domingo, 2 de junho de 2013

Pena de Morte aos Inocentes

Ao abrir o jornal Zero Hora deste sábado, dia 1º de junho, dou de frente com o artigo "O Sermão do Médico", de uma tal Cláudia Laitano que, para resumir a ópera, advoga que a novela das oito não pode ser contra o aborto e que médicos não podem ter convicções religiosas. Ainda, cita o famigerado Dráuzio Varella, para validar seu posicionamento pró-abortista. 
As pessoas favoráveis ao aborto alegam que "milhões de mulheres morrem por praticarem o abortamento de forma clandestina" e que a legalização de tal prática iria diminuir drasticamente a mortalidade destas. O preço a ser pago, entretanto, é a vida de um ser humano em formação que, para eles, não passa de um amontoado de células parasitando o corpo da mulher. De fato, consideram que uma cadeia de ADN envolto em proteína pode ser considerada vida, mesmo que necessite de outro ser vivo para viver e se reproduzir... Um humano em gestação não é. Raciocínio safado este não?
O fato é que o aborto condena à morte o mais inocente dos seres: o bebê em formação. Sobre si, recai toda a responsabilidade sobre o ato sexual que lhe deu origem, quer seja consentido ou violento. Aquele pequeno ser que repousa na segurança do útero materno passa a ser o vilão, o bandido que precisa ser eliminado... Sem nenhuma chance de defesa, sem nenhum tipo de apelação. Apenas porque ele está lá, fruto de algo que deu errado.
Despir-se dos aspectos morais e religiosos, como deseja gente como essa Cláudia Laitano, para tratar de assunto tão complexo é de uma idiotice monstruosa. Os preceitos legais que hoje fazem parte de qualquer civilização assentam-se justamente em conceitos morais e religiosos. A codificação legal inexiste sem um assentamento moral e religioso. Os primeiros dias da civilização, na distante Suméria de 6500 a.C. tinham o templo como unidade central de sua organização política, cultural, religiosa e legal, de onde emanavam as leis. 
Mesmo com a separação entre Estado e Igreja, milênios depois, a herança da moral religiosa nos códigos legais é imperativa, pois é ela que nos dá a consciência de que nossos atos geram consequências. É a própria noção de responsabilidade. É justamente este o motivo que leva nossos famigerados abortistas a abominarem a abordagem "moralista" ou/e religiosa que se faz do tema. Afinal, uma gravidez não surge por geração espontânea. É preciso pelo menos dois agentes: um homem e uma mulher. 
A autora do artigo citado se apavora com o sermão religioso dado por um médico em uma novela, mas parece não se incomodar quanto (com o perdão da palavra) à putaria generalizada na mesma emissora que ela ataca. Não parece estar preocupada com a erotização cada vez mais precoce de nossas crianças e com a vulgarização crescente de nossas mulheres que, rebolando ao som de funks e "músicas" de qualidade desprezível, mais pareçam peças de carnes à venda para o deleite do macharedo.
Ao legalizar o aborto em qualquer situação, estaremos transferindo responsabilidades. Salvo em casos de estupro, é preciso que tanto o homem quanto a mulher aprendam a dizer não. As pessoas precisam entender que ao praticarem um relacionamento sexual, existe a possibilidade de gravidez por mínima que seja, mesmo com todos os métodos contraceptivos disponíveis. Ao terem relações sexuais, não se pode simplesmente descartar a possibilidade de uma gravidez. A responsabilidade é do homem e da mulher, e não do bebê em formação resultado do ato.
Porque se deve matar justamente o mais inocente de toda essa história?






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