terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Miséria Acabando, Curral Aumentando.

Eles estão de volta. Aliás, nunca deixaram de existir. Nas últimas duas décadas, entretanto, ficaram ainda mais evidentes e tomaram dimensões bem maiores que outrora. Antes, reduzidos às vilas e cidades (às vezes um estado inteiro), hoje seu tamanho é nacional, gigantesco. Décadas atrás, eram vários. Hoje convergem cada vez mais em um só grupo. O funcionamento é simples: favores e/ou proteção em troca de apoio eleitoral (voto). Assim funciona um curral eleitoral.
A recente medida que complementa a renda daqueles que vivem do assistencialismo estatal nada mais é do que um reforço ao pacto de lealdade entre o "rebanho" e seu "coronel". A massa, dominada e encilhada, entorpece-se de ajuda estatal e dará seu precioso voto para a perpetuação do sistema. Pudera. A essas pessoas, nada mais resta a não ser o recebimento das diversas bolsas como forma de sobrevivência. Não têm noção de que estão sendo manipuladas e utilizadas como instrumento de perpetuação do poder e de propaganda. Assim, à medida que o tempo avança, a miséria vai efetivamente sendo erradicada. Entretanto, o efeito colateral é o empobrecimento progressivo das demais camadas sociais. Cumpre-se, pois, o destino final dos governos socialistas: "Deixar todos iguais... Igualmente na merda", nas palavras de Yuri Bezmenov. 
Não é preciso grandes esforços intelectuais para entender como o sistema funciona. O governo aumenta sua burocracia, criando cada vez mais cargos estatais para controlar a vida da nação. Estes novos órgãos precisam ser sustentados por impostos que são cobrados de todos os trabalhadores (empregados e empregadores), tornando a atividade laborativa uma mera concessão do Estado. Assim, torna a mão de obra extremamente cara, emperrando a criação de novos postos de trabalho. Com seu gigantismo, o aparelho estatal não consegue dar o que promete (segurança, saúde, educação), fazendo com que tenhamos que pagar a particulares por "direitos sociais" que deveriam ser providos pelo Estado. A soma de todos estes fatores faz com que surjam a massa de miseráveis, criadas por este esquema. Finalmente, distribui-se inúmeras bolsas de ajuda financeira como forma de resolver um problema que o próprio estado criou... E para que isto seja possível...Aumenta-se impostos. O ciclo segue indefinidamente.
Alguma boa alma, na ingenuidade de sua ignorância, poderia perguntar o porquê de, então, o governo não investir em Segurança e Educação, desestatização da economia [amplamente controlada por pesada carga tributária e inúmeras agências reguladoras, além de empresas estatais (ou com participação do Estado como acionista) em setores estratégicos] e consequente diminuição da carga tributária. Afinal, poder-se-ia, ao invés de distribuir dinheiro, dar às pessoas que vivem na miséria as condições necessárias para que elas tenham uma vida digna, fruto do esforço do seu trabalho. Ora, não é interesse liberar essas pessoas de suas algemas estatais. São elas que assegurarão os votos vindouros para a eterna permanência do status quo. Elas precisam depender eternamente do assistencialismo do Grande Irmão. Não são pessoas. São apenas eleitores.




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