terça-feira, 10 de junho de 2014

Brasil: Uma República Popular Democrática.

Existem pessoas que acreditam que o Comunismo acabou com a queda do muro de Berlim. São as mesmas que o consideram mero sistema econômico antagônico ao Capitalismo. O tema central do sistema Comunista é a promoção da igualdade através de uma igualitária distribuição de renda, sem pobres nem ricos. Tudo muito bonitinho em teoria, mas a prática mostrou que o Socialismo (a eterna transição para o Comunismo) nada mais é do que uma máquina genocida.
Promover a igualdade implica necessariamente na perda das liberdades individuais. A partir do momento que um trabalhador não pode pedir pelo seu trabalho o valor que ele acredita ser justo, ele acaba de perder sua liberdade de oferecer seu bem mais tangível: seu próprio trabalho. Semelhante situação acontece em relação à propriedade privada, visto que para promover a igualdade comunista, expropriações são necessariamente realizadas (por razões óbvias). O valor dos bens de consumo é dado apenas pelo trabalho despendido para produzi-lo ignorando-se todos os outros fatores que lhes agregam valor (raridade, utilidade, acabamento, tecnologia empregada, etc.). E, claro, tem a mais-valia que nos diz que os meios de produção pertencem à sociedade e não a um proprietário individual. Nada mais absurdo.
As grandes inovações técnicas que se deram ao longo dos tempos não foram desenvolvidas por sociedades como um todo, mas pelos esforços individuais de pequenos empreendedores e inventores que vislumbravam soluções para os problemas de sua época. Assim, os meios de produção são também propriedades individuais quer seja o objeto tangível produzido quer seja o conhecimento necessário à sua produção. 
Muito bem. Ocorre que para promover "um novo mundo possível" marcado por uma sociedade "justa e igualitária", é forçoso que se tenha um ente alienígena, totalmente descolado da comunidade. Este ente promoverá a igualdade "na marra", fará expropriações e terminará com as liberdades individuais. Seu nome? O Partido-Estado. Se ele existe no Brasil? Claro que sim; e neste exato momento está a promover as mudanças que marcarão o salto mais definitivo de nossa história. Convenhamos: com um Legislativo desmoralizado, ministérios e agências que lançam Portarias com força de Lei e Medidas Provisórias aos montes, fica muito, mas muito fácil para um presidente modificar o estamento legal e político sem maiores esforços.
Entretanto, essas modificações não acontecem de maneira ostensiva. Elas são promovidas através de mecanismos aparentemente inócuos como o Plano Nacional de Direitos Humanos, o ECA, o Marco Civil da Internet, Leis "Anti-Discriminação", a Política Nacional de Participação Popular e outras que supostamente desejam defender os mais fracos (é sempre assim que a serpente vermelha seduz), como a Lei da Palmada. Todas essas iniciativas, sem qualquer exceção, revestem-se de uma casca de boas intenções, mas que no seu cerne são verdadeiros atentados à democracia e às liberdades individuais. Seus objetivos são principalmente: promover o antagonismo entre os diversos grupos que compõem a sociedade, a fim de justificar uma intervenção estatal cada vez mais forte e totalitária; retirar o poder e a responsabilidade da família na educação das futuras gerações, de maneira que o Estado passe progressivamente a assumir esse papel e moldar os jovens de acordo com a sua vontade. 
O fato é que, enquanto a maioria das pessoas está preocupada com os rumos da economia, poucas se apercebem de que o Brasil caminha a passos largos para se tornar um país socialista. Aliás, já o é. Basta apenas mudar o nome. Concentrando em suas mãos os poderes político e econômico e, ainda, a cultura e educação, o Partido-Estado brasileiro infiltrou-se em todos os setores da vida pública. Aparelhou universidade, redações de jornais, rádio e televisão (por meio de seus intelectuais orgânicos e outros idiotas úteis) bancos e empresas estatais, agências reguladoras, sindicatos, conselhos e outras entidades de classes. Isso para falar o mínimo. Com tamanho poder em suas mãos fica muito facilitada a promoção da agenda socialista. Não é à toa que ela está sendo empregada com pleno sucesso. 
Duvidam? Já pararam para pensar que nós não temos mais a liberdade de sermos contrários a uma orientação sexual? Que o proprietário de um bar não tem a liberdade de permitir ou não a entrada de fumantes em seu estabelecimento?(antes do mimimi: ninguém que eu conheça jamais foi obrigado a entrar em qualquer estabelecimento contra a sua vontade); que em nossas escolas, o ensino da chamada "versão oficial da História" foi substituído por uma "versão alternativa" e que esta, sem que nos déssemos conta, tomou o lugar daquela? Já pararam para pensar que todo jornalista ou articulista que se posiciona contra o governo, denunciando o golpe que se aproxima, é afastado de suas funções ou censurado? (mesmo que depois a empresa empregadora volte atrás); que a quantidade de impostos e tributos pune com severidade inacreditável as pessoas que efetivamente geram empregos e riqueza? Já pararam para pensar que o Estado retirou de cada cidadão brasileiro o direito de auto defesa através do Estatuto do Desarmamento? (ok pode-se comprar armas no Brasil, mas a burocracia e os impostos cobrados são tão absurdos que a aquisição se torna completamente inviável)
Vejamos, por exemplo, a Lei da Palmada. Aliás, algum canalha, mau caráter e idiota chamou a lei de "Lei menino Bernardo". Ora, comparar o que aconteceu com esta pobre criança com um castigo educativo dado por um pai ou uma mãe é de uma estupidez monumental. Acontece que esta Lei inibe os pais de darem a seus filhos a educação que eles acreditam ser a melhor para as crianças. Castigos físicos e psicológicos não significam violência. São necessários para a educação. Muitos, como eu, sofreram castigos físicos (levaram umas chineladas) e psicológicos (sem TV por uma semana, ou vá pro quarto!") e nem por isso sofreram trauma algum. Talvez o trauma que eu sofri foi o de ter estudado fora das prescrições "mequianas"; é precisamente isso que o governo quer evitar: pessoas que sejam educadas para pensarem de maneira diversa do que preconiza o Partido. Basta uma denúncia, feita por qualquer pessoa, que os pais podem perder a guarda de seus filhos. Nossos vizinhos passaram a ser agentes infiltrados do Estado, exatamente como aconteceu outrora na França Jacobina ou na Rússia Socialista (e ocorre em Cuba hoje).
A Lei da Palmada e a Política Nacional de Participação Popular são muito mais perigosas do que aparentam. A primeira permite ao Estado dar a nossos filhos a educação que ele acha pertinente, tornando-os futuros idiotas úteis ou intelectuais orgânicos do partido, além de desestabilizar a estrutura familiar e intensificar ainda mais a presença totalitária do Estado em nossas vidas. A segunda faz com que os chamados "movimentos sociais" (aparelhados, ocupados e dominados pelo Partido-Estado) sejam os porta-vozes dos anseios de toda a população. 
Enquanto ficamos nos preocupando com PIB, inflação e a queda da bolsa, nossas liberdades estão sendo extirpadas sem que lutemos verdadeiramente por elas. Somos uma República Socialista senhores, apenas um pouco menos ortodoxa. Só não percebe quem não quer.