domingo, 20 de novembro de 2011

A Falência da Social Democracia

A intervenção estatal na economia requer a emissão de papel-moeda, o que aumenta a taxa de inflação, e retira de todo o processo a característica que o torna justo e próspero: a competição. Bancos e empresas que são má administradas recebem ajuda para se sustentarem, fazendo com que perdedores mantenham-se eternamente em condições de vencerem.


A crise que assola os países europeus não pode ser considerada surpreendente ou imprevisível. Qualquer pessoa que fizesse uma análise imparcial e despida de ideologias constataria que a atual situação daquele continente era previsível e evitável. Um dos fatores que deram origem a este produto são as políticas "sociais" praticadas pelos partidos socialistas que assumiram o poder, ainda na década de 90, em países como a Grécia, França, Inglaterra, Itália e Espanha por exemplo. Suas sociais-democracias plantaram, décadas atrás, as sementes dos frutos amargos que a Europa colhe e, ao que tudo indica, os EUA de Obama colherão nos próximos anos.
Somados a essas políticas "sociais" adicionamos a adoção da economia keynesiana pela imensa maioria dos países ocidentais e temos uma mistura explosiva capaz de destruir continentes inteiros. A socialdemocracia tem tornado o Estado cada vez mais intervencionista e suas políticas assistencialistas privilegiam os desocupados e oneram os verdadeiros trabalhadores e a iniciativa privada, que se veem cada vez mais mergulhados em impostos, taxas e contribuições que tornam o ato de empregar alguém uma atividade tão cara que muitas empresas resolvem falir. Além disso, os governos deixam de serem meros garantidores da manutenção das regras do mercado e passam a ser agentes do mesmo. Substituem a mão invisível pela mão visível do Estado, causando consequências catastróficas!
Além do intervencionismo e assistencialismo, os governos praticam uma seleção artificial às avessas, mantendo os menos capazes em iguais condições de competir com os mais capacitados. Esta situação é facilmente comprovada. Para tanto, basta verificarmos as repetidas ajudas emergenciais que são dadas aos bancos quando estes estão insolúveis e prestes a falirem. Bilhões de euros são destinados a socorrê-los, premiando maus administradores com a benevolência estatal. O mesmo ocorre com as relações laborais. Seguros, bolsas e previdência social são distribuídos à parcela economicamente inativa da população. E quem paga por estes benefícios? Os trabalhadores ativos e empresários. 
Com o arroxo tributário, salários são diminuídos, greves se tornam recorrentes e imediatamente protestos anticapitalistas são organizados. Acusam justamente um sistema que, se seguido pelo viés do liberalismo clássico, não permitiria que chegássemos a este estado de coisas.
A intervenção estatal na economia requer a emissão de papel-moeda, o que aumenta a taxa de inflação, e retira de todo o processo a característica que o torna justo e próspero: a competição. Bancos e empresas que são má administradas recebem ajuda para se sustentarem, fazendo com que perdedores mantenham-se eternamente em condições de vencerem. O discurso utilizado é a "proteção dos trabalhadores", quando na verdade os governos deveriam deixar que o processo de depuração natural excluísse do ambiente os menos capacitados.
Para socorrer bancos e garantir os benefícios aos não trabalhadores, o Estado precisa de dinheiro. Para isso, aumenta impostos e contribuições sociais. Assim, as mercadorias se tornam mais caras, o custo para contratar um empregado se torna mais caro e o custo para a produção de todos os setores da economia aumenta. E o círculo vicioso é continuamente aumentado, tornando-se uma bola de neve que não tardará a entrar em colapso. E foi o que aconteceu na Europa. A população começou a rejeitar os partidos socialistas para que o continente fosse salvo. E aí entra outro problema.
Quando a doença econômica está instalada e os Estados nacionais virtualmente falidos, os remédios para a sua cura são amargos, muito amargos. É preciso retirar o governo da economia, diminuir taxas e impostos e valorizar as pessoas pelo trabalho produzido, e não porque "todos somos iguais". E isto implica na retirada de benefícios sociais, corte da ajuda econômica aos incompetentes e a uma progressiva desestatização da economia. Durante esta depuração, muitos protestos surgirão e muitos empregos serão extintos. Progressivamente, porém, novos postos de trabalho aparecerão com a vantagem de pagarem menos encargos sociais, menos impostos e menos taxas. As empresas poderão contratar com mais facilidade, o trabalhador receberá pelo que ele trabalhou e o custo de produção cairá drasticamente. Assim, o preço final ao consumidor diminui, o consumo aumenta, e o Estado fica preocupado em garantir a segurança e a obediência às regras do mercado, não participando dele.
Durante este período, entretanto, a crise não será solucionada. Afinal, é preciso um período de tempo considerável para que o tecido econômico recupere-se da doença que o acometeu. Os partidos socialistas, responsáveis por ela, clamarão pelo seu retorno como salvadores da pátria, acusando o governo de retirar direitos dos trabalhadores e de ser "capitalista". 
Toda vez que o Estado interfere na economia e na vida privada o resultado que temos é o de crises intermináveis e prisões e mortes imensuráveis. A história está aí para ser consultada. O socialismo, transição eterna para o comunismo, é um regime assassino, maléfico e incompetente. Nas decadas passadas, resistiu sob a bandeira socialdemocrata, o que o fez  chegar ao poder em diversos países europeus. O resultado é este que vemos, previsto anos atrás pelos "teóricos da conspiração”.
O risco está na população acreditar mais uma vez no conto da carochinha e recolocar os socialistas no poder como solução para uma crise que eles próprios criaram. O remédio do conservadorismo e do liberalismo econômico é amargo, ruim e incômodo no começo, mas é a maneira para se evitar que toda a Europa decrete falência por não poder mais sustentar sua massa cada vez mais crescente de desocupados e estudantes-militantes.

3 comentários:

  1. O que dizer então do que aconteceu nos Estados Unidos da América, aonde o governo teve que injetar bilhões ou foram trilhões, num sistema mega capitalista, cujo povo vai para as ruas gritando que o Obama é comunista porque ele pensou em oferecer saúde pública para todos.

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  2. A crise dos EUA foi desencadeada basicamente pelo financiamento imobiliário fácil concedido à pessoas que não podiam pagar por ele (aquela historinha de responsabilidade social). O resultado foi a falência de bancos, cujo governo Obama socorreu e, conforme o texto acima, não deveria tê-lo feito. A intervenção do Estado no sistema de saúde está tornando progressivamente o melhor sistema de saúde do mundo (não, não é o cubano) cada vez pior. A cultura dos EUA é simples: quer um serviço, pague por ele. Para isso é preciso trabalhar. O povo não vai às ruas contra o intervencionismo na saúde, mas também vai contra a legalização de imigrantes ilegais que acabam usufruindo de serviços pelos quais não pagam, ficando este ônus ao povo trabalhador dos EUA. Com o aumento de impostos para custear tais serviços, os preços se elevam, os empregos ficam rarefeitos e o círculo vicioso se completa.
    Ao manter empresas falidas em condições de concorrência, Obama apenas prepara os EUA para seguirem o mesmo destino da Europa, fazendo exatamente a política socialdemocrata que a está falindo. Vejo que leu o texto, mas não o compreendeu.

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