terça-feira, 14 de junho de 2011

A Futura Geração Perdida

Como será o Brasil daqui a 20, 30 anos? Seremos uma potência tecnológica? Seremos um país realmente desenvolvido? Teremos finalmente a ventura de ganhar um Prêmio Nobel? Serão nossos futuros jornalistas, artistas, políticos e professores, pessoas esclarecidas capazes de buscar a verdade dos fatos, de entender o que se passa a seu redor; que não sejam reféns de jornais e grandes redes televisivas, enfim, pessoas capazes de ter senso crítico suficiente para questionar criticar e filtrar as informações que recebem? A resposta a essas perguntas é uníssona: não.
Hoje o Brasil possui um déficit de 1,3 trilhão de reais. Ou seja, estamos deixando para cada criança que nasce hoje uma verdadeira herança maldita. Eles chegam ao mundo como devedores, fruto de nossa incompetência em gerir os recursos públicos e à distribuição de assistencialismo ao invés de geração real de riqueza.
Graças ao nosso Estado inchado, cheio de cargos, dono de empresas (que se fossem realmente privadas seriam muito mais eficientes e custariam praticamente nada), e onde todos os problemas são resolvidos com a criação de mais e mais ministérios e secretarias que servem apenas para satisfazer interesses políticos, nossos filhos herdarão um país falido. E certamente estarão sendo vítimas de um assalto tributário muito maior do que o que sofremos hoje. Tudo para sustentar um Estado cada vez mais pesado, ineficiente e caro.
Se nosso problema fosse puramente econômico, certamente o caos seria mais fácil de resolver. Mas não é. Não bastasse entregarmos a esta geração que hoje engatinha o peso de nossa incapacidade administrativa e populismo politiqueiro, estamos tornando-os burros. Gramáticas que ensinam como falar errado, livros de História que ovacionam a corrente governante e os de matemática que não ensinam sequer a somar e subtrair são exemplos de como a busca pelo conhecimento e o anseio de conhecer, produzir e entender a alta cultura e a pesquisa, são combatidos pela instituição Escola e o pior, com a aceitação e mesmo incentivo daqueles que deveriam ser os primeiros a se indignarem com esta situação: os professores.
Estes profissionais, tragicamente corrompidos pelo gramscismo, acreditam estar fazendo um bem a nossas crianças ao ensinarem que a linguagem e cultura coloquial tem tanta ou maior importância do que a "cultura da elite". O resultado é uma inversão na escala de valores: emburrecemos a população ao invés de efetivamente educá-la. Entrentanto, pecam muito mais pela ignorância do que pela má-fé, já que para uma mente corrompida não há outros conceitos e práticas que não aqueles ensinados por seus gurus nos bancos universitários.
Claro que isto tem um propósito. Negando a nossas crianças o acesso à forma culta da língua é lhes negado, também, o acesso à alta produção cultural, artística e científica. Além disso, retira-se o senso crítico de nossos estudantes que se tornam cada vez mais incapazes de questionar e investigar qualquer informação que recebam. Passam a ser apenas repetidores daquilo que o politicamente correto lhes ensina, pois não possuem os conhecimentos necessários para compreender obras literárias ou científicas mais profundas, que são escritas pela utilização da norma culta da língua (como não poderia deixar de ser). Além disso, é principalmente por este motivo que cada vez mais as empresas precisam importar mão-de-obra altamente especializada de fora, pois o Brasil é incapaz de fornecer profissionais que exijam alto grau de conhecimento científico e mesmo cultural. Ora, se estamos incentivando o erro na escrita de nosso idioma, que esperar do restante?
Cada vez mais, nossas escolas estão produzindo jovens que sabem colocar a camisinha, que são incentivados ao homossexualismo e que afrontam seus pais baseados no ECA, ao mesmo tempo que estes mesmos estudantes são incapazes de entender uma obra literária ou aplicar a fórmula de Báskara. Ficam cada vez mais reféns do que é imposto pela ideologia dominante, seja ela qual for.
Não obstante, essa geração que hoje frequenta os bancos escolares nas primeira séries do ensino fundamental em breve estará ocupando os espaços dos atuais formadores de opinião e o círculo vicioso continuará indefinidamente.
Além disso, se os pais de hoje não conseguem despertar em seus filhos o gosto pela cultura, pela literatura, pela investigação e pela pesquisa (pois já tiveram uma educação deficitária), que dizer quando os atuais ocupantes das cadeiras das séries iniciais do ensino fundamental tiverem os seus? Se já nos dias atuais isso acontece, como estaremos em 20, 30 anos? 
Não se trata de delírio, de teoria da conspiração. Trata-se de fatos: estamos formando hoje uma futura geração perdida, e se nada for feito, jamais poderemos recuperar as vindouras. Continuaremos a ser, pois, um país exportador de commodities, com uma educação pífia e com uma população pensante que não pensa, apenas responde a estímulos pré-programados pelos agentes revolucionários.



Um comentário:

  1. Até uma "geração Mad Max" teria um futuro mais promissor que a "geração Bambi" que a esquerda deseja (de)formar.

    ResponderExcluir