sábado, 5 de maio de 2012

A Crise Socialista do Capitalismo

A crise econômica que se aprofunda na Europa é como música para os ouvidos da esquerda. Posso ouvi-los extasiados, gritando de prazer aos quatro ventos que o sistema capitalista está morrendo e que os bancos são os grandes culpados pela recessão da Zona Euro. A Espanha agora é a bola da vez. Mergulhada em desemprego, insolvência e déficit tornou-se mais um símbolo de como o injusto sistema capitalista leva nações à ruína. Aos que sentem prazer em ver os países Europeus caindo, uma boa notícia: Itália e França são as próximas. Nem a Inglaterra deve escapar. Parece que o modelo econômico capitalista está fadado ao insucesso, provando que este sistema, além de injusto, leva países e continentes inteiros à falência certo? Sim. Mas somente quando práticas socialistas são aplicadas à economia de mercado, liberal ou capitalista.
Como assim cara-pálida? Como pode existir práticas socialistas numa economia capitalista? Não seriam estes dois conceitos, opostos? Hum... E agora... Vejamos...
A primeira coisa que convém ser esclarecida é que (como já foi dito várias vezes neste espaço), o capitalismo é um sistema econômico, enquanto o socialismo é um sistema de poder. Sendo assim, a possibilidade da existência de um "social-capitalismo" não só é real como está ocorrendo neste exato momento, e não somente na China, mas em virtualmente toda a Zona Euro. A intervenção do Estado na economia é o exemplo mais marcante do capitalismo socialista que se vive hoje naqueles países (e no Brasil também). A receita é bem simples aliás: altos impostos para financiar um número cada vez maior de entes estatais, além da famigerada distribuição de renda, que consiste em tirar das pessoas que trabalham e dar para aquelas que não trabalham. Quando um país está em expansão demográfica o efeito não é sentido. Porém, quando esta expansão tende à estagnação ou mesmo à retração, os efeitos são mais que notórios.
As políticas socialistas aplicadas a economia fazem com que se torne mais rentável não trabalhar e receber os diversos seguros e bolsas do que ser ativo no mercado de trabalho. Somamos a isto uma pesada carga tributária sobre a iniciativa privada, além de inúmeras regulações tarifárias. O resultado é o encarecimento da mão de obra e dos produtos manufaturados.
Como se não bastasse, temos a situação de uma previdência deficitária. A expectativa de vida aumenta, mas os anos trabalhados não. Isto, somado a um Estado cada vez mais inchado, faz com que as contas fiquem permanentemente no vermelho, obrigado o governo a emitir mais moeda e como consequência temos o aumento da inflação. A população não é incentivada a continuar ativa no mercado de trabalho, mas a se aposentar assim que possível. Sem o crescimento demográfico adequado o resultado é uma inevitável quebra em todos os setores da economia.
Para se reverter o processo, o remédio é amargo por demais. Consiste em sanar as contas públicas, e isto significa corte de benefícios, demissões e redução de aposentadorias. Iludidos pelo discurso socialista, onde os direitos vem antes dos deveres, as pessoas se voltam contra as medidas de austeridade necessárias para a manutenção da saúde financeira do Estado. Infelizmente, os doutos entendidos não percebem que precisam deixar de influir no sistema econômico. Não cabe ao Estado controlar o mercado. A ele cabe garantir o cumprimento de regras que devem ser seguidas por todos, sob pena de se perder a credibilidade daquele país. Preços, câmbio e salários se ajustam de acordo com a demanda natural da sociedade e não pela vontade onipotente do ser estatal.
Os países que deixaram o mercado andar com suas próprias pernas alcançaram grande desenvolvimento em todos os campos da economia, ciência e tecnologia, que se estendeu à todos os setores da sociedade, dos mais ricos aos mais miseráveis. Basta nos voltarmos à Inglaterra de Margaret Thatcher ou aos EUA de Regan.
Quando o Estado entra na história, o fracasso é inevitável e o que se vê são crises espalhadas ao redor do mundo por intermédio de práticas socialistas dentro da economia capitalista. É a prática, como já disse, de distribuir a riqueza de quem a produz àqueles que nada produzem. Nada mais injusto.
A crise que vivemos, ao contrário do que muita gente imagina não é uma crise do sistema capitalista. Pelo contrário; é uma crise do sistema socialista.


2 comentários:

  1. Perfeito e exatamente isto mas nao ha esquerdista que entenda que captalismo nao e ideologia politica e que existem deveres antes dos direitos

    ResponderExcluir
  2. O Brasil não é um país oficialmente socialista, mas temos o pior tipo de socialismo, que é o que usa o capitalismo a seu favor. O Estado usa o capitalismo para manter a ilusão da busca individual por riqueza, mas taxa abusivamente o trabalhador para manter uma estrutura socialista que favorece justamente quem não produz, então o trabalhador passa a vida inteira trabalhando acreditando que está lutando pra produzir riqueza pra si mesmo, mas na verdade está apenas produzindo riqueza para o Estado que toma essa produção através de impostos e a investe em coisas que não beneficiam o trabalhador, apenas todos os outros que não produzem nada.

    ResponderExcluir