domingo, 14 de dezembro de 2014

O Continente Vermelho

Quando o Muro de Berlim veio a baixo, declarou-se que a história tinha terminado. O comunismo fora finalmente destruído e o sistema capitalista triunfou sobre a economia planificada. Não faria mais sentido, pois, falar em uma ameaça vermelha contra os países livres. Mas teria o comunismo realmente morrido com a queda do muro? Não.

Como bem mostra Heitor de Paola em seu imprescindível “O Eixo do Mal Latino-americano e a Nova Ordem Mundial”, o comunismo não terminou com a reunificação alemã. Este sistema tem a capacidade virtualmente ilimitada de se reinventar, criar crises e fazer-nos crer que ele foi derrotado enquanto, na verdade torna-se mais forte. Foi assim com o conflito sino-soviético, com a Glasnost e a Perestróika; foi assim com a queda do Muro de Berlim. Crises e mudanças que pareciam determinar o fim do comunismo, mas que foram criadas por ele mesmo. E muita gente caiu na historinha. Aqueles que continuaram afirmando que a coisa ainda não tinha desaparecido foram tratados como loucos idiotas ou teóricos da conspiração. 

Em 1990, Lula e Fidel Castro fundaram o Foro de São Paulo, organização internacional de coordenação política com o objetivo de recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu. Este organismo supranacional de esquerda juntou partidos políticos e organizações armadas como o MIR, as FARC e o ELN. No Brasil, PT, PC do B, PSB, PDT e PPS entre outros são membros do Foro. Sim mas... E daí?

Ocorre que, não obstante que jornalistas e filósofos como Graça Salgueiro, Olavo de Carvalho, Heitor de Paola entre outros insistissem na existência desta organização e do perigo que ela simboliza para o país, a grande imprensa calou-se. Nada foi noticiado. Apenas quando já era tarde demais para evitar que os objetivos políticos do Foro fossem alcançados, o próprio Lula tratou de revelar sua existência. Mas novamente a imprensa não deu muita importância ao assunto, deixando a pátria mãe dormindo distraída enquanto perigosas transações aconteciam.

Apesar de nossa preocupação com os escândalos de corrupção que ocorrem no país e seus milhões de reais desviados, estes são infinitamente menos grave do que a questão política em jogo. Nas últimas décadas, o debate político limitou-se a questões administrativas, de gestão ou de combate à corrupção, enquanto que a matéria política em si foi completamente esquecida. Política é a busca pelo controle do poder, não pelo controle do dinheiro. Ambos podem até estar relacionados, mas não são unidos. Um juiz, por exemplo, tem um poder muito maior que um rico empresário, visto que aquele tem o poder de decidir sobre a liberdade das pessoas, podendo, inclusive, mandar prendê-lo caso seja necessário.

Enquanto ficávamos preocupados se quem roubou mais foi o PSDB ou o PT, perdíamos algumas de nossas liberdades e, sem que percebamos, a sociedade foi sendo transformada através de uma poderosa engrenagem de engenharia social. A destruição dos valores familiares, religiosos, a banalização da atividade criminosa e a elevação de grupos minoritários ao status de intocáveis são apenas alguns exemplos do que realmente significa ter o poder político. Ele influi diretamente em nossas vidas. Pouco a pouco, fomos fazendo exceções que se tornaram regras e que se tornaram leis. Em breve, piscaremos os olhos e a pedofilia estará liberada e será ensinada na escola, como o é a educação sexual (coisa que deve ser aprendida em casa). O ensino do idioma, das ciências humanas e matemática foram relegados a um segundo plano diante da necessidade maléfica de ensinar e incentivar a sexualidade precoce a nossas crianças.

Todo este estratagema busca apenas um objetivo: dividir a sociedade e criar tensões que justifiquem que o Estado tenha cada vez mais controle sobre nossas vidas. Assim, sem que saibamos, nossa liberdade está sendo solapada progressivamente pelo governo que é apoiado por entidades de classe, ONGs, movimentos sociais, etc. que serão efetivamente eliminados quando souberem que o sonho comunista que almejam não passa de um verdadeiro terror estatal. Estas entidades apoiam as reformas política, econômica e de imprensa. Todas elas significam submeter a liberdade de todos os cidadãos (inclusive eles mesmos) ao Estado. Isso já acontece, apenas tornar-se-á lei. Sob aplausos, nossa democracia vai sendo enterrada.

No restante do continente latino-americano, a coisa também vai pelo mesmo caminho. Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, Uruguai, Peru, Nicarágua, El Salvador, República Dominicana e Brasil e Cuba possuem algo em comum. Todos são governados por partidos que são integrantes do Foro de São Paulo. Na Argentina, apesar do Partido Justicialista (de esquerda) não ser membro oficial, sua presidente é ligada ideologicamente a ele. No México, o Partido Revolucionário Institucional é filiado à Internacional Socialista. Temos, portanto, as onze maiores economias da região sendo governadas pela esquerda, sendo que destas, nove estão sob a subordinação do Foro de São Paulo. Não me parece ser acaso.

Podemos inferir, portanto, que estamos diante de um verdadeiro continente vermelho e isso não é delírio ou coisa de teórico da conspiração. Fala-se muito na tal “pátria grande”. Que seria este termo se não a transformação de toda a América Latina em um grande bloco socialista? (Aos fracos de memória, o socialismo e o comunismo são essencialmente internacionalista). Com que intenções busca-se criar a Escola Sul-americana de Defesa? Porque um alto integrante do governo venezuelano vem ao Brasil trocar experiências com o MST? Porque seis mil médicos cubanos aportaram no país se a escola cubana de medicina não teria capacidade de formar este montante de profissionais para atender ao programa “Mais Médicos” e à sua própria demanda? Porque a instrução do Exército Brasileiro tem se focado para as chamadas Operações de Garantia da Lei e da Ordem, deixando em segundo plano aquela voltada ao conflito bélico?

Há os que defendem que o conflito entre nações é coisa do passado, que não poderá acontecer. Mas a configuração geopolítica atual de nossos vizinhos torna esta afirmação débil, especialmente se lembrarmos de que a Venezuela vem adquirindo material bélico e formando uma quantidade gigantesca de reservistas. Ainda, não podemos esquecer que aquele país é aliado do Irã, Rússia e China. Só o pessoal do bem... Abre-se, inclusive, a possibilidade da instalação de uma base militar russa no continente. E os russos... Bem, não é preciso falar muito sobre eles não é mesmo? 

Soma-se a isso o fortalecimento da UNASUR e agora a criação da Escola Sul-americana de Defesa que irá modificar por completo a formação militar (no meu ver, preparando as Forças Armadas para se tornarem aptas a atacar sua própria população) isto dito por alguns Ministros de Defesa. O próprio emprego das forças militares em operações de polícia é mais um indício de que há algo de muito estranho no país. Força Armada não é força policial. Se quiserem empregá-la, que se decrete o Estado de Sítio.

É preciso entender que, diante do quadro atual, tudo o que importa aos partidos que governam virtualmente toda a América Latina é “a causa”. Não há interesse nacional que se sobreponha aos interesses da ideologia socialista. Sob este aspecto, não seria estranho se, no caso de impeachment de Dilma ou intervenção militar, Forças Armadas de nossos vizinhos viessem a seu socorro. Estão todos unidos via Foro de São Paulo. Foram décadas de planejamento para conquistar aqui o que se perdeu no Leste Europeu; e eles fizeram o que se propuseram a fazer. Não entregarão o principal financiador da pátria grande assim de presente. (sim, o Brasil é o principal financiador da futura União das Repúblicas Socialistas da América do Sul (UNASUR), através de empréstimos via BNDES a Cuba, Venezuela ou ao “doar” refinarias da Petrobrás ao cocalero Evo Morales).

O Brasil somente não caiu porque suas Forças Armadas ainda não estão ao lado deles. Ainda. O avanço das ações para trazê-las para o lado da “causa” têm se intensificado nos últimos anos. A população brasileira encontra-se dividida como poucas vezes se viu, mas não há um único político ou líder que represente a voz daqueles que disseram não ao PT. E este pessoal saiu da apatia e partiu para a ação através de protestos e mobilizações que são sabotadas pela mídia nacional (grande novidade!). Alguns acreditam que podemos estar próximos de uma guerra civil enquanto outros afirmam que um confronto bélico entre Exércitos Nacionais é ainda mais provável caso Dilma e o PT sejam expurgados. Juntando todas as peças que compõem o quebra-cabeças, fico com a segunda opção. Parece hora de recordarmos um antigo ditado: a coisa tá russa!

Um comentário:

  1. Ainda acredito na hipótese de uma guerra civil como algo mais provável que uma invasão castelhana, mas a essa altura do campeonato não dá para duvidar de mais nada.

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