segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Real Natal

Uma multidão de compradores tomou conta das ruas nestas últimas semanas. Nas grandes cidades, lojas lotadas, centros comerciais fervilhantes, promoções para aumentar ainda mais as vendas. Pelas ruas, faixas e luzes completam o clima natalino. Lista na mão, presentes comprados... Tudo pronto. Na televisão, assistimos  às comemorações dos famosos, seja pela troca de presentes ou em ceias cuidadosamente preparadas por renomados chefs de cuisine. Ao final, uma mensagem de dias melhores e de "boas festas" encerra as  comemorações do natal e o povo brasileiro, enebriado pelas ondas de TV, enche-se do espirito natalino.
Mas algo não está certo. Presentes, ceias, brindes com espumantes e decorações são partes importantes da festa; mas não sua essência. Na verdade, são apenas coadjuvantes. Se trocamos presentes, desejamos paz, comemos uma ceia e decoramos nossa árvore não fazemos por uma data qualquer, por uma razão qualquer. Fazemos para comemorar o nascimento de um menino que mudou o curso da história. Um menino que cresceu e tornou-se o Homem cujos ensinamentos são os alicerces onde se apóia toda a nossa civilização. O Messias, o Filho de Deus: Jesus.
A Ele é que neste 25 de dezembro rendemos nossas homenagens, e a ninguém mais. A Ele devemos a existência desta comemoração. A Ele devemos as palavras de amor, fé e esperança que atravessam mais de dois mil anos e ainda se mantém vivas e atuais. Não importa o quanto queiram desvirtuar o real significado deste dia. Não importa o quanto desejem alijar o aniversariante da sua própria celebração. O Natal é, e sempre foi, a comemoração cristã pelo nascimento de seu Salvador.
Percebemos, porém, que existe uma tentativa clara de tornar a data apenas um motivo para compras e reuniões familiares. Na maior emissora do país, por exemplo, as palavras e despedida e de "feliz natal" no programa "Fantástico", de ontem, sequer citaram o nome de Jesus. Não fizeram uma mínima menção a Seu nome, ficando as comemorações do Natal restritas a uma ceia com famosos. Cada vez mais estamos tirando Deus de nossas vidas.
Em um comentário certeiro, Mike Huckabee, jornalista da FoxNews, nos mostra como estamos tirando Deus de nossas vidas, e as consequências desta atitude. Huckabee fala da situação nos EUA. Entretanto, o que se passa nas terras do Tio Sam, ocorre também nas terras Tupiniquins. Aqui, como lá, uma horda de entendidos vem sistematicamente retirando Deus de nossas vidas. Nas repartições públicas e nas escolas, mencionar Seu nome ou qualquer símbolo que O represente, tornaram-se atitudes condenáveis e transformaram Seus seguidores em criaturas caricatas que precisam ser anulados e ridicularizados. Parecem não notar que à medida que nos afastamos de Deus, a violência aumenta e as relações humanas se deterioram.
Ao nos afastarmos da religião, estamos nos aproximando de nossa própria destruição como civilização. A história já nos provou que, as civilizações entram em colapso quando perdem sua religião. Egípcios, Maias, Incas e os Babilônicos são apenas alguns exemplos de povos que simplesmente sumiram no momento em que deixaram de lado sua religião. Mesmo com as invasões estrangeiras, a essência da civilização pode ser mantida, razão pela qual os Egípcios se mantiveram como civilização mesmo após as invasões hititas, romanas e gregas, pois mantiveram-se fiéis à sua religião (diferente do que ocorreu com os povos pré-colombianos, que deixaram sua religião de lado). Quando a abandonaram, deixaram de ser o povo que eram, tornando-se o Egito moderno que conhecemos hoje. 
O Natal é, pois, o momento que nos reunimos em família, trocamos presentes, comermos a ceia... Sim. Mas principalmente, é o dia no qual recordamos o nascimento de Jesus, Seus ensinamentos, Seu significado. O Natal é a hora que olhamos aos mais necessitados, e buscamos que eles tenham também o seu Natal, não regado a esmolas estatais, mas fruto do suor do seu trabalho. É a hora em que reafirmamos e lembramos de antigas leis que, por si só, seriam suficientes para que possamos viver em harmonia: os dez mandamentos. É quando buscamos nas palavras do Cristo, as respostas para nossas angústias e nossas dificuldades. É, sobretudo, um momento de fé.
Cabe a cada um de nós resistir ao bombardeio de mensagens e atitudes que querem transformar uma data magna do cristianismo em um mero festival comercial e de significado tolo. Não podemos ser enganados pelos formadores de opiniões que querem nos fazer acreditar que nossa fé, que nossa religião e nossas crenças estão ultrapassadas ou que já não se presta a fazer parte de um mundo cada vez mais moderno e científico. 
Nós temos o poder e a obrigação de trazer nossa sociedade de volta à religião e isto não é difícil de ser feito: basta lembrarmos das antigas comemorações natalinas de nossos pais e principalmente de nossos avós para que tenhamos o significado real do Natal: o nascimento do Cristo.
Um Feliz Natal a todos. Que as bênçãos do Pai sejam derramadas em cada um de nós como combustível para manter acesa a chama infinda de nossa Fé, nos trazendo a força e a coragem para defendê-la.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Armas Proibidas, Vidas Perdidas

Os EUA choram as vítimas inocentes do massacre ocorrido em uma escola de Newtown, Connecticut, que vitimou 28 pessoas, sendo 20 delas crianças inocentes. Imediatamente, o presidente Barack Hussein Obama estuda medidas governamentais para conter ações deste tipo em território americano. E adivinhem qual á a proposta? Política de desarmamento!
Virou lugar-comum. Mal secam as lágrimas daqueles que perderam seus entes queridos em tragédias deste tipo (Realengo, Oslo, EUA), e a esquerda toda se volta à obsessão infinda de desarmar a população. Os argumentos, sempre tentadores e retóricos, dão conta de que uma legislação forte e restritiva em relação à compra e ao porte de armas seria a solução para evitar a ocorrência deste tipo de crime. A mídia, especialmente a tupiniquim, limita-se a justificar, aprovar e ratificar tais políticas, sem realmente analisar e estudar a situação. Nossos especialistas e jornalistas são, pois, meros papagaios a repetir prontamente o discurso ideologicamente engajado e de resultado inócuo que tornou-se o politicamente correto.
Desarmar a população não é a solução para evitar tais acontecimentos ou, como gostam os esquerdistas, "evitar que mais pessoas inocentes percam sua vida". Fosse assim, o Brasil teria os menores índices de mortes por armas de fogo do mundo, visto que a nossa população é virtualmente desarmada, se não legalmente, praticamente. Afinal, comprar uma simples pistola calibre .22 no Brasil requer além de um trâmite burocrático infindo, recursos financeiros igualmente exorbitantes, fazendo com que aqueles que possuam armas sejam uma parcela ínfima da população. O resultado deste desarmamento não é acompanhado da esperada redução no índice de homicídios e da criminalidade em geral, muito antes pelo contrário. A mídia e os doutos entendidos se calam acerca deste fato.
Igualmente, os jornais, cientistas e estudiosos também se calam a respeito do fato de que países onde virtualmente todos possuem armas têm índices de violência notadamente pequenos, como Israel ou Suíça. O contra-argumento seria de que, com 300 milhões de armas nas mãos da população, os EUA enfrentam frequentemente massacres do tipo que ocorreu na escola de Connecticut. Numa análise primária, a afirmação reveste-se de forte credibilidade. Porém, o que o noticiário esconde são algumas semelhanças que ocorrem entre os diversos ataques, notadamente na questão dos locais em que este tipo de ação acontecem: são áreas livres de armas. Ora, um psicopata pode ser um maluco, mas não é burro. Se é para atacar um local cheio de pessoas, que seja onde ele tenha o privilégio de ser o único a portar uma arma!
Como aconteceu em Realengo, como aconteceu numa seção de cinema, também nos EUA, e como neste caso recente, bastava que um cidadão comum estivesse portanto uma arma para que o agressor fosse contido. Certamente o número de vítimas seria muito menor, senão zero. Assim, uma legislação que deveria proteger os cidadãos das armas torna-os vulneráveis a elas, justamente por restringirem seu porte.
Felizmente, nas terras do Tio Sam, ainda não impera a padronização de opiniões fazendo com que jornalistas e analistas realmente sérios em seus trabalhos possam jogar uma luz mais coerente à questão, como o artigo de Ann Coulter "We know how to stop school shootings"
O desarmamento da população é, definitivamente, a pior das soluções. Dificultar a venda de armas, idem. Um cidadão armado poderia ter evitado esta e tantas outras tragédias. O Estado, porém, retirou-lhe este direito ao vetar o porte de armas de fogo em escolas, mesmo para funcionários e professores, deixando-os completamente indefesos diante da ameaça, como cordeiros diante de um lobo faminto.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Presos e Sorridentes

Quanto mais avançamos no tempo, deixamos de caminhar com nossas próprias pernas. Nosso direito de livre escolher, de livre opinar e de livre errar não nos é mais permitido. Somos vítimas tolerantes de amarras totalitárias que cada vez mais nos prendem. O pior, entretanto, é que não reagimos contra as algemas que nos são impostas. Pelo contrário: aceitamos bovinamente ou aplaudimos hipnoticamente.
As cordas que cada vez mais nos prendem não surgiram nos dias atuais. A origem está na promessa de liberdade dada àqueles que acreditaram nas promessas utópicas vinda dos vitoriosos bolcheviques que espalharam sua ideologia e sua revolução pelo mundo. Em um paradoxo muito apropriado, a  garantia de que seríamos livres foi se mostrando cada vez mais a certeza do aprisionamento, a ponto de tirar-nos qualquer lembrança do significado real de sermos livres. Assim, mais e mais o Estado foi se infiltrando em nossas vidas privadas lentamente, controlando o que assistimos na televisão, como devemos educar nossos filhos e como devemos pensar. Tudo isso feito sob o manto de uma democratização falsa onde pequenos grupos ditam as regras em detrimento do pensamento da maioria.
Um dos exemplos mais fortes acerca de como nosso livre arbítrio nos foi roubado passa pelo processo sindical. Em um primeiro momento, essas organizações tiveram papel relevante ao questionar as péssimas condições pelas quais passavam os operários na aurora da revolução industrial. Entretanto, com o passar do tempo, os líderes dos sindicatos passaram a dominar as relações trabalhador-empregado a tal ponto que hoje o trabalhador não tem a liberdade de negociar a única coisa que lhe pertence: o valor de sua mão de obra. Ademais, as amarras trabalhistas perpetuadas na CLT, retiram por completo a opção de um operário de, por exemplo, não descontar FGTS ou a Previdência Estatal em troca de um aumento no seu provento. De fato, o Estado já lhe retirou uma grande fatia do dinheiro que pertence ao trabalhador sob o argumento de lhe garantir uma segurança futura. Vejam, sequer existe a possibilidade do empregado abrir mão destas contribuições em troca de melhoria salarial. Ele simplesmente é proibido não só de negociar seu trabalho, mas de administrar um recurso que, em última análise, é seu.
Um outro exemplo é a criação do termo homofobia, tornando qualquer pessoa que seja contrária à prática homossexual, um inimigo do Estado. Desta feita, o cidadão não pode expressar sua repulsa a este estilo de vida, ensinar que tal prática é errada a seus filhos e, como se não bastasse, ter que aturar uma legião de educadores (doutrinadores) impondo condutas morais estatais, muitas vezes contrárias a suas crenças individuais. O mesmo acontece com a educação sexual ensinada nos bancos escolares, retirando uma atribuição que cabe aos pais e transferindo para o doutrinador oficial. Como resultado, observamos a sexualização precoce das crianças concomitantemente à queda vertiginosa da qualidade do ensino, visto que a escola, erroneamente, substituiu o papel dos pais. Assim, novamente, temos nossa liberdade subtraída, ao sermos virtualmente proibidos de educarmos nossas crianças de acordo com nossos valores, valores esses que nos foram transmitidos por gerações.
Podemos citar, também, a bolsa distribuída a detentos, com o argumento bastante tocante de "garantir dignidade à família do meliante". Ora, este papel cabe aos chefes da família. Se este não teve a responsabilidade de bem conduzir os seus, não cabe a nós, pagadores de impostos e que conduzimos nossas famílias de maneira decente, fazê-lo. Este é a típica medida que premia a irresponsabilidade, dando a certeza de que "podemos fazer o que quiser, o Estado sempre estará aqui por nós". Tal pensamento é perigoso e externa a incapacidade crescente que temos de arcar com nossos atos e assumir a consequência de nossas escolhas, conceito próprio de responsabilidade.
A última do Estado foram as cotas para programas brasileiros na TV paga. Ora, qualquer cidadão que deseja adquirir um pacote de televisão por assinatura quer justamente fugir da porcaria nacional. A desculpa, como sempre, é a democratização de tal serviço. O que acontece de fato é que o assinante acaba pagando por uma programação que ele não escolheu, com conteúdo fraco e que acaba apenas ocupando espaço na grade de programação das emissoras "estrangeiras". Fosse a produção nacional o supra sumo da televisão, o Canal Brasil teria a maior audiência dentre todos. Não obstante, o alinhamento  ideológico dos programas produzidos somados a artistas apadrinhados pelo partido-Estado formam as justificativas que imbecis como  Maria do Rosário, impõem à população brasileira para legitimar as tais cotas. Engraçado é que os assinantes sequer foram ouvidos.
Mas não é somente o cidadão que é aprisionado. Com o financiamento governamental, por intermédio do BNDES, as empresas passam a investir com juros baixíssimos, visto que os recursos adquiridos junto a este e outras instituições bancárias governamentais possuem o suporte dos pagadores de impostos. Retiram, assim, o fator risco do investimento, fator este que é a própria essência do sistema capitalista. O resultado é que deixamos de ter empresas comprometidas em oferecer bons produtos a preços competitivos, pois sempre terão os bancos do governo para sanearem suas contas.
Muitos outros exemplos poderiam ser citados, como a proibição do fumo em local privado (não conheço bar ou restaurante que pertença ao governo... ainda), a proibição da venda de medicamentos em gôndolas de farmácias, as cotas de filmes nacionais para exibição em sala de cinema, enfim, leis e decretos que, sob o argumento de democratizar serviços e proteger os cidadãos acabam protegendo apadrinhados políticos e aprisionando-nos.
Como produto de tamanho mimo governamental, não conseguimos fazer nada que não tenha a garantia de proteção do governo. Passamos, pois, a sermos autômatos que possuem seus movimentos friamente controlados desde a cúpula estatal-partidária, limitados justamente pela rede de proteção estatal. Poucos se arriscam a se jogarem em áreas onde o Estado não estende suas mãos de aparência afável mas de essência totalitária; ou porque estas áreas virtualmente não existem, ou porque o Estado, e os formadores de opinião, acabam execrando os que o fazem.
Ficamos cada fez mais atados e amarrados à teia da estatização de nossas vidas privadas, presos em uma rede complexa e sinistra que nos retira a possibilidade de escolha nas coisas mais simples de nosso cotidiano. E como reagimos? Com um sorriso ignorante por pensarmos que o Estado está nos tratando com dignidade. Parece que estamos vendendo nossa liberdade por um preço cada vez mais baixo, e ninguém se importa com isso.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O Ungido

Virou rotina: A cada semana, somos brindados com um escândalo envolvendo o partido do governo. Entretanto, por mais que sejam julgados e condenados, os envolvidos continuam obtendo o respeito de seus companheiros, que os têm como "os injustiçados". O caso do mensalão é o mais eloquente. As figuras condenadas já receberam o indulto partidário daquele que, um dia, autodenominou-se como sento o "guardião da moralidade política brasileira". Pudera! Os integrantes julgados são mais que meros quadros da agremiação: são ídolos, fontes de inspiração para as futuras gerações de políticos do partidão; eles são a essência do que é o partido e por isso precisam ser preservados a todo custo. 
Contudo, mesmo blindados, esses elementos não escaparam das cobranças de uns poucos jornalistas e da população em geral, tanto que o ministro Joaquim Barbosa foi alavancado à condição de novo herói nacional por punir os chamados mensaleiros. Esta cobrança, no entanto, só foi possível devido à extensão da podridão que foi revelada com o caso do mensalão (muito embora esta seja apenas a ponta do iceberg). Porém, de todos os envolvidos no esquema (e em muitos outros) apenas um prossegue imune a qualquer questionamento acerca de sua idoneidade: O Ungido.
O Ungido tornou-se um símbolo, uma divindade de uma religião tão forte quanto perigosa: o lulismo. Nela, o ídolo não pode ser nunca manchado, nunca questionado, jamais investigado. Sua sabedoria emana de palavras de fé e de esperança como "eu não sabia de nada" ou "fui apunhalado pelas costas". Com este discurso, ele segue alijado de toda a culpa e de toda a responsabilidade como ex mandatário do Brasil. As pessoas acreditam na sua palavra, na sua índole e na sua honra. Afinal, ele foi santificado pelas graças do partido.
Engana-se, porém, aqueles que acham que a canonização do ídolo deu-se após sua subida à rampa do Planalto. Já na campanha eleitoral de 2002, tivemos uma amostra da sua canonização. O jornalista Boris Casoy ousou arguí-lo sobre as suas relações com o Foro de São Paulo. Acabou demitido. O semblante de reprovação e ódio do então candidato serviu de imediato para constranger o jornalista, algo que não pode acontecer com um profissional dedicado à informação. Via-se, já naquele momento, o poder que o Ungido carregava, capaz de calar a voz de jornalistas e ser idolatrado pelo meio artístico e cultural.
Com sua ascensão à Presidência da República, seu caráter divino agigantou-se. Sua sapiência atravessou fronteiras, servindo como referência a governantes dos Estados Unidos e da Europa. Com seu discurso demagogo, conquistou o meio artístico e cultural, mesmo sem saber o que significam estas palavras. Por ser divinal, foi sumariamente inimputável de todo e qualquer escândalo que envolvesse o seu nome, e não foram poucos. O enriquecimento estranho de seu filho, as relações com as FARCs (via Foro de São Paulo), o próprio mensalão, enfim, todos os fatos que pudessem levantar qualquer suspeita sobre sua pessoa ou sobre o seu desempenho como governante foram sumariamente ignorados pela imprensa e esquecidos pela população. Como ele mesmo disse "já fui julgado pelo povo quando elegeu minha sucessora". Precisa mais?
Recentemente, temos o escândalo com uma ex secretária da Presidência da República, que envolve 25 milhões de Euros e o Ungido. E, novamente, ninguém parece querer questioná-lo.
O problema, porém, não é ele, mas seus seguidores. Seus adoradores é que fazem a maior parte do estrago, senão todo. Afinal, seus seguidores localizam-se nas grandes redações dos jornais, na produção cultural e nas cátedras das universidades. A magnitude de seu culto é tão grande que até os que se dizem de oposição o idolatram. São essas pessoas que perpetuam a santidade do Ungido e o tratam como intocável, detentor de todas as respostas e depositário das mais altas qualidades morais. Sendo assim, não existe no meio político ou em nossos meios de comunicação, um único indivíduo sequer que questione as atitudes do ídolo, mesmo quando este estava governando a nação.
Os escândalos se acumulam, as ligações da santidade com esquemas obscuros e corruptos se aprofundam, mas nada parece atingi-lo. A ignorância do povo e a conivência dos formadores de opinião cada vez mais fortalecem a imagem daquele que comandou o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Nenhum questionamento, nenhuma análise, nada, absolutamente nada se fala acerca de seu possível envolvimento com esses sem número de escândalo. Realmente, deixaram o homem trabalhar... E ele fez o trabalho direitinho.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Democracia Brasileira (ou Como Fazer a Revolução)

Quando se diz que estamos em um regime democrático, pressupõe-se que a vontade da maioria deva prevalecer. Afinal, mesmo que democracia seja traduzida por "governo do povo" (embora seja o governo dos Demos, unidade política fundamental ateniense formada pelos cidadãos, sendo aqueles uma subdivisão da Ática) é preciso que a maioria "do povo" decida ou apóie as decisões emanadas pelo governo que foi eleito pelo voto. Democracia é, pois, a vontade da maioria da população representada nas ações de seus representantes que foram eleitos para tal.
O sistema democrático não pode (ou pelo menos não deveria) priorizar ações propostas por minorias, especialmente quando se sabem que essas ações localizam-se no espectro oposto ao das opiniões e expectativas da parcela majoritária da população. Caso ocorra uma situação onde uma pequena parcela dos cidadãos ganha privilégios quase divinos em relação à maioria, decreta-se o fim da democracia de fato e passamos a viver uma democracia de fachada. E é precisamente isto que está ocorrendo no Brasil.
Para que possamos ilustrar o fato, basta que nos voltemos a algumas leis e projetos de leis que, ou estão aprovadas ou serão aprovadas, a fórceps que seja. As cotas para as universidades, o casamento homossexual, a lei anti-homofobia, lei pró aborto, a adoção para gays, a proibição da palmada como forma de educar nossas crianças e mesmo a lei que proíbe o tabagismo em bares e restaurantes, enfim, a lista é grande. Vejam que nenhum desses assuntos foi levado a questionamento por parte da população. Pior! Pesquisas de opinião apontam que a maioria da população é contra essas leis (menos a do tabagismo porque aqui não sabe o significado da palavra liberdade).
O brasileiro não acha certo que gays adotem filhos, que pessoas matem crianças ainda no ventre materno e acreditam que os pais devem decidir como educar seus filhos. Entretanto, leis e mais leis vão sendo empurradas goela abaixo, sem que se questione se é realmente isso o que quer a maioria. Ademais, opinião pública acerca desses assuntos é muito diferente da opinião pública que é publicada em nossa imprensa. Chegamos, então, a outro problema da nossa "democracia".
O cerne da questão é: Quem tem o poder de tomar decisões, fazer uma lei ou de propor uma mudança de comportamento da população (a ponto de chamarem de homofóbico assassino qualquer pessoa que ache que ser gay é errado)? A resposta a este questionamento é simples: os detentores deste poder são ONGs, intelectuais, donos te empresas de jornal, rádio e televisão, jornalistas, atletas e artistas famosos, os chamados formadores de opinião. E o que eles têm em comum? Ora, nenhuma, absolutamente nenhuma dessas pessoas foi eleita para representar a opinião e os desejos da população. No entanto elas  nos representam.
Como resultado, cada vez mais uma parcela minoritária dos cidadãos vai angariando direitos que são inimagináveis para os meros mortais, como o direito de não serem criticados ou questionados. E quem lhes deu ( e está lhes dando) estes direitos e imunidades? Aquelas pessoas, eleitas por ninguém, mas que fazem um barulho enorme para terem suas demandas atendidas... E conseguem.
Por trás deste aparente conflito, encontra-se a estratégia de conquista de poder por parte do partido e, para fazê-lo, é necessária a desconstrução total do sistema e a reconstrução da nova e maravilhosa ordem revolucionária (os cadáveres da URSS, China, Cuba, Camboja, Laos, Vietnã e Coréia do Norte que o digam). O objetivo final, pois, não é garantir às minorias melhores condições de vida. O foco é a criação de tensões, desconforto e criar forças opostas que entrem em colapso, justificando que um governo cada vez mais centralizador e autoritário ascenda ao poder para poder colocar "ordem na casa". Claro que este governo já está previamente escolhido. Mas como chegamos nesta fase da revolução?
O processo já vem de longa data, ainda na década de 1970 com a infiltração e aparelhamento das universidades, da igreja e da imprensa de pessoas simpáticas à causa e disposta a educarem (doutrinarem) uma nova leva de profissionais que, trinta anos depois, atingiriam o poder. E foi o que aconteceu. A guerra cultural gerou como rebento um organismo auto-renovável e replicante que é capaz de se perpetuar nos setores citados e continuar a fazer a cabeça dos futuros líderes de ONG, jornalistas et caetera, que irão abraçar a causa das minorias, repetindo o ciclo. Para agravar a situação, na grande maioria dos casos essas pessoas realmente acham que estão fazendo o bem, mas não estão.
Muitas outras leis poderiam ser citadas, mas de forma inversa: prisão perpétua, fim dos privilégios para os advogados quanto ao acesso à clientes presos, redução da maioridade penal. Todas elas têm o apoio popular, mas não conseguem sequer serem colocadas à discussão. Por quê? Simples: não há "não eleitos"  com interesse na defesa dessas causas, tornando a demanda popular inútil. O quadro, portanto é o seguinte: pessoas que não foram eleitas fazem leis contrárias ao interesse da população e impedem aquelas que a maioria deseja. Interessante não.
Como se não bastasse, qualquer pessoa que se opõem às tentativas de deificação das minorias é acusada de ser preconceituosa, racista ou fascista (pior ainda, conservadora). Aqueles que lutam pela defesa da vontade da maioria são os mais duramente criticados e mesmo criminalizados. São rotulados de... Antidemocráticos. 
A situação é grave e muito preocupante. Infelizmente, poucas pessoas conseguem prestar atenção nos pequenos, porém fundamentais, detalhes do processo.

* Um exemplo primordial da democracia brasileira: agora a TV fechada tem cotas para programação nacional em seus canais, com o objetivo de ... democratizar o produto. Só faltou o governo (que não deveria se meter no setor de entretenimento de forma alguma) consultar aqueles que pagam pela programação, o assinante que não foi ouvido jamais acerca do assunto. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Resposta Errada

A Educação Precisa de Respostas. Esta é a campanha que a RBS TV, afilhada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, encampou neste ano de 2012. Os motivos para tal mobilização são os sucessivos fracassos educacionais que o Brasil, e em especial o estado gaúcho, têm colecionado nos últimos anos. 
Muitos são os problemas que atingem o sistema educacional no Brasil e, embora a evasão escolar seja um dos principais, a incapacidade dos estudantes do ensino secundário (e mesmo universitário) em realizar operações matemáticas elementares ou de interpretar um texto simples são problemas muito mais importantes e que precisam ser debatidos e abordados. Resumindo: nossos alunos chegam às séries avançadas sem terem aprendido o esperado. Assim, o grupo RBS fez a pergunta: a educação precisa de resposta. Desde então, uma série de programas e reportagens tenta responder à indagação, mostrando ao público algumas iniciativas adotadas pelas escolas que, ora são boas, ora nem tanto.
Em uma dessas reportagens uma escola foi citada como exemplo por promover uma atividade interativa com os alunos. Esta atividade, constituía-se de uma espécie de "rádio" comandada pelos alunos onde diversas questões eram debatidas e abordadas. De acordo com os estudantes, questões como homossexualidade, iniciação sexual e afetividade faziam parte da "programação" ocupando virtualmente todo o tempo destinado à tal rádio escolar. Ao final da matéria, o repórter pergunta para a apresentadora do telejornal algo como "e aí, esta iniciativa ajuda ou não a melhorar a educação?". E a apresentadora responde que sim... Resposta errada.
Iniciativas como esta não contribuem em absolutamente nada para a melhoria da educação. São assuntos que devem ser abordados não pela escola e seus professores, mas pelos pais. A eles cabe decidir quando abordarão estas questões e de que maneira irão fazê-lo. Para a escola e seus educadores, cabe apenas exercer a sua função: passar o conhecimento; ensinar nossas crianças a ler e fazer contas. Este é o papel da escola e do professor. O restante é atribuição da família. Parece que nossos "gênios" da educação esqueceram-se dessas premissas.
O que ocorre é que a decadência do ensino no Brasil relaciona-se de forma direta com a inclusão nos currículos escolares de "matérias" que se preocupam com questões relativas à formação moral e religiosa dos estudantes, enquanto a matemática, o português e demais áreas do conhecimento são relegadas a um segundo plano. Como produto deste monstrinho, nossos estudantes são craques em falar sobre homossexualidade, direitos da criança e em colocar a camisinha. Em contrapartida, quando são submetidas a testes que medem o conhecimento que realmente interessa, não passam de medíocres. 
O caminho para que possamos reverter este quadro é muito simples: dê à escola o que é da escola e à família o que é da família. O sistema educacional deve se esmerar em transmitir o conhecimento. Deixe que os conceitos morais, os pais transmitem, de acordo com suas crenças. Esta é a resposta para a educação.