segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Sistema é Foda

A questão posta deveria ser: porque eu sou obrigado a aceitar, por lei, pessoas que eu não quero que frequantem meu restaurante? Ora, alguém obrigou o tal casal homossexual a ir naquele restaurante? Era este restaurante um lugar público sujeito à administração estatal? Não, não e não. 

O Sistema é foda! Com esta frase, Tropa de Elite 2 transmite uma mensagem muito mais sutil do que a simples indignação do capitão Nascimento com o satatus quo do país. Ela, acima de tudo, transmite ao espectador que está sentado na poltrona do cinema (ou numa cadeira, ou sofá da sala) que não adianta tentarmos modificar a atual situação que vivemos. Afinal, sequer o mais novo herói nacional conseguiu tal façanha não é mesmo? É... O sistema é foda!
Vivemos cada vez mais inseridos num processo de castração moral, onde somos tolhidos de lutarmos por nossos direitos, por nossas liberdades e por tudo aquilo que acreditamos. Não adianta, não venceremos. Mesmo sendo a vontade da maioria, não dá. O sistema é foda!
Eu não olho TV aberta no Brasil, com exceção da Fórmula 1 e... Bom, e mais nada. Mas num raro momento em que estava ligando o dito aparelho, eis que acontece uma coincidência destas que só acontecem com certas pessoas.
Estava passando a novela das oito (ou das nove, vá se saber), justamente um diálogo onde um dono de restaurante estava indignado porque não tinha o direito de proibir a entrada de casais homossexuais em seu negócio. Seu amigo, ou sócio, prontamente o consolou: "não adianta lutar contra isso. Vai insistir em ir contra uma decisão do Supremo? Se ele decidiu, está decidido." Perceberam a mensagem? Não adianta lutarmos por nossos direitos, não adianta esperneamos, não adianta ficarmos raivosos em nome de nossa liberdade. Não adianta. O sistema é foda.
A questão posta deveria ser: porque eu sou obrigado a aceitar, por lei, pessoas que eu não quero que frequantem meu restaurante? Ora, alguém obrigou o tal casal homossexual a ir naquele restaurante? Era este restaurante um lugar público sujeito à administração estatal? Não, não e não. 
O direito à liberdade não pode ser restrito a apenas um lado. O dono de qualquer estabelecimento tem que ter o direito de aceitar em suas instalações quem ele quiser, e de rejeitar quem ele quiser também oras. Se um proprietário de um bar quer aceitar fumantes por exemplo? Qual é o problema? "Ah, mas aí os outros vão virar fumantes passivos" vão dizer os maníacos anti-tabaco. Mas pergunto: pessoas que frequentam ambientes privados onde fumantes são aceitos são obrigadas a fazê-lo? Não. 
O que temos, neste exemplo, é uma cara afronta ao direito do dono do bar, restaurante, boate e afins de querer em seu estabelecimento quem ele julga que deva entrar. 
Por raciocínio semelhante, se um restaurante não aceita gays, mulheres, negros, brancos, héteros, animais, pessoas de bermuda ou qualquer outra coisa, porque ele deve ser obrigado a fazê-lo? "Ah, mas isto é preconceito" diriam os gayzistas, feministas e tantos outros "istas" de plantão. E aí pergunto: por acaso já foi visto uma pessoa ou grupo de pessoas ser colocado sob canos de metralhadoras e fuzis com alguém dizendo "aí maluco, a parada é a seguinte: ali naquele bar não são aceitos gays, mas são aceitos fumantes skinheads e neonazistas morô? Tu vai fazer o seguinte: entra lá e passa a noite toda lá dentro. Se tu sair maluco, vô te apagá cumpadi!" Claro que ninguém jamais viu uma cena dessas pelo simples fato de que ninguém é obrigado a frequentar este ou aquele lugar. Portanto, se os donos de estabelecimentos não quiserem aceitar este ou aquele grupo de pessoas... E daí? Qual é o drama? É só os que se incomodam não frequentarem mais estes lugares. E assim, naturalmente, as coisas vão se ajustando.
O problema é que estamos sendo vítimas de uma verdadeira mordaça, no caso, a mordaça gay. O cidadão não pode ter o direito de criticar tal conduta, de ser contrário a tal conduta e nem mesmo de querer evitar o contado com pessoas desta orientação sexual. As liberdades individuais estão sendo cada vez mais engolidas pela imposição de comportamentos minoritários que estão literalmente destruindo a indiviualidade que caracteriza cada ser humano.
Sob o lema de acabar com o preconceito, estão acabando com a nossa liberdade, inclusive a deles próprios. Afinal, o que se aplica a um grupo hoje pode não se aplicar amanhã. 
É pena que nós brasileiros não tenhamos noção do que significa a palavra liberdade, do que significa ter o direito de aceitar ou não aceitar determinadas condutas ou pessoas. Por isso não conseguimos nos revoltar contra tamanha afronta à ela. Pelo contrário! Achamos realmente que é um pecado mortal nós decidirmos quem entra em nossa lancheria, sorveteria, bar ou restaurante.
Contribuindo para esta alienação, a televisão, o cinema e os jornais apenas nos ensinam uma lição: não adianta lutar pelo seu sagrado direito de serem livres "malditos direitistas".Com certeza, leitores mais ignorantes chamarão este texto de homofóbico. Não meus senhores. Este texto (assim como todos os outros deste autor) batalha apenas por uma coisa: liberdade. Liberdade para que os homossexuais e minorias em geral lutem pelos seus direitos (ou pelo que acham que é seu direito). Mas também liberdade para que cada indivíduo possa aceitar ou não quem quer que seja dentro de sua propriedade, quer seja particular, industrial ou comercial.
Sei que é difícil o combate e, ainda mais ser compreendido; porque sei que "O Sistema é Foda".


domingo, 26 de junho de 2011

25 Anos de Inércia

Houveram erros sim mas, querendo ou não, o país que temos hoje devemos aos governos militares.
 
Uma vez, em uma faculdade de História, me perguntaram qual era a principal diferença que, segundo a minha opinião, existia entre o período dos governos militares e os atuais. Minha resposta foi pronta: planejamento estratégico. 
Durante aquele período, o país tinha um plano que foi aplicado com um alcance não de 5, 10 anos, mas para 20 ou 30 anos. Prova disto é que a infra-estrutura do Brasil foi erguida durante aqueles anos. Rodovias rasgaram o país, usinas de eletricidade foram construídas e foi realizado o projeto econômico de maior sucesso ambiental que o mundo tem notícia: a Zona Franca de Manaus.
Os metrôs de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, além da criação de 4 portos e reformas de outros 20, expansão da malha asfaltada de rodovias (15 vezes), criação de institutos de pesquisas científicas e o aumento de 1000% da produção da Petrobrás e ainda a criação de um sistema amplo de telecomunicações foram fundamentais para o nosso desenvolvimento. 
Obras como a ponte Rio-Niterói, as usinas de Itaipu e Tucuruí, a Dutra e mesmo a Transamazônica (cujo projeto, se fosse continuado, traria integração àquela parte esquecida do território brasileiro),  foram chamadas de "faraônicas", e hoje poucas pessoas se imaginam vivendo sem elas.
Pois foi sobre os ombros dessa estrutura que passamos os últimos 25 anos. Foi assentado nestes sólidos alicerces que podemos, hoje, caminhar para a industrialização. O problema é que, nas duas últimas décadas, absolutamente nada foi investido na infra-estrutura do país. E o resultado é este que estamos vendo: apagão aéreo, elétrico, rodoviário, educacional e caos na segurança pública. Os presidentes que sucederam aos militares apenas aumentaram o número de ministérios, cargos públicos e a distribuição de esmolas à população. Nossa base estrutural está saturada e continuamos, ainda, sem um planejamento de longo prazo. O que fazemos é "apagar incêndios" como está sendo o caso das obras para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, que agora caminham em sigilo (e certamente vai enriquecer muita gente).
Claro que erros foram cometidos, como a censura e o excesso de estatização da economia e a centralização do poder econômico na União por exemplo. Mas àquela época podia-se sair nas ruas das grandes cidades sem a temeridade dos dias de hoje. Infelizmente, os presidentes militares também destruíram as forças conservadoras do país, representadas por Carlos Lacerda, e se perpetuaram por demais no poder. Mas nenhum deles saiu milionário ou rico, muito diferente do que acontece nos dias atuais. Houveram erros sim mas, querendo ou não, o país que temos hoje devemos aos governos militares.
Os maiores críticos falam do endividamento que tal projeto custou ao país. Mas esquecem da relação custo-benefício. Esquecem que o importante não é o tamanho da dívida, mas a capacidade que um país tem de pagá-la. Se a estratégia continuasse sendo aplicada, provavelmente não seríamos hoje um país produtor e exportador de matéria-prima. Poderíamos estar produzindo bens de alto valor agregado e o mais importante, não precisaríamos correr tanto para tentar fazer dois eventos esportivos que, na minha opinião, serão medíocres do ponto de vista da infra-estrutura e segurança. 
Aliás, se seguíssemos o plano de desenvolvimento que estava sendo aplicado, não precisaríamos de uma Copa ou de Jogos Olímpicos como motivo para melhorarmos as condições de nossas cidades. Muito provavelmente precisaríamos apenas de alguns ajustes para adequar-nos às exigências da FIFA e não de uma completa remodelação de nossas cidades-sedes (e isto faltando menos de 4 anos!).
O problema é que planejamento de longo prazo não dá retorno garantido nas urnas, e um povo com cultura superior tende a ser mais seletivo na hora de escolher seus representantes. Assim, seguimos carecendo de uma visão de futuro de longo alcance entre os nossos governantes. Existem pessoas capazes de fazer tal reformulação, de planejar um Brasil desenvolvido enxergando 30 ou 50 anos à frente. Mas estas pessoas, infelizmente, jamais serão eleitas pelo povo pois, além deste ser ignorante e mal instruído, o remédio para a cura de nossa enferma infra-estrutra é amargo e difícil de ser aceito pelos atuais donos do poder que vivem de currais eleitorais e de bolsas papa-votos. 
Passamos 25 anos parados no tempo. E o resultado está aí. Quando será que voltaremos a enxergar além das viseiras opacas da ignorância ideológica?




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os Ministros Superpoderosos

A questão exposta aqui não é se a união estável homossexual é certa ou errada em si. A questão é o fato do STF estar atropelando sistematicamente a lei maior do Brasil. E todos acham isso a coisa mais normal do mundo.

E mais uma vez os ministros do Supremo Tribunal Federal, por intermédio de interpretação semântica extremamente superficial, redefiniram a Contituição de 1988. Refiro-me ao caso da aprovação da união estável para homossexuais que, segundo os ignóbeis do STF não está proibida no texto constitucional. Não sei se foi realmente este o argumento utilizado pelos ministros do supremo, mas pelo menos este é utilizado pelos defensores da tamanha aberração. Segundo estes gênios, a Constituição Federal diz que o núcleo familiar é composta por um homem e uma mulher. Sendo assim, se não consta a expressão "somente por um homem e uma mulher" então os homossexuais podem ser sim uma família.
Ora, por este argumento pueril e extremamente frágil, poder-se-ia considerar como núcleo familiar uniões bizarras como entre um homem e uma boneca inflável, ou entre uma mulher e seu cachorro. Ainda, abre-se o precedente para que sejam realizadas uniões estáveis cada vez mais estapafúrdias. Dentro em breve serão reconhecidas como tais, uniões pedófilas, zoofílicas e a poligamia. Afinal, não está no texto contitucional que o núcleo familiar precise ser constituído "apenas" entre dois seres humanos. Pode ser que tenhamos famílias de um homem e quatro mulheres, ou de uma mulher e três homens, ou ainda, entre um homem, duas mulheres, duas vacas e um jumento. Afinal, na Constituição não diz nada contra a união sexual entre os homens e os animais não é mesmo?
O problema aqui não é a validade ou não da união estável entre homossexuais. O cerne da questão é que os ministros do STF tal como deuses estão modificando o texto constitucional à revelia do Congresso Nacional. São verdadeiros ministros superpoderosos!
A busca dos grupos homossexuais pelo reconhecimento de suas relações como sendo equiparadas à união estável heterossexual é até legítima. Veja bem, o que é legítimo é o direito que estas pessoas têm de buscar seus anseios. Se estes anseios são válidos ou não, é outra história. 
Por isto, se os homossexuais querem modificar a constituição, que tentem fazê-lo por intermédio do Congresso Nacional, que é o poder competente para fazer tais alterações. Vale lembrar que hoje o STF aprova a união estável gay, mas amanhã poderá simplesmente proibí-la. Ou seja, neste momento os grupos ligados ao movimento homossexual estão vibrando com a decisão dos ministros, mas esquecem que amanhã estes mesmos ministros poderão modificar novamente a lei maior do país, de acordo com os interesses do momento. Não percebem que o aparente direito conquistado é frágil, à medida que foi conseguido por intermédio de um poder incompetente para modificar a Constituição.
Não é a primeira vez que os deuses togados modificam a lei maior do país. Agora, conforme fora das outras vezes, o Congresso Nacional nada fez, e o Poder Executivo, menos ainda. Se o STF serve para fazer se cumprir a Constituição, ele tomou uma decisão anticonstitucional. Se a tomou, é porque está agindo fora da lei. O caso deveria ser levado ao Poder Legislativo, este sim com plenos poderes para modificá-la. 
Hoje, os grupos favorecidos comemoram. Amanhã poderão estar chorando decisões arbitrárias. A questão exposta aqui não é se a união estável homossexual é certa ou errada em si. A questão é o fato do STF estar atropelando sistematicamente a lei maior do Brasil. E todos acham isso a coisa mais normal do mundo.
 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Liberdade Relativista

Quanto mais vejo este tipo de coisa, chego a conclusão que somos um povo realmente livre. Um povo que pode expressar suas opiniões, seus pensamentos e seus posicionamentos com a certeza de que nossos tribunais garantirão essa liberdade. Isso, claro, se estiver de acordo com as opiniões, pensamentos e posicionamentos da escória esquerdista.

Vejo agora a pouco que o Supremo Tribunal Federal decidiu que as marchas pela legalização da maconha não podem ser consideradas ilegais porque ferem princípios constitucionais como a liberdade de reunião e expressão. Matéria no site G1 mostra também os motivos pelos quais os ministros rejeitaram, por oito  votos a zero, a criminalização de tal manifestação, alegando que não se trata de apologia ao uso de drogas.
Bravo ministros! Vossas Excelências defenderam um dos direitos fundamentais do cidadão: a liberdade de expressão. Mas... Tenho uma perguntinha pros "dotô": Porque para a marcha pela legalização da maconha (e de outras drogas futuramente) é utilizado o argumento da liberdade de expressão para defendê-la e este mesmo argumento é esquecido quando para defender pessoas que querem EXPRESSAR OPINIÕES contrárias ao homossexualismo? Não que seja esse o posicionamento do STF (embora eu acredite que seja) mas é o pensamento reinante nos cérebros deformados de nossos formadores de opinião.
Bom, alguns jornalistas, artistas e juristas (nossos "entendidos") podem argumentar que "a marcha para a maconha não quer incentivar o consumo de drogas, apenas liberá-lo." Certo cara-pálida. E desde quando alguém que emite opiniões contrárias à prática homossexual quer a morte deste grupo? Quer dizer que quando eu opino sobre a legalidade ou não da maconha eu sou livre; mas quando eu opino acerca da validade ou não da conduta homossexual eu não sou livre? Que raio de liberdade é essa?
Muito provavelmente, se houvesse uma marcha do orgulho heterossexual, ou pela liberação do consumo de cigarro em locais privados (bares, boates, restaurantes e tutti quanti), a repressão seria muito forte, especialmente por parte da mídia (sem falar nas novelas que logo logo estariam ridicularizando tais ações, coisa que não fazem com as marchas vermelhinhas) e de nossos "entendidos".
Quanto mais vejo este tipo de coisa, chego a conclusão que somos um povo realmente livre. Um povo que pode expressar suas opiniões, seus pensamentos e seus posicionamentos com a certeza de que nossos tribunais garantirão essa liberdade. Isso, claro, se estivermos de acordo com as opiniões, pensamentos e posicionamentos da escória esquerdista.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Futura Geração Perdida

Como será o Brasil daqui a 20, 30 anos? Seremos uma potência tecnológica? Seremos um país realmente desenvolvido? Teremos finalmente a ventura de ganhar um Prêmio Nobel? Serão nossos futuros jornalistas, artistas, políticos e professores, pessoas esclarecidas capazes de buscar a verdade dos fatos, de entender o que se passa a seu redor; que não sejam reféns de jornais e grandes redes televisivas, enfim, pessoas capazes de ter senso crítico suficiente para questionar criticar e filtrar as informações que recebem? A resposta a essas perguntas é uníssona: não.
Hoje o Brasil possui um déficit de 1,3 trilhão de reais. Ou seja, estamos deixando para cada criança que nasce hoje uma verdadeira herança maldita. Eles chegam ao mundo como devedores, fruto de nossa incompetência em gerir os recursos públicos e à distribuição de assistencialismo ao invés de geração real de riqueza.
Graças ao nosso Estado inchado, cheio de cargos, dono de empresas (que se fossem realmente privadas seriam muito mais eficientes e custariam praticamente nada), e onde todos os problemas são resolvidos com a criação de mais e mais ministérios e secretarias que servem apenas para satisfazer interesses políticos, nossos filhos herdarão um país falido. E certamente estarão sendo vítimas de um assalto tributário muito maior do que o que sofremos hoje. Tudo para sustentar um Estado cada vez mais pesado, ineficiente e caro.
Se nosso problema fosse puramente econômico, certamente o caos seria mais fácil de resolver. Mas não é. Não bastasse entregarmos a esta geração que hoje engatinha o peso de nossa incapacidade administrativa e populismo politiqueiro, estamos tornando-os burros. Gramáticas que ensinam como falar errado, livros de História que ovacionam a corrente governante e os de matemática que não ensinam sequer a somar e subtrair são exemplos de como a busca pelo conhecimento e o anseio de conhecer, produzir e entender a alta cultura e a pesquisa, são combatidos pela instituição Escola e o pior, com a aceitação e mesmo incentivo daqueles que deveriam ser os primeiros a se indignarem com esta situação: os professores.
Estes profissionais, tragicamente corrompidos pelo gramscismo, acreditam estar fazendo um bem a nossas crianças ao ensinarem que a linguagem e cultura coloquial tem tanta ou maior importância do que a "cultura da elite". O resultado é uma inversão na escala de valores: emburrecemos a população ao invés de efetivamente educá-la. Entrentanto, pecam muito mais pela ignorância do que pela má-fé, já que para uma mente corrompida não há outros conceitos e práticas que não aqueles ensinados por seus gurus nos bancos universitários.
Claro que isto tem um propósito. Negando a nossas crianças o acesso à forma culta da língua é lhes negado, também, o acesso à alta produção cultural, artística e científica. Além disso, retira-se o senso crítico de nossos estudantes que se tornam cada vez mais incapazes de questionar e investigar qualquer informação que recebam. Passam a ser apenas repetidores daquilo que o politicamente correto lhes ensina, pois não possuem os conhecimentos necessários para compreender obras literárias ou científicas mais profundas, que são escritas pela utilização da norma culta da língua (como não poderia deixar de ser). Além disso, é principalmente por este motivo que cada vez mais as empresas precisam importar mão-de-obra altamente especializada de fora, pois o Brasil é incapaz de fornecer profissionais que exijam alto grau de conhecimento científico e mesmo cultural. Ora, se estamos incentivando o erro na escrita de nosso idioma, que esperar do restante?
Cada vez mais, nossas escolas estão produzindo jovens que sabem colocar a camisinha, que são incentivados ao homossexualismo e que afrontam seus pais baseados no ECA, ao mesmo tempo que estes mesmos estudantes são incapazes de entender uma obra literária ou aplicar a fórmula de Báskara. Ficam cada vez mais reféns do que é imposto pela ideologia dominante, seja ela qual for.
Não obstante, essa geração que hoje frequenta os bancos escolares nas primeira séries do ensino fundamental em breve estará ocupando os espaços dos atuais formadores de opinião e o círculo vicioso continuará indefinidamente.
Além disso, se os pais de hoje não conseguem despertar em seus filhos o gosto pela cultura, pela literatura, pela investigação e pela pesquisa (pois já tiveram uma educação deficitária), que dizer quando os atuais ocupantes das cadeiras das séries iniciais do ensino fundamental tiverem os seus? Se já nos dias atuais isso acontece, como estaremos em 20, 30 anos? 
Não se trata de delírio, de teoria da conspiração. Trata-se de fatos: estamos formando hoje uma futura geração perdida, e se nada for feito, jamais poderemos recuperar as vindouras. Continuaremos a ser, pois, um país exportador de commodities, com uma educação pífia e com uma população pensante que não pensa, apenas responde a estímulos pré-programados pelos agentes revolucionários.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Companheiro Terrorista

Somente os que cometem o sacrilégio de buscar o conhecimento longe das redações de jornais e da oratória dos professores universitários conseguem entender que quando o criminoso é de esquerda ele está automaticamente absolvido de todos os crimes que cometeu, comete e cometerá, a não ser que o delito seja o de abandonar a causa. Neste caso, ele passará a ser o bandido mais perigoso do mundo.

Ao negar a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti, provou-se mais uma vez como são tratados os criminosos da esquerda aqui em Pindorama. Tratados foram descumpridos, leis foram violadas, e a vontade do Imperador foi cumprida: camaradas de ideais não cometem crimes comuns, cometem crimes políticos. Esse é o país que quer ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (como se isso fosse grande coisa)!
A ministra italiana da Juventude Giorgia Meloni, classificou o ato como indigno de uma nação civilizada. Mas desde quando o país do carnaval é uma nação civilizada? Um lugar onde se ensina a escrever errado, onde santifica-se o homossexualismo e onde criminosos que mataram, sequestraram, estupraram e torturaram recebem como punição polpudas indenizações porque lutaram "pela causa" não pode mesmo ser levado a sério. Aqui, o assassino e terrorista de esquerda tem sua extradição negada. Em contrapartida, pobres boxeadores que querem fugir da ilha-prisão são, em tempo recorde, imediatamente enviados de volta ao cárcere do qual pretendiam sair.
Nessas terras, o valor da vida humana e a dignidade da família só existem para os que compactuam de ideias consoantes com o socialismo. Se alguém comete um crime em nome da causa política, este é imediatamente isento de toda e qualquer culpa. Bombas foram explodidas, agentes da lei torturados e mortos e as pessoas que cometeram tais barbaridades são tratadas como eternos heróis e perseguidos políticos. Mas aqueles que os combateram em uma luta violenta que, pela dureza da situção, tiveram que matar ou mesmo torturar são punidos com o mais rigoroso pulso da esquerda. Ou será que retirar a vida de pessoas para impor um regime comunista não é crime, é um ato de bravura, grandeza? 
Somente os que cometem o sacrilégio de buscar o conhecimento longe das redações de jornais e da oratória dos professores universitários conseguem entender que quando o criminoso é de esquerda ele está automaticamente absolvido de todos os crimes que cometeu, comete e cometerá, a não ser que o delito seja o de abandonar a causa. Neste caso, ele passará a ser o bandido mais perigoso do mundo. Caso contrário, seguirá sendo apenas mais um companheiro que luta "por um mundo melhor", independentemente dos crimes que cometa.
Veja, cara ministra italiana: jamais o Brasil será indigno por ter cometido tamanha violência contra o povo italiano. Afinal, somente uma nação civilizada poderia receber, por ato tão vergonhoso, tal adjetivo. E se tem algo que não somos, é um país civilizado.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Canto da Sereia

 
Nos mares da antiguidade, seres mitológicos hipnotizavam os navegadores e os atraíam para os rochedos, onde embarcações e tripulantes eram devorados. Seu canto conduzia marujos e capitães para a morte, enquanto estes achavam-se completamente entorpecidos pelo belo canto. Ao abrirem os olhos, viam seres metade peixe, metade mulher, irresistivelmente belos e sedutores que, com um olhar penetrante e suave porém mágica voz, atraíam e matavam aqueles homens que se achavam envoltos numa verdadeira visão do paraíso. Assim, por completa incapacidade para perceber o perigo e total entrega a prazeres efêmeros, esses homens trocavam instantes de puro deleite por uma eternidade de escravidão, pagando com a própria vida
Passados alguns milênios, navegadores continuam sendo seduzidos pelo canto da sereias. Se outrora, barcos eram atraídos ao rochedo, hoje são as pessoas que são atraídas para uma prisão mental onde, seduzidas pela falsa bonança econômica, entregam alegremente sua liberdade em nome do crédito fácil e de uma bolsa qualquer. Não conseguem perceber a armadilha e acabam seduzidas pela promessa de inclusão social e melhores condições de vida. Mas que preço estão dispostas a pagar? Ao que parece estão dispostos a pagar com a própria liberdade.
No tempo dos navegadores greco-romanos, as sereias cantavam uma canção. Hoje a canção é diferente, mas não menos sedutora: pipocam a todo instante nas páginas dos jornais a democratização do crédito, o aumento da classe C e os milhões de brasileiros retirados da miséria. Finalmente as pessoas estão subindo na pirâmide social. Isto tudo é verdade. Parece que estamos sim evoluindo. Parece...
Com a sedução econômica, o monstro esconde o progressivo processo de destruição da sociedade. O projeto anti-homofobia, que proíbe as pessoas de terem opinião contrária ao homossexualismo bem como a aprovação de uma gramática que ensina nossos filhos a serem analfabetos são apenas dois exemplos de reformas que estão sendo feitas à margem da vontade da população, com a intenção clara de desestabilizar e desmoralizar nosso corpo social. A alta cultura passa a ser algo "de burguês" e a opinião só é permitida se for igual ao politicamente correto. Perde-se com isto a liberdade de opinião, algo fundamental para a democracia. Como isto é possível? Ora, é só garantir o acesso dos mais pobres a uma TV LCD ou carros e viagens para a classe média.
Assim, enquanto todos comemoram o crescimento do país e sua colocação como sétima maior economia do mundo, questões de extrema importância vão sendo deixadas ao largo, e resoluções são aprovadas com o objetivo de cada vez mais acabar com a liberdade do indivíduo. Tudo isto feito enquanto são anunciadas as conquistas sociais recentes. 
É nessa hora que a chamada classe "C" se esquece que cerca de 40% do valor que ela paga pelo seu automóvel é imposto. Esquece que nas escolas estão ensinando seus filhos a utilizarem a camisinha, mas estes mesmos alunos são incapazes de resolver uma equação do segundo grau, ou de produzir uma sentença gramaticalmente correta. A elite deixou de existir no Brasil. Ela foi progressivamente aderindo à cultura popular, e isto fez com que perdesse sua identidade e se "emburrecesse". As camadas mais pobres foram sendo mimadas pelo apoio estatal, que distribui dinheiro ao invés de trabalho e emprego.
Os hospitais continuam lotados, a violência continua ceifando a vida de milhares de brasileiros e a infra-estrutura continua aquela herdada dos militares. E a solução dada para esses problemas? Criação de mais e mais ministérios e secretarias que servem apenas para absorver aliados políticos e onerar ainda mais a já tão explorada população brasileira, com mais imposto. 
Acabando com a alta cultura e destruindo a liberdade de opinião, a liberdade intelectual é retirada do indivíduo. Sem compreender corretamente as regras gramaticais do chamado texto culto, os jovens serão cada vez mais incapazes de entrar em contato com grandes autores e pesquisadores garantindo que tudo corra conforme as ordens do partido, que isola intelectualmente toda uma nação, que passa a acreditar que essas mudanças fazem parte de suas tradições.
Como navegadores gregos, rumamos para o rochedo entorpecidos por uma falsa realidade que nos envolve, e seguimos felizes para os braços sensuais da sereia, da nova ordem mundial, do politicamente correto. A diferença é que, ao invés da morte, seremos transformados em zumbis desprovidos de senso crítico e da liberdade de escolha, vivendo em uma realidade fictícia que, para nós, parecerá real.