domingo, 20 de outubro de 2013

Arapongagem Justificada

Fomos espionados pelos EUA. Nossa! Que grande descoberta: países espionam uns aos outros. Pois é. Aposto que ninguém sabia disso. Onde já se viu uma coisa assim? E a nossa soberania? E a nossa segurança? E a nossa liberdade? Isso é uma afronta! Acho até que deveríamos declarar guerra aos americanos-porcos-capitalistas-arapongas. Como podem querer espionar justamente a nós, o país do samba, do futebol, das mulheres fáceis e bundas convulsionantes? Não somos ameaça a ninguém... Ou somos?
A bem da verdade, não importa se somos ou não uma ameaça os EUA, ao Canadá ou à União Européia. O que realmente interessa é que nosso governo, em uma ingenuidade franciscana, deixou ao largo a questão da segurança das informações, vitais para a sobrevivência de qualquer país. O fato é o seguinte: não possuímos um sistema de inteligência que possa salvaguardar os interesses nacionais. "Ah, mas e a ABIN?" Ora. Uma agência que se destina a realizar atividades de inteligência cujos integrantes são selecionados por concurso público simplesmente não pode ser levada a sério. Ainda, a atividade de um organismo desta natureza não se resume apenas a obtenção de informações (espionagem), mas à proteção das mesmas e da interpretação dos informes recebidos, dentre outras. E o Brasil não tem nada disso. Não minimamente satisfatório.
Outra grande ilusão é pensar que apenas os EUA e Canadá nos espionam porque qualquer país que se preocupe a proteger seus interesses realiza espionagem contra o Brasil, seja por encarar nosso atual governo como amigo (caso de Cuba, Venezuela, China, Irã, Coréia do Norte, Rússia) ou inimigo (EUA e União Européia, esta última em menor escala). É mais do que evidente, pois, que somos vítimas de outras agências de inteligência. Acreditem: a espionagem vai muito além (muito além mesmo) da CIA (a KGB atual que o diga). O Brasil deixou, há muito tempo, de ser aquele "país legal, gente boa de paz e amor" para se tornar protagonista político na América Latina, ou mesmo no mundo. Este novo posicionamento, por si só, já justifica a condição brasileira de alvo.
Voltando para a questão da espionagem norte-americana, a meu ver, ela é mais do que justificável. Aliás, deveria haver uma espionagem interna realizada pela imprensa brasileira em seu próprio governo. Explico. Nos últimos 11 anos fomos governados por um partido abertamente socialista, cujo objetivo único é chegar e se manter no poder para erguer a utopia comunista sobre os escombros de uma sociedade esfacelada pelo próprio partido. E eles estão fazendo isso de maneira não menos que brilhante ao destruírem progressivamente a religião, a família e, ultimamente, as forças de segurança através de militantes infiltrados nos movimentos reivindicatórios que causam violência, ocasionam forte reação policial e esta a reação de desaprovação da imprensa (que alheia ao desejo da população, insiste em pintar policiais como truculentos e manifestantes como pobres anjinhos defendendo a democracia). Apenas por estes motivos, nosso governo deveria ser espionado (e isto que não falei no caso Celso Daniel e nem da quebra do sigilo bancário daquele caseiro pelo Palocci). Mas não é só isso!
Concomitante à avacalhação interna, cujo objetivo é justificar a centralização do poder, este mesmo partido, na figura do ex-Presidente, fundou o Foro de São Paulo (aquele órgão que o Olavo de Carvalho denuncia há vinte anos, ninguém deu bola e agora foram surpreendidos pela sua existência), organização cujo objetivo é impor o terror socialista à América Latina. Assim, o Brasil afastou-se dos EUA, da União Européia e estreitou laços com a Venezuela, com a ilha-prisão dos Castro, com o Irã e até a Bolívia (mesmo que ela tenha roubado as refinarias brasileiras). 
Este organismo, ao qual o PT é sócio-fundador, possui em seus quadros o MIR, o ELN e as FARC, sendo que estas últimas estão para serem reconhecidas como Força Beligerante (se é que já não foram) e não como organização guerrilheira e terrorista que é. A idéia? Made in PT. E mais. O presidente molusco ainda deu uma ajudinha para eles, dizendo que a guerrilha poderia chegar ao poder pela via política (exatamente como os terroristas brasileiros fizeram, com estrondoso sucesso).
Por fim, sejamos francos: um país que se associa, por intermédio de seus governantes, a organismos terroristas, países francamente anti-americanos, a uma nação que quer varrer Israel do mapa, a uma prisão caribenha comunista, a um boliviano ladrão de refinarias e que vem sistematicamente acabando com a ordem, a família, a religião e a liberdade individual de seus cidadãos realmente acha que não deve ser alvo de espionagem? Ora, vão lamber sabão! 
A única coisa que me deixa chateado com os espiões estrangeiros é que eles guardam as informações somente para si. Adoraria ver e ler as correspondências petistas para seus amiguinhos.



Um comentário:

  1. Vacilo é os americanos não jogarem tudo no ventilador logo duma vez. Mas vá lá que o façam, aí os militares vão ter que voltar com tudo...

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