terça-feira, 28 de outubro de 2014

A Grande Vitória Petista

Escândalos, corrupção, aparelhamento do Estado, assassinato de reputações, queima de arquivos. Esses são apenas alguns exemplos do que se viu nos últimos 12 anos no Brasil. Há os que dirão que com o PSDB também aconteciam casos semelhantes. Não estão errados. Acontece que com o PT no poder a coisa muda de figura. Afinal, quando se tem as mais altas cortes da justiça brasileira crivadas de membros comprometidos com a causa, certamente agrava-se o caso. No TSE, o órgão que produz auditora e fiscaliza as eleições (fiscalizar a si mesmo já é, por si, suspeito) temos dois ex-advogados do PT. Nem entrarei no mérito do STF.
Sob a batuta desse partido, que se constitui em verdadeira organização criminosa, o Congresso Nacional foi comprado. Deu-se asilo a integrantes das FARCs. Apoiou-se o surgimento de uma ditadura ferrenha na Venezuela e dos desmandos que ocorrem na Bolívia, Equador e na Argentina. Abrigou-se o terrorista italiano Cesare Battisti (afinal, ele matou, roubou e sequestrou pela causa, como Dilma). Destruiu-se a Petrobrás, transformando-a em uma máquina sem fim de produzir milhões em recursos a serem roubados pelo PT e seus aliados. Tudo isso foi previsto, tudo isso foi avisado. Mas quando se falava em Foro de São Paulo, organismo supranacional ao qual o PT e outros partidos de esquerda são subordinados o que os torna flagrantemente ilegais, diziam que era teoria da conspiração.
A educação do país conseguiu ir ao fundo do poço. A escola, em todos os níveis, deixou de formar mentes pensantes para criar cérebros artificiais recheados de discurso marxista. Retirou-se por completo a autoridade do professor em sala de aula colocando mestre e aluno em pé de igualdade, o que gerou verdadeiro caos. E isso, pasmem, sob aplausos calorosos dos próprios professores. O estrago de Paulo Freire foi grande. O resultado é um país onde crianças que deveriam saber ler e escrever ou realizar operações matemáticas sequer entendem frases simples e somas triviais. Em contrapartida, sabem que devem delatar seus pais aos Conselhos Tutelares, como colocar a camisinha e que a promiscuidade é algo sadio e desejável. Para compensar o fracasso da educação estatal, criaram-se o regime de cotas e o ENEM... Doce ilusão. Não é à toa que a produção científica do país é virtualmente nula e nossa literatura tenha sido reduzida a um amontoado de cinzas. Para quem já teve um padre Landel de Moura ou um José de Alencar é simplesmente triste ver o quão pobre nos tornamos.
No que tange à segurança pública o resultado é ainda pior. Sessenta mil brasileiros mortos todos os anos e a grande preocupação é se devemos legalizar a maconha ou se o motorista bebeu um copo de cerveja antes de guiar. Transformou-se o bandido em vítima e a vítima em opressora. Colocou-se no morto, no sequestrado, no assaltado e no violentado a culpa pela ofensa que sofre. As forças policiais foram e são vilipendiadas diuturnamente como trogloditas a serviço do “estado burguês”, mesmo que seus equipamentos sejam ultrapassados, seus salários ridículos e a legislação permita que um criminoso seja solto antes mesmo do policial sair da delegacia após realizar uma detenção. Deturpou-se completamente a noção de criminoso e vítima.
A economia é outro desastre. A concessão sem fim de benefícios cujo representante maior é o Bolsa Família (o maior curral eleitoral já criado “na história desse país”) jogou sob os ombros da força produtora do país o fardo de ter que carregar aqueles que não trabalham. Optou-se por distribuir a renda alheia, verdadeiro assalto aos ganhos justos daqueles que tiram seu sustento do seu suor. Não se investiu na geração de empregos e na criação de condições iguais para que as populações possam para entrar no mercado de trabalho. Não se diminuiu o custo absurdo de se manter um empregado em condições legais e tampouco a pesada carga tributária foi reduzida. Pune-se quem produz e gera empregos. Punem-se as famílias de renda mais baixa que veem seu dinheiro sumir para saciar a fome tributária do Estado que diz defendê-las. Não se gera riqueza, mas se libera crédito a níveis alarmantes. Na ilusão de que agora o pobre pode comprar carro, geladeira e computador, o número de endividados cresce diariamente; e quando o pobre finalmente pôde viajar ao exterior, Dilma aumenta em mais de 4000% o imposto sobre compras realizadas no exterior. Aumenta-se o custo mundo ao invés de se diminuir o custo Brasil. (ainda tem o subsídio aos grandes empresários que ganham taxas camaradas do governo via financiamento do BNDES)
Poderia falar, ainda, da infraestrutura pífia do país, com aeroportos defasados, estradas esburacadas, ferrovias inexistentes, portos ultrapassados e o superfaturamento das obras que o governo administra. Ou então na cultura nacional, esvaziada e reduzida a uma manifestação dita popular despida de qualquer profundidade, onde o funk ganha status de obra prima. Sem falar na famigerada “cultura negra”... Como se ela realmente existisse (assim como não existe uma cultura branca, mas isso é assunto para outro texto). Poderíamos falar na ruptura do senso de ética onde o vale-tudo atropela qualquer noção de moral, legalidade e honestidade. Sob a égide petista aprendemos que, pela causa, tudo pode. Vale assassinar, vale comprar o congresso, vale roubar o país... Vale tudo.
Todavia, esses fatores (e outros inúmeros) não são o que de mais maléfico o PT causou nos 12 anos que se passaram. Há algo ainda pior. O grande flagelo petista que assolou a nação e ficou marcado de maneira bastante evidente nas eleições que se findaram é, também, a grande vitória petista: a divisão.
O PT e seus confrades conseguiram dividir o país, ou pelo menos passar a noção de que o país está dividido. Ricos e pobres; negros e brancos; homo e heterossexuais; homem e mulher; patrões e empregados; norte-nordeste e sul-sudeste e outros. Até vizinhos estão separados. O objetivo é claro: criar o máximo de tensão possível para que se justifique cada vez mais a concentração de poder na mão do Estado e o consequente cerceamento progressivo das liberdades individuais que, aliás, já está bem avançado. Já estamos corrompidos e desestabilizados. O próximo passo é a crise e não me parece que ela está longe. Ocorre que o PT subestima a força conservadora do país.
Esta força, sem recursos financeiros, sem espaço na mídia, afastada das universidades, sem financiamento público e entrincheirada em pequenos blogs, sites de notícias e pequenos grupos foi progressivamente mostrando à população que ela não está sozinha no repúdio ao perverso projeto de poder capitaneado pelo PT. O resultado foi o apoio em massa a um candidato de centro-esquerda, Aécio Neves, que poderia se eleito, dar tempo necessário para que o pensamento conservador se organizasse e pudesse lançar sua própria candidatura, visto que no mínimo há 25 anos apenas uma ideologia se reveza na Presidência da República. Não aconteceu. E pior! Para os desavisados e esperançosos que aspiravam ver no candidato derrotado o líder de uma oposição ferrenha a decepção foi rápida. Para os que estudam e procuram investigar o que realmente é o PSDB, nada de surpresas.
A direita que parece ressurgida, ainda que timidamente, não pode se dar por vencida. É preciso manter ferrenha e incansável oposição, denunciar, processar e desmoralizar por completo o antro de criminosos que ocupa hoje o Palácio do Planalto. É fundamental que deixemos de ser silenciosos e passemos a utilizar a mesma estratégia barulhenta que as “minorias” usam. Acima de tudo, porém, precisamos entrar na política, colocar candidatos, formar partidos e contrapor o projeto totalitário que se apresenta. A divisão só interessa à esquerda. Ela não tem compromisso algum com a pátria. A única coisa que importa para essa gentalha é a causa. Querer, como muito se tem visto, uma secessão no país ou culpar o Nordeste pelo resultado das urnas (ainda que fraudadas) é cair na armadilha do inimigo que quer exatamente isso. Basta um movimento separatista para que o Partido-Estado destrua-nos por completo, pois assim terá um motivo muito forte para convocar as Forças Armadas e trazê-las para seu lado. E se ainda não somos uma República Popular, devemos ao fato de que os militares não são comprometidos com a causa da esquerda.

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