quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fortalecendo a Doença

Um paciente está com câncer. O tumor começa a prejudicar lentamente as funções vitais do organismo do indivíduo. Gradualmente, o estado de saúde da pessoa começa a se deteriorar e o corpo começa a sentir os efeitos da doença. Com o intuito de reverter o quadro, os médicos resolvem atuar no paciente. E o que eles fazem? Por intermédio de drogas e intervenções das mais diversificadas, eles decidem fortalecer as células cancerígenas. O resultado é previsível e inevitável: a morte torna-se cada vez mais uma certeza. Parece loucura... E é. 
Se substituirmos o paciente com câncer pelos Estados Unidos e Europa e os médicos por seus presidentes, economistas, banco centrais e outros entendidos, teremos exatamente o caso hipotético descrito anteriormente. Reféns do keynesianismo e adeptos do intervencionismo estatal, europeus e norte-americanos estão enfrentando uma crise que fora prevista a mais de três anos pelos estudiosos da Escola Austríaca de economia. Como médicos que fortalecem tumores cancerígenos, as políticas econômicas assistencialistas fortaleceram e salvaram bancos ineficientes e empresas deficitárias, drenando recursos financeiros dos pagadores de impostos para o financiamento de "tumores econômicos". Num primeiro momento, parece que a situação seria resolvida. Ledo engano
O progressivo endividamento estatal aliado à desenfreada impressão de papel moeda gerou uma falsa sensação de riqueza, aumentou a inflação e onerou cada vez mais a cadeia produtiva. Políticas assistencialistas premiam aqueles que nada produzem e punem os geradores de riqueza. A intervenção estatal nas leis naturais do mercado deixam para as gerações futuras um prejuízo a ser recuperado muito grande. A história está repleta de exemplos que comprovam que, todas as vezes que o Estado resolveu controlar o mercado, crises foram criadas. 
Se uma empresa decreta falência ou um banco quebra, não se pode utilizar os recursos públicos para salvá-las. Ao fazê-lo, realizamos um darwinismo invertido, selecionando artificialmente os ruins para que permaneçam atuando no mercado, ou seja, fortalecemos as células cancerígenas. Num primeiro momento pode parecer que empregos serão perdidos, ou que o sistema financeiro enfrentará dificuldades. Mas antes três ou quatro anos de privações do que décadas de crises e tentativas de recuperação.
O assistencialismo e o keynesianismo são insustentáveis. Quantas crises mais serão necessárias para que os "especialistas" se convençam disto?

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