terça-feira, 10 de abril de 2012

Frutos da Igualdade Feminista.

Uma lei que pretende criar vagões exclusivamente femininos no transporte metroviário de Porto Alegre em virtude dos constantes assédios sexuais às usuárias da Trens Urbanos, a Trensurb. Uma lei que quer proibir, em eventos públicos, a utilização de músicas que denigram a imagem feminina e que a coloquem em situação de mero objeto de desejo e usufruto sexual pelo homem está sendo proposta na Bahia. Duas leis distintas, em duas regiões distintas, mas com uma característica comum: tentar resgatar a figura da mulher como sendo algo a ser preservado, e não denegrido.
Quando chega-se ao ponto em que é preciso que leis sejam criadas para corrigir desvios de comportamentos e atitudes morais para recolocá-las na posição que outrora ocupavam, deve-se pelo menos se indagar: como chegamos à essa situação? Quando foi que os homens deixaram de ter o respeito cavalheiresco, que outrora era lugar-comum, para com as mulheres? 
Gerações foram criadas com o pensamento de que a mulher é o "sexo frágil". Entretanto, o império relativista fez com que a expressão "sexo frágil" fosse equiparada a "sexo fraco". Mas uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa e estas duas coisas são diferentes entre si! Fragilidade não é fraqueza. O vidro, por exemplo, é frágil, mas forte. A teia de aranha também. A lâmina de barbear é frágil, mas não é fraca. Assim é a mulher. Frágil, mas não fraca.
A fragilidade feminina com a qual foram criadas sucessivas levas de homens não significa fraqueza. Ela aponta para o fato de que a mulher tem que ser protegida e respeitada. Os códigos de conduta masculina para com as damas e donzelas eram extremamente respeitosos e cordiais. Não se admitia bater em uma mulher nem com uma pétala de flor, lembram? Afinal, à mulher cabe o papel principal de qualquer espécie que é a geração de novas vidas. Por este motivo, por milênios, aos homens coube o papel de principal provedor da família, cabendo à mulher o papel crucial de educar os filhos. Neste ponto é que acontece a inflexão na sociedade que levará as autoridades de hoje a criarem leis para reavivar comportamentos de anos passados: o movimento feminista.
Alavancado sobre uma idéia de que a mulher deveria ter mais espaço no mercado de trabalho e de que os homens são truculentos, cruéis e que tinham privilégios (sexuais notoriamente), que as mulheres não tinham, o movimento feminista contaminou gerações com o objetivo de promover a igualdade entre os sexos. No entanto, a participação das mulheres em tarefas laborativas e como provedora da família sempre esteve  aumentando, notadamente, desde o início do século passado. Elas não estavam alijadas do mercado de trabalho, apenas dedicavam um tempo maior à manutenção da sua família. É errado afirmar, como querem as feministas, que elas eram prisioneiras em seus lares. Esta é a legítima conversa para boi dormir. Mas mesmo assim, quiseram igualdade. E conseguiram. São iguais aos homens, e o que isto significa?
Significa que as mulheres não precisam mais da proteção e da amabilidade masculina. Ou seja, estão por conta própria. Deixando de serem merecedoras da atenção e do zelo de antes, agora a mulher não precisa mais de alguém para que forme com ela uma família. Assim, o papel feminino deixa de ser o de esteio familiar e de companheira e amiga  para se tornar apenas um objeto sexual que pode ser utilizado e jogado fora quando se cansa de brincar com ele. Elas próprias, embriagadas pela ideologia feminista, deixam de se valorizarem e passam a ser vista pelos integrantes do sexo masculino apenas como "mais uma foda", com o perdão da palavra chula. Esta é a igualdade que elas conquistaram: serem descartáveis.
Os assédios que ocorrem diariamente no transporte coletivo, locais de trabalho etc., assim como as músicas que tratam a mulher como uma cadela, uma vadia e como um mero objeto têm sua origem, ironicamente, no movimento feminista. Neste mundo novo, não muito admirável, a mulher acaba se tornando cada vez mais "igual ao homem". É justamente nesta igualdade que ela acaba perdendo o respeito, admiração e a proteção que tinha dos extintos cavalheiros de outros tempos. São os tempos modernos. Colhe-se o que se planta. Para ilustrar, lembro de uma estrofe do trovador gaúcho Gildo de Freitas, na sua canção "Me chamam de grosso":
"E se por acaso um perverso sujeito
Quiser fazer uso e abuso de agora
Já entra o machismo, impondo respeito
E arranca o perverso em seguida pra fora"

A ilusão feminista conquistou mentes e corações não só de mulheres, mas de homens também. E o que as mulheres acabaram ganhando?