sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Forças Armadas... Para Quê?

Os homens e mulheres que estão ali, incansáveis, muitas vezes sem ter mínimas condições materiais ou financeiras não estão ligados a nada que não seja a simples vontade de servir, de auxiliar, de impor a segurança e de levar aos mais distantes rincões do Brasil não este ou outro governo, mas a presença do Estado.

 

Volta e meia, entre rodas de debates, artigos jornalísticos e discussões acadêmicas, surge uma questão recorrente que, embora esquecida diante dos recentes acontecimentos ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, é feita: para que o Brasil precisa de Forças Armadas? Não estaria o país utilizando recursos para manter uma instituição cuja utilidade é aparentemente questionável em virtude de não termos uma ameaça iminente de conflito? Guerra? Onde? Forças Armadas... Para Quê?
As pessoas que pensam desta maneira certamente não representam de maneira alguma a opinião da população brasileira. São elementos que possuem objetivos obscuros e que procuram de toda a forma denegrir a imagem de nossos militares. Pessoas que ao menor sinal de qualquer acontecimento negativo que envolva o Exército, a Marinha e a Força Aérea passam a utilizá-lo para tentar justificar seu posicionamento. O exemplo da imprensa é o mais marcante: tudo o que os militares fazem de benéfico ganha pouco ou nenhum espaço na mídia, ao passo que o mínimo acontecimento negativo toma proporções nacionais, como se a presença dos cidadãos fardados fosse algo maléfico por si mesmo. Porém, apesar do ataque maciço de grupos diversos como os militantes de organizações de Direitos Humanos, ONGs "humanitárias", correntes políticas, artistas, intelectuais e a imprensa em geral, as Forças Armadas continuam estando, de maneira permanente, entre as duas instituições de maior prestígio nacional.
A atitude hostil destes elementos não se resume apenas às críticas diretas, e também atinge todas as pessoas que manifestam, de uma maneira ou de outra, o mais mínimo pensamento que se alinhe com aqueles que se identificam com os valores e a cultura militar. Podemos verificar tal fato ao observarmos o que aconteceu com o antigo técnico da Seleção Brasileira de futebol, Dunga. Em suas entrevistas não foram raras as vezes que este cidadão demonstrou e explicitou valores como patriotismo, comprometimento, lealdade e coragem física e moral na condução da equipe. Mesmo tendo tido sucessos flagrantes em sua passagem, especialmente se compararmos o que acontece com o atual treinador, sempre foi hostilizado. Bastou um jogo perdido e pronto. Todo o seu trabalho foi jogado numa latrina e ele acabou sendo demonizado de todas as maneiras. Qualquer semelhança não é mera coincidência.
O Brasil precisa de Forças Armadas? A resposta depende daquele que responde à indagação. Caso a questão seja dirigida a um jornalista, um filósofo, um acadêmico, artista ou presidente de ONG, na grande maioria das vezes a resposta será relutante e tendendo para a negativa. Em contrapartida, se a mesma pergunta for dirigida a um ribeirinho da Amazônia, um morador de áreas sujeitas a catástofres, aos habitantes das fronteiras, um nordestino em pleno semi-árido, ou do cidadão comum que anda pelas ruas e vive na realidade (não no mundo imaginário da intelectualidade) a resposta será um seguro e enfático sim. 
São estas pessoas que sentem na pele a importância dos homens e mulheres de farda que não medem esforços para, diuturnamente, levar-lhes a água em época de seca, o médico, o dentista e mesmo a educação em áreas onde nenhum outro ente estatal chega, mesmo quando estruturas de órgãos governamentais são previstas e muitas vezes construídas, como é o caso do Programa Calha Norte.
O brasileiro, o povo brasileiro, sabe que quando vierem as enchentes, quando os morros deslizarem, quando a violência atingir níveis de terrorismo ou quando a situação dos crimes nas fronteiras se tornarem alarmantes, podem confiar nos seus soldados. Ele sabe e tem a certeza de que desvios de caráter, roubo de donativos, tentativas de suborno ou qualquer outro procedimento imoral ou criminoso não irão acontecer e se acontecerem, não haverá impunidade; que pelo menos estes desvios serão investigados e, caso comprovada a culpa ou envolvimento de algum integrante  das Forças Armadas, estes serão extirpados da instituição, pois os militares não toleram o comportamento corrupto e imoral, pois cultuam a verdade, a coragem, a disciplina, a honestidade e a honra, valores que fazem parte da formação cultural do brasileiro, tão corrompidos por campanhas artísticas e ideológicas.
A população sabe que por trás de cada soldado, de cada atitude, não estão envolvidos interesses políticos, pessoais ou tentativa de autopromoção. Os homens que estão ali, vigilantes, garantindo a sua segurança, o seu amparo, a sua água, não o fazem com o intuito de angariar votos ou receber qualquer tipo de recompensa ou pagamento. Os homens e mulheres que estão ali, incansáveis, muitas vezes sem ter mínimas condições materiais ou financeiras não estão ligados a nada que não seja a simples vontade de servir, de auxiliar, de impor a segurança e de levar aos mais distantes rincões do Brasil não este ou outro governo, mas a presença do Estado. 
São muito mais que apenas servidores militares: representam talvez a última chama de esperança que se pode ter para o futuro. Estão ali porque empenharam sua palavra em solene juramento e o honram, pois sabem que as palavras proferidas diante do tremulante Pavilhão Nacional não é uma mera formalidade que se perde com o tempo, como observamos em formaturas de universidades e outras carreiras. Ali, se empenha a vida pelo país, quer seja para a guerra, quer seja para a paz, sem escolher o dia, a hora ou o local.
O brasileiro sabe que quando a situação complica, quando tudo parece perdido, lá estarão os seus militares, prontos e dispostos a atuarem para fazer frente a qualquer ameaça. Comprovamos isto nas operações Arcanjos desencadeadas no Complexo do Alemão. Nesta operação, apesar de estar envolvido em um estado de normalidade que limita o seu poder de atuação, os militares demonstraram que estão sim preparados para enfrentar esta e qualquer tipo de situação, mesmo quando os "entendidos" insistem em dizer que o soldado é preparado para a guerra, que irá matar indiscriminadamente e promover a violência gratuita. 
O que se viu foi uma atitude de extremo profissionalismo e preparo, fruto de soldados altamente adestrados e comandantes dotados de liderança e conhecimento, algo cada vez mais raro nos órgãos de segurança pública. Se a operação não acabar com o crime na região, certamente não será pela vontade dos militares, mas por interesses obscuros que certamente impossibilitaram o emprego da Força como deveria ser feito, ou seja, como último argumento do Estado, para efetivamente resolver a situação. 
Mesmo assim, ao receber a missão, a tropa foi preparada e empregada, e antes que se questione a validade ou não do seu emprego numa situação de restrição jurídica, é preciso que se ressalte que algo deveria ser feito, que a situação no Rio de Janeiro não poderia permanecer como estava, e que se a Nação julgou que esta era a maneira de se empregar a força militar, então assim ela seria empregada. Quem mais poderia tomar tal território sem envolver-se em corrupção, propina, ou aos "arregos" que não as Forças Armadas? Quem mais poderia levar a lei e a ordem a uma área onde a corrupção moral está completamente consolidada pela falta do Estado, onde um verdadeiro poder paralelo estava instaurado e consolidado de maneira firme e ao mesmo tempo solidária? Que outra instituição poderia abrir mão de diárias, do convívio familiar, do conforto e da segurança de seus integrantes para honrar um juramento que para muitos não passa de palavras ao vento?
Não fosse suficiente a confiança que a população tem nos seus soldados, as Forças Armadas são hoje talvez o último baluarte de resistência dos valores éticos e morais que fazem parte não apenas da cultura militar, mas da própria cultura brasileira, posto que aquela é reflexo desta, mesmo que nos dias atuais tantas campanhas sejam feitas para tentar se provar o contrário. 
A confiança e credibilidade que possuem os homens de farda não se restringe à competência de seus integrantes, à visão estratégica de seus comandantes e à certeza de que sua missão será cumprida. Acima disto, está a certeza de que dentro dos quartéis valores intangíveis ainda são cultuados, que o patriotismo, a honra e o valor da palavra e do exemplo ainda são respeitados, onde a camaradagem, o respeito, a verdade e a responsabilidade são indissociáveis da alma do militar. São lugares onde estes são ensinados, cultuados e praticados dia após dia, onde o mérito sobrepuja o apadrinhamento, onde um menino humilde pode sonhar em ser um General-de Exército pelo seu esforço, caráter e mérito. 
Não é apenas a ameaça externa (que existe e é bem real embora os "pensadores" insistem em dizer o contrário) que justifica a presença e a existência das Forças Armadas. Elas representam a verdadeira essência cultural e moral do brasileiro que ainda resiste como uma espécie de memória viva e acessível, uma lembrança perene àqueles que insistem em modificar o comportamento, a cultura, a ética e a moralidade do brasileiro (com sucesso em virtualmente todos os setores, inclusive a Igreja) como uma luz de vela que ilumina as trevas que embora não deixe o ambiente totalmente claro, segue guiando os caminhos através da escuridão.
Talvez as pessoas que queiram o fim das Forças Armadas, que tentam denegrir sua imagem, que insistem em questionar seu propósito sejam aquelas que já corromperam moralmente virtualmente toda a sociedade e tem os militares como uma barreira inexpugnável. Talvez estas pessoas tenham receio que a população um dia realmente acorde e vá buscar nos seus soldados, guardiões fiéis das verdadeiras características de nossa população, a inspiração para despertarem e darem um basta na contínua tentativa de perversão que vivemos dia após dia.
O Exército e as demais Forças Singulares estarão sempre prontos para responder ao chamado do Estado Brasileiro, da Nação e do Povo, quer seja para fazer frente a uma ameaça externa, uma calamidade pública, um desastre natural, ou a falência dos Órgãos de Segurança Pública mercê de qualquer tipo de articulação, pois além do dever de servir e do espírito de cumprimento de missão, os Comandantes e Chefes militares estão atentos a todos os fatores envolvidos no emprego da Força.
Criticar, denegrir e questionar este ou aquele aspecto da utilização dos militares é fácil quando se está confortavelmente fora da área de atuação ou desprovido de qualquer compromisso para com a Nação e o Povo brasileiro. Do sofá da residência com segurança particular, localizada em condomínio fechado é muito fácil criticar. Difícil é explicar o porquê de não empregar as Forças Armadas quando o cidadão está aterrorizado e virtualmente sitiado, na incerteza se vai acordar com vida no dia seguinte.
Das profundezas da Floresta Amazônica ao frio gélido do vento minuano gaúcho, os militares estarão sempre vigiando as terras, as águas e os céus do país, enfrentando todo tipo de privação de ordem material e financeira, eternos sentinelas prontos a serem empregados em qualquer atividade, quer seja no combate ferrenho e mortal contra criminosos ou invasor externo, quer seja levando esperança às populações abandonadas. Os soldados brasileiros, cidadãos fardados, não deixaram de atender o chamado do dever, onde o sentimento da missão cumprida ou um simples "muito obrigado" é recompensa muito mais digna e gratificante do que a riqueza material ou cerimônias pomposas realizadas em palácios. É este sentimento que os torna diferenciados e depositários das mais profundas esperanças do povo brasileiro.
E ainda existem pessoas que insistem em perguntar: Forças Armadas: Para Quê?






5 comentários:

  1. Não fazem nada, possuem uma pensão gorda, abusam da autoridade, coisa que vocês escondem por debaixo dos panos, e reclamam de barriga cheia.
    Braço forte, mão amiga? Uma ova...

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  2. Além de covarde, por não se identificar, é burro, não sabe ler, e ignorante...

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  3. Miguel Felix Barbosa13 de outubro de 2011 20:47

    Concordo plenamente, Lenilton! Seus adjetivos foram educados demais para este F.D.P, aliás, creio que "elle" deve ser filho de qualquer coisa menos de uma puta.

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  4. Valeu Morato,pelo seu tema,e pela resposta dada a este IMBECIL,IDIOTA E ANALFA,no primeiro comentário.
    O povo brasileiro sabe da importãncia de seus soldados,que sempre saberão se colocar à frente de qualquer dificuldade,que venha a ameaçar a paz da nossa sociedade.
    Na minha opinião 99,99% são confiáveis,os outros, 00,01%, são do tipo Lamarca,DESCARTÁVEIS.

    Hum abraço.

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  5. Brilhante Nobre Amigo, simplesmente brilhante!!

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