sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os Ministros Superpoderosos

A questão exposta aqui não é se a união estável homossexual é certa ou errada em si. A questão é o fato do STF estar atropelando sistematicamente a lei maior do Brasil. E todos acham isso a coisa mais normal do mundo.

E mais uma vez os ministros do Supremo Tribunal Federal, por intermédio de interpretação semântica extremamente superficial, redefiniram a Contituição de 1988. Refiro-me ao caso da aprovação da união estável para homossexuais que, segundo os ignóbeis do STF não está proibida no texto constitucional. Não sei se foi realmente este o argumento utilizado pelos ministros do supremo, mas pelo menos este é utilizado pelos defensores da tamanha aberração. Segundo estes gênios, a Constituição Federal diz que o núcleo familiar é composta por um homem e uma mulher. Sendo assim, se não consta a expressão "somente por um homem e uma mulher" então os homossexuais podem ser sim uma família.
Ora, por este argumento pueril e extremamente frágil, poder-se-ia considerar como núcleo familiar uniões bizarras como entre um homem e uma boneca inflável, ou entre uma mulher e seu cachorro. Ainda, abre-se o precedente para que sejam realizadas uniões estáveis cada vez mais estapafúrdias. Dentro em breve serão reconhecidas como tais, uniões pedófilas, zoofílicas e a poligamia. Afinal, não está no texto contitucional que o núcleo familiar precise ser constituído "apenas" entre dois seres humanos. Pode ser que tenhamos famílias de um homem e quatro mulheres, ou de uma mulher e três homens, ou ainda, entre um homem, duas mulheres, duas vacas e um jumento. Afinal, na Constituição não diz nada contra a união sexual entre os homens e os animais não é mesmo?
O problema aqui não é a validade ou não da união estável entre homossexuais. O cerne da questão é que os ministros do STF tal como deuses estão modificando o texto constitucional à revelia do Congresso Nacional. São verdadeiros ministros superpoderosos!
A busca dos grupos homossexuais pelo reconhecimento de suas relações como sendo equiparadas à união estável heterossexual é até legítima. Veja bem, o que é legítimo é o direito que estas pessoas têm de buscar seus anseios. Se estes anseios são válidos ou não, é outra história. 
Por isto, se os homossexuais querem modificar a constituição, que tentem fazê-lo por intermédio do Congresso Nacional, que é o poder competente para fazer tais alterações. Vale lembrar que hoje o STF aprova a união estável gay, mas amanhã poderá simplesmente proibí-la. Ou seja, neste momento os grupos ligados ao movimento homossexual estão vibrando com a decisão dos ministros, mas esquecem que amanhã estes mesmos ministros poderão modificar novamente a lei maior do país, de acordo com os interesses do momento. Não percebem que o aparente direito conquistado é frágil, à medida que foi conseguido por intermédio de um poder incompetente para modificar a Constituição.
Não é a primeira vez que os deuses togados modificam a lei maior do país. Agora, conforme fora das outras vezes, o Congresso Nacional nada fez, e o Poder Executivo, menos ainda. Se o STF serve para fazer se cumprir a Constituição, ele tomou uma decisão anticonstitucional. Se a tomou, é porque está agindo fora da lei. O caso deveria ser levado ao Poder Legislativo, este sim com plenos poderes para modificá-la. 
Hoje, os grupos favorecidos comemoram. Amanhã poderão estar chorando decisões arbitrárias. A questão exposta aqui não é se a união estável homossexual é certa ou errada em si. A questão é o fato do STF estar atropelando sistematicamente a lei maior do Brasil. E todos acham isso a coisa mais normal do mundo.
 

Um comentário:

  1. Esses "ativistas" da pederastia estão atentando contra a família, célula-mater da sociedade, atropelando o bom senso com exigências cada vez mais absurdas. Querem equiparar o que chamam de "homofobia" ao racismo, e numa total irresponsabilidade desejam proibir os pais de orientarem os filhos da forma que considerem adequada aos valores morais e religiosos de cada família. Parece que desejam extinguir a humanidade com esse vilipêndio à sagrada instituição do matrimônio.

    Shabat shalom

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