segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Império Europeu

A intensão era boa: acabar com as barreiras comerciais, tornar a circulação de pessoas irrestrita e possibilitar uma integração total entre diversos países. Entretanto, o que vemos na União Européia é uma sucessão de crises entre seus países-membros que parece não ter um fim tão próximo. Dentre os fatores que podemos eleger para a instabilidade do bloco, a economia keynesiana e o welfare state certamente são os principais. Porém, não podemos ignorar a progressiva concentração de poder nas mãos da União européia em detrimento da independência e cada país. De fato, o modelo que se desenha no velho continente é a de um novo império.
A união do keynesianismo com o welfare state resultou numa mistura indigesta de assistencialismo estatal com gastos elevados. O Estado passou a ser o principal investidor e motor da economia (Keynes), retirando do investidor privado do papel que era seu. Concomitantemente, o Estado passou a garantir direitos básicos a todo e qualquer cidadão. O resultado é que muitas pessoas passaram a ser meros sanguessugas do sistema, deixando de produzir riqueza. Como consequência, foi necessário um aumento tributário, dificultando o investimento privado. Assim, ou o Estado investia, ou o país falia. Para investir, criaram-se mais e mais cargos que são pagos com a arrecadação tributária. Como a empresa estatal não tem a capacidade de gerar empregos e trabalhar com eficiência de sua contraparte privada, mais desempregados surgem, que irão sugar os benefícios sociais e que geram mais e mais impostos. O ciclo se repete. E quem paga pelo pato? Os trabalhadores empregados, do empresário ao operário mais raso
Analogamente, algo semelhante ocorre na relação entre os países do bloco. O Banco Europeu sistematicamente tem ajudado os países que não conseguem balancear as suas contas, justamente por estarem atrelados às práticas citadas anteriormente. Se no âmbito interno a população economicamente ativa financia os não ativos, na questão interna os países mais ricos acabam sustentando os mais pobres, sendo que estes nada fazem para manter suas contas com austeridade. A resposta da União Européia é o aumento da contribuição de seus membros e de sua interferência nos assuntos internos de cada nação. Não obstante, os donos do poder europeu acabam impondo cada vez mais leis aos seus países membros, denotando uma flagrante intervenção do bloco nos assuntos que dizem respeitos a cada nacionalidade. 
Esta intervenção, porém, não limita-se a esfera econômica. O resultado é que as nuances individuais de cada país ficam cada vez mais imperceptíveis, como se toda a Europa se tornasse um único país. Trata-se, virtualmente, da construção de um império europeu, algo que historicamente tem sido buscado pelas elites do continente por séculos desde a queda do Império Romano (basta estudarmos o império do Francos, o Sacro Império Romano-Germânico e o Império Napoleônico). A busca por uma unidade política única na Europa é antiga e cada vez mais se desenha. Olhando friamente a União Européia, é impossível deixar de fazer uma comparação com Roma. Em ambos os casos, um ente político supremo impõe suas vontades aos reinos dominados, deixando-lhes um resquício de autonomia. 
Com a perda progressiva das identidades nacionais, perde-se algo essencial para o progresso e a geração de renda: a concorrência. Cada vez mais o continente está sendo planificado, padronizado no melhor estilo socialista. Transfere-se a riqueza produzida para uma população (ou país) que não faz qualquer esforço para gerar a sua própria. Cria-se uma tensão que para ser dissipada precisa da concentração de poder na mão de um ente supremo (parlamento europeu). Os Estados, tal como os cidadãos, abrem mão de sua liberdade em prol da segurança de um ser onipresente e onipotente que os apoiará sempre. Repete-se, em âmbito continental, a estratégia socialista adotada no nível nacional. Interessante notar que o centro de poder europeu está nas mãos da Alemanha. Lentamente, a Europa está ficando dependente deste país, único que efetivamente é capaz de gerar alguma riqueza. 
A solução para este estado de coisas é bem clara: menos intervenção estatal, menos intervenção do parlamento europeu e corte de gastos, além de revisão das legislações trabalhistas. É claro que o remédio é amargo. Afinal, é difícil convencer as pessoas de que o Estado não é babá de ninguém, e que eles precisam caminhar com suas próprias pernas. Ademais, nem é isto que a elite européia deseja.
Enquanto isso, cada vez mais surge  o Império Europeu que, pelo andar da carruagem, vai ser um império alemão. O 4º Reich se aproxima. Só que este é socialista.

Um comentário:

  1. Pode-se dizer que o 3º Reich nunca deixou de ser socialista, já que o nome oficial do nazismo era Nacional-SOCIALISMO e, a exemplo do Stalinismo e do Maoísmo, havia um culto à personalidade ditatorial visando substituir a religião na função de estabelecer padrões morais. A propósito: numa tentativa fracassada de tentar minimizar o passado racista dos pogroms e do Holocausto, a Europa atraiu legiões de imigrantes muçulmanos para viverem às custas do Estado, num modelo fracassado de "multiculturalismo" que vem se mostrando inviável apesar dos socialistas insistirem em bajulá-los para que acabem destruindo a tradição européia por dentro, impondo aquele absurdo de "correção política" e criando uma verdadeira bomba demográfica, considerando os índices de fertilidade mais altos entre os imigrantes em comparação aos nativos europeus.

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