domingo, 1 de julho de 2012

Votando "Na Pessoa"

Começam as eleições. Campanhas são realizadas pelas cidades, pessoas se envolvem em acalorados debates, discutindo em quem votar, qual o melhor candidato, qual a melhor proposta, etc. Fatalmente, na roda de eleitores, sempre surge uma afirmação que se torna um mantra repetido pela grande maioria daqueles que irão votar, neste caso, para prefeito: O voto na pessoa.
A coisa começa assim. Durante a conversa, alguém diz que não gosta deste ou daquele partido, por isto não dará seu voto ao candidato que represente aquela agremiação. Subitamente, um iluminado grita: "por mim não tem problema. Eu voto na pessoa, não no partido". E assim, vomitando uma pretensa sapiência política, o indivíduo sai do debate como sendo a grande mente que trouxe à questão o indivíduo, e não a estrutura do partido. Ele, assim como milhões de outros eleitores, caiu na armadilha do salvador, daquele que fará as mudanças necessárias sem se importar com a orientação da coligação que o elegeu. Erro primário e fatal.
Nunca se vota "na pessoa". Sempre se vota em um partido e em suas ideias. Ora, se determinada pessoa escolheu determinada sigla para se candidatar, não foi à toa. Ela se identifica com seus projetos, sua ideologia e suas determinações. Paralelamente, um partido não colocará como candidato alguém que não esteja comprometido com suas diretrizes e consoante com sua ideologia. Ademais, alguém que é militante em determinada agremiação defende seus valores e se compromete com eles. 
Ao votar em um candidato, nenhum eleitor estará elegendo uma pessoa isoladamente. Ele estará elegendo todo um projeto que está no cerne do partido do candidato, nas atas de suas convenções, e no seu estatuto. Alçar alguém à condição de prefeito, presidente ou deputado significa colocar a sigla que ele representa no poder, e não o indivíduo em si.
O grande problema é que raríssimos são os eleitores que se preocupam em estudar a fundo a ideologia defendida por seus candidatos. Isto, porém, não é privilégio das pessoas comuns. Jornalistas, acadêmicos, e cientistas políticos também ignoram por completo quais são os reais propósitos das infinitas combinações de letras que formam a sopa partidária do país. Com uma população desinformada, e que não recebe a informação dos órgãos de mídia, especialmente a imprensa, fica fácil entender porque tantas pessoas "se arrependem" por ter votado "naquela pessoa tão boa"... Se estudassem sobre a bandeira que defendiam, não haveria surpresas.
Como resultado desta ignorância, temos uma infinidade de pseudo-salvadores espalhados no país. Aqui no Rio Grande, o exemplo mais marcante é de uma certa Manuela D'Ávila que conquista seus eleitores com inegável carisma e um discurso aparentemente apaziguador com seu famoso bordão "e aí, beleza?". Individualmente, é uma candidata que inspira confiança. Ninguém resolve, porém, estudar o partido que ela representa, o P C do B. Caso o fizessem, saberiam que esta agremiação é de ideologia comunista na sua vertente maoísta. E o que significa isto? Bom, Mao Zedong foi o líder da revolução chinesa, pedófilo e estuprador. Sua ideologia levou mais de 60 milhões de chineses à morte pela fome, e outros tantos ao canibalismo para sobreviver. E ainda sobrou tempo para aniquilar a cultura milenar chinesa com sua revolução cultural. E é nisto que a candidata Manuela acredita. Ou porque estaria defendendo as cores do P C do B?
Este foi apenas um exemplo. Se observarmos os demais partidos que concorrem às eleições deste ano, muito saberíamos do que nos aguarda. É por este motivo que as atitudes dos últimos Presidentes da República não foram surpreendentes para as pessoas que estudam suas raízes ideológicas. Aliás, estas chegaram mesmo a alertarem sobre o que iria acontecer. Na época, foram chamados de teóricos da conspiração. Viu no que deu?
Quando forem às urnas (vocês, porque eu sempre justifico), não pensem que estarão elegendo a pessoa, o indivíduo para prefeito. Pesquisem a ideologia dos partidos que ele representa na campanha eleitoral. São estas ideologias e diretrizes nas quais estarão votando, independentemente do que diga o seu candidato queridinho. São elas que os governarão pelos próximos quatro anos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário