quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Intervenção Militar

O atual estado de coisas em que vive a nação brasileira vem provocando uma série de reações em diversos setores da sociedade. Moralmente degradada, economicamente em crise e mergulhada em uma onda de violência que ceifa cerca de sessenta mil vidas por ano, o Brasil caminha para um colapso inevitável. Injusto, porém, é colocar toda a culpa na administração petista, visto que o processo que desembocou na situação caótica na qual vivemos começou ainda no governo do PSDB sob a batuta de FHC.

Entretanto, é imperativo destacar que foi o Partido dos Trabalhadores aquele que mais danos causou ao país através do aparelhamento completo do organismo estatal, destruição sistemática da família e cerceamento das liberdades individuais sob a desculpa de dar proteção às minorias.

O antes baluarte da ética (como se auto proclamava o PT) mergulhou em uma série de escândalos de corrupção que acabou desnudando sua verdadeira natureza, especialmente quando este partido comprou o Poder Legislativo. No que concerne à economia, proporcionou a liberação desenfreada de crédito, endividando famílias e causando uma séria distorção no mercado que levará (mais cedo ou mais tarde) o país a uma crise que fará a bolha imobiliária americana parecer bolha de sabão.

Com sua política de desestabilização social, o partido-Estado criou uma série de grupos minoritários, deu-lhes a alcunha de injustiçados e fez com que a sociedade brasileira se dividisse. Esta manobra foi fundamental para que este mesmo partido pudesse editar leis, decretos e regulamentos com viés cada vez mais autoritário, tornando crime a mera expressão de opinião. Enquanto fomentava os chamados “movimentos sociais” ou “das minorias”, propunha a solução para os problemas que estes criam. Clássica estratégia da tesoura (ou pinça) de Lênin.

Ocorre que, dentro dos partidos políticos brasileiros, a oposição (PSDB) nada faz, visto que está comprometida com a consolidação da esquerda no Brasil (fato este já consumado) buscando agora sua supremacia. Afinal, se por um lado o PT é membro fundador do Foro de São Paulo, juntamente com o PSB de Marina Silva, o PSDB faz parte do Diálogo Interamericano, que tem em FHC um dos intelectuais mais influentes. Esses dois organismos internacionais (o Foro e o Diálogo) possuem uma estratégia conjunta para a esquerda latino-americana (fato muito bem demonstrado em “O Eixo do Mal Latino Americano e a Nova Ordem Mundial, de Heitor de Paola).

O resultado é que grande parcela da população brasileira começa a perceber a armadilha na qual foi aprisionada e, vendo ser praticamente inevitável a fuga, inicia um movimento tênue de oposição real a isso, bastante observado especialmente nas redes sociais, que defende uma nova intervenção militar para conter o avanço da agenda comunista no país e tentar restaurar a normalidade institucional do país (a Política Nacional de Participação Social é, essencialmente, a implantação dos sovietes no Brasil), visto que cabe às Forças Armadas a defesa de nossas instituições.

Como em 1964, esses grupos acreditam que um novo contragolpe poderia livrar o país dessa ameaça. Acontece que, não obstante o momento histórico ser completamente diverso, duas questões são fundamentais à demanda: foram esgotadas todas as vias institucionais para que se possa impedir que a esquerda consolide o governo socialista no Brasil? Em caso de intervenção militar bem sucedida, quem iria assumir os rumos da nação?

Fácil é para aqueles que defendem que os militares tomem as rédeas do país fazê-lo. Difícil, porém, é que essas pessoas (muitas das quais com influência, conhecimento e recursos suficientes) ajam contra as novas regras e leis que lhes são impostas, mesmo que ao arrepio do ordenamento constitucional. A começar pelo próprio PT. Ora, se um partido é influenciado e financiado por um organismo externo (Foro de São Paulo, que inclui as FARC como seu integrante), teria ele condições legais e constitucionais de existir? Creio que não. Algum daqueles que defendem a intervenção militar provocaram a devida investigação legal a respeito? Receio que não. Quando se iniciaram as políticas de cotas, alguém entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por esta política ferir o artigo 5º da nossa Constituição? Acho que não. Quando foram aprovados os novos regulamentos que tornam vítimas os criminosos, que retiram a autoridade dos pais e que deturpem a missão da escola (como a educação sexual), alguém se levantou contra? Manifestou-se junto a seus deputados e senadores? Talvez com a exceção da chamada bancada evangélica, não. Combater a esquerda (que é organizada e possui militância ativa em todas as esferas do poder) não é fácil, não é barato e exige tempo. Foram omissos por no mínimo dez anos e agora querem que os militares empenhem suas vidas em uma causa que nem mesmo eles acreditaram. No mínimo curioso.

Mas vamos supor que, por algum motivo, a intervenção militar acontecesse. A quem caberia dirigir os rumos do país? Não estamos em 1964. Não possuímos uma força conservadora ciente da ameaça que enfrenta. A Igreja está anulada, o empresariado idem e a classe estudantil e acadêmica nada mais são do que disseminadoras da ideologia comunista, assim como a imprensa. No seio das Forças Armadas, não me parece que tenhamos algum general com influência política suficiente para que um novo governo pudesse ser formado. Não obstante, sequer possuímos uma classe política verdadeiramente de direita. No meio civil, igualmente não temos um líder capaz de aglutinar forças e realizar o que precisa ser feito, que é basicamente o julgamento dos partidos integrantes do Foro de São Paulo, e outros organismos internacionais como o Diálogo Interamericano, por conspiração e alta traição. Ou seja, não há qualquer organização política efetiva que possa contrapor a máquina montada pela esquerda e sem este suporte, a intervenção é inócua e muito provavelmente irá gerar um regime ditatorial, visto que certamente irá enfrentar resistência armada por parte de organismos terroristas como o MST.

Sem dispor do necessário respaldo político e órfã de uma liderança realmente comprometida em salvar o país, uma intervenção militar corre o risco real de desembocar em uma guerra civil de conseqüências desastrosas. Porém, se olharmos as opções disponíveis, a mais acertada possivelmente seria a restauração do Príncipe Imperial ao trono. Afinal, o movimento de restauração da monarquia é o que mais temos de organizado em termos de oposição efetiva ao que aí está e o legítimo herdeiro do trono é uma das pessoas mais habilitadas a empreender as reformas necessárias para recolocar o Brasil em lugar de destaque no mundo novamente.

O problema é que, por pura ignorância histórica e preguiça intelectual, a imensa maioria dos brasileiros desconhece como funciona a Monarquia Constitucional e acredita ser a República a forma de governo ideal.