domingo, 24 de fevereiro de 2013

Educação Fordista

Um dos marcos do processo de produção industrial foi a adoção da linha de montagem. Nela, operários altamente especializados eram encarregados de montar partes do produto final. O resultado foi a fabricação mais eficiente, rápida e padronizada de determinado produto, resultando em queda de custos e facilidade de manutenção. Assim, Henry Ford e seu Modelo T tornaram-se símbolos de uma era. O sistema de produção criado pelo industrial norte americano ficou conhecido como fordismo, sendo adotado por muitas outras indústrias com o objetivo de diminuir custos, padronizar e tornar mais eficiente a fabricação de um bem.
Longe das linhas de montagens do segundo setor, o fordismo tem sido aplicado, mesmo que de maneira inconsciente, no sistema educacional brasileiro. O objetivo aqui é o mesmo: uma educação eficiente, rápida e padronizada; tudo isso, claro, aos olhos do partido, naturalmente.
Ao lermos o conteúdo dos livros didáticos e das diretrizes do famigerado MEC, fica por demais evidenciado o que se espera de nosso sistema educacional: uma legião de militantes cada vez mais comprometidos com a causa. Os operários agora dão lugar aos professores e o "Modelo T" chama-se formador de opinião, um mero disseminador da causa que irá se estabelecer no meio acadêmico, artístico, intelectual, jornalístico e político, com o propósito único de garantir a sobrevivência da ideologia impregnada  em toda a sociedade.
A criação do produto educacional brasileiro, começa ainda nas séries iniciais. Neste ambiente, nossas crianças são submetidas a um bombardeio ideológico que inicia-se pela desautorização de seus pais e pela valorização crescente do Estado, materializado pelos Conselhos Tutelares. Conforme avança no sistema de ensino, o jovem aluno vai sendo submetido a exposição constante de conteúdo marxista e de desconstrução de sua cultura, bem como "educação sexual". Não aprende a ler, escrever, ou executar operações científicas, tampouco o próprio método científico. Aprendem apenas as maravilhas que o comunismo representa no mundo e o valor crescente da depravação sexual. Ainda, são doutrinados a depender do Estado para tudo, vendendo suas liberdades individuais em troca do nefasto paternalismo estatal.
Quando chegam à universidade, apenas aprofundam-se na ideologia. Nesta fase, o estudante deixa de ser um mero receptáculo e aprende a ser o disseminador do partido. Com uma bandeira na mão e marxismo na cabeça, ele se transforma num agitador de massas, pronto a responder aos estímulos que o partido lhe oferece. Se antes não pensava, agora o indivíduo passa a acreditar que as ideias que lhe foram plantadas são suas, passando a defendê-las sem escrúpulos ou moralidade. Muitos deles irão se tornar respeitáveis professores que passarão a doutrinar mais uma geração de militantes.
Como em todo processo de fabricação, este também não é à prova de defeitos. Em algum momento, poucos conseguem se dar conta do que está acontecendo, enxergando a realidade por trás das diretrizes escolares. Estes, além de serem minoria, não conseguem posição de destaque, visto que o partido já aparelhou virtualmente toda a sociedade. Estes, se conseguirem algum espaço, serão tratados como alienígenas ou teóricos da conspiração pela intelectualidade de plantão.
Alguns podem estar se perguntando: mas qual é o objetivo do governo com isso? Ora, destruir qualquer vestígio de alta cultura e pensamento individual, de maneira que possa se perpetuar eternamente. Sem uma elite pensante, fica cada vez mais fácil aparelhar o estado, criando mais e mais cargos infrutíferos a serem ocupados por militantes cada vez mais comprometidos, formados desde o berço pela escola estatal. 
O grande gerente desta fabrica de militantes chama-se MEC. A ele cabe elaborar os currículos educacionais e aprovar livros didáticos que estejam preocupados não em disseminar o conhecimento, mas distribuir ideologia. O resultado estamos vendo: estudantes cada vez mais medíocres e uma produção cultural inexpressiva. Em contrapartida, muitos manifestantes politicamente engajados em defender o partido e sua orientação. De nossos bancos escolares deveriam sair pessoas capazes de influenciar, pensar e entender o mundo e os acontecimentos que nos rodeiam. O que vemos, infelizmente, é uma legião de zumbis padronizados e programados a agir exatamente conforme o partido determinar.



4 comentários:

  1. Direto ao ponto. Marcante e, sobretudo, PREOCUPANTE. Vou repassar o texto ao máximo de pessoas, com o devido crédito ao seu blog.

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  2. A peculiar habilidade dos 'novos blogueiros' ou (formadores de opinião vindos da universidade de lugar nenhum) de criar um mix de informações coladas do Google com um achismo meticulosamente agressivo, ao qual se caracteriza por si só uma triste falta de racionalidade. Me perdoe, mas esse é um péssimo texto.

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    1. Desculpe. Seu texto contém uma infinidade de erros grotescos de gramática que simplesmente não consegui entendê-lo.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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