quarta-feira, 27 de julho de 2011

De Oslo a Realengo

O episódio acontecido em Oslo e que causou a morte de aproximadamente 76 pessoas nos faz lembrar, embora de longe, o que aconteceu aqui no Brasil, em Realengo.  Claro que a dimensão destes dois massacres são diferentes, mas o radicalismo dos autores é um ponto em comum (muito embora o norueguês não seja nem radical cristão e nem de direita como a mídia quer fazer-nos crer). Outro ponto em comum é que tanto no país nórdico quanto no Brasil existe uma lei que impede o cidadão comum de portar uma arma de fogo.
Os defensores das políticas de desarmamento dizem que as armas devem pertencer somente à polícia. Só que essa polícia demorou cerca de 90 minutos para chegar ao local do massacre. Enquanto isto, a população do local ficou literalmente à mercê do criminoso (ou desequilibrado, não interessa). Perguntinha maligna: O que poderia acontecer se um, apenas um cidadão norueguês estivesse armado naquele momento e naquele local? Será que 76 pessoas perderiam a vida? Ou será que este cidadão poderia impedir o assassinato de dezenas de pessoas se desse um disparo no agressor?
Mas dirão que outras pessoas poderiam se ferir. Certo. Mas seriam 76? O agressor poderia ser intimidado e levado a buscar um esconderijo para se proteger dos projéteis vindo em sua direção o que certamente teria diminuído o número de vítimas. Nessa horas, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Mas não. O governo norueguês fez o grande favor a seu provo de retirar-lhes a possibilidade de se defenderem. Lá, como cá, o Estado detém o monopólio da violência e o compartilha com os foras da lei.
Os politicamente corretos dirão que estou me aproveitando de um fato triste para defender um ponto de vista. Não. Estou aproveitando mais um fato lamentável para tentar mostrar que desarmar o cidadão de bem trás muito mais malefícios do que benefícios. Mostrar que bastaria um cidadão com razoável habilidade para intimidar o agressor e mesmo impedir a morte de dezenas de pessoas. Enquanto isso, o beautiful people prefere  impor à população que não são as pessoas que cometem crimes: são as armas.
Não queremos formar uma multidão de heróis dispostos a enfrentar assaltantes, homicidas, sequestradores ou mesmo terroristas. Mas queremos o direito de sêrmos heróis, de portarmos uma arma para legítima defesa ou de outrem. Nem sempre a polícia estará próxima para nos fornecer a segurança. Então porque tanta campanha para retirar-nos o direito de termos uma arma de fogo para nossa defesa?
Tanto em Oslo quanto em Realengo se alguém estivesse com uma arma poderia ter salvado vidas que foram retiradas covardementes. Mas parece que até o direito de salvar vidas está virando monopólio do Estado.

2 comentários:

  1. É isso aí, prezado Capitão Lenilton Morato. Estou na Noruega e naquela sexta-feira fatídica, estávamos num camping distante de Oslo mais de 80Km quando a tv parou a programação e anunciou a explosão da bomba e em seguida o massacre na ilha de Utoya.
    Meu genro que é norueguês, ficou consternado por uns minutos e quando tomou conhecimento que o autor da tal façanha era um norueguês, ele exclamou: graças a Deus que foi um norueguês, pois caso tivesse sido um estrangeiro, a xenofobia iria aumentar para uma escala sem precedentes e isto, na minha visão, não é bom para o povo norueguês e o país como um todo pois somos um país pequeno, de uma população pequena e precisamos nos relacionar com outros povos e raças, mantendo o respeito mútuo.

    Portanto, seu artigo, no meu entender, é pertinente.

    Parabéns e continue a nos brindar com seus artigos excelentes.

    Miguel, Drammen, Noruega.

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  2. Adorei sua postagem........
    Parabéns

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