quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Nova História, Nova Avenida.

Os vereadores porto-alegrenses aprovaram e o prefeito em breve deve sancionar mais uma lei de suma importância para o desenvolvimento da capital dos gaúchos: agora, a Avenida Castelo Branco dominar-se-á Avenida da Legalidade e da Democracia. O projeto de lei aprovado foi de autoria de vereadores do PSol. Assim, dizem, tiram o nome de um "ditador" e colocam uma homenagem ao movimento pela democracia.
Interessante a idiotice dos ilustres vereadores (somada a ignorância de nossa mídia, universidade, estudantes, etc). Castelo Branco não chegou perto de ser um ditador. Já Getúlio Vargas por exemplo... Aliás, o primeiro presidente do movimento de 1964 não quis ter um DIP  como tivera Getúlio. Não queria ser comparado ao caudilho, esse sim, ditador. Mas isso os livros do "Méqui" não contam. Compreensível. Quem domina o passado domina o futuro. Quem domina o presente domina o passado, como disse George Orwell. Assim, progressivamente a história vai sendo reescrita e aqueles que salvaram o país da ameaça comunista são classificados como bandidos.
Já escrevi algumas vezes sobre a canalhice dos professores de história em analisarem o movimento de 1964 retirando-o da conjuntura da época. João Goulart era sim uma ameaça à democracia no país em virtude do seu alinhamento com a China e a sua política de promoção de suas "reformas de base", que significavam literalmente o fim da propriedade privada, o controle da mídia, o fim da democracia representativa. Enfim, a transformação do Brasil em uma República Popular Comunista. Não fossem os militares e teríamos um destino muito diferente. 
Soma-se a isso a mania dos gaúchos de idolatrarem Leonel Brizola, que foi medíocre em tudo o que fez. Nem com rios de dólares enviados desde Cuba conseguiu, com seus grupos de onze, tomar o poder no país. Como governador, seu legado é o alinhamento com o tráfico no RJ e o sistema de educação integral que, nas mãos de um partido comunista como era o seu, tornava-se uma fábrica de lavar cérebros. Mas ele foi líder do Movimento da Legalidade que garantiu Jango no poder.
Ocorre que nem tudo que é legal é válido ou desejável. Tratar o episódio da Legalidade como um ato de resistência democrática além de canalhice intelectual é má intenção pura. O movimento nada mais foi do que uma tentativa desesperada da esquerda de manter seu plano de assalto ao poder. Funcionou até 31 de março de 1964. O triunfo de Brizola quase custou ao país a sua liberdade e soberania. Os falsificadores da história tornaram a Legalidade, um ato heróico e digno de louvor.
Utilizando-se o raciocínio dos defensores do "cumprimento da lei", a República é ilegal, visto que foi um ato ao arrepio da Lei vigente que fez com que deixássemos de ser um Império e passássemos a República (este sim o único golpe militar da história brasileira). Mesmo nossa Independência foi contrária à legalidade. Não me parece que alguém exalte os que defenderam a legalidade nesses episódios.
O nome de um grande presidente está apagado da capital dos gaúchos. Em breve, teremos homenagens a Che Guevara, Carlos Marighella, Lamarca etc. Luís Carlos Prestes já ganhou até memorial. Os gaúchos, ao que parece, gostam de render homenagem a tiranos, assassinos e apoiadores de um regime que tem em sua conta mais de 100 milhões de mortes! (e contando). Deram à avenida o nome de "Legalidade e Democracia "quando aqueles que defenderam a "Legalidade" admiravam e eram financiados pela ditadura mais duradoura da América (Cuba). E ainda tem gente que quer  o Rio Grande do Sul independente. 

PS: já viram maior contradição do que um partido chamar-se "Socialismo e Liberdade"? Sei lá, seria a mesma coisa que um "Partido Nazi-Judeu" por exemplo...

2 comentários:

  1. A esquerda-caviar tenta apagar a História, mas não se vê nenhum ex-guerrilheiro comunista abrindo mão das gordas pensões que recebem até hoje.

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  2. Só falta mudar o nome do país para Cuzil

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