sábado, 30 de julho de 2011

Malditos Conservadores

Não existe hoje no Brasil, ou mesmo no mundo, quem sofra mais preconceito do que os conservadores. Ser identificado como conservador é a coisa mais nefasta pela qual um indivíduo possa passar. Somos os alvos a serem destruídos, os "retrógrados" que impedem o "desenvolvimento social" do mundo. Malditos conservadores! Precisamos ser eliminados da face da terra. Só assim poderemos viver na utopia delirante da ditadura dos progressistas que a todos cala e que, por iluminação metafísica ou transcedental, os torna conhecedores profundos de nosso futuro ideal.
O IBOPE, apesar de contribuir para a agenda à gouche, não conseguiu esconder o fato de que 55% (pelo menos) dos brasileiros sejam contra o casamento gay, de acordo com sua última pesquisa. Conclusão dos gayzistas: precisamos continuar a lavagem cerebral até que todos aceitem automaticamente que estamos acima do bem, do mal e de toda e qualquer crítica e opinião contrária à nossa conduta! Não queremos ser aceitos, isso é pouco. Queremos impor nosso comportamente a cada metro quadrado da Terra, seja ele público ou privado, religioso ou pagão. Queremos que toda e qualquer opinião contra nosso comportamento seja criminalizada e expurgada do cérebro da população. Queremos a hegemonia!
O mesmo pensamento nos é imposto pelos ecologistas alarmistas do aquecimento global antropogênico, pelas feministas, pelos "legalizadores" das drogas, pelos "desarmamentistas", pelos jornalistas, escritores, professores, sociólogos, pedagogos, artistas e tantos outros. E todos aqueles que ousarem contrariar a ideologia, que externarem a mínima suspeita de terem um pensamento minimamente conservador são imediatamente decapitados do meio. Não há crime maior.
Nos atingem de todos os modos. Nas novelas, nos programas jornalísticos, nas obras de ficção. Sempre tem um maldito conservador para impedir o progresso do bem-estar social. E quando alguém é identificado como sendo um, vem o xingamento imediato: "Esse fascista" ou "esse nazista". Como se o nazismo e o fascismo fossem ideologias conservadoras ou de direita quando na verdade estão muito mais próximos do socialismo, especialmente pelo seu viés totalitário e pelo controle total do Estado sobre o indivíduo (algo que um conservador rejeita).
Dentre os inúmeros "crimes" cometidos pelos conservadores está o desejo pela modernização do cais e da orla de Porto Alegre. Imagine! Querer que bares, centros de compras, residências e edifícios se ergam às margens do rio Guaíba? Não. A orla é de todos (eles adoram dizer isso!). Mas de todos quem? Dos ratos, drogados, prostitutas e criminosos que habitam caraguatás e arbustos ao longo da margem? Não à revitalização do cais, dizem eles. E assim a população da capital gaúcha fica cada vez mais longe da bela paisagem ao mesmo tempo que se orgulha de a estar protegendo. Engano? Não, pura estratégia da ideologia dos contra-tudo. E olha que nem falei do mirante do Morro Santa Teresa, talvez a visão mais bela da cidade, que também "é de todos".
Ensinar religiosidade e valores morais então, nem pensar! O Estado é laico! (outra coisa que eles adoram dizer). Queremos jovens e crianças revoltadinhas com tudo e com todos. Queremos muros pichados, escolas quebradas, professores desmoralizados, contêineres incendiados, sexualidade explícita! Qual é cara? Tempos modernos! Pais e mães, se atualizem! E assim, lentamente o edifício de nossa sociedade vai ruindo, se desmoronando em nome de um mundo multicultural. E aqueles que acreditam que a cultura local precisa ser preservada são taxados imediatamente de xenófobos. Malditos conservadores.
Nenhum segmento da sociedade, vou repetir, nenhum segmento da sociedade é mais atacado, difamado e acusado do que os conservadores. A eles todas as mazelas do mundo são imputadas. Não importa se morrem no mundo dezenas de vezes mais cristãos vítimas de perseguição do que gays. Não importa se os governos socialistas causaram a morte de uma centena de milhão de pessoas no século XX (e continuam matando até hoje). Não importa se o maior período de crescimento social e econômico do mundo tenha se dado sob os fundamentos conservadores (Ronald Reagan e Margaret Thatcher). A culpa é dos conservadores.
Mesmo a situação atual dos EUA parece ser culpa dos conservadores: Poxa! Custa eles aprovarem o aumento do teto para endividamento daquele país? Onde já se viu querer um governo austero, que corte gastos, que enxugue a máquina e que gaste apenas o que tem? Queremos a solução brasileira: atingiu o limite do "cheque especial", don't worry: aumenta o limite! As futuras gerações que paguem o rombo nas finanças públicas! Mas não, os republicanos querem que o governo estadunidense economize e corte gastos... Coisa de louco, de maluco totalmente fora da casinha! Cortar gastos? Eu hein! Isto só pode ter vindo das mentes desses malditos conservadores!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

De Oslo a Realengo

O episódio acontecido em Oslo e que causou a morte de aproximadamente 76 pessoas nos faz lembrar, embora de longe, o que aconteceu aqui no Brasil, em Realengo.  Claro que a dimensão destes dois massacres são diferentes, mas o radicalismo dos autores é um ponto em comum (muito embora o norueguês não seja nem radical cristão e nem de direita como a mídia quer fazer-nos crer). Outro ponto em comum é que tanto no país nórdico quanto no Brasil existe uma lei que impede o cidadão comum de portar uma arma de fogo.
Os defensores das políticas de desarmamento dizem que as armas devem pertencer somente à polícia. Só que essa polícia demorou cerca de 90 minutos para chegar ao local do massacre. Enquanto isto, a população do local ficou literalmente à mercê do criminoso (ou desequilibrado, não interessa). Perguntinha maligna: O que poderia acontecer se um, apenas um cidadão norueguês estivesse armado naquele momento e naquele local? Será que 76 pessoas perderiam a vida? Ou será que este cidadão poderia impedir o assassinato de dezenas de pessoas se desse um disparo no agressor?
Mas dirão que outras pessoas poderiam se ferir. Certo. Mas seriam 76? O agressor poderia ser intimidado e levado a buscar um esconderijo para se proteger dos projéteis vindo em sua direção o que certamente teria diminuído o número de vítimas. Nessa horas, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Mas não. O governo norueguês fez o grande favor a seu provo de retirar-lhes a possibilidade de se defenderem. Lá, como cá, o Estado detém o monopólio da violência e o compartilha com os foras da lei.
Os politicamente corretos dirão que estou me aproveitando de um fato triste para defender um ponto de vista. Não. Estou aproveitando mais um fato lamentável para tentar mostrar que desarmar o cidadão de bem trás muito mais malefícios do que benefícios. Mostrar que bastaria um cidadão com razoável habilidade para intimidar o agressor e mesmo impedir a morte de dezenas de pessoas. Enquanto isso, o beautiful people prefere  impor à população que não são as pessoas que cometem crimes: são as armas.
Não queremos formar uma multidão de heróis dispostos a enfrentar assaltantes, homicidas, sequestradores ou mesmo terroristas. Mas queremos o direito de sêrmos heróis, de portarmos uma arma para legítima defesa ou de outrem. Nem sempre a polícia estará próxima para nos fornecer a segurança. Então porque tanta campanha para retirar-nos o direito de termos uma arma de fogo para nossa defesa?
Tanto em Oslo quanto em Realengo se alguém estivesse com uma arma poderia ter salvado vidas que foram retiradas covardementes. Mas parece que até o direito de salvar vidas está virando monopólio do Estado.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Queimadores de Contêineres

Sabe quem são essas pessoas que queimam contêineres leitor? São pessoas como aquele estudante que pichou uma escola em Viamão e ao ser corrigido pela professora causou a expulsão desta! Percebem a inversão da escala de valores?

Mal chegaram e os equipamentos para a coleta de lixo automatizada de Porto Alegre já encontraram a cordial recepção do povo mais "politizado" do país. Cerca de uma dezena foram incendiados por vândalos, por motivos ainda nebulosos. Para alguns, foi motivo político, para outros a culpa é a falta de segurança. Para mim, a culpa é uma só: falta de educação. Ou pior, excesso de educação doutrinatória (aquela que idolatra Che Guevara, Lamarca, Mao, Lênin e diz que todo capitalista é um maldito); garanto que tem gente que queimou os contêineres de lixo por achar que era coisa do imperialismo norte-americano ou da rede globo. Fizeram assim com o relógio dos 500 anos do Brasil que foi dado para Porto Alegre também. Um bando de criminosos.
Vejo algumas pessoas se surpreenderem com estes fatos. Eu não me surpreendo. Não escreverei aqui que estava até esperando estes atos, pois assim evito ser acusado de ser profeta do acontecido. Mas era inevitável que isto iria acontecer. Dentro em breve estarão chamando os equipamentos queimados de obra de artes, como faz uma tal Márcia Tiburi a respeito das pichações. Atos como esses são incentivados quer por estímulos partidários ou por interesses empresariais. Mas tudo se resume à falta de educação.
Sabe quem são essas pessoas que queimam contêineres leitor? São pessoas como aquele estudante que pichou uma escola em Viamão e ao ser corrigido pela professora causou a expulsão desta! Percebem a inversão da escala de valores? Percebem que tipo de cidadãos estão sendo formados em nossas escolas? Militantes. Formamos militantes e não uma juventude responsável e consciente. Não formamos cidadãos.
Quanto à família... Bom, esta também já não pode fazer muita coisa, pois qualquer corretivo que os pais apliquem nos seus filhos estes logo vão ao conselho tutelar denunciar os maus tratos. O patrio poder agora pertence ao Estado. E se um pai ou uma mãe se desvirtuar do preconizado pela cartilha... Guilhotina. Assim, a escola rouba o papel da família e a estrutura da sociedade é rompida. Tudo isso, claro, em nome do bem comum e de "um mundo melhor".

domingo, 17 de julho de 2011

Nada de Caras Pintadas...

O problema não é o (ou a) presidente não saber de nada. O problema é que os estudantes, jornalistas e intelectuais também não sabem de nada, ou por ignorância ou por doutrinação ideológica.


Mensalão, quebra de sigilo fiscal de um simples caseiro, assassinato ainda não esclarecido de Celso Daniel, ligações comprometedoras com as FARCs, financiamento governamental ao MST, proteção ao assassino Cesare Battisti, saúde caótica, segurança inexistente (são 50 mil homicídios por ano e ninguém parece se incomodar com isso), educação pífia, filhos de Lula que enriqueceram literalmente "do nada", aviões da FAB utilizados por familiares do "copanhêro"... A lista é interminável. Uma pergunta não quer calar: onde estão os "caras pintadas?"
Em 1992, universitários (esses imbecis metidos a intelectuais) saíram às ruas exigindo o fim do governo Collor pois este estava sob suspeitas de irregularidades e desvios de verbas durante sua campanha. Palavras de ordens foram ditas, uma verdadeira mobilização foi levada a cabo e, finalmente, Collor foi impedido e teve seus direitos políticos cassados por oito anos. Que maravilha de democracia estávamos começando a viver! O povo realmente tinha o poder! Conseguiram tirar um Presidente da República! Quanta evolução!
Passados quase 20 anos, e o que aconteceu com Collor? Foi eleito Senador da República e absolvido (!) das acusações que o levaram à renúncia e posterior impedimento. A gloriosa democracia tupiniquim puniu com todos os rigores da lei um... Suspeito! Sim, Collor foi impedido de continuar no governo por mera especulação, pois não fora julgado e nem condenado. E o Congresso Nacional endossou o "apelo popular" e, na contra mão do senso comum, puniu um réu à revelia. 
Não que Collor tenha sido um bom Presidente. A questão não é essa. O fato é que o governo do PT tem se envolvido sistematicamente em questões muito mais graves daquelas que levaram ao impedimento de Collor. Numa comparação metafórica (bem ao gosto do apedeuta barbudo) o Presidente impedido, se comparado à Lula, seria um ladrão de galinhas. No governo passado houve a compra do Congresso Nacional (que não vale lá muita coisa mesmo) o assassinato de um prefeito do PT, com suspeitas de ter sido planejado pelo partidão, e ninguém, ninguém saiu às ruas para protestar ou exigir a saída de Lula. Agora, a companheira já está emaranhada em crises no Ministério dos Transportes, na troca corriqueira de ministérios, e se aprofundam cada vez mais as evidências de que as FARCs e o PT estão cada vez mais unidos (afinal, as FARCs não parabenizariam a presidente Dilma à toa, não é mesmo?).
Parece que os jornalistas, universitários e intelectuais sofrem de uma espécie de amnésia ideológica: tudo aquilo de errado que é feito pela esquerda é imediatamente esquecido. Nada de revoltas, nada de indignação. Continuamos com taxas de homicídios das mais elevadas do mundo, mas isto não incomoda a ninguém, desde que a taxa de juros baixe e o bolsa-família esteja em dia. Continuamos com produção científica e cultural nula, mas enquanto houverem as cotas para as universidades, estará tudo OK. Continuamos aumentando mais e mais a máquina pública, criando mais e mais cargos e ministérios, mas enquanto os impostos puderem ser aumentados sob a desculpa de que é o "porco burguês" que os pagas, tudo bem. Estamos pacificados e estamos passivos. A memória é curta e nenhum escândalo parece sensibilizar os estudantes como outrora outros de proporção muito menores fizeram. 
E onde estão os caras-pintadas? Ora, eles continuam ondem sempre estiveram: sob as asas do PT. Ou como integrantes da estrutura do partido (em todas as suas atividades inclusive as de doutrinação ideológica) ou como novos idiotas úteis a serviço dele. 
Enquanto DCEs, MST, sindicatos, conselhos de classes e a mídia forem controlados pelo partido, nada de cara-pintadas, nada de revoltas, nada de rebeliões, a não ser aquelas necessárias para se manter as aparências. 
Não há força que possa, hoje, mobilizar um movimento contrário a este no país, mesmo que a maioria acredite que as coisas feitas pelos governos PT sejam muito piores do que aquelas que levaram Collor ao impedimento. Quando um partido e uma ideologia dominam todos os espectros do poder, da informação e da formação educacional e cultural, as opções são poucas. O problema não é o (ou a) presidente não saber de nada. O problema é que os estudantes, jornalistas e intelectuais também não sabem de nada, ou por ignorância ou por doutrinação ideológica.

domingo, 10 de julho de 2011

Colheita Maldita.

Poderíamos comparar o caso europeu a uma grande plantação de trigo, na qual este foi descartado e o joio foi separado e continuamente semeado ao longo de décadas de assistencialismo e welfare state.

A crise europeia cada vez mais se aprofunda e parece querer contaminar outros países com porte econômico superior à Grécia. A bola da vez agora é a Itália. E dentro em breve a Irlanda, Portugal, Espanha e a França estarão indo pelo mesmo caminho. Premonição apocalíptica? Consulta com a mãe Dinah? Mensagem dum preto velho? Não meus caros, apenas o desfecho de um processo que há muito tempo vem se anunciando e sobre o qual já escrevi a cerca de um ano e voltei a abordar no começo de 2011. A crise é anunciada. A questão é de tempo.
Reportagem no site G1 mostra que o bloco europeu está cada vez mais preocupado com o tamanho da crise grega e com a Itália, tendo convocado uma reunião emergencial para tentar solucionar tais problemas. O que acontece é que para sair do buraco, a Europa precisará ir de encontro à agenda keynesiana e finalmente compreender que o sistema proposto por ele simplesmente não funciona. O Estado como financiador do crescimento é um engodo. A história está aí para nos ensinar: os anos em que houveram maior desenvolvimento econômico e a famosa "inclusão social" tanto na Europa quanto nos EUA foram os anos nos quais a liberdade de mercado e o fomento à iniciativa privada foram estimulados, especialmente nos governos de Margaret Thatcher e Ronald Regan.
O intervencionismo na economia patrocinado pelos governos europeus e a distribuição desenfreada de seguros e garantias estatais à população fatalmente levam qualquer país à bancarrota. Isto ocorre porque nem todos as pessoas que são cobertas pela seguridade social pagam por ela. Assim, para financiá-la, os governos recorrem a duas soluções burras: aumento tributário e endividamento interno. Uma hora a bolha teria que estourar. E está estourando.
Poderíamos comparar o caso europeu a uma grande plantação de trigo, na qual este foi descartado e o joio foi separado e continuamente semeado ao longo de décadas de assistencialismo e welfare state. Enquanto isto, o capital privado que pode efetivamente enriquecer uma nação foi sendo cada vez mais amaldiçoado a ponto de ocorrer um processo de "brazilinização" da Europa: todos querem direitos, mas ninguém quer deveres e responsabilidades. O resultado é a safra que estão colhendo. Não se pode tirar da terra o trigo para o pão se somente foram plantadas ervas daninhas.
A solução do problema é amarga e dolorosa. Não é fácil arrancar este verdadeiro câncer que tomou conta da Europa e que também toma conta do Brasil. A população não conseguirá entender as medidas necessárias para recolocar as economias do velho continente nos eixos. O povo europeu está anestesiado a tanto tempo com o fato do Estado cuidar de sua vida que não consegue enxergar além das aposentadorias deficitárias e das diversas modalidades de seguro que  endividam cada vez mais os países europeus.
Urge uma mudança, uma correção nos rumos da Europa. Se religiosa e culturalmente ela está em estado de coma, economicamente parece estar prestes a completar sua auto-destruição, coisa que vem fazendo a pelo menos três décadas.