quarta-feira, 1 de maio de 2013

Corrupção Moral, Transição Fatal

Embora a religião e a família sejam as fundações sobre as quais qualquer civilização se assenta, não são as únicas instituições ou setores da sociedade que sofrem um progressivo processo de deterioração. Imprensa, educação, política, relações trabalhistas, forças policiais e relações humanas em geral também estão sendo constantemente atacadas não por forças ocultas, mas por uma estratégia de subversão moral que consiste em convergir as diversas minorias contrárias aos valores morais e religiosos tradicionais em uma mesma direção, com o objetivo de desestabilizar a sociedade.
O processo iniciou-se no Brasil ainda na década de 1970, quando o governo dos militares debelou o terrorismo de esquerda armado, porém permitindo a existência de uma esquerda desarmada. Esta esquerda sem armas acabou infiltrando-se nas redações dos jornais, na mídia, na política e nas universidades. No intuito de promover ainda mais a democracia, os militares deram ao subversivo o acesso à mais poderosa de todas as armas: a mente de nossa intelectualidade e juventude. Foi trocado o poder de fogo de um fuzil pelo poder da formação de opinião e multiplicação ideológica, estes infinitamente mais poderosos e danosos do que simples armas de fogo.
Tomando posse dos meios formadores de opinião, a esquerda pode colocar em marcha sua estratégia subversiva de longo prazo, visto que pela força falhara por duas vazes. Assim, no seio da academia, começaram a ser plantadas sementes que demorariam trinta anos para germinar, mas que teriam efeito fulminante na organização social e na moral do país, abrindo caminho para a conquista do poder. Os frutos da estratégia podem ser observados em nosso cotidiano em virtualmente todos os setores de nossa sociedade. Vivemos hoje em pleno processo de subversão moral, quiçá concluído, onde valores são invertidos e o relativismo impera como força dominante.
Ligue o televisor, leia as páginas dos jornais ou ouça ao rádio. Estarão lá exemplos notórios deste relativismo. Músicas, novelas e reportagens têm como tema principal a desconstrução de valores morais básicos. Traição, promiscuidade, corrupção e compra de votos (por intermédio das inúmeras bolsas), são tratados com naturalidade e mesmo incentivados. Chega-se ao cúmulo de, em determinadas situações, a população torcer pelos amantes ficarem juntos em detrimento do casamento, ridicularizando este. A precoce sexualização de nossas crianças e a vulgarização total da mulher são coisas que não deveriam ter espaço, mas que são impulsionados e ovacionados, especialmente pelo feminismo. Bandidos são mortos por policiais e a reportagem que sai dá conta que foram os agentes da lei que cometeram a atrocidade, e não o contrário. Total confusão acerca de responsabilidade e do que é certo e errado.
Nas nossas escolas, a situação também é de grande preocupação. Ensinam a nossas crianças assuntos banais, sem qualquer preocupação em ensinar-lhes o que de fato interessa. Assim, os estudantes, desde a mais tenra idade, são bombardeados com assuntos como educação sexual, economia doméstica, alimentação natural. Nada de Química, Física, Matemática, Línguas Estrangeiras, História, Geografia, Português, enfim, os conhecimentos que são de fato construtivos e produtivos, transformando nossos futuros professores, médicos e engenheiros em meros disseminadores da ideologia, visto que são moldados ao longo de sua vida escolar justamente para isso. E não é precisamente o que ocorre?
Dentro da política a corrupção não só é freqüente como de conhecimento público. O detalhe, neste caso, é a criação de um sistema burocrático tão denso, complexo e tortuoso que torna praticamente impossível a qualquer integrante do sistema, agir sem lançar mão de meios ilícitos ou imorais. Os inúmeros mecanismos estatais que são necessários para a aprovação de uma lei, ou a regulamentação de uma nova empresa acabam por forçar a ocorrência da corrupção. E qual é a resposta que nos é dada? Mais órgãos de controle, mais leis, mais entidades estatais. E o ciclo se repete.
No que tange às relações trabalhistas, o direito do trabalhador de cobrar pelo que é seu, ou seja, o valor de seu trabalho lhe é subtraído sob o pretexto de garantir-lhes vantagens. A legislação trabalhista, assim, não dá sequer espaço para que o funcionário decida, por exemplo, que não quer recolher FGTS nem previdência oficial ou contribuição sindical em troca de um aumento no seu vencimento. Não existe esta possibilidade. Novamente, o ente invisível (o Estado) decidiu por ele o que fazer com o valor do seu trabalho. A parte interessada não é sequer ouvida, não pode simplesmente não querer contribuir para essa ou aquela finalidade. Alimenta-se, pois, o eterno conflito entre empregador e empregados.
Poucos, entretanto, estão em situação tão complicada quanto às forças policiais. No cinema e nos jornais (e mesmo na literatura), o policial é constantemente retrato como alguém truculento, imbecil, bronco e ignorante, ao passo que o bandido é o malandro, o boa-pinta. Ele não está ali porque ele quer, mas por pressão da sociedade... Ele é até bonzinho. Esta situação faz com que a população deixe de confiar em suas forças policiais, deixe de acreditar naqueles que são a sua proteção, e passe a tratá-los com reservas. Soma-se a isto, a baixa remuneração, falta de treinamento e frouxidão dos códigos legais que soltam o bandido antes mesmo do policial terminar o seu turno, o que vai minando a vocação do agente legal e fazendo com que ele tenha que ter um "bico" ou mesmo se corromper, já que ele também seria uma vítima da pressão da sociedade. Cria-se, ainda, uma contradição entre a força policial e os movimentos de direitos humanos que acabam transformando os criminosos em pobres coitados, vítimas da truculência da polícia.
No que concerne aos relacionamentos humanos, as relações interpessoais são progressivamente substituídas por agências e órgãos governamentais que regulam a vida de cada indivíduo. As demandas entre vizinhos que anteriormente eram resolvidas no âmbito da vizinhança, de sua comunidade, agora passam a ser caso de polícia, tornando cada cidadão um agente inconsciente do Estado. Sob o discurso de promover a igualdade, os grupos minoritários ganham proteção estatal excessiva, tornando-os superiores ao indivíduo comum. Estatutos são promulgados, leis são expedidas e no fim das contas o que acontece é o acirramento dos ânimos. Aqueles que não se incomodavam com as minorias começam a questionar o porquê de estas terem um tratamento diferenciado, visto que todos os crimes previstos nesses novos códigos já estão qualificados na lei comum; ou será que é mais grave agredir um homossexual do que um cidadão comum? Novamente, o objetivo é criar uma polarização, um conflito constante.
Nem mesmo a cultura escapa da estratégia de corrupção moral. Por intermédio dela, a alta cultura funde-se com a cultura e o resultado é que temos o funk elevado à mesma condição de uma obra de Mozart ou Vivaldi. "São apenas expressões diferentes" diriam os promotores da ideologia, mas o fato é que existe um oceano de diferença entre uma e outra. O ensino de nossa língua sofre também. A erudição que deveria ser incentivada passa a ser ridicularizada, sendo substituída pela expressão coloquial que passa a ser a norma culta, visto que "a língua precisa se adaptar". Desta maneira, deixamos de promover a verdadeira alta cultura para promover a cultura ordinária ao mesmo posto, anestesiando o cérebro de nossa população e não exigindo dela mais conhecimento do que a alfabetização para que nos sintamos "cheios de cultura". A prova é que, pelo menos nos últimos 20 anos, não produzimos quase nada que seja digno de ser citado como sendo de alta cultura e, quando o fazemos, a obra ou o indivíduo não encontra espaço no país, sendo obrigado a um exílio cultural ou a apresentações no exterior em virtude do vício tupiniquim por cultura de massa.
Ainda, temos a situação do direito de propriedade, onde se cria a famigerada função social da propriedade privada que nada mais é do que uma brecha para que o Estado retire este direito sob qualquer pretexto. Fazendas podem ser invadidas pelo MST, e o proprietário nada pode fazer para expulsá-los. Pior, ainda pode perder parte de sua fazenda para os invasores! Tudo isso sob aplausos calorosos de Ministros de Estado, Partidos Políticos e jornalistas. Novamente, cria-se uma tensão entre proprietários de terras e MST (que é um movimento comunista inspirado na estratégia maoísta)
Toda esta situação não é fruto do acaso, nem tampouco do destino. Trata-se de uma estratégia muito bem montada para possibilitar a progressiva centralização do poder e a imposição de um governo totalitário. Como? Ora, é preciso que se crie uma tensão constante entre os diversos grupos, entre a sociedade tradicional e os movimentos minoritários internos de questionamento a ela. Esta tensão precisa ser constantemente alimentada até chegar a um ponto em que se torne insuportável. Ao chegar a este ponto, o Estado entra em cena, propondo medidas totalitárias como restrição de liberdades, intervenção e sustação de direitos individuais. Tudo com o objetivo de trazer a normalidade e cessar as animosidades, o que dará respaldo popular, político e jurídico às medidas.
Abrimos mão de nossas liberdades em prol do combate à instabilidade e à insegurança, mas não nos damos conta que esta mesma instabilidade e insegurança foram plantadas e alimentadas por aqueles que agora querem combatê-las.
A corrupção ou subversão moral é apenas mais um importante passo rumo à centralização total do poder. Uma transição necessária para que, finalmente, os objetivos do partido sejam alcançados. Os sinais são evidentes: PNDH-3, ECA e demais Estatutos, cotas nacionais na TV paga, Guarda Nacional Pretoriana, Marco Regulatório da Imprensa e a escolarização compulsória de nossas crianças a partir dos quatro anos de idade são apenas alguns exemplos de que estamos em uma transição para um regime totalitário. Não é teoria da conspiração: é fato.

*Ainda sobre subversão moral soviética, clique aqui.

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