quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Sabedoria do Samba e do Futebol

Incrível o poder que um simples pedaço de papel timbrado de uma universidade pode dar a um indivíduo. O simples fato de a pessoa ostentar um título de bacharel nisso ou doutor naquilo pela universidade de qualquer lugar, o faz automaticamente detentor de um conhecimento "acima de qualquer suspeita". Isso lhe dá uma autoridade intelectual praticamente irrefutável, sendo suas idéias imediatamente aceitas, digeridas e validadas. Soma-se o alinhamento politicamente correto de seu pensamento e voilà! Nasce um intelectual.
Blindados por um diploma acadêmico, pessoas realmente imbecis como Marilena Chauí, Dráuzio Varella, Quartim de Moraes, e um sem-número de outros, escrevem, postulam, e falam verdadeiras idiotices que não resistem a uma análise mínima de suas idéias. Escondem-se em seus títulos, como se portar um canudo ou passar pelos bancos universitários sejam garantias de credibilidade ou honestidade intelectual. Tornam-se os queridinhos de Pindorama, inatacáveis e incriticáveis. Soma-se o analfabetismo funcional brasileiro, que atinge desde o aluno do ensino fundamental até professores de cursos de doutorados que, em muitos casos, mal sabem escrever bem a língua portuguesa.
Muito mais que a quantidade de títulos, o que realmente deveria ser avaliado é a qualidade dos argumentos e idéias apresentadas. Infelizmente, não é isso o que acontece. Qualquer cidadão que resolva produzir algo que vá de encontro ao que estabelece a ditadura do politicamente correto e ideologicamente aceito, passa a sofrer toda sorte de perseguição e preconceito, sendo que o ponto mais atacado é a sua titulação. Os argumentos em si são deixados de lado. A frase típica é "ah, mas fulano não é sequer formado nisso", ou mais recentemente "ah, ele é de direita/evangélico". Com estas afirmativas, retira-se a credibilidade de qualquer pessoa, mesmo que seu texto, seus argumentos e suas idéias sejam irrefutáveis. E a população falsamente politizada, leitora de jornais e revistas, vai engolindo estes e outros sapos, pois foram acostumados e preparados para apenas aceitar aquilo que é dito pela intelectualidade oficial.
Uma forma de se ilustrar que nem sempre título acadêmico é sinônimo de competência, basta observarmos o que ocorre com as duas grandes paixões nacionais. As opiniões mais acertadas, coerentes e que suscitam debates realmente produtivos são aquelas relacionadas ao carnaval e ao futebol. Especificamente para este, mesas redondas são formadas e ali são expostas idéias, argumentos e fatos que, embora por vezes antagônicos, resultam sempre em uma discussão produtiva e relevante, onde os interlocutores buscam convencer uns aos outros através de conhecimento e argumentação... E não me parece que existam faculdades de futebol ou carnaval.
Se tratássemos os assuntos realmente relevantes com a mesma importância e atenção que dispensamos ao carnaval e ao futebol, muitos famosos e influentes intelectuais seriam desmascarados e chegaríamos à conclusão de que um título é importante, mas não supera (jamais) o conhecimento demonstrado.

Um comentário:

  1. Esses falsos intelectuais brasileiros na hora que rotulam a direita e o cristianismo estão destilando preconceito, por mais que adorem tomar as dores das ditas "minorias". Ou seja, exercem um preconceito para o qual tentam, de maneira extremamente hipócrita, aplicar uma falsa justificativa.

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