quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Nome da Avenida


A principal via de acesso à cidade de Porto Alegre é denominada, desde que me conheço por gente, de avenida Castelo Branco. Mas ultimamente, políticos, intelectuais, militantes partidários, estudantes e outros acéfalos querem mudar o nome da via. Sugeriu-se "avenida da Legalidade", como se tal campanha fosse algo a ser comemorado. Agora querem dar o nome à via de Elis Regina. Pelo menos é o que pensa Juremir Machado da Silva, colunista do jornal Correio do Povo. (Realmente, este é o problema mais grave de Porto Alegre: mudar o nome de uma avenida...)
Em sua crônica do dia 19 de janeiro, escreve o sapiente articulista sobre a atrocidade que é dar o nome de um ditador à via que é a porta de entrada para a capital gaúcha. Chega a comparar o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco a figuras como Lênin, Pinochet, Stálin. Segundo o colunista, Castelo Branco pertence à mesma laia desses sanguinários ditadores, pois tomou o poder a força e blá, blá, blá.
Não tenho nada contra o colunista, absolutamente, e não poderia deixar de esperar nada de diferente do que foi escrito. Afinal, a orientação ideológica do senhor Juremir é mais que evidente ao lê-lo e ouví-lo falar (meu pai ainda é um grande fã da Rádio Guaíba; assim quando vou à Porto Alegre, acabo escutando-a). Também não me surpreende que leitores acreditem que Juremir Machado seja isento em suas ideias. Não se pode esperar muito de pessoas que lêem o jornal diariamente e acham que isto é suficiente para estarem informadas.
Comparar Castelo Branco à Lênin, Stálin, Mao Dzedong? Digo mais! Comparar Pinochet ou os generais argentinos àqueles ditadores? Colocando-os todos no mesmo patamar? Ora, isto só pode ser ignorância, burrice, ou é premeditado. Particularmente, acredito na última. Os pensadores esquerdistas como Juremir são programados para igualar qualquer governo autoritário ao flagelo comunista. Como que para dizer "viu, não foi só a gente que teve ditadura, eles também". E o povo em geral, mesmo na suas camadas mais "esclarecidas" caem como patos na armadilha. 
Para começo de conversa, Getúlio Vargas, esse mesmo que todos idolatram, foi muito mais ditador do que Castelo Branco. E ponha muito nisto! Congresso fechado, partido comunista na clandestinidade, censura da imprensa e uma forte propaganda política por meio do DIP, este último coisa que os militares jamais tiveram quando estavam no poder, grande erro aliás. 
Quanto aos ditadores comunistas estes não dá para comparar mesmo. São 100 milhões de mortes caro Juremir. E o regime autoritário brasileiro não matou 1000 pessoas, sendo a grande maioria dessas vítimas, terroristas, sequestradores, assassinos e estupradores. Ah! Mas era pela causa que eles matavam, aí pode né?
Outra prática comum aos intelectuais brasileiros é a de sacar do contexto histórico um fato isolado e colocá-lo em julgamento: "os malvados militares tomaram o poder porque João Goulart começou a fazer reformas que mexeram com o interesse dos donos do Brasil". Esta alegação, ainda mais quando inserida dentro de cabeças acostumadas com a doutrinação comunista, ou seja, toda a classe universitária, jornalística e intelectual, soa como música. 
Mas o que havia por trás destas reformas? Bom, isto ninguém fala, ninguém estuda. O Brasil foi salvo de ter uma guerra civil. O Brasil foi salvo de ter uma censura de verdade. Vamos combinar né: um país que está sob uma ditadura e é dominado culturalmente por seus opositores durante a própria vigência do regime não teve censura não é mesmo? Não havia, como aconteceu na Rússia, na China, no Laos, Camboja e Coréia do Norte (para citar somente alguns) patrulhas para eliminar qualquer revista ou jornal que possuísse ideias ocidentais. Não haviam fogueiras onde os agentes da revolução queimavam séculos de história, religião e cultura como aconteceu na China. E ainda quer comparar Castelo Branco a esses ditadores?
Ora. Não fosse pela ação dos militares (que foram pressionados pela sociedade brasileira), talvez o colunista nem teria possibilidade de escrever, ou já teria sido fuzilado por ter ideias contrárias ao regime. Não podemos esquecer que os maiores assassinos de comunistas e socialistas são os próprios comunistas e socialistas.
O problema maior não é ler a quantidade de asneiras escritas por Juremir Machado na sua coluna do dia 19 de Janeiro. O grande problema é tomá-lo como isento e imparcial. Infelizmente, poucos leitores conseguem perceber o posicionamento ideológico de um articulista ou de um veículo de informação. Se é que dá para chamar de leitores pessoas que não lêem nada além de jornais, revistas de fofocas e livros de auto-ajuda. 
Sinceramente, espero que continuem assim. Ao lermos, verificamos que nossos antigos heróis é que são os vilões e que as coisas que os professores nos diziam em sala de aula não são assim tão verdadeiras. E aí o mundo que acreditávamos se desmorona. Não é uma coisa muito boa, digo por experiência própria. Mas isto é coisa para outro post.

4 comentários:

  1. É um absurdo o rumo que a mídia popularesca brasileira vem tomando. Esses panfletos comunistas não servem nem para limpar as fezes do meu cachorro.

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  2. VISITEM O BLOG A LÍNGUA PARA VER UMA MATÉRIA QUE MOSTRA QUE A BANDIDA NÃO É FAXINEIRA, PELO CONTRÁRIO, ELA CONTINUA MUITO BANDIDA!

    www.alingua.blogspot.com

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  3. Alem deste doutrinamento escancarado querer mudar um nome de uma avenida tirando nome de um heroi é uma tentativa de apagar a historia, O que me deixa com medo e ver os estudantes da usp que no futuro seram nossos advogados juizes jornalistas... detalhe estao sendo formados com nosso dinheiro o povo financiando uma fabrica de revolucionarios.

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    1. Militar defende militar... Qual a novidade?
      Não li a nota do tal Juremir Machado, mas Castelo Branco foi ditador, ponto final. Conveniente de certa forma coloca-lo no patamar dos restantes.

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