quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Médicos Cubanos?

Após quase duas décadas de governos de esquerda parece que continuamos onde sempre estivemos. Nossa segurança é precária, a infraestrutura é risível, a educação nada mais que mera doutrinação marxista e a saúde... Bem, a saúde segue daquele jeito... Em coma.
Mas eis que das profundezas guevaristas de nossa Dama de Vermelho, surge a solução: importar médicos. E que sejam cubanos! Afinal, são reconhecidamente profissionais altamente qualificados que tocam uma das medicinas mais desenvolvidas de todo o mundo. Bom, pelo menos é o que nossos professores de história (e de humanas em geral) querem fazer-nos acreditar. Pouco importa se os benefícios, êxitos e procedimentos de tão evoluída medicina simplesmente não são reportados por qualquer revista científica, de medicina, ou pela Folha de São Paulo. Ah, já sei... Coisas do boicote dos interesses do capital norte-americano, que subjuga os mais pobres cobrando dinheiro pela cura de doenças que eles mesmos criaram... Ufa, passou meu momento Luciana Genro!
Aliás, falando em criar doenças, vejam que coisa interessante. Por duas décadas a esquerda esteve à frente do governo imperial, centralizando cada vez mais o poder na corte (Brasília). Conforme os anos passaram, deu aos municípios a incumbência de cuidar da saúde (dentre outras atribuições), mas esqueceu de lhes passar os recursos. Uma excessiva centralização do poder da União¹ que, a seu bel prazer, distribui os recursos produzidos nos Estados e municípios conforme a demanda eleitoreira e política, obrigando governadores e prefeitos a pedirem esmolas todos os anos sob a rampa do planalto. O resultado não poderia ser outro: a coisa não funcionou e o sistema de saúde esfacelou-se. Agora, querem nos fazer acreditar que precisamos de mais médicos para resolver o problema. "Tipo"... Eu forneço a solução para um problema que eu mesmo criei, n'est pas?
Com a saúde em frangalhos, um povo desmemoriado e uma mídia ideologicamente comprometida, consegue-se jogar os médicos brasileiros contra os estrangeiros e a população contra aqueles. O "papo" é que "nem todos querem só dinheiro, algumas pessoas têm ideais nobres, etc.", no melhor estilo Kenny Braga (comunicador do Sala de Redação). Mas como trabalhar sem condições de trabalho, sem medicamentos, sem hospitais, sem infraestrutura? Como sair de um grande centro e ir a cidades menores quando sequer as estradas que levam a elas são minimamente conservadas? Complicado né... Mas não para os doutores cubanos. Afinal, eles estão acostumados com muito menos do que encontrarão no Brasil. A ilha cubana de educação e medicina altamente desenvolvida não passa de uma ilha da fantasia. Tanto que pessoas arriscam suas vidas para abandoná-la (papai Fidel impede a fuga do paraíso).
Porém, não sejamos intransigentes. Digamos que realmente o país precise de médicos estrangeiros. Neste caso, cabe a pergunta: porque não revalidar os seus diplomas? Será que essas pessoas são realmente médicos? Que sejam, vá lá.. Mas aí cabe outra pergunta: Porque o Brasil pagará pelo trabalho dos médicos cubanos à Ditadura Castro e não diretamente ao profissional? Será que estes médicos são tão idealistas que se deixam explorar pelo seu governo a ponto de se tornarem escravos dele? Escravos sim ora! Os cidadãos cubanos são propriedades de sua ditadura. Escravos, pois. 
Há ainda, mais um pequeno detalhe: a educação à qual esses médicos cubanos (se é que são médicos) foram submetidos. Afinal, se no Brasil, que é governado por comunistas enrustidos, a doutrinação marxista é medonha, o que esperar de um país cujo governo é abertamente comunista. Seriam esses "médicos" agentes de multiplicação de forças? Meio teoria da conspiração não é... Nem tanto. 
O movimento revolucionário, assim como o islâmico, possui alcance de longo prazo, planejando suas ações e visualizando resultados vinte, trinta anos à frente. As modificações são lentas e profundas, passando despercebidas pela grande maioria das pessoas que acabam acreditando ser "normal" decisões como esta de importar médicos. 
O problema da saúde (e da educação, cultura, economia e segurança) foi gestado e planejado há mais de vinte anos; e não o foi por acaso.


1. Atenção gauchada: cantar o Hino Rio-grandense quando se executa o Hino Nacional Brasileiro não é ato de rebeldia, mas de imbecil infantilidade. Os farroupilhas romperam relações com a Corte justamente pela alta concentração de poder que esta exercia... Precisamente o que ocorre desde que proclamaram a República.



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Limão e a Lima


"- Uma coca-cola, por favor.
- Gelo e limão?
- Sim, por favor. Bastante limão.
Quando o garçom retornou, um copo borbulhante de líquido preto foi deixado sobre a mesa. No seu interior, pedras de gelo transparentes dançavam com rodelas verdes da fruta ácida que deixava a bebida ainda mais refrescante. O calor era intenso e a sede insuportável. Nada melhor do que uma coca com gelo e limão para revigorar-lhe as forças."
O texto reproduzido acima não foi extraído de nenhum outro lugar; é fruto da pobre imaginação deste que vos escreve. Entretanto, tenho certeza que ao citar a famosa "coca-cola com gelo e limão" a imagem que veio à mente da grande maioria dos leitores foi aquela descrita acima. Nada fora do normal, não fosse por um detalhe: o que chamamos de limão, na verdade é uma espécie de lima. Dentre os frutos aos quais nos acostumamos a chamar "limão" somente um é-lo de fato: o siciliano. 
Repetiu-se tanto que as limas são limões que hoje poucos sabem diferenciar estes daquelas e, se por ventura alguém ousar dizer que o limão taiti, cravo ou galego não são limões, é capaz de ser escorraçado e atirado ao ostracismo. Previsível em um país onde títulos e consenso comum se sobrepõem ao conhecimento real.
Mas porque falamos de frutas? Ora, porque estamos acostumados a levar lima por limão, e isto tem se tornado cada vez mais comum. E aí daquele que ousa desmascarar as limas infiltradas! Sofrerá a ira dos defensores da hegemonia "limonesca".
Deixando a quitanda de lado voltemos à realidade tangível. E o conceito de hoje é democratizar. A palavra está na moda, não há dúvida. Nosso diligente e amável governo, dirigido pelo partido-dinastia e sua corte, quer, com as "melhores das intenções", dar voz e poder ao povo. Para isto, propõem a democratização geral de tudo o que nos cerca: crédito, transporte público, segurança, mídia, imprensa, educação. Tudo precisa ser... Como eles dizem... Postos a serviço da população; abertos ao povo. Afinal, democratizar é isso: dar ao povo a oportunidade de intervir. Só que não!
Nas terras tupiniquins, democratizar significa estatizar. Submeter entidades independentes como a mídia e mesmo as escolas à batuta do maestro governamental, de forma que tudo ocorra conforme o Estado queira. O marco regulatório da imprensa é o exemplo mais gritante: submete ao crivo do governo as pautas jornalísticas (como se estas já não fossem suficientemente submissas). Democratizaram também o cinema e a produção cultural (especialmente a TV por assinatura), liberando crédito de empresas estatais como a Petrobrás e o Banco do Brasil que, claro, precisam passar pela análise da ANCINE. "É censura, mas fala diferente", como diria aquela personagem da Escolinha do Professor Raimundo.
Na esfera econômica, a democratização fica evidente quando da liberação de crédito mais barato para as famílias de baixa renda. Sob subsídio estatal, os bancos vão financiando os "minha casa minha vida", "minha casa melhor" e tutti quanti, promovendo uma falsa prosperidade e contrariando a questão do risco que envolve qualquer operação financeira. A propaganda oficial faz-nos crer que existe uma verdadeira revolução econômica em curso, que as famílias mais pobres agora podem adquirir bens e serviços que antes não poderiam aspirar. Não deixa de ser verdade. Porém os pobres não deixaram de ser pobres, apenas se tornaram endividados; é o crescimento baseado na dívida (e na distribuição de bolsas). Ou seja, não são criadas condições para promover o ganho real de renda e o aumento da poupança do cidadão, mas sim do tamanho de suas contas a pagar. Acho que já vimos filme semelhante nas terras do Tio Sam...
Como não poderia deixar de ser, democratizar virou slogan. Os protestos de junho passado que o digam. As reivindicações por meia tarifa, tarifa zero e outro sem-número de gratuidades nada mais é do que a tentativa de "democratizar" o transporte público, como se este fosse sem custo para quem o administra. Os manifestantes querem a participação da sociedade e dos "estudantes" junto às empresas de transporte público; e o que isto significa? Mais intervenção estatal. Afinal, o governo (democraticamente eleito para representar o povo), ao meter o bedelho em toda e qualquer instituição ou empresa estará, segundo os "especialistas", democratizando aquele serviço ou aquela empresa. 
A realidade, entretanto, está muito distante de ser esta. Democratizar não é dar à população, ao povo, o poder para influenciar e administrar o que quer que seja, mas aparelhar política e ideologicamente o que se deseja. Quando um governo toma para si o poder de gerir qualquer coisa, não é o povo que o faz, mas uma elite partidária. Estando em jogo o futuro do partido e desta própria elite, a corrupção, a ineficiência e o descaso são inevitáveis.
O grande problema é que as pessoas simplesmente não enxergam o óbvio, obstruídas por anos de doutrinação por parte da escola, da mídia e do meio cultural.
E continuam pedindo limão e levando lima.







sábado, 3 de agosto de 2013

A Visita do Missionário

Durante a visita do Santo Padre Francisco, aconteceu um milagre: a grande mídia, a imprensa e os nossos governantes pareceram converter-se ao catolicismo. A cobertura jornalística dada ao evento e os políticos que o rodeavam passaram muito além do mero dever de informar daqueles e o de recepcionar um Chefe de Estado destes. O assédio ao Sumo Pontífice foi motivado por algo que nossos jornais, novelas, movimentos sociais, ONGs e nosso próprio governo julgavam estar morto: o catolicismo. Milhões foram às ruas recepcionar Francisco I, o jesuíta com a missão de resgatar os católicos à sua Igreja; a maioria, jovens. Como um urso despertando de seu longo inverno, os fiéis abriram os olhos e saíram em caminhada para encontrar e ouvir as palavras do Papa. E a Igreja Católica parece ter dado um recado, mesmo sem tê-lo planejado: estamos aqui, e ainda somos a maioria.Muitas foram as palavras trazidas por Francisco. Sua luta contra a miséria e suas causas, sua firme posição contra o aborto e as questões relativas ao homossexualismo. A questão é: será que o Santo Padre soube que estava cumprimentando pessoas que estão justamente contribuindo para a miséria, implorando pelo aborto e empurrando a homossexualidade como algo comum e desejável quando recebeu os sorrisos e abraços das serpentes que o recebeu? Certamente que não. Naquela ocasião, não era o Padre abençoando fiéis, mas um Chefe de Estado sendo recebido pela comitiva de outro. O Papa falou também sobre as manifestações dos jovens, dizendo que a juventude deve se manifestar. Não deixa de estar certo. É preciso que a nossa juventude se manifeste, principalmente a juventude católica. Estes jovens, e toda a Igreja em si, precisam se levantar contra o verdadeiro desmonte que entidades como a CNBB têm promovido ao catolicismo. Não podemos aceitar que bispos apóiem o socialismo promovido a todo custo pelos herdeiros de Lula, por exemplo, visto que este sistema semeou apenas morte, fome e miséria por onde passou. Não é possível, ainda, que as integrantes de movimentos como o das "católicas pelo direito decidir" não tenham sido excomungadas da Igreja. O catolicismo pregado no Brasil precisa retornar ao verdadeiro catolicismo, e não mais ser apenas um instrumento de promoção da revolução marxista e cultural que há três décadas marcha sobre o país e está virtualmente vitoriosa. E Francisco com certeza sabe disto.Entretanto, creio que nossos políticos, mídia, acadêmicos e demais formadores de opinião acreditam que a obra a ser realizada pelo Papa é a de modernizar a Igreja, fazendo com que questões como a liberação e legalização do aborto e a aceitação do homossexualismo sejam finalmente toleradas. Não vejo que isto venha a ocorrer, visto que Francisco é jesuíta, e como jesuíta, deve defender a difusão da fé católica, não sua "adequação aos novos tempos". Ademais, a Companhia de Jesus surge durante a Reforma Católica (ou contra-reforma) que reafirmou os valores defendidos pelo catolicismo, notadamente a questão da transubstanciação. Sendo assim, é muito provável que a Igreja reafirme suas posições relativas à questão do aborto e do homossexualismo sem, porém, recorrer à violência ou o ultraje com que os integrantes das "marchas gays" dispensam aos católicos ao profanarem seus símbolos e imagens numa ofensa direta e violenta aos valores de mais de 60% da população.Francisco I é o Papa, e é jesuíta. Tem por sua formação, convicção e ideal o desapego aos bens materiais, o auxílio aos mais necessitados e a expansão da fé católica. Isto não significa dizer que ele irá revolucionar a Igreja apenas para simplesmente aumentar o número de seguidores e adeptos; e todos os seguidores do catolicismo são pecadores (menos o ex-presidente Lula, que disse em uma igreja que era desprovido de pecados razão pela qual deveria receber a Comunhão. Naquele exato momento, o sociopata cometia um dos pecados maiores pecados perante a fé católica. Virtualmente, igualou-se a Cristo).Por este motivo, a frase dita pelo papa: "quem sou eu para julgar os gays", de maneira alguma mostra mudança ou antagonismo em relação ao que prega o catolicismo e o cristianismo. Jamais se ouvirá de um verdadeiro cristão que um homossexual estará proibido de entrar em uma Igreja ou Templo. Apenas estará proibido de praticar o pecado, tanto naquele lugar como fora dele, se quiser a salvação (e ninguém é obrigado a querer ser salvo). A prática homossexual é pecado segundo os ensinamentos cristãos. Desrespeitar pai e mãe, cobiçar a mulher do próximo, mentir ou usar o nome de Deus em vão também o são. Ora, se todos aqueles que cometem pecados fossem proibidos de entrar em uma missa ou culto, por certo os teríamos eternamente vazios. Assim, um casal gay pode freqüentar uma igreja cristã, mas tem a consciência de que não poderão casar-se os olhos de Deus e que, ao manterem a prática da homossexualidade, são pecadores. Serão proibidos de freqüentar uma igreja? Não. Serão proibidos de trocar beijos e afagos dentro da área que pertence à igreja? Sim, bem como aquele que desejar praticar um furto, roubar, xingar sua mãe ou mentir. São pecados.A visita do Papa Francisco, a meu ver, serviu para reafirmar os valores do catolicismo que foram esquecidos pela igreja no Brasil. Veio como missionário, para chamar nossos jovens a lutar pela sua Igreja, não apenas assistir a sua deturpação. Ele veio para chamar os católicos às ruas, certamente contra projetos como o aborto e à imposição da homossexualidade como algo tão perfeito que sequer pode ser criticada. O Estado é laico, muitos dirão. Porém, a população não é laica, e com certeza ela é maioria. Se o despertar dos católicos perdurar e eles saírem em defesa de sua fé como fazem os evangélicos, a visita do Papa terá sido extremamente proveitosa... E está mais do que na hora da maioria ser ouvida.