terça-feira, 23 de dezembro de 2014

PT Wars

A vida imita a arte, dizem. Verdade. Mas a  recíproca também é válida. Aliás, particularmente, creio que a arte é que imita a vida muito mais do que esta, aquela. Quando um autor faz a sua obra, geralmente está influenciado pelas impressões que ele tem do mundo real. Por mais fictícia que ela seja. É como dizia Fernando Pessoa: "O poeta é um fingidor/ finge tão completamente/ que chega a fingir que é dor/ a dor que deveras sente". De fato.
Os grandes nomes das sete artes inspiraram-se ou na impressão direta do que ocorria a seu tempo, ou nas deduções futuras baseadas naquilo que estavam vendo. No primeiro grupo, podemos citar autores como Tolkien, Camões ou Picasso. No outro, encaixariam-se Júlio Verne, George Orwell ou Da Vinci. Eles expressaram, por meio da arte, as impressões que tinham do mundo ou os caminhos que este tomaria no correr dos anos.
Embora todas as formas da arte tenham representantes de ambos os lados, nenhuma consegue ser mais popular e realista quanto o cinema. A combinação de elementos visuais e sons faz com que imagens estáticas, melodias e textos fundam-se na grande dela para transportar o expectador a uma realidade que, no decorrer de duas ou três horas, parece realmente ser... Real. Eis o grande diferencial da sétima arte.
Não obstante a criatividade por vezes absurda de roteiristas e autores, algumas obras cinematográficas são dignas de serem chamada de primas e, como as demais formas de arte, flutuam nos dois aspectos já citados. Irei me ater ao segundo. Como exemplos, podemos citar o filme "V, de Vingança", que retrata uma sociedade totalitária dominada por um partido conservador. Aqui, uma desinformação: sociedades totalitárias ao longo do século XX foram de esquerda (o nazismo/fascismo tem na sua espinha dorsal, os ideais marxistas com uma ou outra diferença). Não fosse este pequeno grande detalhe, o filme seria um retrato fiel do que ocorreu nos países socialistas. 
Já na trilogia "Batman", dirigida por Nolan, temos o retrato de uma sociedade moralmente corrompida que possibilita o surgimento de um vigilante da justiça (o Batman, treinado por uma sociedade secreta que, depois, virá a ser o alvo de sua demanda) que combate um louco que semeia o caos (O Coringa) e um outro que, para conter o caos criado, instaura um regime de exceção (presidido pelas "minorias" "movimentos sociais" e injustiçados em geral), na figura de Bane que, porém, segue cegamente as ordens do verdadeiro mentor intelectual da coisa toda (Talia). Qualquer semelhança com os governos socialistas/comunistas não é uma mera coincidência.
Por fim, temos a saga Guerra nas Estrelas que, apesar de ser em última análise a história de Anakin Skywalker, retrata de maneira mais fiel o que está se passando no Brasil. Em termos muitos gerais, a saga conta como uma "república de planetas", torna-se um "Império Galáctico". Para que isso aconteça, os Sith realizam todas as manobras possíveis para corromper o escolhido (Anakin) e criam uma série de conflitos que obrigam os membros da República a aprovarem a criação de um Império que dá plenos poderes ao Chanceler Palpatine (e assim termina a democracia... com uma salva de palmas, diria a senadora Padmé Amidala) com o intuito de combater a ameça dos rebeldes (ou seja, aqueles que não concordam com tal decisão) Após muita traições e acordos sombrios, os Jedis, guardiães da República, são assassinados à traição por ordem dele que, previamente, criou um Exército de Clones para servi-lo.
Sim, mas... E daí. Bom, daí que nós estamos vivendo no país algo muito parecido daquilo  que é mostrado no filme do Batman e saga Guerra nas Estrelas. Temos um governo que cada vez mais se pauta nas "minorias", "movimentos sociais" e afins e cujo líder é um homem cujo desejo único é "reconstruir na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu". Lula é uma mistura de Talia com o Imperador Palpatine. Coisa de maluco teórico da conspiração... É mesmo é?
O governo do PT tenta, a todo custo, controlar a informação que chega ao cidadão comum. Isto começou com a provação do Marco Civil da internet e vai continuar com a aprovação do Marco Regulatório da Imprensa, sob aplausos da própria. O PT está implementando e vai aprovar a criação dos Conselhos de Participação Popular com a falsa idéia de ampliar a democracia quando, na verdade, fará com que seus partidários tenham plenos poderes para decidir o futuro do país, passando por cima daqueles que foram democraticamente eleitos para representarem a população. O governo do PT cria a Força Nacional de Segurança; faz vistas grossas quando um Ministro venezuelano vem tratar com o MST e, ainda, cria a Escola de defesa Sulamericana. Como arremate da obra, a Comissão Nacional da Verdade solapa os fatos históricos, criminaliza os agentes do Estado e trata como anjos os terroristas que hoje estão no poder, numa clara traição às Forças Armadas. É ou não é exatamente o que fez o Chanceler Palpatine em Guerra nas Estrelas?
Quanto àqueles que resolvem se opor a esta situação, o PT também tem seus métodos. Ou alguém aí já esqueceu da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo? Ou da compra do Congresso Nacional pelo Mensalão? Ou da morte do prefeito Celso Daniel? Ou dos bilhões de dólares desviados da Petrobrás sabe-se para onde? E quanto ao escândalo dos Correios? E sobre as urnas eletrônicas operadas pela Smartmatic, empresa que foi processada e condenada por fraude nos EUA? O que mais será preciso para que as pessoas entendam que, no poder, temos uma organização criminosa e não um partido político normal?
É meus caros. A arte imita a vida. Estamos vivendo tempos retratados nas telonas. Pior. 1984 nunca esteve tão próximo. E ai de quem se oponha ao projeto e poder petista: será sumariamente eliminado. Afinal, em se tratando de julgar e condenar partidários da mesma causa, seus quadros contam com pessoas altamente qualificadas. Todo aquele que ousar levantar-se contra, será tratado como inimigo de Estado e serão impiedosamente caçados. Exatamente como fez Palpatine com os Jedis.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tempos Estranhos... Mesmo.

Tempos Estranho é o nome da coluna assinada por Luis Fernando Veríssimo na página dois da Zero Hora deste domingo. Nela, o comediante (para mim, de nível mediano) escreve que direita e esquerda inverteram os papéis na questão da Petrobrás Um lado teria assumido o lado do outro. Segundo ele, há um deleite da direita em ver os “capitalistas sendo presos” enquanto a esquerda realiza o sonho direitista de “desmoralizar para melhor desnacionalizar a Petrobrás”.

No decorrer da coluna, o autor utiliza a “cartelização” em São Paulo e os escândalos da Petrobrás para provar “o que está no Marx para principiantes: o caminho natural do capital é para o monopólio”. Para dar sustentação à tese, diz que “O compadrio das empreiteiras faz pouco da importância da competição no mercado supostamente autorregulável da pregação liberal”. Finaliza com um discurso de que existem “entreguistas” que estão festejando a desmoralização da Petrobrás feita “irônica e dolorosamente, sob um governo de esquerda”, visto que dá mais argumentos favoráveis à sua privatização. 

O que o autor esconde (o que é normal, já que não passa de um humorista), é que o motivo pelo qual se formam monopólios e cartéis é justamente devido ao fato de o capital estar efetivamente na mão do... Governo! Não há autorregulação do mercado, mas um único agente (Estado), com o monopólio de um serviço (Metrô, Petróleo, etc.) que não visa o lucro e, portanto, não precisa ser eficiente, tanto que seus diretores são apadrinhados políticos. Ainda, sendo estas empresas estatais fica muito facilitado o acobertamento de suas espúrias ações principalmente na situação que nos encontramos, com os poderes da República completamente aparelhados.

Finaliza mostrando como países como a Inglaterra e o Chile permaneceram com suas cidadelas socialistas (sistema de saúde e cobre respectivamente) ao passo que a brasileira (Petrobrás) foi atacada desde dentro. Não contendo seu posicionamento à esquerda, procura amenizar a responsabilidade do governo ao final do texto, mesmo que ele próprio tenha dito que a desmoralização da Petrobrás ocorreu sob um governo de esquerda. 

Enfim, o texto é confuso. Seus argumentos são vazios e fracos, especialmente quando diz ser a autorregulação do mercado a responsável pelo surgimento de cartéis e propinas, ignorando o fato de que os dois exemplos que utiliza são... monopólios estatais!

A cegueira deste cidadão o impede de perceber que a estatização da economia tende a casos de corrupção como aqueles que ele cita na coluna. Sob um partido revolucionário como o PT a coisa torna-se ainda mais grave visto que qualquer resquício de ética é derrubado se for necessário para a causa. Se como humorista Luis F. Veríssimo é mediano, suas últimas investidas nas questões políticas vem mostrando que ele está mais para idiota útil do que para intelectual orgânico.

Tempos estranhos mesmo, onde opiniões tão desprovidas de nexos são levadas a sério e publicadas em jornais de grande circulação.

domingo, 14 de dezembro de 2014

O Continente Vermelho

Quando o Muro de Berlim veio a baixo, declarou-se que a história tinha terminado. O comunismo fora finalmente destruído e o sistema capitalista triunfou sobre a economia planificada. Não faria mais sentido, pois, falar em uma ameaça vermelha contra os países livres. Mas teria o comunismo realmente morrido com a queda do muro? Não.

Como bem mostra Heitor de Paola em seu imprescindível “O Eixo do Mal Latino-americano e a Nova Ordem Mundial”, o comunismo não terminou com a reunificação alemã. Este sistema tem a capacidade virtualmente ilimitada de se reinventar, criar crises e fazer-nos crer que ele foi derrotado enquanto, na verdade torna-se mais forte. Foi assim com o conflito sino-soviético, com a Glasnost e a Perestróika; foi assim com a queda do Muro de Berlim. Crises e mudanças que pareciam determinar o fim do comunismo, mas que foram criadas por ele mesmo. E muita gente caiu na historinha. Aqueles que continuaram afirmando que a coisa ainda não tinha desaparecido foram tratados como loucos idiotas ou teóricos da conspiração. 

Em 1990, Lula e Fidel Castro fundaram o Foro de São Paulo, organização internacional de coordenação política com o objetivo de recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu. Este organismo supranacional de esquerda juntou partidos políticos e organizações armadas como o MIR, as FARC e o ELN. No Brasil, PT, PC do B, PSB, PDT e PPS entre outros são membros do Foro. Sim mas... E daí?

Ocorre que, não obstante que jornalistas e filósofos como Graça Salgueiro, Olavo de Carvalho, Heitor de Paola entre outros insistissem na existência desta organização e do perigo que ela simboliza para o país, a grande imprensa calou-se. Nada foi noticiado. Apenas quando já era tarde demais para evitar que os objetivos políticos do Foro fossem alcançados, o próprio Lula tratou de revelar sua existência. Mas novamente a imprensa não deu muita importância ao assunto, deixando a pátria mãe dormindo distraída enquanto perigosas transações aconteciam.

Apesar de nossa preocupação com os escândalos de corrupção que ocorrem no país e seus milhões de reais desviados, estes são infinitamente menos grave do que a questão política em jogo. Nas últimas décadas, o debate político limitou-se a questões administrativas, de gestão ou de combate à corrupção, enquanto que a matéria política em si foi completamente esquecida. Política é a busca pelo controle do poder, não pelo controle do dinheiro. Ambos podem até estar relacionados, mas não são unidos. Um juiz, por exemplo, tem um poder muito maior que um rico empresário, visto que aquele tem o poder de decidir sobre a liberdade das pessoas, podendo, inclusive, mandar prendê-lo caso seja necessário.

Enquanto ficávamos preocupados se quem roubou mais foi o PSDB ou o PT, perdíamos algumas de nossas liberdades e, sem que percebamos, a sociedade foi sendo transformada através de uma poderosa engrenagem de engenharia social. A destruição dos valores familiares, religiosos, a banalização da atividade criminosa e a elevação de grupos minoritários ao status de intocáveis são apenas alguns exemplos do que realmente significa ter o poder político. Ele influi diretamente em nossas vidas. Pouco a pouco, fomos fazendo exceções que se tornaram regras e que se tornaram leis. Em breve, piscaremos os olhos e a pedofilia estará liberada e será ensinada na escola, como o é a educação sexual (coisa que deve ser aprendida em casa). O ensino do idioma, das ciências humanas e matemática foram relegados a um segundo plano diante da necessidade maléfica de ensinar e incentivar a sexualidade precoce a nossas crianças.

Todo este estratagema busca apenas um objetivo: dividir a sociedade e criar tensões que justifiquem que o Estado tenha cada vez mais controle sobre nossas vidas. Assim, sem que saibamos, nossa liberdade está sendo solapada progressivamente pelo governo que é apoiado por entidades de classe, ONGs, movimentos sociais, etc. que serão efetivamente eliminados quando souberem que o sonho comunista que almejam não passa de um verdadeiro terror estatal. Estas entidades apoiam as reformas política, econômica e de imprensa. Todas elas significam submeter a liberdade de todos os cidadãos (inclusive eles mesmos) ao Estado. Isso já acontece, apenas tornar-se-á lei. Sob aplausos, nossa democracia vai sendo enterrada.

No restante do continente latino-americano, a coisa também vai pelo mesmo caminho. Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, Uruguai, Peru, Nicarágua, El Salvador, República Dominicana e Brasil e Cuba possuem algo em comum. Todos são governados por partidos que são integrantes do Foro de São Paulo. Na Argentina, apesar do Partido Justicialista (de esquerda) não ser membro oficial, sua presidente é ligada ideologicamente a ele. No México, o Partido Revolucionário Institucional é filiado à Internacional Socialista. Temos, portanto, as onze maiores economias da região sendo governadas pela esquerda, sendo que destas, nove estão sob a subordinação do Foro de São Paulo. Não me parece ser acaso.

Podemos inferir, portanto, que estamos diante de um verdadeiro continente vermelho e isso não é delírio ou coisa de teórico da conspiração. Fala-se muito na tal “pátria grande”. Que seria este termo se não a transformação de toda a América Latina em um grande bloco socialista? (Aos fracos de memória, o socialismo e o comunismo são essencialmente internacionalista). Com que intenções busca-se criar a Escola Sul-americana de Defesa? Porque um alto integrante do governo venezuelano vem ao Brasil trocar experiências com o MST? Porque seis mil médicos cubanos aportaram no país se a escola cubana de medicina não teria capacidade de formar este montante de profissionais para atender ao programa “Mais Médicos” e à sua própria demanda? Porque a instrução do Exército Brasileiro tem se focado para as chamadas Operações de Garantia da Lei e da Ordem, deixando em segundo plano aquela voltada ao conflito bélico?

Há os que defendem que o conflito entre nações é coisa do passado, que não poderá acontecer. Mas a configuração geopolítica atual de nossos vizinhos torna esta afirmação débil, especialmente se lembrarmos de que a Venezuela vem adquirindo material bélico e formando uma quantidade gigantesca de reservistas. Ainda, não podemos esquecer que aquele país é aliado do Irã, Rússia e China. Só o pessoal do bem... Abre-se, inclusive, a possibilidade da instalação de uma base militar russa no continente. E os russos... Bem, não é preciso falar muito sobre eles não é mesmo? 

Soma-se a isso o fortalecimento da UNASUR e agora a criação da Escola Sul-americana de Defesa que irá modificar por completo a formação militar (no meu ver, preparando as Forças Armadas para se tornarem aptas a atacar sua própria população) isto dito por alguns Ministros de Defesa. O próprio emprego das forças militares em operações de polícia é mais um indício de que há algo de muito estranho no país. Força Armada não é força policial. Se quiserem empregá-la, que se decrete o Estado de Sítio.

É preciso entender que, diante do quadro atual, tudo o que importa aos partidos que governam virtualmente toda a América Latina é “a causa”. Não há interesse nacional que se sobreponha aos interesses da ideologia socialista. Sob este aspecto, não seria estranho se, no caso de impeachment de Dilma ou intervenção militar, Forças Armadas de nossos vizinhos viessem a seu socorro. Estão todos unidos via Foro de São Paulo. Foram décadas de planejamento para conquistar aqui o que se perdeu no Leste Europeu; e eles fizeram o que se propuseram a fazer. Não entregarão o principal financiador da pátria grande assim de presente. (sim, o Brasil é o principal financiador da futura União das Repúblicas Socialistas da América do Sul (UNASUR), através de empréstimos via BNDES a Cuba, Venezuela ou ao “doar” refinarias da Petrobrás ao cocalero Evo Morales).

O Brasil somente não caiu porque suas Forças Armadas ainda não estão ao lado deles. Ainda. O avanço das ações para trazê-las para o lado da “causa” têm se intensificado nos últimos anos. A população brasileira encontra-se dividida como poucas vezes se viu, mas não há um único político ou líder que represente a voz daqueles que disseram não ao PT. E este pessoal saiu da apatia e partiu para a ação através de protestos e mobilizações que são sabotadas pela mídia nacional (grande novidade!). Alguns acreditam que podemos estar próximos de uma guerra civil enquanto outros afirmam que um confronto bélico entre Exércitos Nacionais é ainda mais provável caso Dilma e o PT sejam expurgados. Juntando todas as peças que compõem o quebra-cabeças, fico com a segunda opção. Parece hora de recordarmos um antigo ditado: a coisa tá russa!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Donos da Verdade

Em Porto Alegre, a avenida Castelo Branco teve seu nome mudado por força do vereador Pedro Ruas, do PSoL (só podia né) para avenida da Legalidade e da Democracia. Ainda, na capital dos gaúchos, foi erguido um memorial em nome de Luis Carlos Prestes, celebrado como herói embora tenha sido treinado na Rússia para fazer a revolução no Brasil. Por fim, no Rio de Janeiro, Chico Alencar (PSoL), quer mudar o nome da Ponte Rio-Niterói de Presidente Costa e Silva para... Betinho.

Entrar no mérito de cada uma dessas questões demandaria um texto separado para cada um e este não é o objetivo deste em particular. A questão aqui é outra. Como Stálin fizera na antiga URSS, o governo petista e suas linhas auxiliares apaga das "fotografias" tudo o que não lhe é conveniente. Não seria surpresa se, em alguns anos, nossos estudantes fossem convencidos de que todas as obras realizadas na História do Brasil são creditadas ao governo do PT. Pode parecer loucura, mas é o que pode acontecer.

Controlar o passado é controlar o futuro, como dizia George Orwell em "1984", distopia cada vez mais próxima de se tornar realidade em terras tupiniquins; e quem controla o presente, controla o passado. Assim, progressivamente a história vai sendo inventada ao bel prazer da esquerda até que todos os seus opositores sejam esquecidos e deturpados. É precisamente isso o que estamos presenciando a cada dia que passa. Os nomes daqueles que fizeram o país estão sendo substituídos por falsos heróis como Che, Betinho, Brizola, Marighella ou Lamarca, dentre outros. 

Paralelamente a esta ação, junta-se a Comissão da Verdade que, novamente citando Orwell, faz o papel de Ministério da Verdade, cuja função primária é transformar a verdade em mentira e a mentira em verdade. O objetivo é claro aqui: destruir tudo aquilo que seja contrário aos interesses do partido e revelar/inventar tudo aquilo que seja favorável a ele; precisamente o que a personagem Winston Smith fazia. Uma comissão que já nasce com a finalidade de descobrir a verdade apenas confirmará aquilo que seus chefes já determinaram como sendo.

A história, assim como a verdade, não é relativa. Ambas não possuem duas faces como muitos querem nos fazer crer. A primeira não pode ser reescrita, mas inventada. A segunda não pode ser dúbia. Ambas, entretanto, sofrem os efeitos das distorções causadas pelos seus observadores. Para corrigi-las, é necessário que se tenha o maior número de provas e evidências possíveis. Como pode, então, um grupo escolhido pela Presidência da República ser responsável por determinar o que aconteceu e o que deixou de acontecer no Brasil? É evidente que um grupo assim não possui qualquer credibilidade para ser o porta-voz da verdade histórica do país.

Fosse intenção do governo a busca pela "verdade", não haveria qualquer necessidade de se nomear quem quer que fosse para estudar os chamados arquivos da ditadura. A solução era muito, mas muito simples: bastava que eles fossem abertos a qualquer pessoa que quisesse consultá-lo. O problema é que muitos Senadores, Deputados e até a Presidente teriam suas máscaras retiradas e a sua verdadeira natureza exposta.

Certamente os arquivos serão abertos ao público. Para isso, basta apenas que a Comissão da Verdade termine o seu trabalho de adulterá-los, eliminar aquilo que incrimina seus superiores e salvar/inventar o que exalta seus ídolos. Só assim teremos nossas ruas, praças e avenidas nomeadas em honra a assassinos, terroristas, traidores sem que a população se dê conta de que está olhando para um passado inventado pelo partido que a aprisiona.