sábado, 3 de agosto de 2013

A Visita do Missionário

Durante a visita do Santo Padre Francisco, aconteceu um milagre: a grande mídia, a imprensa e os nossos governantes pareceram converter-se ao catolicismo. A cobertura jornalística dada ao evento e os políticos que o rodeavam passaram muito além do mero dever de informar daqueles e o de recepcionar um Chefe de Estado destes. O assédio ao Sumo Pontífice foi motivado por algo que nossos jornais, novelas, movimentos sociais, ONGs e nosso próprio governo julgavam estar morto: o catolicismo. Milhões foram às ruas recepcionar Francisco I, o jesuíta com a missão de resgatar os católicos à sua Igreja; a maioria, jovens. Como um urso despertando de seu longo inverno, os fiéis abriram os olhos e saíram em caminhada para encontrar e ouvir as palavras do Papa. E a Igreja Católica parece ter dado um recado, mesmo sem tê-lo planejado: estamos aqui, e ainda somos a maioria.Muitas foram as palavras trazidas por Francisco. Sua luta contra a miséria e suas causas, sua firme posição contra o aborto e as questões relativas ao homossexualismo. A questão é: será que o Santo Padre soube que estava cumprimentando pessoas que estão justamente contribuindo para a miséria, implorando pelo aborto e empurrando a homossexualidade como algo comum e desejável quando recebeu os sorrisos e abraços das serpentes que o recebeu? Certamente que não. Naquela ocasião, não era o Padre abençoando fiéis, mas um Chefe de Estado sendo recebido pela comitiva de outro. O Papa falou também sobre as manifestações dos jovens, dizendo que a juventude deve se manifestar. Não deixa de estar certo. É preciso que a nossa juventude se manifeste, principalmente a juventude católica. Estes jovens, e toda a Igreja em si, precisam se levantar contra o verdadeiro desmonte que entidades como a CNBB têm promovido ao catolicismo. Não podemos aceitar que bispos apóiem o socialismo promovido a todo custo pelos herdeiros de Lula, por exemplo, visto que este sistema semeou apenas morte, fome e miséria por onde passou. Não é possível, ainda, que as integrantes de movimentos como o das "católicas pelo direito decidir" não tenham sido excomungadas da Igreja. O catolicismo pregado no Brasil precisa retornar ao verdadeiro catolicismo, e não mais ser apenas um instrumento de promoção da revolução marxista e cultural que há três décadas marcha sobre o país e está virtualmente vitoriosa. E Francisco com certeza sabe disto.Entretanto, creio que nossos políticos, mídia, acadêmicos e demais formadores de opinião acreditam que a obra a ser realizada pelo Papa é a de modernizar a Igreja, fazendo com que questões como a liberação e legalização do aborto e a aceitação do homossexualismo sejam finalmente toleradas. Não vejo que isto venha a ocorrer, visto que Francisco é jesuíta, e como jesuíta, deve defender a difusão da fé católica, não sua "adequação aos novos tempos". Ademais, a Companhia de Jesus surge durante a Reforma Católica (ou contra-reforma) que reafirmou os valores defendidos pelo catolicismo, notadamente a questão da transubstanciação. Sendo assim, é muito provável que a Igreja reafirme suas posições relativas à questão do aborto e do homossexualismo sem, porém, recorrer à violência ou o ultraje com que os integrantes das "marchas gays" dispensam aos católicos ao profanarem seus símbolos e imagens numa ofensa direta e violenta aos valores de mais de 60% da população.Francisco I é o Papa, e é jesuíta. Tem por sua formação, convicção e ideal o desapego aos bens materiais, o auxílio aos mais necessitados e a expansão da fé católica. Isto não significa dizer que ele irá revolucionar a Igreja apenas para simplesmente aumentar o número de seguidores e adeptos; e todos os seguidores do catolicismo são pecadores (menos o ex-presidente Lula, que disse em uma igreja que era desprovido de pecados razão pela qual deveria receber a Comunhão. Naquele exato momento, o sociopata cometia um dos pecados maiores pecados perante a fé católica. Virtualmente, igualou-se a Cristo).Por este motivo, a frase dita pelo papa: "quem sou eu para julgar os gays", de maneira alguma mostra mudança ou antagonismo em relação ao que prega o catolicismo e o cristianismo. Jamais se ouvirá de um verdadeiro cristão que um homossexual estará proibido de entrar em uma Igreja ou Templo. Apenas estará proibido de praticar o pecado, tanto naquele lugar como fora dele, se quiser a salvação (e ninguém é obrigado a querer ser salvo). A prática homossexual é pecado segundo os ensinamentos cristãos. Desrespeitar pai e mãe, cobiçar a mulher do próximo, mentir ou usar o nome de Deus em vão também o são. Ora, se todos aqueles que cometem pecados fossem proibidos de entrar em uma missa ou culto, por certo os teríamos eternamente vazios. Assim, um casal gay pode freqüentar uma igreja cristã, mas tem a consciência de que não poderão casar-se os olhos de Deus e que, ao manterem a prática da homossexualidade, são pecadores. Serão proibidos de freqüentar uma igreja? Não. Serão proibidos de trocar beijos e afagos dentro da área que pertence à igreja? Sim, bem como aquele que desejar praticar um furto, roubar, xingar sua mãe ou mentir. São pecados.A visita do Papa Francisco, a meu ver, serviu para reafirmar os valores do catolicismo que foram esquecidos pela igreja no Brasil. Veio como missionário, para chamar nossos jovens a lutar pela sua Igreja, não apenas assistir a sua deturpação. Ele veio para chamar os católicos às ruas, certamente contra projetos como o aborto e à imposição da homossexualidade como algo tão perfeito que sequer pode ser criticada. O Estado é laico, muitos dirão. Porém, a população não é laica, e com certeza ela é maioria. Se o despertar dos católicos perdurar e eles saírem em defesa de sua fé como fazem os evangélicos, a visita do Papa terá sido extremamente proveitosa... E está mais do que na hora da maioria ser ouvida. 



Um comentário:

  1. Os anti-cristãos precisam entender que estado laico não significa anti-religioso. Fala-se muito em "tolerância", mas na prática o que se vê é a procura por uma licença para afrontar e oprimir os praticantes das duas religiões abraâmicas (tanto o Cristianismo quanto o Judaísmo, de onde grande parte dos valores cristãos foram inspirados). O que esses psicopatas querem é desconstruir o valor histórico da religião, o que considerando a influência dos 10 Mandamentos até na legislação moderna dos homens acabaria nos levando a viver literalmente numa terra-sem-lei. Quanto aos criminosos que vilipendiaram objetos de cunho religioso introduzindo-os no ânus, até quem não é necessariamente católico ou mesmo cristão protestante também pode se sentir ofendido por tal afronta à liberdade de religião e pelo atentado ao pudor.

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