terça-feira, 23 de dezembro de 2014

PT Wars

A vida imita a arte, dizem. Verdade. Mas a  recíproca também é válida. Aliás, particularmente, creio que a arte é que imita a vida muito mais do que esta, aquela. Quando um autor faz a sua obra, geralmente está influenciado pelas impressões que ele tem do mundo real. Por mais fictícia que ela seja. É como dizia Fernando Pessoa: "O poeta é um fingidor/ finge tão completamente/ que chega a fingir que é dor/ a dor que deveras sente". De fato.
Os grandes nomes das sete artes inspiraram-se ou na impressão direta do que ocorria a seu tempo, ou nas deduções futuras baseadas naquilo que estavam vendo. No primeiro grupo, podemos citar autores como Tolkien, Camões ou Picasso. No outro, encaixariam-se Júlio Verne, George Orwell ou Da Vinci. Eles expressaram, por meio da arte, as impressões que tinham do mundo ou os caminhos que este tomaria no correr dos anos.
Embora todas as formas da arte tenham representantes de ambos os lados, nenhuma consegue ser mais popular e realista quanto o cinema. A combinação de elementos visuais e sons faz com que imagens estáticas, melodias e textos fundam-se na grande dela para transportar o expectador a uma realidade que, no decorrer de duas ou três horas, parece realmente ser... Real. Eis o grande diferencial da sétima arte.
Não obstante a criatividade por vezes absurda de roteiristas e autores, algumas obras cinematográficas são dignas de serem chamada de primas e, como as demais formas de arte, flutuam nos dois aspectos já citados. Irei me ater ao segundo. Como exemplos, podemos citar o filme "V, de Vingança", que retrata uma sociedade totalitária dominada por um partido conservador. Aqui, uma desinformação: sociedades totalitárias ao longo do século XX foram de esquerda (o nazismo/fascismo tem na sua espinha dorsal, os ideais marxistas com uma ou outra diferença). Não fosse este pequeno grande detalhe, o filme seria um retrato fiel do que ocorreu nos países socialistas. 
Já na trilogia "Batman", dirigida por Nolan, temos o retrato de uma sociedade moralmente corrompida que possibilita o surgimento de um vigilante da justiça (o Batman, treinado por uma sociedade secreta que, depois, virá a ser o alvo de sua demanda) que combate um louco que semeia o caos (O Coringa) e um outro que, para conter o caos criado, instaura um regime de exceção (presidido pelas "minorias" "movimentos sociais" e injustiçados em geral), na figura de Bane que, porém, segue cegamente as ordens do verdadeiro mentor intelectual da coisa toda (Talia). Qualquer semelhança com os governos socialistas/comunistas não é uma mera coincidência.
Por fim, temos a saga Guerra nas Estrelas que, apesar de ser em última análise a história de Anakin Skywalker, retrata de maneira mais fiel o que está se passando no Brasil. Em termos muitos gerais, a saga conta como uma "república de planetas", torna-se um "Império Galáctico". Para que isso aconteça, os Sith realizam todas as manobras possíveis para corromper o escolhido (Anakin) e criam uma série de conflitos que obrigam os membros da República a aprovarem a criação de um Império que dá plenos poderes ao Chanceler Palpatine (e assim termina a democracia... com uma salva de palmas, diria a senadora Padmé Amidala) com o intuito de combater a ameça dos rebeldes (ou seja, aqueles que não concordam com tal decisão) Após muita traições e acordos sombrios, os Jedis, guardiães da República, são assassinados à traição por ordem dele que, previamente, criou um Exército de Clones para servi-lo.
Sim, mas... E daí. Bom, daí que nós estamos vivendo no país algo muito parecido daquilo  que é mostrado no filme do Batman e saga Guerra nas Estrelas. Temos um governo que cada vez mais se pauta nas "minorias", "movimentos sociais" e afins e cujo líder é um homem cujo desejo único é "reconstruir na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu". Lula é uma mistura de Talia com o Imperador Palpatine. Coisa de maluco teórico da conspiração... É mesmo é?
O governo do PT tenta, a todo custo, controlar a informação que chega ao cidadão comum. Isto começou com a provação do Marco Civil da internet e vai continuar com a aprovação do Marco Regulatório da Imprensa, sob aplausos da própria. O PT está implementando e vai aprovar a criação dos Conselhos de Participação Popular com a falsa idéia de ampliar a democracia quando, na verdade, fará com que seus partidários tenham plenos poderes para decidir o futuro do país, passando por cima daqueles que foram democraticamente eleitos para representarem a população. O governo do PT cria a Força Nacional de Segurança; faz vistas grossas quando um Ministro venezuelano vem tratar com o MST e, ainda, cria a Escola de defesa Sulamericana. Como arremate da obra, a Comissão Nacional da Verdade solapa os fatos históricos, criminaliza os agentes do Estado e trata como anjos os terroristas que hoje estão no poder, numa clara traição às Forças Armadas. É ou não é exatamente o que fez o Chanceler Palpatine em Guerra nas Estrelas?
Quanto àqueles que resolvem se opor a esta situação, o PT também tem seus métodos. Ou alguém aí já esqueceu da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo? Ou da compra do Congresso Nacional pelo Mensalão? Ou da morte do prefeito Celso Daniel? Ou dos bilhões de dólares desviados da Petrobrás sabe-se para onde? E quanto ao escândalo dos Correios? E sobre as urnas eletrônicas operadas pela Smartmatic, empresa que foi processada e condenada por fraude nos EUA? O que mais será preciso para que as pessoas entendam que, no poder, temos uma organização criminosa e não um partido político normal?
É meus caros. A arte imita a vida. Estamos vivendo tempos retratados nas telonas. Pior. 1984 nunca esteve tão próximo. E ai de quem se oponha ao projeto e poder petista: será sumariamente eliminado. Afinal, em se tratando de julgar e condenar partidários da mesma causa, seus quadros contam com pessoas altamente qualificadas. Todo aquele que ousar levantar-se contra, será tratado como inimigo de Estado e serão impiedosamente caçados. Exatamente como fez Palpatine com os Jedis.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tempos Estranhos... Mesmo.

Tempos Estranho é o nome da coluna assinada por Luis Fernando Veríssimo na página dois da Zero Hora deste domingo. Nela, o comediante (para mim, de nível mediano) escreve que direita e esquerda inverteram os papéis na questão da Petrobrás Um lado teria assumido o lado do outro. Segundo ele, há um deleite da direita em ver os “capitalistas sendo presos” enquanto a esquerda realiza o sonho direitista de “desmoralizar para melhor desnacionalizar a Petrobrás”.

No decorrer da coluna, o autor utiliza a “cartelização” em São Paulo e os escândalos da Petrobrás para provar “o que está no Marx para principiantes: o caminho natural do capital é para o monopólio”. Para dar sustentação à tese, diz que “O compadrio das empreiteiras faz pouco da importância da competição no mercado supostamente autorregulável da pregação liberal”. Finaliza com um discurso de que existem “entreguistas” que estão festejando a desmoralização da Petrobrás feita “irônica e dolorosamente, sob um governo de esquerda”, visto que dá mais argumentos favoráveis à sua privatização. 

O que o autor esconde (o que é normal, já que não passa de um humorista), é que o motivo pelo qual se formam monopólios e cartéis é justamente devido ao fato de o capital estar efetivamente na mão do... Governo! Não há autorregulação do mercado, mas um único agente (Estado), com o monopólio de um serviço (Metrô, Petróleo, etc.) que não visa o lucro e, portanto, não precisa ser eficiente, tanto que seus diretores são apadrinhados políticos. Ainda, sendo estas empresas estatais fica muito facilitado o acobertamento de suas espúrias ações principalmente na situação que nos encontramos, com os poderes da República completamente aparelhados.

Finaliza mostrando como países como a Inglaterra e o Chile permaneceram com suas cidadelas socialistas (sistema de saúde e cobre respectivamente) ao passo que a brasileira (Petrobrás) foi atacada desde dentro. Não contendo seu posicionamento à esquerda, procura amenizar a responsabilidade do governo ao final do texto, mesmo que ele próprio tenha dito que a desmoralização da Petrobrás ocorreu sob um governo de esquerda. 

Enfim, o texto é confuso. Seus argumentos são vazios e fracos, especialmente quando diz ser a autorregulação do mercado a responsável pelo surgimento de cartéis e propinas, ignorando o fato de que os dois exemplos que utiliza são... monopólios estatais!

A cegueira deste cidadão o impede de perceber que a estatização da economia tende a casos de corrupção como aqueles que ele cita na coluna. Sob um partido revolucionário como o PT a coisa torna-se ainda mais grave visto que qualquer resquício de ética é derrubado se for necessário para a causa. Se como humorista Luis F. Veríssimo é mediano, suas últimas investidas nas questões políticas vem mostrando que ele está mais para idiota útil do que para intelectual orgânico.

Tempos estranhos mesmo, onde opiniões tão desprovidas de nexos são levadas a sério e publicadas em jornais de grande circulação.

domingo, 14 de dezembro de 2014

O Continente Vermelho

Quando o Muro de Berlim veio a baixo, declarou-se que a história tinha terminado. O comunismo fora finalmente destruído e o sistema capitalista triunfou sobre a economia planificada. Não faria mais sentido, pois, falar em uma ameaça vermelha contra os países livres. Mas teria o comunismo realmente morrido com a queda do muro? Não.

Como bem mostra Heitor de Paola em seu imprescindível “O Eixo do Mal Latino-americano e a Nova Ordem Mundial”, o comunismo não terminou com a reunificação alemã. Este sistema tem a capacidade virtualmente ilimitada de se reinventar, criar crises e fazer-nos crer que ele foi derrotado enquanto, na verdade torna-se mais forte. Foi assim com o conflito sino-soviético, com a Glasnost e a Perestróika; foi assim com a queda do Muro de Berlim. Crises e mudanças que pareciam determinar o fim do comunismo, mas que foram criadas por ele mesmo. E muita gente caiu na historinha. Aqueles que continuaram afirmando que a coisa ainda não tinha desaparecido foram tratados como loucos idiotas ou teóricos da conspiração. 

Em 1990, Lula e Fidel Castro fundaram o Foro de São Paulo, organização internacional de coordenação política com o objetivo de recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu. Este organismo supranacional de esquerda juntou partidos políticos e organizações armadas como o MIR, as FARC e o ELN. No Brasil, PT, PC do B, PSB, PDT e PPS entre outros são membros do Foro. Sim mas... E daí?

Ocorre que, não obstante que jornalistas e filósofos como Graça Salgueiro, Olavo de Carvalho, Heitor de Paola entre outros insistissem na existência desta organização e do perigo que ela simboliza para o país, a grande imprensa calou-se. Nada foi noticiado. Apenas quando já era tarde demais para evitar que os objetivos políticos do Foro fossem alcançados, o próprio Lula tratou de revelar sua existência. Mas novamente a imprensa não deu muita importância ao assunto, deixando a pátria mãe dormindo distraída enquanto perigosas transações aconteciam.

Apesar de nossa preocupação com os escândalos de corrupção que ocorrem no país e seus milhões de reais desviados, estes são infinitamente menos grave do que a questão política em jogo. Nas últimas décadas, o debate político limitou-se a questões administrativas, de gestão ou de combate à corrupção, enquanto que a matéria política em si foi completamente esquecida. Política é a busca pelo controle do poder, não pelo controle do dinheiro. Ambos podem até estar relacionados, mas não são unidos. Um juiz, por exemplo, tem um poder muito maior que um rico empresário, visto que aquele tem o poder de decidir sobre a liberdade das pessoas, podendo, inclusive, mandar prendê-lo caso seja necessário.

Enquanto ficávamos preocupados se quem roubou mais foi o PSDB ou o PT, perdíamos algumas de nossas liberdades e, sem que percebamos, a sociedade foi sendo transformada através de uma poderosa engrenagem de engenharia social. A destruição dos valores familiares, religiosos, a banalização da atividade criminosa e a elevação de grupos minoritários ao status de intocáveis são apenas alguns exemplos do que realmente significa ter o poder político. Ele influi diretamente em nossas vidas. Pouco a pouco, fomos fazendo exceções que se tornaram regras e que se tornaram leis. Em breve, piscaremos os olhos e a pedofilia estará liberada e será ensinada na escola, como o é a educação sexual (coisa que deve ser aprendida em casa). O ensino do idioma, das ciências humanas e matemática foram relegados a um segundo plano diante da necessidade maléfica de ensinar e incentivar a sexualidade precoce a nossas crianças.

Todo este estratagema busca apenas um objetivo: dividir a sociedade e criar tensões que justifiquem que o Estado tenha cada vez mais controle sobre nossas vidas. Assim, sem que saibamos, nossa liberdade está sendo solapada progressivamente pelo governo que é apoiado por entidades de classe, ONGs, movimentos sociais, etc. que serão efetivamente eliminados quando souberem que o sonho comunista que almejam não passa de um verdadeiro terror estatal. Estas entidades apoiam as reformas política, econômica e de imprensa. Todas elas significam submeter a liberdade de todos os cidadãos (inclusive eles mesmos) ao Estado. Isso já acontece, apenas tornar-se-á lei. Sob aplausos, nossa democracia vai sendo enterrada.

No restante do continente latino-americano, a coisa também vai pelo mesmo caminho. Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, Uruguai, Peru, Nicarágua, El Salvador, República Dominicana e Brasil e Cuba possuem algo em comum. Todos são governados por partidos que são integrantes do Foro de São Paulo. Na Argentina, apesar do Partido Justicialista (de esquerda) não ser membro oficial, sua presidente é ligada ideologicamente a ele. No México, o Partido Revolucionário Institucional é filiado à Internacional Socialista. Temos, portanto, as onze maiores economias da região sendo governadas pela esquerda, sendo que destas, nove estão sob a subordinação do Foro de São Paulo. Não me parece ser acaso.

Podemos inferir, portanto, que estamos diante de um verdadeiro continente vermelho e isso não é delírio ou coisa de teórico da conspiração. Fala-se muito na tal “pátria grande”. Que seria este termo se não a transformação de toda a América Latina em um grande bloco socialista? (Aos fracos de memória, o socialismo e o comunismo são essencialmente internacionalista). Com que intenções busca-se criar a Escola Sul-americana de Defesa? Porque um alto integrante do governo venezuelano vem ao Brasil trocar experiências com o MST? Porque seis mil médicos cubanos aportaram no país se a escola cubana de medicina não teria capacidade de formar este montante de profissionais para atender ao programa “Mais Médicos” e à sua própria demanda? Porque a instrução do Exército Brasileiro tem se focado para as chamadas Operações de Garantia da Lei e da Ordem, deixando em segundo plano aquela voltada ao conflito bélico?

Há os que defendem que o conflito entre nações é coisa do passado, que não poderá acontecer. Mas a configuração geopolítica atual de nossos vizinhos torna esta afirmação débil, especialmente se lembrarmos de que a Venezuela vem adquirindo material bélico e formando uma quantidade gigantesca de reservistas. Ainda, não podemos esquecer que aquele país é aliado do Irã, Rússia e China. Só o pessoal do bem... Abre-se, inclusive, a possibilidade da instalação de uma base militar russa no continente. E os russos... Bem, não é preciso falar muito sobre eles não é mesmo? 

Soma-se a isso o fortalecimento da UNASUR e agora a criação da Escola Sul-americana de Defesa que irá modificar por completo a formação militar (no meu ver, preparando as Forças Armadas para se tornarem aptas a atacar sua própria população) isto dito por alguns Ministros de Defesa. O próprio emprego das forças militares em operações de polícia é mais um indício de que há algo de muito estranho no país. Força Armada não é força policial. Se quiserem empregá-la, que se decrete o Estado de Sítio.

É preciso entender que, diante do quadro atual, tudo o que importa aos partidos que governam virtualmente toda a América Latina é “a causa”. Não há interesse nacional que se sobreponha aos interesses da ideologia socialista. Sob este aspecto, não seria estranho se, no caso de impeachment de Dilma ou intervenção militar, Forças Armadas de nossos vizinhos viessem a seu socorro. Estão todos unidos via Foro de São Paulo. Foram décadas de planejamento para conquistar aqui o que se perdeu no Leste Europeu; e eles fizeram o que se propuseram a fazer. Não entregarão o principal financiador da pátria grande assim de presente. (sim, o Brasil é o principal financiador da futura União das Repúblicas Socialistas da América do Sul (UNASUR), através de empréstimos via BNDES a Cuba, Venezuela ou ao “doar” refinarias da Petrobrás ao cocalero Evo Morales).

O Brasil somente não caiu porque suas Forças Armadas ainda não estão ao lado deles. Ainda. O avanço das ações para trazê-las para o lado da “causa” têm se intensificado nos últimos anos. A população brasileira encontra-se dividida como poucas vezes se viu, mas não há um único político ou líder que represente a voz daqueles que disseram não ao PT. E este pessoal saiu da apatia e partiu para a ação através de protestos e mobilizações que são sabotadas pela mídia nacional (grande novidade!). Alguns acreditam que podemos estar próximos de uma guerra civil enquanto outros afirmam que um confronto bélico entre Exércitos Nacionais é ainda mais provável caso Dilma e o PT sejam expurgados. Juntando todas as peças que compõem o quebra-cabeças, fico com a segunda opção. Parece hora de recordarmos um antigo ditado: a coisa tá russa!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Donos da Verdade

Em Porto Alegre, a avenida Castelo Branco teve seu nome mudado por força do vereador Pedro Ruas, do PSoL (só podia né) para avenida da Legalidade e da Democracia. Ainda, na capital dos gaúchos, foi erguido um memorial em nome de Luis Carlos Prestes, celebrado como herói embora tenha sido treinado na Rússia para fazer a revolução no Brasil. Por fim, no Rio de Janeiro, Chico Alencar (PSoL), quer mudar o nome da Ponte Rio-Niterói de Presidente Costa e Silva para... Betinho.

Entrar no mérito de cada uma dessas questões demandaria um texto separado para cada um e este não é o objetivo deste em particular. A questão aqui é outra. Como Stálin fizera na antiga URSS, o governo petista e suas linhas auxiliares apaga das "fotografias" tudo o que não lhe é conveniente. Não seria surpresa se, em alguns anos, nossos estudantes fossem convencidos de que todas as obras realizadas na História do Brasil são creditadas ao governo do PT. Pode parecer loucura, mas é o que pode acontecer.

Controlar o passado é controlar o futuro, como dizia George Orwell em "1984", distopia cada vez mais próxima de se tornar realidade em terras tupiniquins; e quem controla o presente, controla o passado. Assim, progressivamente a história vai sendo inventada ao bel prazer da esquerda até que todos os seus opositores sejam esquecidos e deturpados. É precisamente isso o que estamos presenciando a cada dia que passa. Os nomes daqueles que fizeram o país estão sendo substituídos por falsos heróis como Che, Betinho, Brizola, Marighella ou Lamarca, dentre outros. 

Paralelamente a esta ação, junta-se a Comissão da Verdade que, novamente citando Orwell, faz o papel de Ministério da Verdade, cuja função primária é transformar a verdade em mentira e a mentira em verdade. O objetivo é claro aqui: destruir tudo aquilo que seja contrário aos interesses do partido e revelar/inventar tudo aquilo que seja favorável a ele; precisamente o que a personagem Winston Smith fazia. Uma comissão que já nasce com a finalidade de descobrir a verdade apenas confirmará aquilo que seus chefes já determinaram como sendo.

A história, assim como a verdade, não é relativa. Ambas não possuem duas faces como muitos querem nos fazer crer. A primeira não pode ser reescrita, mas inventada. A segunda não pode ser dúbia. Ambas, entretanto, sofrem os efeitos das distorções causadas pelos seus observadores. Para corrigi-las, é necessário que se tenha o maior número de provas e evidências possíveis. Como pode, então, um grupo escolhido pela Presidência da República ser responsável por determinar o que aconteceu e o que deixou de acontecer no Brasil? É evidente que um grupo assim não possui qualquer credibilidade para ser o porta-voz da verdade histórica do país.

Fosse intenção do governo a busca pela "verdade", não haveria qualquer necessidade de se nomear quem quer que fosse para estudar os chamados arquivos da ditadura. A solução era muito, mas muito simples: bastava que eles fossem abertos a qualquer pessoa que quisesse consultá-lo. O problema é que muitos Senadores, Deputados e até a Presidente teriam suas máscaras retiradas e a sua verdadeira natureza exposta.

Certamente os arquivos serão abertos ao público. Para isso, basta apenas que a Comissão da Verdade termine o seu trabalho de adulterá-los, eliminar aquilo que incrimina seus superiores e salvar/inventar o que exalta seus ídolos. Só assim teremos nossas ruas, praças e avenidas nomeadas em honra a assassinos, terroristas, traidores sem que a população se dê conta de que está olhando para um passado inventado pelo partido que a aprisiona.

domingo, 23 de novembro de 2014

Porque o PT (ainda) Não Caiu.

O que temos acompanhado nos últimos 12 anos poderia ser chamado de "era das pizzas", ou "era dos escândalos". Vimos um partido político apoderar-se de todos os mecanismos da República nas três esferas do poder, na administração pública, na mídia e no ensino. Assistimos com bovina ingenuidade a um presidente, Lula da Silva, comprar o Congresso Nacional via mensalão. Agora, assistimos à sangria sem precedentes de recursos da maior empresa estatal do país transformada em máquina de dinheiro de campanhas políticas e de subornos, associada a empresas privadas. Tudo isso possível pelo fato de a Petrobrás ser uma empresa estatal, o que significa que está subordinada a interesses políticos-partidários. Não deveria ser assim, mas é. Todo o Estado que detém para si o poder econômico está fadado não apenas a falir como a corromper a própria economia. É isso que o PT tem feito.
Tem-se ainda, como agravante, a distorção ética que este partido conseguiu impor: tudo é válido para conquistar e manter o poder. Subornos, assassinatos, queima de arquivos, quebras ilegais de sigilos bancários e telefônicos. Tudo isso o PT fez; e nós acabamos nos acostumando com isso (rouba, mas faz). O caso aqui é que só há roubo. Na tentativa desesperada de justificar o injustificável, a presidente afirma com grande estardalhaço que os escândalos só vieram a tona porque o seu governo fez as investigações... Mas se seu partido não tivesse capitaneado a compra do Congresso e agora a sangria da Petrobrás, haveria algo a se investigar?
Impossível acreditar que tanto Dilma quanto Lula não sabiam de nada nunca, como sempre dizem. Pelos cargos que ocuparam e ocupam dentro da administração do país e dentro do seu partido, não é aceitável que eles ignorassem o que se passava nas salas adjacentes. Não é aceitável, tampouco, que os condenados pela justiça pelo processo de compra do Congresso Nacional sejam alçados à categoria de heróis injustiçados, adjetivo que o PT carimbou em Dirceu e Genoíno e que foi prontamente aceito pela presidente e seu mestre. Temos, portanto, dois presidentes que concordam com a ideia de compra do Poder Legislativo. No mínimo estranho.
Nada disso parece, entretanto, causar suficiente indignação na população que a faça sair às ruas gritando pelo impeachment de sua presidente. E olhe que eu nem citei as tenebrosas transações do Foro de São Paulo, infinitamente mais graves que a má administração e corrupção. A impressão que dá é que a indignação popular é controlada pelo governo. E é.
Por meio de sindicatos, entidades de classes, UNE, MST (quantas invasões tivemos no governo PT?) e tuti quanti, o PT domina as manifestações populares desde o governo Collor. Não foi a imprensa que o derrubou, como muitos dizem. Foi o PT. Ainda que o ex-presidente não tivesse o apoio e nem a simpatia do Congresso Nacional, foi a pressão dos caras pintadas que deu ao Legislativo a força e a justificativa para impedi-lo de prosseguir no mandato. Nada mais. Perto do que Lula e Dilma fazem, Fernando Collor é um exemplo de candura, honestidade e probidade. E mesmo assim, com tantas denúncias estourando, com tanto dinheiro sendo roubado e com o nosso país aliado a parceiros no mínimo estranhos, o povo se cala. Ou melhor, se calava.
O ponto de inflexão das manifestações foi o que ocorreu em junho de 2013. Naquela ocasião, pelos R$ 0,20 de aumento na passagem, os "movimentos sociais" foram às ruas exigir essa e muitas outras mudanças. Esses movimentos, como UNE, Black Blocks, CUT, etc. estão nas mãos do PT. O objetivo principal era acelerar a reforma política que, a ser aprovada, levará o Brasil a tornar-se uma República Soviética. Ocorre que a coisa não correu como o desejado e, de maneira surpreendente, dezenas de milhares de pessoas passaram a protestar contra... o governo do PT. E aí o controle fugiu das mãos do PT que teve que rapidamente dispersar o movimento. Novamente, a esquerda errou na sua avaliação: a população brasileira é conservadora. E deu mostras disto.
Em novembro deste ano, a surpresa. Dezenas de milhares de pessoas foram protestar contra o escândalo da Petrobrás, fraude nas eleições, corrupção, Foro de São Paulo, etc. Estas pessoas, ao contrário das manifestações "made in PT", carregavam consigo bandeiras do Brasil ao invés das vermelhas. Pela primeira vez na história da Nova República, ocorreu uma manifestação popular desprovida de orientação partidária, exigindo unicamente que o governo dê um basta nos desmandos causados pela administração PT. Teve gente pedindo até intervenção militar. Isso causa verdadeiro pavor à esquerda. Afinal, ela sabe que não dispõe do apoio popular que ela acha ter. Os seus apoiadores são os movimentos das minorias (crias da esquerda), a mídia, o meio artístico e o meio acadêmico. Por possuírem o monopólio da imprensa e da mídia, parecem ser infinitamente grandes quando, de fato, representam parcela ínfima da população.
Aparentemente parece que o povo acordou. Acontece que, diferentemente do que aconteceu com a campanha do "fora Collor", não dispõe dos movimentos sociais, centrais sindicais, entidades de classe e da mídia, todos ainda dominados e subordinados ao PT. Alguns acreditam que o PSDB poderia encabeçar e unir os diversos matizes das manifestações. O problema é que ele está comprometido estrategicamente com o PT. É por isso que o movimento atual está sem liderança alguma, muito embora disponha de grande contingente de pessoas que resolveram lutar além de acordar.
Este é o motivo pelo qual Dilma (e antes Lula) e o PT ainda não caíram. Eles possuem o apoio político do Congresso e o monopólio dos formadores de opinião. Isto torna-os entidades blindadas, acima do bem e do mal. Romper este monopólio é fundamental para que possamos vislumbrar a depuração do Estado brasileiro, totalmente contaminado pela chaga petista. Para isso é preciso, além das manifestações de ruas, pressionar os editores dos grandes jornais a relatarem a verdade e a gravidade do que acontece no país. O rei (e a rainha) estão nus. Até quando nossos jornalistas vão insistir no contrário? Até quando permitirmos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Comemorar o Quê?

Neste dia 15 de novembro, comemora-se a Proclamação da República. Conforme o "Méqui" nos ensina, foi graças a este fato que saímos de uma forma de Estado arcaica e que favorecia apenas "azelite", a Monarquia, para entrarmos na maravilha republicana que tirava do Imperador (aquele tirano insensível, autoritário e centralizador) o poder de decidir sobre os rumos do país e de seu povo. Agora um Presidente eleito pela população iria nos governar e o Estado não mais seria propriedade do Monarca e passaria a ser público (res publica - coisa pública). Tudo muito lindo e maravilhoso.
Acontece que a história não é bem assim, a começar pela própria Proclamação da República. Esta veio sem qualquer respaldo popular. Simplesmente o Marechal Deodoro, que aliás era monarquista, deu uma quartelada e, no único golpe militar que o Brasil viu em sua história, transformou o Império do Brasil em uma República Federativa. E adivinhe o que aconteceu? O poder acabou na mão do povo, "só que não". A elite foi quem, efetivamente, passou a governar o país, e desde então jamais deixou de fazê-lo.
Não obstante a questão militar e a questão religiosa terem tido certa influência para a execução do golpe republicano, foi a questão da escravidão que efetivamente derrubou o Imperador. Justamente porque o Império do Brasil começava a promover a... libertação dos escravos (!) Durante o século XIX, sucessivas leis foram sendo implementadas com o objetivo de acabar com a escravidão no Brasil, até chegar à sua completa extinção pelas mãos da Princesa Isabel. 
O que o aluno "mequiano" não é capaz de entender é que os grandes proprietários de terras que detinham escravos não viam com bons olhos a abolição. Foi esse o motivo que levou o Imperador a fazê-la de maneira lenta e cautelosa, evitando uma cisão abrupta do país caso resolvesse, unilateralmente, pelo fim da escravidão. Entretanto, o fim progressivo da escravidão acabou custando à Família Imperial sua coroa, culminando na proclamação republicana. Imediatamente, uma grande campanha de difamação da Monarquia começou, fazendo com que o jovem aluno (ao menos aqueles que vão a escola para estudar) seja levado a crer que o Brasil, quando Império, era governado por um soberano déspota. Difamação pura. 
O período imperial foi o momento no qual o Brasil mais se destacou dentre as nações do mundo. E para aqueles que pensam que o imperador era um boçal, vale lembrar que todos os seus gastos eram pagos com recursos oriundos de investimentos da Família Imperial. Como uma mera observação, acrescento ainda que o período de maior turbulência da monarquia foi justamente quando o trono estava vago. O Imperador era fator de coesão de toda a população.
A fim de elucidar o que foi o Império do Brasil, poderia falar da política, a economia, os avanços em infra-estrutura, ciência, artes e educação. Poderia mesmo explorar as características pessoais de nossos dois imperadores, especialmente D Pedro II. Porém, tal empreitada seria assunto para um livro tal a distorção histórica sobre o período imposta pelo "méqui". Fiquemos, pois, com a aclamada República! O que ganhamos com ela? 
Para responder a essa questão, basta olharmos para o período republicano: Começou com dois governos autoritários de marechais. Uma república militar por assim dizer. Finda esta fase, começamos a enfrentar a política das oligarquias. Aqui um paradoxo: a República, que viera para tirar o poder da  elite, estava dando-lhe cada vez mais poder. Cada vez mais o poder concentrava-se nas mãos do Presidente que passava a governar uma federação de araque, posto que a União centralizava cada vez mais o poder em suas mãos. Os Estados da federação foram esquecidos em detrimento de MG e SP. Nossa República Federativa era, na verdade, unitária. Por incrível que pareça, a Monarquia era mais republicana e federalista do que a República imposta pelo golpe que a derrubara.
Mas ainda haveria mais. Passaríamos pela ditadura da era Vargas, onde a repressão e a censura foram tão fortes que fazem o regime de 64 parecer brincadeira de criança. Com Getúlio no poder, a União centralizou ainda mais poderes em suas mãos, transformando-nos, virtualmente, em um Estado fascista. Com JK, tivemos um curto período de relativa estabilidade e prosperidade, logo frustrado pela ameaça comunista que fez com que, empurradas e chamadas pela população, as Forças Armadas assumissem o controle do país, fazendo com que mergulhássemos novamente em um período autoritário. 
Mesmo com o grande desenvolvimento econômico do país, os militares criaram uma tecnocracia e sufocaram o pensamento político, sabotando o pensamento conservador e permitindo que o pensamento comunista pudesse ser difundido nas universidades; os militares apenas se preocupavam com a ameaça da guerrilha. Realmente, não entendiam nada de política.
Terminada a época de sermos presididos por militares, chegou a vez da assim chamada redemocratização. E o resultado é que, de lá para cá, tivemos o aparelhamento de empresas públicas, inúmeros casos de corrupção, compra de votos e a compra do Congresso Nacional. Mas ninguém parece dar muita bola para isso. Para arrematar, o cidadão brasileiro sustenta, por força de lei, os ex-presidentes e ex - governadores, formando um sem-numero de pequenas "famílias reais" que apenas oneram o bolso do contribuinte. O tesouro público, patrimônio sobre o qual o imperador D Pedro II zelava com rigor e austeridade, passou a ser patrimônio de um seleto grupo de partidos que se revezam no poder eternamente.
Comemorar o quê neste 15 de Novembro? O único golpe militar que o Brasil teve em sua história? Não muito obrigado. Estávamos muito bem como Império. Éramos a nação mais desenvolvida da América Latina e respeitados na Comunidade Internacional. Hoje em dia, qualquer índio cocalero toma o nosso patrimônio. E nós achamos normal simplesmente ficar calado.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

A Grande Vitória Petista

Escândalos, corrupção, aparelhamento do Estado, assassinato de reputações, queima de arquivos. Esses são apenas alguns exemplos do que se viu nos últimos 12 anos no Brasil. Há os que dirão que com o PSDB também aconteciam casos semelhantes. Não estão errados. Acontece que com o PT no poder a coisa muda de figura. Afinal, quando se tem as mais altas cortes da justiça brasileira crivadas de membros comprometidos com a causa, certamente agrava-se o caso. No TSE, o órgão que produz auditora e fiscaliza as eleições (fiscalizar a si mesmo já é, por si, suspeito) temos dois ex-advogados do PT. Nem entrarei no mérito do STF.
Sob a batuta desse partido, que se constitui em verdadeira organização criminosa, o Congresso Nacional foi comprado. Deu-se asilo a integrantes das FARCs. Apoiou-se o surgimento de uma ditadura ferrenha na Venezuela e dos desmandos que ocorrem na Bolívia, Equador e na Argentina. Abrigou-se o terrorista italiano Cesare Battisti (afinal, ele matou, roubou e sequestrou pela causa, como Dilma). Destruiu-se a Petrobrás, transformando-a em uma máquina sem fim de produzir milhões em recursos a serem roubados pelo PT e seus aliados. Tudo isso foi previsto, tudo isso foi avisado. Mas quando se falava em Foro de São Paulo, organismo supranacional ao qual o PT e outros partidos de esquerda são subordinados o que os torna flagrantemente ilegais, diziam que era teoria da conspiração.
A educação do país conseguiu ir ao fundo do poço. A escola, em todos os níveis, deixou de formar mentes pensantes para criar cérebros artificiais recheados de discurso marxista. Retirou-se por completo a autoridade do professor em sala de aula colocando mestre e aluno em pé de igualdade, o que gerou verdadeiro caos. E isso, pasmem, sob aplausos calorosos dos próprios professores. O estrago de Paulo Freire foi grande. O resultado é um país onde crianças que deveriam saber ler e escrever ou realizar operações matemáticas sequer entendem frases simples e somas triviais. Em contrapartida, sabem que devem delatar seus pais aos Conselhos Tutelares, como colocar a camisinha e que a promiscuidade é algo sadio e desejável. Para compensar o fracasso da educação estatal, criaram-se o regime de cotas e o ENEM... Doce ilusão. Não é à toa que a produção científica do país é virtualmente nula e nossa literatura tenha sido reduzida a um amontoado de cinzas. Para quem já teve um padre Landel de Moura ou um José de Alencar é simplesmente triste ver o quão pobre nos tornamos.
No que tange à segurança pública o resultado é ainda pior. Sessenta mil brasileiros mortos todos os anos e a grande preocupação é se devemos legalizar a maconha ou se o motorista bebeu um copo de cerveja antes de guiar. Transformou-se o bandido em vítima e a vítima em opressora. Colocou-se no morto, no sequestrado, no assaltado e no violentado a culpa pela ofensa que sofre. As forças policiais foram e são vilipendiadas diuturnamente como trogloditas a serviço do “estado burguês”, mesmo que seus equipamentos sejam ultrapassados, seus salários ridículos e a legislação permita que um criminoso seja solto antes mesmo do policial sair da delegacia após realizar uma detenção. Deturpou-se completamente a noção de criminoso e vítima.
A economia é outro desastre. A concessão sem fim de benefícios cujo representante maior é o Bolsa Família (o maior curral eleitoral já criado “na história desse país”) jogou sob os ombros da força produtora do país o fardo de ter que carregar aqueles que não trabalham. Optou-se por distribuir a renda alheia, verdadeiro assalto aos ganhos justos daqueles que tiram seu sustento do seu suor. Não se investiu na geração de empregos e na criação de condições iguais para que as populações possam para entrar no mercado de trabalho. Não se diminuiu o custo absurdo de se manter um empregado em condições legais e tampouco a pesada carga tributária foi reduzida. Pune-se quem produz e gera empregos. Punem-se as famílias de renda mais baixa que veem seu dinheiro sumir para saciar a fome tributária do Estado que diz defendê-las. Não se gera riqueza, mas se libera crédito a níveis alarmantes. Na ilusão de que agora o pobre pode comprar carro, geladeira e computador, o número de endividados cresce diariamente; e quando o pobre finalmente pôde viajar ao exterior, Dilma aumenta em mais de 4000% o imposto sobre compras realizadas no exterior. Aumenta-se o custo mundo ao invés de se diminuir o custo Brasil. (ainda tem o subsídio aos grandes empresários que ganham taxas camaradas do governo via financiamento do BNDES)
Poderia falar, ainda, da infraestrutura pífia do país, com aeroportos defasados, estradas esburacadas, ferrovias inexistentes, portos ultrapassados e o superfaturamento das obras que o governo administra. Ou então na cultura nacional, esvaziada e reduzida a uma manifestação dita popular despida de qualquer profundidade, onde o funk ganha status de obra prima. Sem falar na famigerada “cultura negra”... Como se ela realmente existisse (assim como não existe uma cultura branca, mas isso é assunto para outro texto). Poderíamos falar na ruptura do senso de ética onde o vale-tudo atropela qualquer noção de moral, legalidade e honestidade. Sob a égide petista aprendemos que, pela causa, tudo pode. Vale assassinar, vale comprar o congresso, vale roubar o país... Vale tudo.
Todavia, esses fatores (e outros inúmeros) não são o que de mais maléfico o PT causou nos 12 anos que se passaram. Há algo ainda pior. O grande flagelo petista que assolou a nação e ficou marcado de maneira bastante evidente nas eleições que se findaram é, também, a grande vitória petista: a divisão.
O PT e seus confrades conseguiram dividir o país, ou pelo menos passar a noção de que o país está dividido. Ricos e pobres; negros e brancos; homo e heterossexuais; homem e mulher; patrões e empregados; norte-nordeste e sul-sudeste e outros. Até vizinhos estão separados. O objetivo é claro: criar o máximo de tensão possível para que se justifique cada vez mais a concentração de poder na mão do Estado e o consequente cerceamento progressivo das liberdades individuais que, aliás, já está bem avançado. Já estamos corrompidos e desestabilizados. O próximo passo é a crise e não me parece que ela está longe. Ocorre que o PT subestima a força conservadora do país.
Esta força, sem recursos financeiros, sem espaço na mídia, afastada das universidades, sem financiamento público e entrincheirada em pequenos blogs, sites de notícias e pequenos grupos foi progressivamente mostrando à população que ela não está sozinha no repúdio ao perverso projeto de poder capitaneado pelo PT. O resultado foi o apoio em massa a um candidato de centro-esquerda, Aécio Neves, que poderia se eleito, dar tempo necessário para que o pensamento conservador se organizasse e pudesse lançar sua própria candidatura, visto que no mínimo há 25 anos apenas uma ideologia se reveza na Presidência da República. Não aconteceu. E pior! Para os desavisados e esperançosos que aspiravam ver no candidato derrotado o líder de uma oposição ferrenha a decepção foi rápida. Para os que estudam e procuram investigar o que realmente é o PSDB, nada de surpresas.
A direita que parece ressurgida, ainda que timidamente, não pode se dar por vencida. É preciso manter ferrenha e incansável oposição, denunciar, processar e desmoralizar por completo o antro de criminosos que ocupa hoje o Palácio do Planalto. É fundamental que deixemos de ser silenciosos e passemos a utilizar a mesma estratégia barulhenta que as “minorias” usam. Acima de tudo, porém, precisamos entrar na política, colocar candidatos, formar partidos e contrapor o projeto totalitário que se apresenta. A divisão só interessa à esquerda. Ela não tem compromisso algum com a pátria. A única coisa que importa para essa gentalha é a causa. Querer, como muito se tem visto, uma secessão no país ou culpar o Nordeste pelo resultado das urnas (ainda que fraudadas) é cair na armadilha do inimigo que quer exatamente isso. Basta um movimento separatista para que o Partido-Estado destrua-nos por completo, pois assim terá um motivo muito forte para convocar as Forças Armadas e trazê-las para seu lado. E se ainda não somos uma República Popular, devemos ao fato de que os militares não são comprometidos com a causa da esquerda.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Intervenção Militar

O atual estado de coisas em que vive a nação brasileira vem provocando uma série de reações em diversos setores da sociedade. Moralmente degradada, economicamente em crise e mergulhada em uma onda de violência que ceifa cerca de sessenta mil vidas por ano, o Brasil caminha para um colapso inevitável. Injusto, porém, é colocar toda a culpa na administração petista, visto que o processo que desembocou na situação caótica na qual vivemos começou ainda no governo do PSDB sob a batuta de FHC.

Entretanto, é imperativo destacar que foi o Partido dos Trabalhadores aquele que mais danos causou ao país através do aparelhamento completo do organismo estatal, destruição sistemática da família e cerceamento das liberdades individuais sob a desculpa de dar proteção às minorias.

O antes baluarte da ética (como se auto proclamava o PT) mergulhou em uma série de escândalos de corrupção que acabou desnudando sua verdadeira natureza, especialmente quando este partido comprou o Poder Legislativo. No que concerne à economia, proporcionou a liberação desenfreada de crédito, endividando famílias e causando uma séria distorção no mercado que levará (mais cedo ou mais tarde) o país a uma crise que fará a bolha imobiliária americana parecer bolha de sabão.

Com sua política de desestabilização social, o partido-Estado criou uma série de grupos minoritários, deu-lhes a alcunha de injustiçados e fez com que a sociedade brasileira se dividisse. Esta manobra foi fundamental para que este mesmo partido pudesse editar leis, decretos e regulamentos com viés cada vez mais autoritário, tornando crime a mera expressão de opinião. Enquanto fomentava os chamados “movimentos sociais” ou “das minorias”, propunha a solução para os problemas que estes criam. Clássica estratégia da tesoura (ou pinça) de Lênin.

Ocorre que, dentro dos partidos políticos brasileiros, a oposição (PSDB) nada faz, visto que está comprometida com a consolidação da esquerda no Brasil (fato este já consumado) buscando agora sua supremacia. Afinal, se por um lado o PT é membro fundador do Foro de São Paulo, juntamente com o PSB de Marina Silva, o PSDB faz parte do Diálogo Interamericano, que tem em FHC um dos intelectuais mais influentes. Esses dois organismos internacionais (o Foro e o Diálogo) possuem uma estratégia conjunta para a esquerda latino-americana (fato muito bem demonstrado em “O Eixo do Mal Latino Americano e a Nova Ordem Mundial, de Heitor de Paola).

O resultado é que grande parcela da população brasileira começa a perceber a armadilha na qual foi aprisionada e, vendo ser praticamente inevitável a fuga, inicia um movimento tênue de oposição real a isso, bastante observado especialmente nas redes sociais, que defende uma nova intervenção militar para conter o avanço da agenda comunista no país e tentar restaurar a normalidade institucional do país (a Política Nacional de Participação Social é, essencialmente, a implantação dos sovietes no Brasil), visto que cabe às Forças Armadas a defesa de nossas instituições.

Como em 1964, esses grupos acreditam que um novo contragolpe poderia livrar o país dessa ameaça. Acontece que, não obstante o momento histórico ser completamente diverso, duas questões são fundamentais à demanda: foram esgotadas todas as vias institucionais para que se possa impedir que a esquerda consolide o governo socialista no Brasil? Em caso de intervenção militar bem sucedida, quem iria assumir os rumos da nação?

Fácil é para aqueles que defendem que os militares tomem as rédeas do país fazê-lo. Difícil, porém, é que essas pessoas (muitas das quais com influência, conhecimento e recursos suficientes) ajam contra as novas regras e leis que lhes são impostas, mesmo que ao arrepio do ordenamento constitucional. A começar pelo próprio PT. Ora, se um partido é influenciado e financiado por um organismo externo (Foro de São Paulo, que inclui as FARC como seu integrante), teria ele condições legais e constitucionais de existir? Creio que não. Algum daqueles que defendem a intervenção militar provocaram a devida investigação legal a respeito? Receio que não. Quando se iniciaram as políticas de cotas, alguém entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por esta política ferir o artigo 5º da nossa Constituição? Acho que não. Quando foram aprovados os novos regulamentos que tornam vítimas os criminosos, que retiram a autoridade dos pais e que deturpem a missão da escola (como a educação sexual), alguém se levantou contra? Manifestou-se junto a seus deputados e senadores? Talvez com a exceção da chamada bancada evangélica, não. Combater a esquerda (que é organizada e possui militância ativa em todas as esferas do poder) não é fácil, não é barato e exige tempo. Foram omissos por no mínimo dez anos e agora querem que os militares empenhem suas vidas em uma causa que nem mesmo eles acreditaram. No mínimo curioso.

Mas vamos supor que, por algum motivo, a intervenção militar acontecesse. A quem caberia dirigir os rumos do país? Não estamos em 1964. Não possuímos uma força conservadora ciente da ameaça que enfrenta. A Igreja está anulada, o empresariado idem e a classe estudantil e acadêmica nada mais são do que disseminadoras da ideologia comunista, assim como a imprensa. No seio das Forças Armadas, não me parece que tenhamos algum general com influência política suficiente para que um novo governo pudesse ser formado. Não obstante, sequer possuímos uma classe política verdadeiramente de direita. No meio civil, igualmente não temos um líder capaz de aglutinar forças e realizar o que precisa ser feito, que é basicamente o julgamento dos partidos integrantes do Foro de São Paulo, e outros organismos internacionais como o Diálogo Interamericano, por conspiração e alta traição. Ou seja, não há qualquer organização política efetiva que possa contrapor a máquina montada pela esquerda e sem este suporte, a intervenção é inócua e muito provavelmente irá gerar um regime ditatorial, visto que certamente irá enfrentar resistência armada por parte de organismos terroristas como o MST.

Sem dispor do necessário respaldo político e órfã de uma liderança realmente comprometida em salvar o país, uma intervenção militar corre o risco real de desembocar em uma guerra civil de conseqüências desastrosas. Porém, se olharmos as opções disponíveis, a mais acertada possivelmente seria a restauração do Príncipe Imperial ao trono. Afinal, o movimento de restauração da monarquia é o que mais temos de organizado em termos de oposição efetiva ao que aí está e o legítimo herdeiro do trono é uma das pessoas mais habilitadas a empreender as reformas necessárias para recolocar o Brasil em lugar de destaque no mundo novamente.

O problema é que, por pura ignorância histórica e preguiça intelectual, a imensa maioria dos brasileiros desconhece como funciona a Monarquia Constitucional e acredita ser a República a forma de governo ideal.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Nova História, Nova Avenida.

Os vereadores porto-alegrenses aprovaram e o prefeito em breve deve sancionar mais uma lei de suma importância para o desenvolvimento da capital dos gaúchos: agora, a Avenida Castelo Branco dominar-se-á Avenida da Legalidade e da Democracia. O projeto de lei aprovado foi de autoria de vereadores do PSol. Assim, dizem, tiram o nome de um "ditador" e colocam uma homenagem ao movimento pela democracia.
Interessante a idiotice dos ilustres vereadores (somada a ignorância de nossa mídia, universidade, estudantes, etc). Castelo Branco não chegou perto de ser um ditador. Já Getúlio Vargas por exemplo... Aliás, o primeiro presidente do movimento de 1964 não quis ter um DIP  como tivera Getúlio. Não queria ser comparado ao caudilho, esse sim, ditador. Mas isso os livros do "Méqui" não contam. Compreensível. Quem domina o passado domina o futuro. Quem domina o presente domina o passado, como disse George Orwell. Assim, progressivamente a história vai sendo reescrita e aqueles que salvaram o país da ameaça comunista são classificados como bandidos.
Já escrevi algumas vezes sobre a canalhice dos professores de história em analisarem o movimento de 1964 retirando-o da conjuntura da época. João Goulart era sim uma ameaça à democracia no país em virtude do seu alinhamento com a China e a sua política de promoção de suas "reformas de base", que significavam literalmente o fim da propriedade privada, o controle da mídia, o fim da democracia representativa. Enfim, a transformação do Brasil em uma República Popular Comunista. Não fossem os militares e teríamos um destino muito diferente. 
Soma-se a isso a mania dos gaúchos de idolatrarem Leonel Brizola, que foi medíocre em tudo o que fez. Nem com rios de dólares enviados desde Cuba conseguiu, com seus grupos de onze, tomar o poder no país. Como governador, seu legado é o alinhamento com o tráfico no RJ e o sistema de educação integral que, nas mãos de um partido comunista como era o seu, tornava-se uma fábrica de lavar cérebros. Mas ele foi líder do Movimento da Legalidade que garantiu Jango no poder.
Ocorre que nem tudo que é legal é válido ou desejável. Tratar o episódio da Legalidade como um ato de resistência democrática além de canalhice intelectual é má intenção pura. O movimento nada mais foi do que uma tentativa desesperada da esquerda de manter seu plano de assalto ao poder. Funcionou até 31 de março de 1964. O triunfo de Brizola quase custou ao país a sua liberdade e soberania. Os falsificadores da história tornaram a Legalidade, um ato heróico e digno de louvor.
Utilizando-se o raciocínio dos defensores do "cumprimento da lei", a República é ilegal, visto que foi um ato ao arrepio da Lei vigente que fez com que deixássemos de ser um Império e passássemos a República (este sim o único golpe militar da história brasileira). Mesmo nossa Independência foi contrária à legalidade. Não me parece que alguém exalte os que defenderam a legalidade nesses episódios.
O nome de um grande presidente está apagado da capital dos gaúchos. Em breve, teremos homenagens a Che Guevara, Carlos Marighella, Lamarca etc. Luís Carlos Prestes já ganhou até memorial. Os gaúchos, ao que parece, gostam de render homenagem a tiranos, assassinos e apoiadores de um regime que tem em sua conta mais de 100 milhões de mortes! (e contando). Deram à avenida o nome de "Legalidade e Democracia "quando aqueles que defenderam a "Legalidade" admiravam e eram financiados pela ditadura mais duradoura da América (Cuba). E ainda tem gente que quer  o Rio Grande do Sul independente. 

PS: já viram maior contradição do que um partido chamar-se "Socialismo e Liberdade"? Sei lá, seria a mesma coisa que um "Partido Nazi-Judeu" por exemplo...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Vou-me Embora pra Honduras

Vou-me embora pra Honduras
Lá Presidente não é Rei
Lá ele vai pra cadeia
Quando descumpre a Lei

Vou-me embora pra Honduras
Que aqui a coisa vai mal
Pra quem critica o governo
A censura é total
Analista financeiro
Colunista de jornal
Ninguém mais tem liberdade
De expressar a realidade
Sobre a vida nacional

Vou-me embora pra Honduras
Lá milico tem colhão
Destituem o presidente
Que muda a Constituição
Não se concretizaria
Esse projeto golpista
De “participação social”
Idéia antiga petista
Para ter poder total

Aqui o denunciante
Vira réu investigado
E até prefeito integrante
Do partido governante
Vira arquivo queimado

Vou-me embora pra Honduras
Talvez até vá exilado
Depois que o socialismo
Com a sua ditadura
For aqui oficializado

domingo, 3 de agosto de 2014

Cale-se.

Nenhum Estado democrático possui tantas ferramentas de censura quanto o Brasil. Ao concentrar o poder político, econômico e cultural na União, o chefe (ou chefa) do Poder Executivo nacional tem ao alcance de suas mãos a espada para cortar quantas cabeças forem necessárias. Ainda, fruto de tamanho poder, consegue aparelhar (e já aparelhou) os diversos órgãos da administração estatal (incluindo os outros dois poderes) o que significa grandes empresas, universidades, agências reguladoras, enfim, tudo aquilo que gera ou tem o poder de influenciar a política, a economia e a cultura do país. Ademais, o fato dos meios de comunicações serem concessões estatais aliados com a quantidade enorme de receita publicitária proveniente diretamente dos cofres públicos para eles, torna um pedido do governo virtualmente uma ordem. Rachel Sheherazade que o diga. Sorte que o "Patrão" tem colhões...
No Brasil é quase impossível de se dizer a verdade sem que seu emprego esteja ameaçado. Olavo de Carvalho é exemplo disso. Denunciou e provou a ligação do PT com Castro, Chávez e as FARCs via Foro de São Paulo há mais de uma década. Foi ejetado dos jornais e revistas nos quais era colunista. Boris Casoy, ao entrevistar o então candidato Lula, perguntou-lhe sobre essas ligações. Este,  apenas esquivou-se com respostas vagas e uma ameaça velada. Que aconteceu? No outro dia, o jornalista estava na rua. E que dizer do Celso Daniel? Bastou ameaçar denunciar a máfia do transporte coletivo no ABC envolvendo a cúpula do PT e foi eliminado. 
Recentemente, mais um caso de censura aconteceu no país. Uma analista do banco Santander foi sumariamente demitida porque disse o óbvio: PT subindo, economia caindo. Qualquer pessoa que não esteja alienada vê isso. Mas, sob a acusação de "terrorismo eleitoral" (seja lá o que isso signifique), a funcionária pagou o pato. Detalhe: o que ela fez foi emitir um comunicado aos clientes preferenciais do banco para que estes pudessem ter mais subsídios para tomar suas decisões de investimento. Tudo bem que dizer o óbvio não ajuda muito, mas ela estava defendendo os seus clientes. E o Santander demite. Por quê? Porque Lula "pediu" e a presidanta ameaçou processar o banco... Processar pelo quê? 
Triste, mas de maneira alguma surpreendente, é que inúmeros entendidos defendem a atitude do governo. Teve gente dizendo que "quem estava ali era a presidente, não a candidata, por isso a reação". Sei... Quer dizer então que se a analista tivesse dito que "se Aécio subir nas pesquisas a economia vai cair" ela teria tido a mesma atitude? Afinal, ela agiu como presidanta, não candidata não é mesmo? E querem que eu acredite nisso? Conta outra aí vai, que essa não cola.
Não parece meus caros, mas o que aconteceu é grave. O que ocorreu foi um ataque direto à liberdade de opinião. Qualquer pessoa tem o direito de expressar que o PT é ruim, ou que o PT é bom; ou que ser gay é legal, ou que ser gay é errado; ou que o Inter é bom e o Grêmio é ruim. Pode-se concordar ou discordar delas, mas censurá-las? Isso é característica típica de um Estado totalitário. Estamos sim caminhando para isso e para a consolidação da agenda socialista (embora o Marcos Rolim ache que está tudo muito bem e que o socialismo só exista em mentes doentias). Mas tem gente que acha isso normal...
Ocorre que, para censurar, não é preciso a existência de um departamento especializado como nos tempos de Getúlio Vargas ou da figura do censor dos tempos dos governos militares. Para censurar não é preciso o uso de aparato policial em redações de jornais ou instituições financeiras para obrigá-los a publicar e informar apenas o que convém ao governo. Para censurar basta apenas duas coisas: ter os poderes político e econômico na mão e aparelhar o Estado. A primeira, o PT recebeu de mão beijada, fruto de nossa República positivista. A segunda ele encarregou-se de fazer desde 2002. 
No Brasil petista, perdemos o direito de opinião e informação. Perdão, ainda o temos, desde que seja tudo a favor do governo, exaltando como o PT faz bem para o país. Do contrário, a nossa cabeça pode (e vai) rolar.



domingo, 27 de julho de 2014

Israel e os Palpiteiros Tupiniquins

Entender o conflito que ocorre no Oriente Médio entre Israel e o Hamas não é apenas tomar partido de um lado ou outro baseado em acontecimentos recentes. Entretanto, muitos são os especialistas, famosos e anônimos, que resolvem opinar sobre o assunto. O próprio governo, por intermédio de seu pessoal de relações internacionais, resolveu condenar a reação de Israel sob o argumento da desproporcionalidade de seus ataques à Gaza. Como resposta, foi chamado de “anão diplomático”. Não sem razão.
Não há possibilidade de se fazer uma análise do que acontece entre os árabes e israelenses se o analista desconhece, pelo menos, alguns aspectos que o caracterizam: religião, conflito assimétrico e desinformação. Sem considerá-los, qualquer opinião sobre o que acontece no Oriente Médio entre esses dois povos é mero palpite, má intenção ou vigarice mesmo.
Para que se possa ter um entendimento acertado é preciso que se estabeleça a natureza do conflito; e ela é religiosa. Compreender, pois, os fundamentos do judaísmo e do islamismo é condição fundamental para que se tenha a real dimensão do que se passa. Não obstante, a simples leitura da Torá ou do Corão não é suficiente para que se tenha o conhecimento necessário de como funcionam essas religiões (ou qualquer outra). É preciso, também, que se tenha contato com as suas doutrinas e isso significa ler, entender e refletir sobre o que os sacerdotes e teólogos mais proeminentes e influentes de cada religião deixaram como ensinamento da mesma e a influência que têm dentro dela. Completado este estudo, o investigador terá os subsídios necessários para saber os reais objetivos de cada contendor e os motivos que o levam a, por exemplo, utilizar-se de escudos humanos contra seu agressor.
Entendido o aspecto religioso, é preciso voltar-se para a questão do conflito assimétrico, que não é apenas o embate entre forças desproporcionais. A assimetria dá-se muito além do fator estritamente militar e estende-se a questões de direito internacional de guerra, opinião pública e população civil. Se de um lado há um exército organizado, do outro temos forças paramilitares, terroristas e milicianas. Estas forças utilizam-se de técnicas de guerrilha, notadamente a urbana, onde o emprego da população civil como escudo humano é vista como normal. Escolas, hospitais e mesmo templos religiosos são utilizados como fachadas para abrigarem terroristas e servirem como base de lançamento de bombas, mísseis e foguetes contra alvos inimigos. A batalha dá-se, resumidamente, entre um exército nacional (geralmente comprometido com os tratados e leis da guerra) e uma força terrorista cujo único comprometimento é a “causa” que é, neste caso, a sua própria religião.
Ao fazer o enlace entre esses dois fatores teremos as condições necessárias para efetivamente opinar sobre o conflito de maneira coerente e com propriedade. Para o estudioso do assunto, o entendimento da religião e do conflito assimétrico é suficiente para que se tenha um retrato mais aproximado das motivações e objetivos de cada contendor. Entretanto, para quem se encontra um pouco mais afastado dessa realidade, é necessário considerar, ainda, um último fator: desinformação.
Desinformar não significa apenas emitir uma informação errônea, maliciosa ou, ainda, omitir os fatos como eles são. É preciso que esta falsa informação seja divulgada em veículos que apresentem boa credibilidade diante da opinião pública (assim como impedir que a informação verdadeira seja divulgada por estes). A desinformação é, portanto, a grande responsável pela distorção da verdade e por transformar vítimas em criminosos e vice-versa. Poucos fatos sofrem tanto os danos da desinformação como o conflito entre árabes e israelenses. Este é um dos motivos (o principal é o alinhamento ideológico) que fez com que o Brasil desse a infeliz declaração acusando Israel de “reação desproporcional”. No embalo, inúmeros palpiteiros da internet e alguns articulistas embarcam no mesmo bote.
Seria por demais ambicioso esperar que nossos jornalistas, diplomatas e professores estudassem a questão do conflito. Seria demais exigir que eles conhecessem a fundo a religião judaica e islâmica. Também é demais que queiramos que nossos “intelectuais” tenham a ideia do que seja o conflito assimétrico. O que não se pode admitir, porém, é o silêncio sobre os bombardeiros diários que Israel sofre de grupos como o Hamas. O que não se pode admitir é que não se considere declarações como a do Irã que quer “varrer Israel do mapa”. O que não se pode admitir é que uma reação de Israel contra os inúmeros bombardeios que sofre seja tachada como “desproporcional” porque atingiu alvos civis. Ora, o Hamas os utiliza justamente para obter a comoção internacional.
As acusações que são feitas contra Israel me faz lembrar a reação de Hitler quando a Força Aérea Brasileira afundou um submarino alemão após os U-boats terem afundados inúmeros navios brasileiros em nosso litoral, inclusive na navegação de cabotagem. Disse o Führer ser inadmissível que o Brasil atacasse um submarino alemão sem uma declaração formal de guerra...
Nossos diplomatas e alguns palpiteiros acham “desproporcional” a reação de Israel. Além de omitirem as razões pelas quais Israel teve que reagir, esforçam-se para esconder que o Hamas vem sistematicamente quebrando os períodos de cessar-fogo. Isso só pode ser ignorância, canalhice ou ativismo político. Fico com o último.




quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Culpa Também é dos Militares

As redes sociais proporcionam uma difusão de informações como nenhum outro meio de comunicação é capaz e fazer. O volume de textos, artigos, vídeos etc. que são disponibilizados para o público é realmente enorme. Entretanto, quantidade não é qualidade e cabe ao leitor consciente buscar não apenas analisar criticamente o que lhe é exposto como também verificar a fidedignidade da fonte daquilo que está sendo divulgado. Por falta desses critérios, muitos são os pensamentos e ideais que são atribuídos a autores que simplesmente não a escreveram ou endossam-nas. Os exemplos são muitos e variados.

Ao entrar na minha conta do Facebook, deparei-me com uma mensagem “postada” por um de meus amigos que supostamente seria da autoria do Gen Paulo Chagas, posicionando-se contrário a uma intervenção militar para conter o avanço socialista no país. As justificativas para tal posicionamento é a de que o povo foi quem escolheu, por intermédio da democracia, estar na situação na qual nos encontramos. Questiona, ainda, quais seriam as instituições que se posicionariam a favor de uma reação militar ao arrepio da legalidade e porque outras se calam diante do constante crescimento socialista no país (MP e OAB por exemplo). Lembra o general que em 1964 a situação era completamente diferente, visto que existia um apoio (mesmo um apelo eu diria) para que as Forças Armadas lutassem contra a ameaça comunista que era flagrante no país.  

Imediatamente, busquei verificar se o texto fora escrito pelo Gen Paulo Chagas. Constatei que consta em uma página de mesmo nome, porém não é possível saber se a página é autêntica um pseudônimo ou coisa do tipo. Ademais, a autoria do texto não é mais importante do que o conteúdo dele. E nesse aspecto é possível concordar com quase tudo o que está escrito ali. Uma intervenção militar não é a resposta e nem a solução para todos os problemas. Não foi, porém, o posicionamento do autor que me chamou a atenção no texto. Na verdade, o que me atraiu de maneira mais contundente foi o seguinte trecho:

Da mesma forma, serve de exemplo a “Parábola do Semeador” que põe em relevo a ação de semear a Palavra por toda parte, não importando o terreno que acolhe a semente. Quando há “terra boa” a palavra é ouvida e compreendida, a semente frutifica. Apesar dos obstáculos (pássaros, terreno pedregoso, espinhos), no final, a colheita é sempre abundante.
Por que a direita não semeia o que é direito até que se esgotem os recursos da democracia? Será que o medo de declarar-se de direita ou conservador tomou conta de nós e nos impede de semear seus ideais?
A direita está semeando sim o que é de direito dentro dos recursos da democracia e não é o medo que nos impede de declarar nosso posicionamento político e ideológico. O que acontece é que a quantidade de semeadores, apesar da boa qualidade, é ainda baixíssima e isto se deve, em grande parte, ao período no qual fomos governados pelos militares.
Apesar de ter desmantelado o aparato paramilitar dos movimentos de esquerda nossos governos militares cometeram um erro grave: nada fizeram contra a ameaça cultural. Nossas universidades foram sendo, pois, infiltradas por professores e intelectuais a serviço da ideologia comunista e isso não ocorreu por acaso. Ao verem-se derrotados no campo militar, perceberam que a tomada do poder pela força não seria possível em virtude da determinação das Forças Armadas em derrotá-las. Optaram, então, pela forma pacífica. Nossos governantes militares nada fizeram para combatê-la, visto que acreditavam ser tal situação parte do jogo da democracia.
Assim, silenciosamente e em plena vigência do dito Regime Militar, a esquerda não só formou seus intelectuais orgânicos como criou uma massa de idiotas úteis dentro do círculo da alta cultura que, cerca de trinta anos depois, iriam aparelhar as entidades de classes (OAB inclusive), sindicatos, meios de comunicação e a classe artística. Essas pessoas disseminaram o ideal comunista e desconstruíram as características conservadoras da população brasileira ao ponto de fazer com que estes se sintam acuados em declarar seu real posicionamento.
O semeador da esquerda encontrou terra fofa e preparada para lançar suas sementes e elas germinaram. Hoje, porém, o terreno está repleto dessas ervas daninhas e, além de serem poucos, os semeadores do pensamento conservador precisam fazer com que suas sementes atinjam o solo e desenvolvam-se em cima de um sufocante e hostil ambiente que só foi possível pela colaboração/omissão dos presidentes militares (especialmente Geisel e Figueiredo) em entender e combater o fronte cultural. O pensamento de direita foi literalmente extirpado e suas lideranças capadas ainda no final da década de 1960 pelos militares.
O autor ainda sugere que aproveitemos a derrota humilhante que a Seleção Brasileira sofreu da Seleção Alemã para retirarmos ensinamentos e colocarmos em práticas medidas que podem efetivamente salvar o país antes de se recorrer à intervenção armada. Colocação perfeita. Melhor seria se os militares fizessem uma análise desapaixonada acerca do período em que estiveram no poder. Só assim poderiam ver que o preço de terem se omitido diante da infiltração cultural esquerdista foi determinante para o status quo vigente.
O aparelhamento das instituições democráticas do país pela esquerda, capitaneada pelo PT, não é delírio, ilusão ou teoria da conspiração: é fato. Assim como também é fato que, durante a vigência dos governos militares, a esquerda teve toda a liberdade para preparar seus intelectuais e militantes sem nenhuma oposição por parte daqueles que tinham o poder para reagir. O resultado é que inúmeras batalhas foram ganhas, mas a guerra foi perdida.
PS: Também sou completamente contrário a uma intervenção militar, mesmo porque o único golpe militar que houve no país foi o republicano, que nos deixou nessa merda.












E o PT Foi Brilhante. De Novo

Não vai ter Copa. Pelo menos é o que diziam os movimentos sociais, Black Blocks e Cia. A chamada "primavera brasileira", embora em pleno inverno, parecia um despertar do país para diante da fartura de recursos que se destinaram à realização do evento da FIFA. Os "movimentos sociais" entraram em polvorosa: ou vai ou racha. Não são pelos vinte centavos que lutamos. E não era mesmo.
Ocorre que, durante a realização do Mundial de futebol no Brasil, pouquíssimos foram os protestos que aconteceram contestando a FIFA, o Governo e a Copa em si. Nada de Black Blocks, marchas estudantis, das vadias, do sem-tetos... Nada de #vemprarua. Teriam os jogos de futebol, aliados à multidão de turistas que vieram ao país, arrefecido os ânimos dos protestadores? Absolutamente. Tudo estava planejado. O movimento aparentemente difuso tinha (e tem) um comando central. O envolvimento de políticos do PSol é inegável. A influência do PT também. Movimentos sociais são apenas mais um setor da sociedade que está instrumentalizado pela esquerda liderada pelo partido governante.
Mesmo que a redução da tarifa dos transportes públicos aparentemente tenha solucionado o problema e agradado aos manifestantes, não era esse o objetivo dos protestos. Qual seria, então? Ora, isso está tão claro quanto água: fornecer uma justificativa válida para que fosse implantada a Política de Participação Social. Esta seria uma resposta à demanda do "povo" representado pelos movimentos sociais. Qual a sua finalidade? Enfraquecer o Poder Legislativo e, sob a falácia da democracia direta, transformar o país em uma República Soviética. Simples assim.
A estratégia adotada pela esquerda (PT) foi novamente brilhante, embora repetitiva: utilizaram os "movimentos sociais" há muito tempo instrumentalizados por integrantes do partido, para criar um ambiente de crise no país e depois vender a solução. Bem parecido com uma máfia aliás (que exige um pagamento para nos proteger dela mesma). O putsch soviete que representa a Política de Participação Social é o real motivo pelo qual ocorreram os protestos. Agora, resta-nos rezar para que a tentativa de oficializar o regime totalitário petista no Brasil seja rejeitada pelo Congresso Nacional.
Muitos podem se perguntar o porquê do partido não estar muito comovido com a prisão de alguns de seus colaboradores, como a tal de Sininho e seu grupo de terroristas. Nada mais normal dentro do movimento revolucionário. Como disse no texto anterior, os protestadores são apenas peões no tabuleiro de xadrez. Uma vez cumprida a sua tarefa, são sumariamente eliminados. Nenhuma surpresa quanto a isso; sempre foi assim em todas as revoluções socialistas "do povo" que o mundo conheceu.

domingo, 13 de julho de 2014

O Sucesso da Copa

O fracasso previsto para a Copa do Mundo de Futebol no Brasil que finda este final de semana não aconteceu. O colapso da segurança, dos transportes e da organização à brasileira não veio, para o deleite de governistas e entusiastas. As “aves agourentas”, que afirmaram e previram o fiasco, são confrontadas com o fato que, se não foi perfeita, a Copa saiu a contento. E realmente saiu. Teve organização, segurança e transporte público para os torcedores. O que tinha tudo para se tornar um símbolo da incompetência nacional em organizar grandes eventos reverteu-se para mostrar a capacidade brasileira em rapidamente adaptar-se, superar as dificuldades e, com um sorriso no rosto, bem receber e conduzir os visitantes.
Ocorre que, para que as coisas andassem, o Brasil utilizou-se da sua incrível habilidade de tapar o sol com a peneira. Se houve organização na Copa ela se deve ao fato de que não foi o governo brasileiro, ou qualquer outro órgão nacional, responsável por ela: foi a FIFA quem coordenou, recrutou, treinou e planejou a execução da Copa. Tinha até território próprio sob seu controle! Alia-se a isto uma massa de voluntários dispostos e solícitos em conduzir e resolver os problemas dos torcedores e pronto! Uma bela organização.
Na questão do transporte público as soluções adotadas foram simples, baratas e eficientes: dia de jogo não tem expediente, diminuindo sensivelmente a demanda pelo serviço. Alocam-se os meios para a condução dos torcedores ou mesmo cria-se uma norma determinando que somente os possuidores de ingressos para a partida de futebol possam utilizar o sistema. Problema resolvido. Transporte para os turistas garantido.
No que tange à segurança não houve dificuldade em garanti-la para as praças onde se realizaram os jogos. Ora! O governo tem, a sua inteira disposição, trezentos mil homens do Exército que não hesitarão (e não hesitaram) em atender ao seu chamado para desempenharem funções completamente alheias a sua destinação constitucional, mesmo que não exista qualquer garantia ou segurança jurídica para seus integrantes. Sorte dos militares que não houve muitos confrontos contra os meliantes. Gente do calibre da Mary of Rosary adoraria processar praças e oficiais por reprimirem seus amiguinhos bandidos. Acontece que, em uma cidade onde homens com fuzis, carros blindados e viaturas operacionais fazem a segurança, a bandidagem se recolhe. Adiciona-se a convocação de efetivos extras das polícias militares e temos nas ruas das cidades-sede um aparato de segurança pública como “nunca antes na história desse país”, mas que se desvanecerá ao som do apito final.
Além de tudo isso, temos a visão que o turista tem do Brasil. Qualquer pessoa que venha a nosso país sabe que não encontrará aqui a organização alemã ou a pontualidade inglesa. Eles sabem que nossos aeroportos são ruins, que as estradas são ruins e que a segunda língua nacional é o “mimequês”. Aliás, muitos pensam que aqui só existem silvícolas a andar nus pela selva. Assim, qualquer lembrança de algo que remeta a uma sociedade minimamente civilizada já satisfaz o visitante estrangeiro. Finalmente, a única coisa que o turista espera do Brasil ele encontrou em todos os lugares: a putaria generalizada. Não havia como, pois, a Copa ser o fiasco que muitos previram.
A questão, porém, não é se a Copa seria ou não um sucesso. Sucesso seria e foi. Qualquer pessoa em sã consciência não poderia questionar o êxito do evento, justamente pelas razões apontadas acima. O que se criticou foi utilizar-se da justificativa da Copa para que o recurso público, o dinheiro que vem do bolso de cada trabalhador brasileiro, fosse empregado indiscriminadamente no financiamento de estádios e na execução de obras de infra-estrutura que deveriam melhorar as condições de nossas cidades-sede e que tiveram seus valores constantemente aumentados em relação à previsão inicial. Mais: foi preciso a Copa (e agora as Olimpíadas) para que o governo começasse a pensar em fazer esforços para, acreditem, realizar melhorias para a população. Ou seja: aquilo que o governo deveria fazer, com ou sem esses eventos, passou a ser mais uma justificativa para a realização destes! Mas será que foram realizados?
Os dias de jogos tornaram-se um verdadeiro tormento para os habitantes não-torcedores das cidades-sede. Todo o esforço da administração pública foi destinado à condução dos entusiastas do esporte. Assim, duas situações ocorreram: aqueles que foram/vão aos jogos são presenteados com uma organização eficiente e transporte público adequado enquanto as pessoas normais são obrigadas a tomar rotas alternativas e realizar desvios constantes a fim de se evitar o “território FIFA”. Aqueles que queriam tomar o transporte público tiveram ainda mais dificuldades, visto que todo o esforço foi direcionado para a condução dos turistas. Como, geralmente, em das de jogos nas cidades-sede o expediente foi reduzido ou simplesmente eliminado, as pessoas não se deram conta de que melhora efetiva na estrutura das cidades não aconteceu. Apenas o esforço de toda a cidade foi concentrado em um único ponto, dando a falsa ilusão de que o transporte coletivo, por exemplo, era funcional.
Certamente, passada a euforia, as pessoas dar-se-ão conta de que, efetivamente, o legado da Copa ainda não chegou. Os aeroportos continuam caóticos, o transporte público deplorável, a segurança inexistente. Isso sem considerar o sistema de saúde, a educação, etc. O cronograma das obras não foi cumprido e virtualmente todas elas foram “inauguradas sem estarem prontas. Não obstante, as investigações acerca dos evidentes superfaturamentos, se ocorrerem, nos darão a dimensão exata do quão grande foram os desvios de recursos e os enriquecimentos ilícitos que tornaram muitos políticos e empresários ainda mais ricos. Justamente por isto que fui, e sou contrário à realização da Copa no país. Não precisamos de uma Copa do Mundo para investir em segurança, infra-estrutura e saúde. Isso são coisas básicas que um governo deve fazer, quer seja diretamente quer seja através de uma política mais liberal que garanta à iniciativa privada fazê-lo.
Ao som do apito final acordaremos do sonho do Mundial e voltaremos à dura realidade nacional. Como naquela música de Tom Jobim: “A gente trabalha o ano inteiro/ por um momento de sonho pra fazer/ A fantasia de rei ou de pirata ou jardineira/ E tudo se acabar na quarta-feira”. A referência é ao Carnaval, mas cabe muito bem à Copa. Terminada a festa, enfrentemos a realidade nua, crua e crônica que, de tão quotidiana, já não nos causa espanto: serviços públicos inexistentes, criminalidade generalizada, saúde em coma e infra-estrutura ridícula. Pelo menos o sinal da internet deve melhorar, visto que não é mais necessário destinar a pífia banda nacional para os centros de imprensa espalhados pelo país.

E o pessoal do “não vai ter copa”, do “passe livre”, os Black Blocks? Ora, eles também não incomodaram como parecia que iriam fazer. Os protestos quase não ocorreram e nem iriam ocorrer. O objetivo desses grupos não é atingir a Copa. Não foi para isso que foram às ruas. São peões no tabuleiro de xadrez e já desempenharam o seu papel. Mas isso é assunto para o próximo post.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Brasil: Uma República Popular Democrática.

Existem pessoas que acreditam que o Comunismo acabou com a queda do muro de Berlim. São as mesmas que o consideram mero sistema econômico antagônico ao Capitalismo. O tema central do sistema Comunista é a promoção da igualdade através de uma igualitária distribuição de renda, sem pobres nem ricos. Tudo muito bonitinho em teoria, mas a prática mostrou que o Socialismo (a eterna transição para o Comunismo) nada mais é do que uma máquina genocida.
Promover a igualdade implica necessariamente na perda das liberdades individuais. A partir do momento que um trabalhador não pode pedir pelo seu trabalho o valor que ele acredita ser justo, ele acaba de perder sua liberdade de oferecer seu bem mais tangível: seu próprio trabalho. Semelhante situação acontece em relação à propriedade privada, visto que para promover a igualdade comunista, expropriações são necessariamente realizadas (por razões óbvias). O valor dos bens de consumo é dado apenas pelo trabalho despendido para produzi-lo ignorando-se todos os outros fatores que lhes agregam valor (raridade, utilidade, acabamento, tecnologia empregada, etc.). E, claro, tem a mais-valia que nos diz que os meios de produção pertencem à sociedade e não a um proprietário individual. Nada mais absurdo.
As grandes inovações técnicas que se deram ao longo dos tempos não foram desenvolvidas por sociedades como um todo, mas pelos esforços individuais de pequenos empreendedores e inventores que vislumbravam soluções para os problemas de sua época. Assim, os meios de produção são também propriedades individuais quer seja o objeto tangível produzido quer seja o conhecimento necessário à sua produção. 
Muito bem. Ocorre que para promover "um novo mundo possível" marcado por uma sociedade "justa e igualitária", é forçoso que se tenha um ente alienígena, totalmente descolado da comunidade. Este ente promoverá a igualdade "na marra", fará expropriações e terminará com as liberdades individuais. Seu nome? O Partido-Estado. Se ele existe no Brasil? Claro que sim; e neste exato momento está a promover as mudanças que marcarão o salto mais definitivo de nossa história. Convenhamos: com um Legislativo desmoralizado, ministérios e agências que lançam Portarias com força de Lei e Medidas Provisórias aos montes, fica muito, mas muito fácil para um presidente modificar o estamento legal e político sem maiores esforços.
Entretanto, essas modificações não acontecem de maneira ostensiva. Elas são promovidas através de mecanismos aparentemente inócuos como o Plano Nacional de Direitos Humanos, o ECA, o Marco Civil da Internet, Leis "Anti-Discriminação", a Política Nacional de Participação Popular e outras que supostamente desejam defender os mais fracos (é sempre assim que a serpente vermelha seduz), como a Lei da Palmada. Todas essas iniciativas, sem qualquer exceção, revestem-se de uma casca de boas intenções, mas que no seu cerne são verdadeiros atentados à democracia e às liberdades individuais. Seus objetivos são principalmente: promover o antagonismo entre os diversos grupos que compõem a sociedade, a fim de justificar uma intervenção estatal cada vez mais forte e totalitária; retirar o poder e a responsabilidade da família na educação das futuras gerações, de maneira que o Estado passe progressivamente a assumir esse papel e moldar os jovens de acordo com a sua vontade. 
O fato é que, enquanto a maioria das pessoas está preocupada com os rumos da economia, poucas se apercebem de que o Brasil caminha a passos largos para se tornar um país socialista. Aliás, já o é. Basta apenas mudar o nome. Concentrando em suas mãos os poderes político e econômico e, ainda, a cultura e educação, o Partido-Estado brasileiro infiltrou-se em todos os setores da vida pública. Aparelhou universidade, redações de jornais, rádio e televisão (por meio de seus intelectuais orgânicos e outros idiotas úteis) bancos e empresas estatais, agências reguladoras, sindicatos, conselhos e outras entidades de classes. Isso para falar o mínimo. Com tamanho poder em suas mãos fica muito facilitada a promoção da agenda socialista. Não é à toa que ela está sendo empregada com pleno sucesso. 
Duvidam? Já pararam para pensar que nós não temos mais a liberdade de sermos contrários a uma orientação sexual? Que o proprietário de um bar não tem a liberdade de permitir ou não a entrada de fumantes em seu estabelecimento?(antes do mimimi: ninguém que eu conheça jamais foi obrigado a entrar em qualquer estabelecimento contra a sua vontade); que em nossas escolas, o ensino da chamada "versão oficial da História" foi substituído por uma "versão alternativa" e que esta, sem que nos déssemos conta, tomou o lugar daquela? Já pararam para pensar que todo jornalista ou articulista que se posiciona contra o governo, denunciando o golpe que se aproxima, é afastado de suas funções ou censurado? (mesmo que depois a empresa empregadora volte atrás); que a quantidade de impostos e tributos pune com severidade inacreditável as pessoas que efetivamente geram empregos e riqueza? Já pararam para pensar que o Estado retirou de cada cidadão brasileiro o direito de auto defesa através do Estatuto do Desarmamento? (ok pode-se comprar armas no Brasil, mas a burocracia e os impostos cobrados são tão absurdos que a aquisição se torna completamente inviável)
Vejamos, por exemplo, a Lei da Palmada. Aliás, algum canalha, mau caráter e idiota chamou a lei de "Lei menino Bernardo". Ora, comparar o que aconteceu com esta pobre criança com um castigo educativo dado por um pai ou uma mãe é de uma estupidez monumental. Acontece que esta Lei inibe os pais de darem a seus filhos a educação que eles acreditam ser a melhor para as crianças. Castigos físicos e psicológicos não significam violência. São necessários para a educação. Muitos, como eu, sofreram castigos físicos (levaram umas chineladas) e psicológicos (sem TV por uma semana, ou vá pro quarto!") e nem por isso sofreram trauma algum. Talvez o trauma que eu sofri foi o de ter estudado fora das prescrições "mequianas"; é precisamente isso que o governo quer evitar: pessoas que sejam educadas para pensarem de maneira diversa do que preconiza o Partido. Basta uma denúncia, feita por qualquer pessoa, que os pais podem perder a guarda de seus filhos. Nossos vizinhos passaram a ser agentes infiltrados do Estado, exatamente como aconteceu outrora na França Jacobina ou na Rússia Socialista (e ocorre em Cuba hoje).
A Lei da Palmada e a Política Nacional de Participação Popular são muito mais perigosas do que aparentam. A primeira permite ao Estado dar a nossos filhos a educação que ele acha pertinente, tornando-os futuros idiotas úteis ou intelectuais orgânicos do partido, além de desestabilizar a estrutura familiar e intensificar ainda mais a presença totalitária do Estado em nossas vidas. A segunda faz com que os chamados "movimentos sociais" (aparelhados, ocupados e dominados pelo Partido-Estado) sejam os porta-vozes dos anseios de toda a população. 
Enquanto ficamos nos preocupando com PIB, inflação e a queda da bolsa, nossas liberdades estão sendo extirpadas sem que lutemos verdadeiramente por elas. Somos uma República Socialista senhores, apenas um pouco menos ortodoxa. Só não percebe quem não quer.