domingo, 2 de dezembro de 2012

Resposta Errada

A Educação Precisa de Respostas. Esta é a campanha que a RBS TV, afilhada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, encampou neste ano de 2012. Os motivos para tal mobilização são os sucessivos fracassos educacionais que o Brasil, e em especial o estado gaúcho, têm colecionado nos últimos anos. 
Muitos são os problemas que atingem o sistema educacional no Brasil e, embora a evasão escolar seja um dos principais, a incapacidade dos estudantes do ensino secundário (e mesmo universitário) em realizar operações matemáticas elementares ou de interpretar um texto simples são problemas muito mais importantes e que precisam ser debatidos e abordados. Resumindo: nossos alunos chegam às séries avançadas sem terem aprendido o esperado. Assim, o grupo RBS fez a pergunta: a educação precisa de resposta. Desde então, uma série de programas e reportagens tenta responder à indagação, mostrando ao público algumas iniciativas adotadas pelas escolas que, ora são boas, ora nem tanto.
Em uma dessas reportagens uma escola foi citada como exemplo por promover uma atividade interativa com os alunos. Esta atividade, constituía-se de uma espécie de "rádio" comandada pelos alunos onde diversas questões eram debatidas e abordadas. De acordo com os estudantes, questões como homossexualidade, iniciação sexual e afetividade faziam parte da "programação" ocupando virtualmente todo o tempo destinado à tal rádio escolar. Ao final da matéria, o repórter pergunta para a apresentadora do telejornal algo como "e aí, esta iniciativa ajuda ou não a melhorar a educação?". E a apresentadora responde que sim... Resposta errada.
Iniciativas como esta não contribuem em absolutamente nada para a melhoria da educação. São assuntos que devem ser abordados não pela escola e seus professores, mas pelos pais. A eles cabe decidir quando abordarão estas questões e de que maneira irão fazê-lo. Para a escola e seus educadores, cabe apenas exercer a sua função: passar o conhecimento; ensinar nossas crianças a ler e fazer contas. Este é o papel da escola e do professor. O restante é atribuição da família. Parece que nossos "gênios" da educação esqueceram-se dessas premissas.
O que ocorre é que a decadência do ensino no Brasil relaciona-se de forma direta com a inclusão nos currículos escolares de "matérias" que se preocupam com questões relativas à formação moral e religiosa dos estudantes, enquanto a matemática, o português e demais áreas do conhecimento são relegadas a um segundo plano. Como produto deste monstrinho, nossos estudantes são craques em falar sobre homossexualidade, direitos da criança e em colocar a camisinha. Em contrapartida, quando são submetidas a testes que medem o conhecimento que realmente interessa, não passam de medíocres. 
O caminho para que possamos reverter este quadro é muito simples: dê à escola o que é da escola e à família o que é da família. O sistema educacional deve se esmerar em transmitir o conhecimento. Deixe que os conceitos morais, os pais transmitem, de acordo com suas crenças. Esta é a resposta para a educação.


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