domingo, 11 de novembro de 2012

A Verdade Incomoda... Mesmo

No jornal Zero Horal deste domingo, editorial e um artigo de opinião chamaram a atenção. O primeiro, trata da liberdade de expressão e informação, utilizando como exemplo o caso da guria de Florianópolis que escreve sobre a sua escola. O segundo trata de uma exaltação a Obama, lugar-comum na imprensa brasileira. Entretanto, ambos os textos servem para mostrar que este veículo de informação (?) sofre do mesmo mal que acomete a massa da imprensa brasileira: parcialidade crônica mantida por um propósito às vezes inconsciente de se ocultar a verdade.
O caso mais recente que confirma a total falta de profissionalismo jornalístico da imprensa nacional foi o processo eleitoral dos EUA. De fato, o pleito foi apenas o ápice de uma cobertura parcial, emotiva e antiprofissional acerca do que acontecia em solo norte-americano. As tentativas do presidente americano reeleito de socializar a economia não foram debatidas ou analisadas no Brasil, mas apenas ovacionadas como sendo extremamente necessárias e benéficas para promover a inclusão social nas terras do Tio Sam. Curiosa foi a maneira com que se chegou a esta conclusão: mentalidade brasileira para entender um problema americano.  E viva o relativismo!
Outros exemplos podem ser citados, como a rotulação infundada do movimento Tea Party como sendo republicano e "ultraconservador", passando pela total inércia acerca das investigações sobre os documentos falsificados utilizados por Obama para que pudesse concorrer à Casa Branca, como sua Certidão de Nascimento e Certificado de Alistamento militar, fatos canalhamente ignorados tanto pela mídia tupiniquim quanto pela própria mídia dos EUA. Parece que, por ser negro, Obama possui uma espécie de salvo-conduto para se manter presidente. Se os documentos são ou não verdadeiros é uma questão que gera dúvidas. O problema foi a ocultação covarde feita por TODA a imprensa brasileira, à exceção de sites conservadores e de jornalismo realmente informativo, como o Mídia Sem Máscara.
No artigo que apóia o democrata, o autor, entre outras bobagens, indigna-se com a oposição da "direita", contra o "SUS" de Obama como ele mesmo chama, e imigrantes em geral. Nada de mais quanto a isso. Afinal, todos nós temos direito de expressar nossas opiniões. O problema é que o jornal não deu e não dá o mínimo espaço para um contraponto, para uma pessoa que pelo menos tenha lido um livro sobre a História dos EUA e sua formação como nação que pudesse explicar o porquê desta oposição. Analisar qualquer país sob a ótica da experiência tupiniquim é nada menos que uma canalhice, má-fé jornalística. Outrora, ZH tinha Olavo de Carvalho (demitido por revelar a ligação FARC-PT). Hoje tem o não menos brilhante Percival Puccina, solitária andorinha que faz a "oposição ideológica" à massa formatada dos demais integrantes do grupo RBS. Lamentável. E este periódico quer nos fazer crer que trabalha com imparcialidade?
Foi exatamente isto que o jornal quis transparecer em seu editorial deste domingo:
(...)
Para merecer a atenção e o respeito de seus públicos, os meios de comunicação têm o dever de apresentar todas as versões dos fatos, de contemplar a pluralidade de opiniões e de colocar o interesse coletivo acima de seus próprios interesses. (...)
Apresentar todas as versões dos fatos? Contemplar pluralidade de opiniões? Onde isto ocorre na imprensa brasileira? Onde isto ocorre na pomposa ZH? Ou será que os editores deste veículo de informação acham que colocar um articulista com pensamento diferente dos outros "cinquenta" é promover a pluralidade de opiniões? Ou taxar o movimento Tea Party de ultraconservador e elevar o presidente democrata a uma condição de santidade sem analisar o estrago que sua administração fez aos EUA é ter todas as versões dos fatos? Ainda, não escrever uma mísera linha acerca da virtual impossibilidade de Lula ser inocente do mensalão é colocar o interesse coletivo acima de seus próprios? Só se por "interesse coletivo" se ler "interesse partidário". 
Claro que se este tipo de jornalismo fosse feito, se as diversas versões dos fatos fossem mostradas e se realmente tivéssemos analistas com um conhecimento mínimo do que falam, teríamos uma compreensão diferente dos fatos que se passam no Brasil e no mundo. Entretanto, a repressão governamental e da patrulha ideológica seria ferrenha... É o preço que se paga por tentar mostrar a verdade. 
A verdade incomoda meus senhores, mesmo. A FoxNews que o diga...



2 comentários:

  1. A verdade é que o Obama só foi eleito graças a uma peça de marketing muito bem arquitetada, mas ele é um péssimo administrador. Tenta levar crédito por feitos de terceiros como se fosse um grande gênio, e por ser negro fica praticamente imune às críticas em função da ditadura do "politicamente correto". Já vi até negros serem chamados de racista por criticarem o Obama...

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  2. Já deu tudo o que tinha que dar essa hipocrisia da mídia brasileira. A ética profissional cedeu espaço demais à politicagem e à tentativa de induzir nos brancos de classe média um sentimento de "culpa coletiva" semelhante ao que a Inquisição e Hitler tentavam atribuir aos judeus. Já passou da hora de alguém mostrar às minorias (negros, militantes homossexuais, entre outros) que não são melhor do que ninguém e devem obedecer às mesmas regras se quiserem ter uma cidadania plena.

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