifestações recentes do deputado federal Jair Bolsonaro tiveram grande repercussão nos veículos de comunicações. Insultado e criticado por virtualmente todos os lados, o parlamentar ganhou notoriedade ainda maior, mas não da maneira que deveria. Passou de defensor do pensamento dominante na sociedade para ser uma figura caricata utilizada para ilustrar como suas opiniões são equivocadas e retrógradas. Deixou de ser uma ameaça à esquerda e passou a ser utilizado por ela como símbolo do ódio contra os homossexuais (e de quebra contra os negros, em uma infeliz declaração) fazendo com que a população, que em sua maioria incontestável comunga de seus pensamentos, passasse a crer que o deputado é uma figura nefasta no âmbito do Congresso Nacional.
O intrigante é notar como este processo se deu. Quando Bolsonaro expõe as razões para se opor ao projeto pró homossexualismo (ou diversidade sexual), não fala sozinho. Por suas palavras, 60 - 70% da população também fala, como demonstram incontáveis pesquisas. Não. Os pais não querem seus filhos sendo doutrinados por uma escola que ensina que o certo é errado, que a exceção é a regra e que ensinam educação sexual ao invés de matemática, ciências e português. Os pais, em sua grande maioria, acreditam que o homossexualismo não pode ser tratado como sendo algo natural, normal ou padrão. Em contrapartida, essa mesma maioria também não ensina que os homossexuais devam ser maltratados, difamados ou humilhados. Bolsonaro, pois, defende valores que nós, o povo, acreditamos serem os norteadores de nossa sociedade. Mesmo assim "perde o jogo". Porque?
Ora, vivemos em uma nação, em um país, onde toda a grande mídia é orientada e comprometida com uma ideologia revolucionária. Sendo assim, desde as primeiras matérias nos jornais até passar a editor-chefe, o jornalista vai sendo trabalhado para que contribua com a "causa". Solidifica o que aprendeu na faculdade e, através de chefes ideologicamente comprometidos, passa a publicar e aceitar apenas um lado da história. E assim, deixa de ter a característica mais básica que se espera de qualquer jornalista ou buscador da verdade: a isenção.
Bolsonaro, então, não luta contra a poderosa e virtualmente invencível bancada governista. Ele luta, também, contra uma mídia inteira, contra poderosos meios de comunicações, de produção cultural e artística. Quando o parlamentar se dispõe a ir num Programa do Jô ou no Canal Livre por exemplo, ele estará sendo recebido por profissionais formadores de opinião, que não medirão esforços para destruí-lo e desacreditá-lo. Mesmo em um debate, o mediador irá pender para o lado do politicamente correto, do companheiro de causa, como aconteceu em praticamente todos os veículos de (des) informação que o deputado compareceu. O apresentador, o "jornalista", não está ali para debater as ideias dos contendores, mas para fazer sensacionalismo com as declarações de Bolsonaro.
Nota-se que em nenhum jornal ou programa de televisão, tivemos matérias efetivamente sérias e isentas que procurasse ouvir e principalmente raciocinar em cima dos argumentos que foram expostos por eles. Simplesmente porque jornalismo sério e isento no Brasil praticamente não existe, especialmente nos grandes conglomerados de telecomunicações. Ninguém da grande mídia se deu ao trabalho de se perguntar: "será que o deputado não está certo"? Não. Tentaram apenas torná-lo uma caricatura, quase uma lenda urbana.
São muitas as razões que levam especialmente as emissoras de TV a não darem ao assunto um tratamento imparcial. Porém, pode-se destacar dois: o comprometimento ideológico de seus integrantes e o vínculo dessas empresas com o Estado, pois é ele que dá ou tira a concessão para as transmissões. É o Estado, também, que sustenta muitas emissoras de televisão por intermédio da propaganda de empresas estatais. Basta uma delas "pisar fora da faixa" que a resposta vem a galope.
Bolsonaro empreende uma luta que talvez não entenda. Ele detém na grande maioria de suas palavras e pensamentos a opinião e o desejo da maioria. Porém estas são armas muito fracas quando se luta contra um Estado aparelhado, uma mídia parcial e uma educação partidária e doutrinatória. Bater de frente não é a melhor forma de combater o estabilshment. Agindo desta maneira, o deputado deixa de ser um forte e potencial opositor para transformar-se em arma de contra-propaganda para seus próprios adversários.
O parlamentar acaba agindo como uma fera acoada, que nada mais pode fazer a não ser mostrar seus dentes e suas garras na defesa de suas convicções. Assim, mesmo defendendo o pensamento da maioria da população brasileira, ele não é ouvido como deveria, e um dos poucos congressista que efetivamente representa a vontade do povo é, cada vez mais, utilizado pela imprensa como uma figura tragicômica, quando deveria ter suas ideias debatidas e analisadas de forma isenta e imparcial, coisas que já não habitam os espaços da informação aqui nas terras tupiniquins.

domingo, 22 de maio de 2011

A Potência Burra

O falar e escrever na norma culta não é importante e nem certo. Certo é falar e escrever no modo coloquial, com todas as aberrações gramaticais que isto possa trazer. É mais do que óbvio que um indivíduo familiarizado com a forma culta da língua tem muito mais facilidade em entender sua forma popular, porém a recíproca não é verdadeira. De uma só pancada, matam-se dois coelhos: hostiliza-se a "elite burguesa" e torna os novos estudantes incapazes de compreenderem obras escritas por pensadores que possam abrir os olhos daqueles.

Enquanto professores amargam salários pífios, escolas se deterioram nos mais longínquos rincões do país, hospitais ficam cada vez mais lotados e precários e a população de bem é enganada com a ideia de que são as armas legais que fazem crimes, somos a 7ª economia do mundo. Legal né? Somos uma potência emergente cupanhero! Nunca antes na história deste país chegamos a tal patamar de desenvolvimento. Parece que, finalmente, apesar dos porcos burgueses-capitalistas-malditos-sanguessugas, o futuro chegou no país do futuro!
Sim. É verdade que temos agora um destaque econômico a nível mundial. E com tanto dinheiro, tanta riqueza, temos escolas eficientes, um sistema de segurança invejável, hospitais maravilhosos e uma infra-estrutura capaz de levar o cidadão de Belém a Porto Alegre em modernos trens de alta velocidade. Sonho? Sim, sonho. O apetite voraz do leão, a "distribuição de renda" (a sua e a minha renda né?) através de programas assistencialistas e a criação de inúmeras vagas para a copanherada faz com que toda esta riqueza seja sugada pelo fisco, pelas "bolsas" e pelo aparelhamento estatal. E assim, a potência brasileira segue pífia e miserável. Paradoxo de sistemas totalitários e socialistas: não deixam os pobres mais ricos, deixam os ricos mais pobres e os muito ricos (integrantes e militantes do partido) mais ricos ainda. Este é o país de todos!
Entretanto, para o desenvolvimento pleno de uma nação é necessário o investimento na educação, base do conhecimento científico e intelectual que garante ascensão social e geração de riqueza. E nosso querido Grande Irmão sabe disso. Prova disso são os livros muy didáticos que estão sendo distribuídos pelo MEC para educarem nossas crianças. Os de história, cantam louvor e glória a Lula e enterram na lama todo o resto. A cartilha gay prega que o homossexualismo é "maneiro" e mesmo desejável. E a nova gramática ensina que falar e escrever errado é certo. Que maravilha é a nossa educação! Teremos, assim, estudantes que são o verdadeiro sonho de consumo da esquerda: petistas (socialistas), gays e burros! Uma maravilhosa massa de militância pronta a defender com unhas e dentes a causa, sem capacidade de raciocínio e completamente mergulhada na ideologia, bem aos moldes da juventude nazista.
Como toda a estratégia do movimento revolucionário, nivela-se tudo por baixo. A chamada "elite" (que numa estrutura social, mesmo animal, serve de parâmetro) passa a ser igualada, em todos os sentidos, à mediocridade. O falar e escrever na norma culta não é importante e nem certo. Certo é falar e escrever no modo coloquial, com todas as aberrações gramaticais que isto possa trazer. É mais do que óbvio que um indivíduo familiarizado com a forma culta da língua tem muito mais facilidade em entender sua forma popular, porém a recíproca não é verdadeira. De uma só pancada, matam-se dois coelhos: hostiliza-se a "elite burguesa" e torna os novos estudantes incapazes de compreenderem obras escritas por pensadores que possam abrir os olhos daqueles. Afinal, qualquer autor que queira ser algo mais que medíocre, fará grande esforço para escrever na norma culta do Português. Fica fácil, pois, para que escritores militantes, sob o manto da identificação com o povo, continuem disseminando a causa. Aqueles que a desmascaram, não serão compreendidos pelos futuros leitores, pois estes não conseguirão entender o que está escrito em suas obras, mesmo que gramaticalmente correta. Estratégia brilhante!
Quanto mais o tempo avança, mais aberrações como estas são aprovadas. Cada vez mais a população é doutrinada ao invés de ser educada. Mais e mais estudantes estão sendo moldados para serem a voz longínqua da revolução. Nossas escolas há muito deixaram de ser locais de estudo, pesquisa e confronto intelectual. Não passam de grandes fábricas produzindo soldados socialistas, cada vez mais alheios, mais doutrinados e mais burros. E nossos representantes onde estão? Felizes e sorridentes nos corredores do poder, certos de que por mais ilegalidades e imoralidades que façam estarão sempre saboreando a vitória, quer seja através do voto de uma população cada vez mais ignorante, quer seja através de uma nomeação em um dos milhares (quiçá milhões) de cargos da nossa pesada e ineficiente administração pública estatal.
Sim, somos a sétima economia do mundo. E daí?

sábado, 14 de maio de 2011

Deuses de Toga

Garantir aos homossexuais direitos como a pensão e a herança não é errado. Neste ponto, são iguais a outras pessoas e devem tê-los. O problema está em chamar de família um núcleo homossexual, e à possibilidade deste ter o "direito" (que não lhes é natural) a adotar uma criança.

"Hoje é um dia histórico para a nação. O Supremo Tribunal Federal aprovou por unanimidade a união entre humanos e animais. Mesmo com a oposição de grupos radicais como a Igreja, os ministros reconheceram a legitimidade da união entre seres de espécies diferentes. O tribunal, em nota, divulgou que, apesar da constituição brasileira assegurar que o núcleo familiar é composto de um homem e uma mulher, a família deve ser considerada qualquer reunião de seres vivos que vivam em harmonia e com amor. Os zooafetivos comemoram o resultado. - Agora todas as pessoas com orientação sexual diferenciada poderão ter direitos como todos os outros, como casar e adotar crianças - disse o líder do grupo GLBTZPII (gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, zoosexuais, pedófilos, incestuosos e incategorizáveis). O Brasil, finalmente, é um país sem preconceitos."
Parece loucura, mas uma notícia destas não está muito longe de se tornar real. Com a aprovação por unanimidade da união homossexual e a sua equiparação como família, o STF reinterpreta a constituição, ou melhor, a lê com tamanha profundidade que ninguém mais consegue extrair de seu texto aquilo que eles dizem estar escrito lá. Tá vendo? É por isso que eles são ministros togados e tu és um mero alfabetizado, técnico, universitário ou pós-doutorado. Ainda não fomos ungidos com o bálsamo da sabedoria suprema. Apenas aqueles senhores de fala difícil, recheada de latinidades fazendo com que tudo o que falam seja impossível para os mortais entenderem. E assim, faça-se a releitura de nossa carta magna. 
Garantir aos homossexuais direitos como a pensão e a herança não é errado. Neste ponto, são iguais a outras pessoas e devem tê-los. O problema está em chamar de família um núcleo homossexual, e à possibilidade deste ter o "direito" (que não lhes é natural) a adotar uma criança. Neste ponto eles se diferenciam do restante da população e devem, pois, terem tratamento desigual a medida que se desigualam dos demais (princípio da isonomia). Não se trata de preconceito ou homofobia, mas apenas de proteger a verdadeira família, conforme descrita na constituição, na religião, e como a entendemos desde muitos milênios
O problema é a abordagem relativista que este e outros assuntos têm no Brasil. Sob o manto de que "tudo é relativo" distorções acabam ocorrendo. Mas a realidade é que somente pode existir relatividade quando comparamos um referencial a outro. E neste caso, o único referencial que temos é a sociedade brasileira com todas as suas regras e tradições. Se os nepaleses acham normal o homossexualismo, não é por isto que devemos achá-lo. Se índios matam crianças que nascem defeituosas poderíamos fazer o mesmo? Se no antigo Egito o incesto era algo comum e desejado significa, então, que devemos dar tal atitude como normal? Não, pelo simples motivo de que não vivemos (ainda) um governo e uma sociedade mundial. Portanto, devemos manter nossas tradições e nossas convenções sociais, pois são elas que garantem o equilíbrio necessário para que possamos efetivamente viver em sociedade.
Muitos ativistas argumentam que o suposto "preconceito" aos homossexuais deriva do moralismo do país. Verdade. Assim como este moralismo condena a poligamia, a pedofilia, o incesto, a zoofilia e muitas outras orientações, sexuais ou não, que vão de encontro aos valores morais da sociedade brasileira. Mas isto não quer dizer que estamos exterminando este tipo de pessoas. Apenas condenamos que seu comportamento seja dado como normal. Não podemos comparar-nos com a sociedade árabe, chinesa ou escandinava. Afinal estamos sujeitos às leis que regem o nosso ambiente e, por consequência, ele não é relativista, mas absoluto. É como nossa situação no planeta Terra. Estamos em movimento em relação ao Sol e à Lua, mas isto não quer dizer que se ficarmos parados iremos nos deslocar para o trabalho, a escola ou de volta pra casa. Neste caso, estamos absolutamente parados e, se não nos movimentarmos, não iremos a lugar algum. O mesmo raciocínio vale para os dispositivos religiosos, morais e legais dentro de determinada sociedade.
Acontece que as minorias cada vez mais querem impor as suas vontades a maioria. Prova disto é que pesquisas vêm sistematicamente indicando que o povo brasileiro não é favorável à equiparação da união homossexual com o ente familiar. A maioria (que supostamente deveria ter a decisão final se tratando de um regime democrático) deixa de ter voz. O argumento utilizado pelos ativistas destes movimentos é que o povo todo é preconceituoso e que é preciso uma conscientização de todos. Se a repulsa brasileira ao homossexualismo se traduzisse em assassinatos em massa de integrantes da comunidade GLBT, caso que não ocorre no país diferentemente dos países islâmicos, certamente teríamos um problema, mas não temos.
Reinterpretando a constituição e possibilitando aos homossexuais direitos que não podem ter (pois se diferenciam do restante da sociedade), o STF deu prova de que as tradições e cultura da população, bem como a opinião da maioria, não contam na hora de se definir o que é a família. Conta somente a sua própria opinião que, por razões demoníacas ou divinas, acredita-se ser a expressão absoluta da verdade, conhecimento somente revelado aos deuses de toga.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Império Relativista

O relativismo não passa, efetivamente, de um processo de corrosão e corrupção de valores morais. Trata-se de uma modificação profunda no seio de conceitos milenares que nos trouxeram até aqui. Nas relações onde não há referencial externo, não há relatividade.

Paira sobre a nação brasileira, e ouso dizer no hemisfério ocidental como um todo, a ideia de que tudo é relativo. Segundo a maioria de nossos artistas, jornalistas, intelectuais e profissionais da (des) educação, o certo e o errado são meros pontos de vista. O que é certo para uns, não é certo para outros. Não existe maldade e nem bondade. Tudo é relativo. Assim, conceitos como família, moral, leis, direitos e deveres deixam de serem parâmetros e passam a ter uma flexibilidade tal que acaba por descaracterizá-los.
É baseado nessa ideia que muitas decisões estão sendo tomadas pelo viés relativista, desconsiderando completamente a opinião da maioria da população, como foi o caso da aprovação pelo STF de alguns direitos civis e o reconhecimento da legitimidade da união homossexual. 
O problema, entretanto, não é o reconhecimento de tal espécie de união, mas a equiparação desta com a entidade familiar. Garantir a homossexuais direitos como  pensão e herança não é errado. O errado é garantir a eles (e este é o próximo passo) conquistas que não podem almejar, justamente porque são pontos nos quais eles se desigualam do restante da população, como o casamento e a adoção. E o princípio da isonomia é justamente o de tratar desigualmente os desiguais conforme estes se desigualam. 
A continuar este viés, rapidamente teremos a equiparação de qualquer tipo de união com a entidade familiar. Em breve, a pedofilia, a zoofilia e a poligamia não serão mais "discriminadas”. Serão tratados com o mesmo status da família. Afinal, se o STF resolveu reinventar o conceito familiar, qualquer tipo de união poderá ser considerado como sendo um núcleo familiar. Lembra um episódio de "Os Simpsons," onde Homer, depois de ordenado pastor pela internet, abre uma igreja e realiza casamentos de "qualquer coisa com qualquer coisa".
Segundo a Constituição Federal de 1988, a família, o núcleo familiar, é constituído de um homem e uma mulher. Mas parece que todos os leitores da carta magna estão errados. Somente os ministros do STF conseguem enxergar algo diferente disto. E o fazem pela aplicação de conceitos relativistas, de que não existe o certo e o errado e, como manda  o politicamente correto, que "o mundo mudou e precisamos mudar com ele." Nada mais errado e ingênuo.
Ao declarar que todos os conceitos são relativos, os defensores de tal ideia não estão errados. Realmente, tudo é sim relativo. Mas o que eles negam, por ignorância, canalhice ou má fé, é que só podemos afirmar que existe alguma relatividade quando comparamos dois referenciais distintos. Para eles, não existe qualquer referencial, que não suas cabecinhas ocas. O problema de suas argumentações é que existe sim um referencial, e este é a civilização ocidental, cujas bases estão firmadas nos valores judaico-cristãos, e na família. Por exemplo: por mais que estejamos em movimento (em relação a um observador no espaço sideral, na lua ou no sol), é preciso levantar e andar para sair do quarto e ir ao banheiro, pois estamos parados em relação ao nosso referencial que é, unicamente, o planeta Terra. E o nosso "planeta Terra" nada mais é que nossa sociedade.
Sendo assim, todos os fatos que ocorrem dentro desta estrutura social estão submetidos a ela, pois todos os agentes estão inseridos dentro de um mesmo referencial. Se o homossexualismo, é tido como natural pelos nepaleses, não é por isto que o será para os brasileiros. Se o casamento entre meninas e homens adultos é comum nos povos indígenas, não pode, necessariamente, sê-lo dentro de nossa sociedade. Se um bebê nasce com algum defeito, os indígenas (e os espartanos) os matam. Deveríamos fazer o mesmo com os nossos? Afinal, não e tudo relativo?
O relativismo não passa, efetivamente, de um processo de corrosão e corrupção de valores morais. Trata-se de uma modificação profunda no seio de conceitos milenares que nos trouxeram até aqui. Nas relações onde não há referencial externo, não há relatividade. Fosse assim, não teríamos várias culturas, países, e civilizações distintas. Seríamos um único e grande bloco, o que seria uma grande utopia. Afinal os seres humanos são diferentes entre si por uma série de fatores, sejam eles históricos, culturais, geográficos ou religiosos.  .
Com a modificação de conceitos e valores, estamos efetivamente rolando o tambor de uma roleta russa e, em algum momento, o revólver irá disparar e desapareceremos como sociedade. Em nome do relativismo estaremos, de fato, fazendo o parto de um novo conceito de sociedade, da famigerada nova era. A verdade, então, deixará de ser relativa e passará a ser monopólio desses sociólogos, artistas, acadêmicos, educadores, políticos enfim, "intelectuais" em geral que, por alguma razão divina ou profana, são os únicos portadores da "vontade e desejo da maioria" mesmo quando esta mesma maioria não compartilha de suas ideias.
Estamos vivendo, pois, num verdadeiro império relativista.

sábado, 7 de maio de 2011

Entregue Sua Arma!

Entregar nossas armas e votar pelo desarmamento é fundamental para que possamos estar em segurança. Com pistolas e revólveres nas mãos de bandidos e da polícia, teremos a certeza de que somente pessoas capacitadas estarão de posse delas. Quanto a este negócio de que são as armas ilegais as responsáveis pela quase totalidade dos crimes cometidos no país, não se engane. Isso "non ecxiste. "  É coisa da direita golpista, teoria da conspiração e da CIA. 

Em nome de nossa própria segurança os cidadãos de bem são incentivados a entregar suas armas de fogo, o que é muito salutar. Afinal, este tipo de aparato é extremamente perigoso. Sério. Ontem mesmo, vi um grupo de espingardas, revólveres e pistolas dentro de um banco e, após renderem o segurança, limparam os cofres. Assim, sozinhas, sem ninguém segurando-as, sem ninguém manejando-as. Saio do local e o que vejo? Uma arma solitária atravessar a rua e assaltar um pedestre. Coisa séria estas armas! Como podem ficar andando impunes por aí? Fiquei amedrontado: será que as armas são como os transformers que ganham vida e saem a fazer todo tipo de crime? Talvez. Ainda bem que meu amigo do peito e grande irmão Estado, sempre pronto pra me salvar, já está fazendo campanha para que todos entreguemos nossas armas. Ufa! Me sinto aliviado.
Acho mesmo que as armas devam ficar na mão de quem sabe utilizá-las: os bandidos e o Estado. Somente assim estaremos protegidos e, de quebra, estaremos garantindo emprego para milhares de meliantes que poderão nos roubar de maneira sossegada e sem medo. Chega desta desumanidade de atirar em um assaltante, sequestrador ou estuprador, mesmo dentro de casa. Eles também têm direito ao dinheiro e a aliviarem suas tensões sexuais. Não podemos simplesmente pegar uma arma e atirar na cabeça de alguém que violente nossos filhos, que assalte nossas casas ou que tente arrombar a casa do vizinho. Não. Isso é trabalho da polícia. A nós resta somente o direito a um telefonema para chamá-la. Quem pensamos que somos para achar que podemos defender nossa vida e nossa família? Aqueles que pensam uma coisa dessas só podem ser malucos.
Sem armas, estamos mais seguros. Afinal, vai que se compre uma arma amaldiçoada por um ritual de magia negra e, do nada, ela simplesmente resolva atirar por si só e matar toda família? Ou que o cidadão esteja dormindo em casa, ouça um barulho, acorde, e veja que está sendo roubado? Já imaginou se ele dispara contra o marginal e acerta? Será julgado por homicídio, posse de armas, etc. E o ladrão será a vítima coitado! Afinal só estava querendo pegar aquilo que a sociedade malvada e a burguesia lhe tiraram. Como bônus, garante o descanso do cidadão de bem: "- Amor, ouvi um barulho, vai lá ver... - Não precisa, deve ser alguém nos assaltando... Ainda bem que estou sem minha arma senão teria que me levantar a essa hora. Sem arma, posso dormir até tarde e levantar cedo amanhã. Tomara que o ladrão tenha deixado a cafeteira..." Fora os 300 reais por cada uma devolvida! 
Entregar nossas armas e votar pelo desarmamento é fundamental para que possamos estar em segurança. Com pistolas e revólveres nas mãos de bandidos e da polícia, teremos a certeza de que somente pessoas capacitadas estarão de posse delas. Quanto a este negócio de que são as armas ilegais as responsáveis pela quase totalidade dos crimes cometidos no país, não se engane. Isso "non ecxiste" É coisa da direita golpista, teoria da conspiração e da CIA.