quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Um Astrólogo Inconveniente

Imaginem a seguinte situação: um intelectual, completamente fora da grande mídia, desdenhado por grandes jornais como "O Globo" e "Zero Hora"; descartado por revistas do porte de "Época", achincalhado pela elite pensante nacional; eleito como inimigo número um da esquerda. Visualizaram? Teria esta pessoa qualquer chance de ser levada a sério? Teria esta pessoa algum tipo de credibilidade para que seus livros se tornassem "best sellers? A resposta mais óbvia seria um sonoro "NÃO". 
Ocorre, entretanto, que existe um cidadão que se encaixa no quadro pintado acima, mas que (contrariando tudo o que se entende neste país como "ser um intelectual"), goza de grande credibilidade e popularidade, a ponto de seu último livro figurar entre os mais vendidos do país há mais de dois meses. Detalhe: sem qualquer tipo de financiamento estatal, ação de marketing, patrocínio ou entrevistas à Marília Gabriela ou Jô Soares. Apenas com a colaboração de pessoas dedicadas e, neste caso, especialmente do talentoso Felipe Moura Brasil, "O Mínimo que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota" é um sucesso editorial. Mais um na conta do filósofo Olavo de Carvalho.
Este post não irá tratar do livro (ainda não o li), mas do porquê de seu autor ser a vítima preferida da patrulha esquerdista brasileira. Justamente ele, que hoje possui voz apenas no Diário do Comércio e em sites eletrônicos mantidos por ele próprio e colaboradores e que deveria ser, pois, apenas "mais um direitista querendo aparecer" para a elite da intelectualidade brasileira. Até poderia ser. Mas com Olavo o furo é mais embaixo. Aliás, bem mais embaixo.
O que o diferencia dos demais "formadores de opinião" (que coalham as redações de nossos jornais e revistas) são basicamente duas coisas: liberdade para pensar e busca constante pela verdade, o que podemos traduzir como honestidade intelectual. Quando Olavo se propõe a investigar determinado assunto, o faz com rara profundidade e com uma diferença que o torna exceção: a pesquisa junto às chamadas fontes primárias de ambos os lados, analisando, criticando e ponderando todos os aspectos que fazem parte de seu objeto de estudo, até que possa formular a síntese de seu pensamento, expô-lo e submetê-lo ao julgamento de seu público, não se omitindo de esclarecer pontos controversos e mesmo modificá-los à luz de novos fatos.
Apesar destas qualidades, raras entre os pesquisadores em geral, o que torna Olavo o inimigo número um da esquerda é a sua humildade em expor ao público as fontes de suas informações, trazendo para o brasileiro comum (como este que vos escreve) o acesso a autores que estão alijados da academia não por serem ruins, mas por contrariarem a pregação ideológica que impera em nossa universidade. Suas indicações de leitura abrem o leque de investigação do estudante e colocam em cheque  aquele professor de história que sempre disse maravilhas sobre o comunismo, o feminismo e o movimento gay por exemplo. (e que vive dissociando nazismo de comunismo)
Diante de artigos certeiros, afirmações vastamente embasadas e análises arrebatadores que o filósofo costuma fazer, nada resta a seus detratores, a não ser partir para o ataque pessoal ou desdenhar de sua condição de filósofo. Aliás, até hoje, jamais vi um artigo de quem quer que seja questionando e derrubando suas idéias. O mais comum aos seus inimigos (impossibilitados de confrontá-lo no campo do conhecimento) é classificá-lo como astrólogo (como se isto fosse algo pejorativo), em virtude de estudo que ele realizou nesta área. Soma-se a isto, o fato de Olavo não ter curso superior de Filosofia o que, segundo os "intindido", não o qualifica a ser chamado de filósofo (como se todo o escritor, para sê-lo, tivesse que ser graduado em letras). Sua obra, entretanto, fala por si só (especialmente a obra-prima "O Jardim das Aflições). 
Aliás, se Olavo de Carvalho fosse um astrólogo, seria dos bons. Ele alertou sobre o movimento do PT para tomar o partido, aparelhar o Estado e acabar com as liberdades individuais ainda na década de 90 (quando alertou-nos sobre o Foro de São Paulo e seu objetivos), o que custou-lhe o emprego n'O Globo, Zero Hora e revista Época (acusar Lula de estar envolvido com as FARCs, mesmo que com provas irrefutáveis, é crime segundo a mídia esquerdopata). Afirmou que George W. Bush ganharia as eleições presidenciais dos EUA, quando toda a mídia tupiniquim afirmava que seria Al Gore. Explicou como o lobby gay retirou o homossexualismo do rol das chamadas desordens mentais, alertando que a pedofilia não tardaria a seguir o mesmo caminho; e, infelizmente, deve acertar novamente.
Diante de um, este sim, intelectual que consegue efetivamente compreender a dinâmica dos acontecimentos históricos de sua época, destrinchá-los, explicar suas possíveis consequências, expor ao público e compartilhar as fontes de sua informação, as verdadeiras pessoas que querem um contraponto à verdade absoluta,  imposta pelo governo via MEC, começaram a ler e estudar a obra filósofo e desmistificar o rótulo de "ultraconservador malvadão" que a esquerda lhe conferiu. Parece que não, mas o resultado está surgindo e cada vez mais pessoas se libertam da doutrinação ideológica da qual foram vítimas e passam a buscar a verdade dos fatos, não a verdade dos que contam os fatos. E começam a compartilhar suas descobertas.
Olavo, o inimigo número um da esquerda, ainda conta com uma vantagem decisiva: estudou, estuda e conhece profundamente a mentalidade revolucionária (comunista, ambientalista, gayzista, abortista, feminista e tutti quanti). Assim, pode desmontar argumentos, expor o adversário ao ridículo (pois este geralmente desconhece a própria tese que defende) e retirar o véu da mentira patente para desnudar a verdade. 
A seus adversários, resta o expediente de partir para o ataque pessoal, sem contrapor suas idéias, como tentar ridicularizar sua posição de filósofo classificando-o como astrológo. Mas um astrólogo inconveniente, diga-se de passagem.

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