quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Preocupações Nacionais

Enquanto o STF julgava os destinos dos réus do esquema do mensalão, a população brasileira, incentivada diuturnamente por nossa vigilante mídia, estava inteiramente dedicada à análise, estudo e debate dos destinos da... Carminha! Um dos momentos mais importantes da Nova República estava acontecendo e a preocupação nacional era com os rumos de nossa principal novela televisiva. Não se viu um jornalista ou analista colocar em debate o porquê de Lula ter sido excluído do caso. Sequer deixaram claro as causas da leniência do Ministro Lewandowski, ou mesmo foram a fundo nas credenciais dos próprios integrantes da Corte, para ao menos dar à população ferramentas para melhor entender os rumos do julgamento. Nada disso. O importante era saber o desfecho de Avenida Brasil.
Na esteira do julgamento-show, deu-se o pleito municipal. As cidades brasileiras estavam prestes a escolher seus novos governantes. Não bastasse a fraca análise dos reais problemas de nossos municípios, especialmente aqueles de grande população, perdeu-se a oportunidade de se aprofundar a questão federativa brasileira, que basicamente transforma a União numa imperatriz maléfica que suga os recursos produzidos nos Estados e Municípios para que possa controlar o próprio rumo da eleição, através do famigerado "apoio do governo federal" para a realização de melhorias nas cidades. Ninguém questionou, ninguém discutiu. O que se viu foram análises fracas que não informavam ao eleitor o que ele precisava saber: as propostas dos candidatos. Muito diferente foi a abordagem dada às eleições... dos clubes de futebol, como se viu aqui no RS através de uma aprofundada reportagem acerca das eleições de Grêmio e Internacional.
Agora, a Câmara dos Deputados está para aprovar o projeto de lei "contra a homofobia". Novamente, ninguém da grande mídia, estudiosos ou jornalistas se preocupara em ler e analisar tal aberração que, resumindo, proibirá o cidadão de ter uma opinião contrária à homossexualidade. Porém, a unanimidade aqui é perfeitamente entendida. Afinal, o sistema de doutrinação ideológica educação do país já formata seus estudantes, futuros integrantes da "elite pensante", a pensarem conforme os ditames, no caso, da agenda gay (também tem a feminista, ambientalista, e tutti quantti). Estranho é que ninguém aparece para questionar esta estranha, porém não surpreendente, igualdade de pensamento. O debate cultural e filosófico no Brasil é inexistente. Aqui, só se tem a tese.
Não há hoje no país qualquer possibilidade de se entender e se planejar um futuro de médio e longo prazo. Não há qualquer possibilidade do surgimento de uma força que se contraponha à imposição do politicamente correto. Todos ficamos enebriados pelas benesses do Big Brother e hipnotizados pelas bobagens midiáticas que tratam a fundo somente temas supérfluos como escândalos de celebridades ou tramas de folhetins, enquanto questões que atingem nossa liberdade e nosso futuro são relegadas a um terceiro ou quarto plano. Não são preocupações nacionais.

Um comentário:

  1. As novas gerações desaprenderam as diferenças entre liberdade e libertinagem, e entre respeito e reverência. Parecem achar que a liberdade para praticar atos moralmente questionáveis deve se sobrepor à liberdade de outrem questionar tais abusos. No caso dos militantes gays, parecem acreditar que são "superiores demais" para serem meramente tolerados ou mesmo plenamente respeitados, tentam colocar-se num patamar que os exima da responsabilidade de respeitar o pudor, a moral e os bons costumes, praticamente exigindo que sejam aplaudidos por praticar atos libidinosos em praça pública...

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