terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Fim - Parte 2

A crise demográfica do Ocidente, devido à queda na taxa de natalidade da população, abriu caminho para que se justificassem os movimentos migratórios. A Europa, notadamente, passou a contar com um crescimento vegetativo da população próximo a zero ou mesmo negativo. Assim, a escassez da mão de obra foi algo inevitável, principalmente para a execução de trabalhos braçais. Esta é a justificativa mais utilizada para que se abrissem as fronteiras aos imigrantes. Estes passam a ser fundamentais para a sustentabilidade econômica dos países.
Mergulhada em um mar esquerdista, as políticas sociais europeias são muito atraentes para os imigrantes. Eles contam com auxílio do governo para que possam viver na Europa e recebem toda sorte de benefícios sociais. Estas regalias, claro, não sai do bolso de nenhum governante, mas de cada cidadão europeu que, tributado pesadamente, passa a financiar a imigração. É a aplicação do Estado de Bem Estar Social.
Muitos grupos foram atraídos pelas oportunidades que se abrem no velho continente, notadamente naqueles países que foram colônias europeias em anos não muito distantes. E estes países são, em sua grande maioria, islâmicos. Abre-se, assim, duas justificativas para que aqueles que professam o islamismo migrem para a Europa: a possibilidade de morar em um país de primeiro mundo e a oportunidade de por em prática a Hégira (Hijrah), que nada mais é do que a Jihad pela imigração. E foi o que aconteceu.
Conforme o número de imigrantes foi aumentando começaram a surgir pressões para que este grupo pudesse ter participação na vida política dos países que os receberam. Tudo, claro, em nome da democracia. O continente europeu, então, oferece a combinação perfeita de duas condições que vão facilitar o crescimento do islão em seu território: democracia e cristianismo. No primeiro, temos a liberdade do livre pensar, falar, opinar e manifestar. No segundo, temos a tolerância religiosa que não vê mal algum que muçulmano pratiquem sua religião.
A combinação desses dois fatores com o islamismo, fez com que os imigrantes passassem a exigir do Estado que os recebeu o direito a professarem  sua fé. E ganham. A seguir, passam a implementar um poder islâmico paralelo, com a Sharia sendo aplicada ao arrepio da legislação nacional. A seguir, eles começam a se reusar a receber ordens e cumprir as leis dos governantes locais, posto que estes não são islâmicos, não aplicam a Sharia e, portanto, não tem legitimidade.
Como consequência, surgem grupos em países como a Alemanha, Suécia, Finlândia, França e Reino Unido que passam a perseguir a população (majoritariamente cristã) e exigir que o islão passe a ser ensinado nas escolas. Estes grupos atacam pessoas e praguejam contra o governo que os acolheu, alimentou e lhes deu segurança. 
Sem disparar um único tiro ou se envolver em qualquer combate militar, o islão vai se expandindo no Ocidente que assiste, impotente e atônito à sua própria destruição. O politicamente correto faz com que a pessoas percam a noção do quão perigoso é o islão e de quão violento ele é. Pouco a pouco, e sem que ninguém perceba, o hemisfério ocidental, começando pela Europa, está se tornando um grande conjunto de países islâmicos. E ninguém parece se importar.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O Fim - Parte 1

Durante a última metade do século XX, vimos eclodir uma série de mudanças profundas em nossa sociedade. Passamos por uma chamada revolução social e cultural que tinha como objetivo libertar os ditos oprimidos do jugo dos "opressores históricos". Para que essa abolição acontecesse, foi necessário atacar o estamento religioso e familiar do Ocidente. Assim, enfraqueceu-se o Cristianismo e as relações parentais em nome do desenvolvimento econômico e da "liberdade".
Dentre tantas mudanças, o comportamento e papel da mulher na sociedade foi o que mais modificou-se. O movimento feminista passou a influenciar as jovens a serem iguais aos homens. Porém, esta igualdade apenas objetivou a liberdade sexual e a inserção no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, passou a demonizar aspectos tradicionais desempenhados pela mulher, como a dedicação à família e à criação da prole. O feminismo, enfim, escravizou as mulheres tanto quanto ele diz que os homens o fazem.
Fruto dessas modificações, acontece uma mudança de comportamento. As mulheres passam a priorizar suas carreiras em detrimento da construção de uma família. Com efeito, assistimos a uma queda vertiginosa das taxas de natalidade acompanhada da facilitação do desfazimento do núcleo familiar, através de processos de separação cada vez mais fáceis. Ainda, perde-se a noção de futuro. A sociedade passa apenas a pensar no presente, sem importar-se com as consequências que seus atos podem ter. O surgimento de movimentos pró-aborto é mais um elemento que surge com o intuito de garantir o “meu corpo, minhas regras”.
A grande conquista da revolução sexual e do feminismo foi, pois, o não-amadurecimento tanto do homem quanto da mulher. Não é à toa que mulheres na faixa dos 40 anos pensem que são adolescentes e passam a buscar um sem-número de parceiros para satisfazer seus desejos sexuais, estando casadas ou não, tendo filhos ou não. Muitas acabam ficando solteiras porque os homens que delas se aproximam sabe que elas servem apenas para seu alívio sexual e nada mais.
E o homem? Bem. A facilidade de encontros sexuais fortuitos e descompromissados causa um atraso enorme em seu amadurecimento. Se antes o homem tinha consciência de que a gravidez era algo natural de uma relação sexual, hoje ele sabe que não. Consequentemente, seu amadurecimento para assumir as funções de líder de uma família é atrasado. Ele acaba passando a viver como um adolescente até os 30 ou 40 anos. Afinal, sombram mulheres dispostas a uma relação sexual descompromissada. A tesoura corta dos dois lados e acabamos tendo uma geração de adultos que não passam de adolescentes birrentos, cheios de traumas e completamente desnorteados.
Toda esta situação é vista como libertadora, desejável e revolucionária por aqueles que a vivem. Mas não é. O papel que os homens e mulheres do Ocidente estão desempenhando hoje são o de agentes de sua destruição. Afinal, taxas de natalidade abaixo de 2 filhos por casal causa um dano irreversível ao sustento da sociedade. Não há registro de qualquer cultura que tenha sobrevivido com uma taxa tão baixa. Sua destruição é inevitável. E a redução do número de filhos por casal é fruto direto da árvore da contra-cultura do século passado.

Alguns podem pensar que isto é coisa de machista. Mas não é. Enquanto a Europa possui uma taxa de natalidade média de 1,3 filho por casal, os imigrantes muçulmanos que chegam ao continente têm entre 6 e 8 descendentes. Não é preciso ser um grande matemático para entender que, em meio século, a Europa estará sob o domínio islâmico, pois assim será a maioria de seus habitantes. A imigração desenfreada aliada à baixa taxa de natalidade do Ocidente é o caminho para a sua destruição. Como o processo é lento e poucos se dão ao trabalho de o analisar, parece que não está acontecendo. Mas está. 
O tempo está cada vez mais curto. Reverter esta situação está cada vez mais difícil, para não dizer impossível. Continuemos inertes e nossos filhos e netos estarão professando o islã. Queiram eles ou não.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Multiculturalismo Suicida.

A tradição e a cultura são definidoras de uma nação, de um povo. Por elas, podemos identificar as características e peculiaridades que os tornam diferentes entre si. São elas que garantem  a determinado grupo uma raiz comum que cria vínculos invisíveis, mas fortes, entre pessoas que jamais se conheceram, ou que não dividam o mesmo espaço territorial.
Dentre os vários componentes que formam a cultura, a religião certamente é o mais importante, posto ser ela o amálgama de qualquer civilização. Quanto mais forte o sentimento religioso de uma população é, tão mais forte será sua capacidade de resistir, perseverar e sobreviver em um mundo repleto de outras crenças, povos e culturas; o famoso mundo multicultural.
Este multiculturalismo existe desde a aurora da civilização. Mas isso não significa dizer que as nações são multiculturais. Afinal, uma cultura superior sempre dominará uma inferior. Foi assim quando da criação do Império Egípcio, cuja cultura influenciou e dominou o norte da África, com a cultura grega, que se infiltrou na romana e perdura até os dias de hoje e, por fim, com o judaico-cristianismo, que é o alicerce cultural de toda a civilização Ocidental.
Ocorre que, nos últimos 50 ou 60 anos, o legado judeu e cristão que nos foi deixado vem sofrendo ataques sistemáticos de todas as formas. Produções artísticas, filosóficas religiosas e literárias fizeram um esforço tremendo para que o Ocidente "se libertasse da opressão". Em contrapartida, religiões e culturas alternativas ganharam um impulso sem precedentes na nossa História, minando primeiramente o Cristianismo e, a seguir, toda a alta cultura. O resultado é o enfraquecimento de valores religiosos, morais e artísticos, ao ponto de um bando de homens, tocando e cheirando o ânus uns dos outros, ser considerado arte.
Estes ataques acabaram por dividir-nos e enfraquecer-nos. Valores morais foram postos de lados e o valor d vida humana passou a valer menos do que a de um animal. Passamos a ser tolerantes com culturas alienígenas, mesmo que elas não sejam tolerantes com a nossa. Passamos a tirar símbolos religiosos de nossas repartições públicas por ofenderem uma minoria. Lentamente, estamos nos tornando escravos desta minoria.
Passamos a dar abrigos a refugiados muçulmanos, que daqui a dois ou três anos, estarão gritando contra nossa cultura, nossos símbolos e nossa religião. E achamos tudo isso a coisa mais normal do mundo. Mais tarde, esses refugiados passarão a assaltar, estuprar, bradar contra a Cruz e pedir a aplicação da Sharia. E nós iremos ceder. Não é devaneio: está acontecendo na Europa (não, isso não é coisa de uma minoria radical: o mais moderado islâmico é um radical).
As levas de refugiados e imigrantes que professam o islã que chega à Europa é assustadora. E todos ganharão abrigo e dinheiro, financiados por cidadãos europeus, cristãos em suas grande maioria. São recebidos com cartazes de boas vindas nas estações de trem da Alemanha para, em seguida, formarem grupos que irão oprimir aqueles que calorosamente receberam. São recebidos pela Igreja (por recomendação de Francisco) para, em seguida, destruir símbolos como o da Santa Virgem Maria. Tudo porque a Europa se orgulha de ser um continente multicultural. E é este multiculturalismo europeu que causará o suicídio do continente.
Com uma cultura heterogenia e em frangalhos, a Europa e o Ocidente tornam-se presa fácil para uma nação que possui uma sólida cultura e uma sólida religião, como é o caso dos islâmicos.
Este estado de coisas só foi possível porque o Ocidente tem uma combinação perfeita para tal: democracia e cristianismo... Deste, vem a tolerância e a compaixão; daquela, vem a liberdade de expressão e as liberdades individuais.
Suas maiores virtudes são também seus pontos mais fracos.

domingo, 8 de novembro de 2015

Aborto: "O Estado é Laico!". E daí?

Quando algum grupo minoritário quer impor sua vontade sobre a maioria, imediatamente apelam para a laicidade do Estado. Obviamente, isso implica em atacar valores religiosos na defesa de suas posições. Foi o que aconteceu recentemente em um vídeo com alguns artistas idiotas defendendo a legalização do aborto. O recado desses abortistas (e outros istas) é a de que o Estado é Laico. Como se isso fosse uma espécie de salvo conduto para que se cometa qualquer coisa que vá de encontro aos valores religiosos. 
O Estado é a representação política de um povo e seu território. O fato dele ser laico não significa que seu povo também o seja. Ele é a soma das partes que o compõe. No caso brasileiro, por ser democrático, deve se esperar que o Estado reflita as aspirações da maioria de sua população. E os valores religiosos desta população (que no Brasil é de maioria cristã) precisam ser respeitados, mesmo ao arrepio da vontade daqueles que se autodeclaram representantes da população. Aliás, pessoas alienadas, como esses artistas do vídeo, desconhecem por completo a importância que a religião tem e teve na evolução da humanidade.
O surgimento da religião foi de importância fundamental para o desenvolvimento da civilização. Aliás, é ela a responsável pelo seu surgimento e da família. A noção da imortalidade da alma, presente em virtualmente todas as religiões, foi o fundamento sobre o qual se ergueu o núcleo familiar. Foi este o conceito responsável pelo culto à memória daqueles que morreram, formando o que chamamos hoje de laços familiares. É por isso que toda e qualquer civilização têm na religião e na família, seus dois pilares de sustentação.
As primeiras organizações humanas com alguma formação semelhante ao que conhecemos hoje, baseavam-se em uma estrutura principal: o templo. Cidades-Estados surgiram em torno de seus locais de adoração. Estes eram o seus centros nevrálgicos e não é difícil entender o por quê. Todo o sistema moral e legal estava concentrado nos templos.
Foi a religião, pois, a responsável pelo surgimento do que conhecemos hoje como legislação civil. Assim, a religião de determinado povo ou civilização acabam os definindo. Ao abandoná-la, inicia-se sua extinção. Todas as civilizações duraram enquanto durou a sua religião. 
Sem o surgimento dela, não teríamos leis, normas ou coisas do gênero. O conceito no qual as leis civis foram baseadas derivam diretamente de valores religiosos. Entretanto, esta não é sua principal importância.
Colocar-nos em contato com Deus e dar a noção de que seremos julgados por todos os atos que praticarmos... Esta é a principal importância da religião. É este conceito fundamental que garantiu e garante ordem à sociedade. Afinal, uma condenação eterna assusta muito mais do que 10 ou 20 anos de cadeia! São os valores religiosos que trazem ao homem sentimentos como amor ao próximo, caridade, compaixão e perdão. É por isso que, até mesmo os ateus, sabem da importância que tem a religião na organização e formação da sociedade (mesmo não acreditando em Deus).
Impor à maioria que o aborto é direito da mulher é nada além de canalhice e vigarice. Ali está uma vida (ou a possibilidade de uma vida) de um ser completamente inocente das circunstâncias que o geraram. Sobre seus ombros, cai o peso da responsabilidade daqueles que o geraram. É a injustiça suprema, e a indefesa criatura paga, com sua vida, uma dívida da qual é completamente isenta.
O Estado é Laico. E daí? O povo não é.

PS: antes de começar com mimimi de "mas em caso de estupro" saiba que a campanha pró-morte dos abortistas visa a legalização do aborto sob qualquer circunstância.
PPS: vocês deveriam erguer as mãos aos céus e agradecer que o Estado Laico brasileiro é composto de um povo cristão. Porque se fosse composto por um povo islâmico, 80% desses artistas, gayzistas e outros istas já estariam pendurados em forcas e praça pública.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O Impeachment.

A derrota do governo no TCU, que reprovou as contas do orçamento da presidente Dilma, alimentou ainda mais a possibilidade da abertura do processo de impedimento. Inúmeras são as razões que podem ser alegadas para que a chefe do Poder Executivo federal seja defenestrada de sua cadeira no Palácio do Planalto. O cerco está ficando cada vez mais apertado.
Os defensores do governo, petistas pagos a mortadela ou partidários iludidos, alegam que qualquer tentativa de tirar a presidente do poder é um golpe. Nada mais falso. Além de previsto em Lei, a própria Constituição Federal de 1988 afirma que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Óbvio: a legitimidade do eleito reside no suporte dos eleitores. Poder retirar da direção da nação aqueles que, por entendimento do povo, não têm condições de governar é um pilar elementar do regime democrático.
Motivos não faltam: escândalo da Petrobrás, compra do Congresso Nacional, sistema eleitoral com grande indício de fraude, associação e subordinação do Partido dos Trabalhadores a uma organização internacional, Foro de São Paulo, o que, pela Lei eleitoral é crime passível de cassação do registro do Partido, descontrole fiscal. Vemos que até mesmo Lula deveria ter sofrido o impedimento e o PT, extinto. Nada ocorreu. E são crimes graves. Muito maiores do que aquilo que levou Collor ao impedimento.
O processo, aliás, não aconteceu porque o Partido dos Trabalhadores pulsa nos corações e mentes dos sindicatos, imprensa, meio estudantil e docente, entidades de classe e movimentos “sociais”. Só por isso, Dilma, Lula, PT e todos os demais envolvidos nesses crimes não caíram. Mas a maré pode virar. Aliás, não seria surpresa se próprio PT apoiasse o processo ou a renúncia de Dilma.
Para os que querem uma mudança significativa e profunda na estrutura política, econômica e social, não basta apenas a queda da presidente. É preciso que seja feita uma verdadeira devassa em todos os setores da república que foram aparelhados pelo PT, e isso inclui desde o ensino fundamental até a Suprema Corte, passando evidentemente pelas Forças Armadas. É preciso decretar a ilegalidade do Foro de São Paulo, a extinção do PT e a proibição da ideologia comunista. É preciso algo semelhante a “Operação Lava Jato”, mas de proporções internacionais. Só assim teríamos a  mudança que esperamos.
Para aqueles que pensam ser o simples impeachment de Dilma a solução para a profunda crise que vive o país (e ela atinge todos os setores da sociedade) é preciso ter em mente o seguinte: o movimento comunista internacional, ao qual o PT é membro e articulador nas Américas, tem uma longa tradição de se “auto sabotar” para salvar-se. Foi assim com a guerra sino-soviética ou as famosas glasnost e perestroika russas. Mesmo a queda do muro de Berlim pode ser interpretada como uma mudança do comunismo com o intuito de se fortalecer. Afinal, nada melhor do que fazer com que todos o deem como morto para continuar agindo sem ser notado.

Nesse contexto, o expurgo de Dilma da presidência da República pode ganhar, com dito anteriormente, o poio do próprio PT. Não se enganem! Dentro da engrenagem estratégica desenhada para a América Latina via Foro e UNASUL, ela é nada mais que um peão em um jogo de xadrez. Se tiver que ser sacrificada pela causa, será.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Momento Certo

Saber quando agir é tão ou mais importante do que a ação em si. Identificar a hora certa, o onde e o quando são fundamentais para que tenhamos sucesso. Seu erro, por outro lado, é a garantia quase certa da derrota. Na arte da guerra, isso fica ainda mais claro.
A história está repleta de exemplos do quão importante foi a escolha da hora da ação.  Da Batalha de Kadesh à eliminação de Bin Laden podemos encontrar, ao longo da história, os sucessos e fracassos que a escolha do momento determinou a povos, exércitos, nações ou mesmo civilizações inteiras. Tão ou mais importante que o “como fazer” é o “quando e onde fazer”. E hoje, estamos em um desses momentos.
O cenário que se desenha desde pelo menos dez anos atrás, nos conduz para que cheguemos a uma reunião de características que possibilitam, a um bom estrategista, a escolha do local e da hora da ação. O cenário hoje é o seguinte: elevada tensão no Oriente Médio, notadamente nos países islâmicos. Crise econômica europeia e a consolidação do poder político dos partidos de esquerda no continente. Degradação moral no ocidente, causada pela estratégia socialista, com o enfraquecimento do cristianismo. Enfraquecimento do poderio dos EUA, cujo presidente é simpático ao islamismo e adota a política da não intervenção.
Esses fatores nos levam a algumas conclusões: as tensões no Oriente Médio faz com que ocorram deslocamentos de grande contingente populacional das áreas afetadas. A crise europeia faz com que a procura por mão de obra mais barata aumente, a fim de que se diminuam os custos. Por consequência, a Europa busca nos imigrantes a solução para o problema da mão de obra. É precisamente o que estão fazendo países como a Alemanha, o Reino Unido, a França e os países nórdicos.
A crise moral do Ocidente e o enfraquecimento do cristianismo faz com que setores da sociedade busquem a retomada da moralidade europeia através de aliados improváveis como o Islã ou a Rússia de Putin. A esquerda, internacionalista, busca incentivar a vinda de imigrantes dando-lhes polpudos incentivos estatais, tolerância religiosa e a possibilidade de que obtenham total cidadania. Enquanto isso, os EUA diminuem seus esforços no combate ao terrorismo islâmico.
Em suma, o Ocidente jamais passou por um momento tão vulnerável como agora. Em nenhum outro momento da história tantos fatores se uniram para que seja justificada a ocorrência de um processo de migração que pode vir a ser o maior da História. Em nenhum outro momento o islamismo teve a oportunidade de entrar no seio do cristianismo e destruí-lo. Porque é isso o que vai acontecer. Aliás, já está acontecendo.
No Reino Unido, França, Itália e Alemanha, por exemplo, são inúmeros os protestos de muçulmanos contra a atuação da polícia e contra as leis desses Estados por não seguirem a Sharia. Cristãos são hostilizados de todas as formas e há verdadeiros enclaves teocráticos islâmicos no território europeu. Em breve, com sua taxa de natalidade muito maior do que a dos nativos europeus, o continente será parte do Califado. A imigração em massa apenas acelerará o processo.
Estamos, enfim, no momento ideal para que a Europa seja tomada de assalto pelo islamismo. A inércia dos EUA, a eficiência da esquerda em destruir as identidades nacionais e o fanatismo religioso dos muçulmanos selará o seu destino. Para o islã, o momento do ataque é ideal. E este ataque está ocorrendo sem o disparo de um único tiro entre forças armadas europeias e islâmicas.

Resta esperarmos pela reação do Ocidente a essa verdadeira invasão bárbara que ocorre em pleno século XXI... Mas parece que, quando e se ela acontecer, o momento terá sido perdido. 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A Culpa é da Europa?

Na beira de uma praia turca, o corpo de um menino sírio jaz. O navio de imigrantes do qual fazia arte naufragou, selando o seu destino. A imagem, forte em muitos sentidos, tocou o mundo: a crise migratória é realmente grave. Algo precisa ser feito. E adivinhe para quem sobrou? Sim, a Europa. A culpa pela tragédia, mesmo que indireta, recai sobre os ombros do velho continente e suas leis restritivas. "Se estas imagens com poder extraordinário de uma criança síria morta levada a uma praia não mudarem as atitudes da Europa com relação aos refugiados, o que mudará?" diz o Independent, claramente colocando o continente na parede. Que atitude espera esse e outros veículos de comunicação europeus? A abertura irrestrita das fronteiras européias aos refugiados? Certamente que sim. Mas será esta a solução?
Hoje existem no mundo dois grandes bodes expiatórios; cristãos e ocidentais. A eles são atribuídas todas as mazelas do mundo. Décadas de distorções históricas terminaram por colocar o Ocidente e o cristianismo como sendo os vilões a serem destruídos. Para muitos, bastava a Europa abrir suas fronteiras e a crise estava resolvida. Simples assim. Mas... Que tem a Europa com isso? Nada. Ou melhor, tudo.
A cristandade e os europeus são os responsáveis por essa tragédia. Sobre seus ombros, repousa uma dívida histórica que precisa ser paga: a dívida de não ter destruído o islã quando puderam. Afinal, demorou-se quase 1000 anos para que os europeus reagisse ao flagelo muçulmano que dominou o norte da África e o Oriente Médio. Se há uma responsabilidade da Europa na crise migratória, é essa: complacência para com o Islã.
Se a culpa histórica é  européia, não o é a presente. Só há um único responsável por essa tragédia das imigrações: a Síria e, por extensão, os muçulmanos. Ora, são eles que assassinam sem piedade todos os infiéis. São eles que decapitam os infiéis. São eles que impõe sua religião pela força. São eles que estão em disputa na Síria. A culpa é dos muçulmanos. Simples assim. Deixem a Europa fora desta.
O Ocidente, porém, não deve ficar parado. Deveria juntar todo o seu poder para invadir os territórios islâmicos mais instáveis e hostis, como a própria Síria, e destruir o Islã. Essa é a reação que deve ser feita, não condenações inócuas a esse ou àquele país em reuniões da ONU. Abrir as fronteiras de maneira indiscriminada, como muitos "entendidos" defendem, é assinar a certidão de óbito da Europa. Ou melhor, dar o golpe de misericórdia em um continente fadado a desaparecer como povo.
As ondas migratórias islâmicas na Europa serviram apenas para espalhar o islã no continente e impor a Sharia em países como Alemanha, Inglaterra e até a França. É comum vermos grupos de muçulmanos protestando contra o país que lhes dá abrigo. A conclusão é óbvia e cristalina: a imigração islâmica é a maior ameaça que a Europa enfrenta.
Um menino, morto na praia, em busca de melhores condições para viver é chocante. Mas consta que somente o malvados cristãos e europeus choram por sua morte. Nada parece vir do mundo árabe acerca disso. A abertura das fronteiras européias é tudo o que o islã sempre quis. Não seria de se surpreender que os conflitos que ocorrem na área do Oriente Médio sejam propositais, a fim de convencer a opinião pública de que a culpa é do Ocidente, e que ele deve dar asilo político e condições de sobrevivência para os refugiados. Os europeus abrem as fronteiras e, em menos de dez anos, estão vivendo sobre as regras da teocracia islâmica. 



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Bombas Atômicas: Sim, Foram Necessárias.

Na semana passada, lembramos os 70 anos do ataque nuclear às cidade de Hiroshima e Nagazaki. A explosão dos artefatos a fissão nuclear levou a destruição e o caos àquelas cidade japonesa. A arma bélica mais letal criado pela mente humana mostrou sua face cruel e destruidora ao varrer do mapa as duas cidades japonesas e causar cerca de 300 mil mortes.Não há duvida quanto à crueldade das bombas. Vidas humanas foram instantaneamente ceifadas. A grande maioria das vítimas eram civis.
A justificativa americana para esses ataques era a de que não havia outra maneira de os japoneses se renderem. Portanto, a demonstração do poderio destrutivo das bombas nucleares poderiam fazer com que o Japão, finalmente, se rendesse de forma incondicional. E foi o que acabou acontecendo. A questão que fica, entretanto, é a seguinte: a rendição japonesa era uma questão de tempo ou o bombardeio atômico foi realmente necessário?
Para que possamos responder a esse questionamento, é necessário que entendamos a formação social japonesa. O Japão era uma teocracia, onde o Imperador era encarado como o próprio Deus. Assim, a população não mediria esforços para sacrificar sua própria vida em seu nome. Não é à toa que o combate no Pacífico caracterizou-se por ser uma luta extremamente aguerrida, com os japoneses jamais se rendendo. Seria por demais ingênuo acreditar que o Exército Japonês se renderia justamente quando os aliados invadiriam o se território.
O que poucos sabem é que os aliados tinham sim um plano para invadir o Japão. Tratava-se da Operação Downfall. Esta jamais chegou a ser concretizada, principalmente devido aos altos custos de vidas humanas que seriam necessários para o seu sucesso. Essa operação seria desencadeada da seguinte maneira:
A primeira invasão tinha o nome-código de Operação Olímpico. Tratava-se de um assalto anfíbio nas primeiras horas da manhã do dia 01 de novembro de 1945. Quatorze Divisões desembarcariam contra posições fortificadas em Kyushu, a Ilha mais ao sul do arquipélago japonês, após um bombardeio aero-naval sem precedentes.A segunda, em 1º de março de 1946 "Operação Diadema" enviaria pelo menos 22 divisões contra 1 milhão de defensores japoneses na ilha principal de Honshu e Tokyo. Seu objetivo: a rendição incondicional do Japão.

Com exceção de uma parte da frota britânica no pacífico, a Operação Downfall seria uma operação estritamente americana. Seriam utilizados todo o corpo de Marines, toda a Força Naval do Pacífico, elementos da 7ª Força Aérea do Exército, a 8ª Força Aérea, a 10ª Força aérea e a Força Aérea Americana do Extremo Oriente. Mais de 1,5 milhão de soldados e outros 3 milhões em apoio, ou ceca de 40% de todos os homens em serviço às Forças Armadas Norte Americanas em 1945, estariam envolvidos. As baixas esperadas eram extremamente pesadas.
O almirante William Leahy estimou as baixas americanas em mais de 250 mil entre mortos e feridos apenas no assalto a Kyushu. O General Willoughby, chefe da inteligência do general MacArthur, o Supremo Comandante do Pacífico sudoeste, estimou as baixas americanas em 1 milhão no outono de 1946. A própria equipe de Willoughby considerou essas estimativas conservadoras.
Como podemos verificar, a estimativa para as baixas das forças invasoras era de cerca de 1 milhão e 250 mil pessoas. Ou seja, somente em baixas por parte do Exército aliado, o número superaria em 5 vezes as baixas causadas pelos ataques nucleares.
O presidente americano Truman aprovo os planos para a invasão em 24 de julho. Dois dias antes, as Nações Unidas emitiu a Proclamação de Potsdam, exigindo a rendição incondicional do Japão ou que aquele país enfrentasse a destruição total. Três dias depois, a agência japonesa de notícias transmitiu ao mundo que o Japão ignorara a proclamação e se recusaria a render-se. Durante esse período, o monitoramento das transmissões de rádios japonesas mostrou que o Japão tinha fechado todas as escolas e mobilizado os estudantes, tendo armado a população civil e fortificando cavernas e construções defensivas subterrâneas. A rendição não parecia ser uma "questão de tempo".
As defesas japonesas form subestimadas pela inteligência aliada. As aeronaves japonesas foram estimadas em não mais do que 2500. Entretanto, os japoneses tinham 12725 aviões de todos os tipos. Toda vila tinha algum tipo de atividade ligada à produção de aeronaves. Escondidas em minas, túneis ferroviários, sob viadutos e em porões de lojas de departamentos, trabalho estava sendo feito para a construção de aviões. A marinha japonesa tinha 40 submarinos, com capacidade disparar torpedos de longo alcance, 23 destróiers e 2 cruzadores.
Enfrentando as 14 divisões americanas em Kyushu, teriam 14 divisões japonesas, 7 brigadas mistas independentes, 3 brigadas blindadas e milhares de fuzileiros navais. Seriam 550 mil americanos contra 790 mil japoneses. Ainda, tratavam-se de tropas altamente treinadas, alimentadas e equipadas, muito diferente do que os americanos encontraram no Pacífico até então. Os defensores japoneses eram a elite fanática do Exército Imperial.
Os aliados enfrentariam inúmeros obstáculos, fortificações, armadilhas e embocadas. Seria uma guerra por metros ou centímetros, onde cada avanço custaria um número inestimado de vidas. Ainda, caso a Operação Olímpico tivesse acontecido, a população civil japonesa, inflamada pelo slogan "cem milhões morrerão pelo imperador e a Nação", estavam preparados para lutar até a morte. Cerca de 28 milhões de japoneses formavam a Força Nacional de Combatentes Voluntários. Eles eram armados com fuzis antigos, mines, coquetéis Molotovs e morteiros. Outros eram armados com espadas, arcos, machados e lanças de bambu. As unidades civis seriam utilizadas em ataques noturnos, inclusive suicidas, no ponto mais vulneráveis das posições americanas. Estima-se que 1000 pessoas, entre japoneses e americanos, morreriam a cada hora caso a operação fosse desencadeada.
Como se vê a rendição japonesa não era "uma questão de tempo". A formação cultural japonesa e os combates que foram travados no Pacífico mostram isso. Eram soldados extremamente aguerridos, fanáticos e dispostos a sacrificar suas vidas pelo Imperador sem pestanejar. E eram cruéis. Durante a invasão á China, milhares de mulheres chinesas foram decapitadas, estupradas e mortas, algumas segurando crianças em seus braços, numa inútil defesa contra lâmina da espada japonesa. Bebês eram atirados ao alto e aparados à baioneta. Sim, os japoneses foram extremamente cruéis e desumanos.
Dizer que o lançamento das bombas atômicas foi "um mero teste" é desconhecer completamente os fundamentos da arte da guerra. Crer que a rendição japonesa era uma questão de tempo é desconhecer por inteiro a sociedade nipônica. Tratar o Japão como "coitadinho" por ter sido alvo dos ataques nucleares é nada além de canalhice e falsificação da história. De fato, os artefatos nucleares pouparam o arquipélago japonês de sofrer um banho de sangue sem paralelo na História. Evidentemente, salvaram vidas americanas. E japonesas também. 
O impacto visual do grande cogumelo de fogo e destruição ceifando vidas humanas é realmente impressionante. Porém, mais forte ainda é um conflito sangrento envolvendo milhões de pessoas lutando e morrendo por cada palmo de território em busca da vitória. Não fossem as bombas atômicas darem fim à guerra, hoje provavelmente o Japão não existiria. 

sábado, 1 de agosto de 2015

A Crise das Crises

Há crises e crises. Geralmente, quando se fala em crise, imediatamente nos vem a mente a ideia de que ela é econômica. Invariavelmente, este é o seu esteriótipo: aumento do desemprego, aumento da inflação, queda da produção industrial, queda do crescimento do PIB, queda do valor da moeda e inúmeros pedidos de falência. Eis a crise.
Ocorre que o conceito de crise não fica restrito apenas ao aspecto econômico de uma sociedade ou país. Não obstante, qualquer aspecto da vida de um povo pode ser levado a uma situação de colapso, que pode pôr em jogo não apenas sua economia, mas sua própria existência.
O Brasil vive hoje um momento de crise. Não há como negá-la. Mas não é uma crise comum. Ela se estende para além da economia e atinge campos como a cultura, religião, educação, segurança, política e outros. Para que fosse perfeita, bastaria termos uma crise institucional que, ainda, não aconteceu (ou pelo menos não se manifestou).
Culturalmente, somos um país esfacelado. A substituição da alta cultura pela popular fez, com que o cenário intelectual artístico brasileiro se tornasse nada menos que medíocre. A elevação de manifestações populares de valor nulo aos patamares de nossos grandes artistas de outrora é o sintoma mais visível do mergulho ao fundo do poço no qual estamos. Hoje, qualquer pessoa que consiga fazer uma rima  ou escrever corretamente um parágrafo é catapultada à condição de gênio criativo. O mesmo acontece nas artes cênicas e plásticas. Crianças em danças sensuais, homens e mulheres seminuas ao som do funk sendo promovidos em rede nacional e o baixíssimo valor cultural de nossas telenovelas nos dão a dimensão de como estamos deteriorados.
No que tange à religião, nota-se um ataque implacável ao Cristianismo. Estes advém prioritariamente da produção televisiva, notadamente de telenovelas. Após levarem o catolicismo ao descrédito, as armas agora se voltam aos chamados evangélicos. Em contrapartida, há uma verdadeira campanha para a promoção da corrente espiritualista e espírita. Isso não é por acaso. Destruir as crenças religiosas de uma sociedade e substituí-las por outras é condição primordial para que se possa corrompê-la a ponto de se construir, sobre suas ruínas, uma nova realidade.
O sistema educacional brasileiro resume-se a uma única palavra: falido. Do nível primário ao superior, a educação brasileira especializou-se apenas em formar militantes. A pesquisa científica é pífia e a compreensão da língua pelos estudantes em todos os níveis é sofrível. O aluno aprende muita luta de classe, sexo, discriminação, ideologia política enfim, um sem número de "disciplinas" completamente inúteis. O resultado é o desempenho ridículo que temos nas avaliações internacionais. O fim da autoridade do professor em sala de aula (semente construtivista plantada por eles próprios) e a "pedagogia do amor", onde o aluno não pode ser reprovado, completam as reformas que tornaram o sistema de ensino do Brasil um dos piores do mundo.
Com a segurança, não acontece diferente. Uma legislação branda combinada com a ilusão progressista de que "cadeia ressocializa" transformaram o país em um campo de guerra. O discurso idiota da esquerda, que torna o criminoso uma vítima da sociedade, literalmente sitiou o cidadão comum. As forças policiais, além de mal remuneradas, são colocadas como vilãs do processo, mesmo quando arriscam suas vidas pelas nossas. Virou lugar-comum sair pela cidade e encontrar residências gradeadas, muradas e até com concertina, material usado tipicamente em presídios. A população é prisioneira em sua própria casa e, para completar, o governo retirou-lhe o direito à defesa por intermédio da posse de armas. A certeza da impunidade e a garantia de que a vítima estará indefesa tornaram o crime cada vez mais compensador.
Na área política a crise também é grave. A compra do Poder Legislativo pelo Executivo (mensalão) foi o maior atentado à democracia que já se praticou na História do Brasil. Sua importância, porém, é minimizada; é tratada apenas como mais um ato de corrupção, mas não é. Os escândalos envolvendo a Petrobrás, Correios e, muito provavelmente, o BNDES são motivos muito mais que suficientes para o impedimento da presidente. Collor caiu por muitíssimo menos. Como arremate, temos o Poder Judiciário extrapolando flagrantemente suas atribuições ao se tornar, de fato, legislador. Inúmeras são as Leis que são definidas ou modificadas pelo Supremo Tribunal Federal por intermédio de canetadas de juízes. Quem cria as Leis é o Legislativo, justamente por ele representar a população que elegeu seus integrantes. Transferir esta atribuição a um Judiciário aparelhado como o nosso além de mostrar a covardia de nossos Deputados e Senadores é um passo decisivo rumo a um governo cada vez mais totalitário.
Como se vê, a crise que vivemos não é algo estritamente econômico. Sim, temos uma na economia que vai ficar cada vez mais grave. Entretanto nossa crise é total e abrange, como visto, todo o espectro social. Vivemos em uma situação de grave ameaça à nossa própria identidade como povo e nação porque somos vítimas há, pelo menos, 40 anos de um processo de engenharia social que está nos transformando sem que possamos perceber, em virtude da lentidão dessas mudanças. 
Por incrível que pareça, ainda dá tempo de reagirmos e invertermos a situação. O problema é que o conserto de todo este estrago levará, pelo menos, duas gerações.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Democracia de um Lado Só

Marcelo Freixo, deputado pelo Partido Socialismo e Liberdade (talvez a maior incoerência que eu já vi) comemorou, em sua página no Facebook, o fato de a população grega ter votado contra estar na zona do Euro. Segundo ele, a voz do povo foi ouvida e os interesses do capital foram atingidos. Viva a democracia, bradou. Porém, bastou um singelo comentário de Bene Barbosa em seu post para termos uma ideia do que significa democracia para a esquerda. Ele disse estar esperando pelo apoio de Freixo ao referendo que derrubou o desarmamento. E o resto... Bem, o resto é silêncio.
A democracia, para a esquerda, não é um fim em si mesma, mas um meio para que ela consiga colocar seu projeto de poder em curso e de lá nunca mais sair. É por isso que regimes totalitários podem ser democráticos, como é o caso de Cuba, onde todos votam em candidatos... De um mesmo alinhamento ideológico. Assim, qualquer escolha democrática só é válida se estiver alinhada com os interesses do partido (aqui, em sentido lato). Do contrário, é fruto de uma "sociedade conservadora-fascista-porco-capitalista-reaça que precisa ser reeducada.
Esse é o motivo pelo qual os grandes projetos da agenda socialista não são levados à votação popular, como é o caso do casamento gay, legalização das drogas, maioridade penal, aborto e mesmo o desarmamento, dentre outros. A esquerda sabe que a população brasileira é conservadora e que seria derrotada nas urnas. Sendo assim, prefere se esconder atrás de uma famigerada "opinião pública" que nada mais é do que a "opinião publicada", ou seja, aquela emitida por intelectuais, artistas e jornalistas com seus cérebros já devidamente lavados e programados a repetir os mantras socialistas. São essas as pessoas que efetivamente propõem leis que vão de encontro ao pensamento da maioria. Yuri Bezmenov explicou o processo minuciosamente em duas oportunidades: uma em palestra a universitários. Outra em uma entrevista a G. Edward Griffin.
Assim, a democracia somente é respeitada quando atende aos interesse das esquerdas. Duvida? Então porque o estatuto do desarmamento ainda não foi revogado? Pois é. Não obstante, o debate democrático só é possível quando se tem acesso a informação. E esta é solenemente censurada pelo jornalismo brasileiro, que nada mais é do que um grande cabo eleitoral da esquerda. Este, junto com o corpo acadêmico e artístico, é o responsável por promover uma modificação na percepção cultural, moral e religiosa da população brasileira que, mesmo assim, resiste às tentativas de fazê-la cobaias da engenharia social esquerdista.
A esquerda não admite contraditório, debate ou confronto de ideias. No terreno democrático, só aceita a vitória daquilo que ela defende. Qualquer resultado contrário é visto como fruto de uma "sociedade conservadora que ainda não evoluiu" e que precisa ser transformada. É aí que entram os formadores de opinião, "movimentos sociais" e professores. E é por isso que vemos as demandas das minorias sendo atendidas em detrimento da maioria.
Para ela, o sistema democrático é sempre válido e soberano... Desde que atenda sua ideologia.






domingo, 14 de junho de 2015

Idiotolatria


“Enquanto ‘lutava’ em Sierra Maestra, sua coluna fez amizade com um cãozinho de algumas semanas, segundo confessa. O bichinho apareceu no acampamento por causa dos restos de comida e para brincar com os homens, e se tornou o mascote do grupo. Certo dia, enquanto marchavam com o intuito de fazer uma emboscada ao exército de Batista, o cãozinho os seguiu, sempre brincando e balançando a cauda.
Mate o cão Felix, ordenou a um de seus homens. Mas não atire nele. Estrangule-o. Lentamente, segundo ele próprio, Felix fez um laço, colocou em volta do pescoço do cão e começou a enforcá-lo.
Naturalmente, o cão esperava os carinhos habituais. É por isso que balançava a cauda quando Felix colocou a corda no seu pescoço. Este último, à medida que apertava o laço, contorcia o rosto como se fosse a vítima, não o algoz. ‘O alegre balanço da cauda se tornou convulsivo’, escreve. ‘Finalmente, o cão soltou um último latido, que mal se pôde ouvir. Não sei quanto tempo isso levou, mas a mim me pareceu um longo tempo até chegar ao final’, conta. Depois de um último espasmo, o cãozinho jazia imóvel, a cabecinha sobre um ramo qualquer”.¹
O chefe de Félix, o homem que matou o cãozinho sob suas ordens, é idolatrado e tido como um “santo libertador”, que queria a liberdade dos povos. Esse homem, cujo rosto está estampado em show business, nas faculdades, bandas de rock movimento LGBT e nas camisetas de intelectuais em geral foi responsável por perseguir e matar roqueiros, homossexuais, escritores, músicos e qualquer outra pessoa que, minimamente, lhe falasse algo contrário a si mesmo. Seu nome: Ernesto “Che” Guevara.
No ideário mundial, Che é um ícone pop; o modelo de revolucionário, pacifista e humanista. A realidade histórica, entretanto, é diametralmente oposta. Médico fracassado, guerrilheiro medíocre, apologista do ódio e carrasco de um regime que transformou Fidel Castro no homem com o maior número de escravos do planeta. Che era apenas o que ele mesmo dizia que o guerrilheiro deveria ser: uma fria máquina de matar. Mas com uma ressalva: Che apenas matava as vítimas após ela estar devidamente desnuda, imobilizada e torturada, sem qualquer chance de defesa.
Sua sede de sangue não poupou a ninguém. Seu ódio era estilado especialmente aos artistas e homossexuais. Era comum a viatura da polícia política cubana prender homossexuais num conhecido ponto de Havana (frequentado por eles) para levá-los ao fuzilamento. Afinal, para Che, os homossexuais são “aberrações da natureza”. No entanto, Jean Wyllys, deputado que supostamente luta pela causa gay, o admira com devoção, chegando mesmo a posar como se ele próprio fosse o Che.
Guevara também não hesitou em matar crianças, mulheres, idosos, homens, enfim, qualquer pessoa que lhe apetecesse. Foram inúmeros os casos de “julgamentos” em tribunais forjados com uma “testemunha que havia sido estuprada” nada mais era do que uma atriz do partido comunista. Ou então a simples captura de qualquer pessoa acusada de discordar da revolução. Defesa? Contraditório? Nada dessas formalidades burguesas, segundo Che. Ele era a Lei, juiz, o júri, a acusação e a defesa. E assim que sentenciava a pobre alma à morte, vislumbrava de sua ampla janela em La Cabaña, o pelotão de fuzilamento executando suas ordens. É esse homem que os estudantes universitários e o pessoal da esquerda estampam orgulhosamente em bonés, camisetas e bandeiras como símbolo de humanismo e tolerância.
Como administrador, Che também teve destaque... Negativo. Ele simplesmente destruiu a economia cubana, ignorando as necessidades e as relações de mercado/consumo, impondo a instalação de fábricas de produtos ou prestadores de serviço que não atendiam a demanda da ilha. E o resultado foi catastrófico. Cuba, que em 1958 tinha o terceiro maior consumo proteico do mundo, passou a racionar comida. Sua inflação era de 1,4% ao ano, menor do que a dos EUA. O peso era equivalente ao dólar. A genialidade de Che fez com que, já em 1962, Cuba se transformasse de um país em franco desenvolvimento para um dos mais pobres do mundo.
Para termos uma ideia, vejamos quanto de ração diária o Rei da Espanha destinava aos escravos no ano de 1842:
Carne, Frango e Peixe.
230g
Arroz
110g
Carboidratos
470g
Feijão
120g
 Muito pouco, não é mesmo. Mas... E quanto será que Fidel destina de ração diária aos cidadãos comuns? A resposta:
Carne, Frango e Peixe.
55g
Arroz
80g
Carboidratos
180g
Feijão
50g
É meus caros. Depois que Che se tornou o czar da economia cubana, a população da ilha passou a comer menos da metade do que os escravos nos tempos da colônia.
Se como humanista, Guevara foi um assassino. Como médico, um fracassado que nem médico era. E como mágico da economia, o semeador da escassez, resta a seus admiradores segurarem-se às habilidades militares de Che que, como conta a lenda, era um guerrilheiro genial. Será?
A suposta genialidade de Che como guerrilheiro era, virtualmente, inexistente. Sua grande habilidade era a de puxar o saco de Fidel Castro, destinando inclusive poemas para o comandante. Pela revolução cubana, nada fez além de dar um tiro no próprio pé, matar inocentes imobilizados e seus próprios companheiros de guerrilha.
Quando na África, Guevara foi derrotado ao tentar montar um foco guerrilheiro, colocando a culpa nos africanos. O detalhe é que foram esses mesmos africanos que lhe impuseram a derrota. Na Bolívia, repete-se a mesma situação. Seu grupo, formado por professores, advogados e estudantes idealistas, não conseguiu cooptar um único camponês sequer. Antes de ser abatido, Che havia ficado cerca de 40 dias perdido na selva o que, para um “guerrilheiro experiente” é, no mínimo, vexatório.
Como se vê Che Guevara é idolatrado por tudo o que ele não era. Claro que a propaganda cubana tem muita influência na construção de sua imagem fictícia. A realidade histórica, entretanto, é completamente diferente. Che não passou de um homem frio, assassino e sanguinário e que, ao mandar seus homens lutarem "até a última bala”, entregou-se como um cãozinho com o rabo entre as pernas a seus captores enquanto sua guerrilha lutava até o último tiro.
A aura do revolucionário humanista, reforçada por filmes-propagandas como o famoso “Diários de Motocicleta” (que omite as atrocidades cometidas por Che e escrita em seus diários) fazem com que os grupos que mais o idolatram sejam justamente aqueles que mais Guevara perseguiu, matou e torturou. São, enfim, uma multidão de idiotas, alienados de qualquer sopro de realidade.
Aqueles que os idolatram e tem orgulho de posar em fotos ao lado de seu retrato em Cuba (feito no prédio sede da polícia secreta cubana) são, além de completos imbecis, cúmplices de inúmeras torturas, assassinatos e violência cometida por ele o sob suas ordens. Os “idiolótras” não conseguem ver que, a única igualdade que Che pregava e fez cumprir foi a das vítimas de seus crimes inomináveis que não diferenciavam sexo, credo, idade ou condição social.
 
 

sábado, 23 de maio de 2015

Sim, Sobrevivemos Sem Estado.

Entre "direitos trabalhistas" e impostos, cerca de 50% de tudo o que o trabalhador ganha, vai para o governo. FGTS, contribuição previdenciária, sindical e o imposto de renda são apenas uma amostra do quanto do seu dinheiro vai para os cofres públicos. Soma-se a isso, os impostos que recaem sobre itens de consumo ou dos serviços que precisamos adquirir, a uma média de 30% (sendo muito, mas muito conservador). Assim chegamos aos 50%. Mas para quê?
Bem. Em tese, o dinheiro que o governo arrecada com os impostos serviria para garantir serviços básicos como segurança, saúde, educação e infraestrutura. Já os "direitos trabalhistas" nada mais são do que um sequestro compulsório do dinheiro que cada um de nós ganha. O Estado já fez a escolha por nós, ao invés de deixar que cada um decida o que fazer com o seu próprio dinheiro. O engraçado é que muitos trabalhadores não acham isso errado e creem em falácias como o 13º salário (na verdade, recebemos em 13 meses o que deveríamos receber em 12, só isso); acabam permitindo, com reação bovina, que o governo embolse mais de 30% do que deveria ir diretamente para o bolso de cada um de nós. Mas isso é outra história. 
A maior carga tributária do mundo deveria servir para que vivêssemos no primeiro mundo. Mas não é isso que ocorre. O Estado brasileiro  não consegue suprir as necessidades da sociedade por ser ineficiente, incompetente e não precisar gerar lucro. Em contrapartida, a iniciativa privada precisa gerar lucro e ganhar a concorrência. O resultado é que os serviços disponibilizados pela coragem de empreendedores individuais são mais eficientes e baratos do que aqueles proporcionados pelo Estado.
Ocorre que, no imaginário popular, somos um bando de pobre-coitados que devem ser cuidados por ele, que deveria fornecer todos os serviços. Privatização? Nunca! ("O petróleo é nosso!" Nosso né... Sei). Afinal, pagamos impostos para que o Estado nos forneça tudo "de grátis"! Ledo engano. Se você pensa assim caro leitor, preciso te dizer uma pequena coisinha: você já vive sem o Estado. Senão vejamos...
Para que possamos ter acesso a serviços satisfatórios, precisamos recorrer à iniciativa privada. Se precisamos de um atendimento médico, é melhor termos um plano de saúde. Se quisermos que nossos filhos estudem em instituições que efetivamente o preparem e lhes dê conhecimento, precisamos pagar uma escola particular. Se quisermos ficar longe da criminalidade, contratamos uma empresa de segurança ou pagamos o vigilante do condomínio. Se quisermos trafegar por boas estradas, precisamos pagar pedágio. Ou seja: pagamos impostos que deveriam garantir esses serviços e depois pagamos impostos sobre esses mesmos serviços que não providos pelo Estado. Somos todos otários não é mesmo?
Recorrer à iniciativa privada não é o problema, mas a solução. Os grandes surtos de desenvolvimento econômico e social do mundo deram-se quando o Estado deixou de se meter em atividades que podiam ser supridas pelo empreendedor privado. O problema é a quantidade de tributos que pagamos para manter esses mesmos serviços estatais, que não funcionam. Pagamos em dobro. E pagamos para manter um sem número de Ministérios, secretarias e toda sorte de órgãos governamentais que servem apenas para que os "amigos do rei" mamem nas tetas generosas do país, às custas do nosso suor de trabalhador.
"Ah mas e os mais necessitados?" Bem. Imagine que o empresário não precisasse pagar ao governo para manter o trabalhador empregado. Imagine os produtos na prateleira do supermercado custando 30% a menos em média. Imagine comprar bens duráveis como automóveis, eletrodomésticos e computadores pela metade do preço. Já imaginou? Pois é assim que viveríamos caso o Estado parasse de sugar nosso rico dinheirinho. Aí pergunto: quantos empregos seriam gerados para que as pessoas que hoje dependem dos bolsas-família da vida iriam entrar para o mercado de trabalho? Quantos consumidores deixariam de comprar o produto falsificado pelo original? Pois é...
O Estado surgiu com o único propósito de garantir a segurança. E só. Segurança física, segurança das operações financeiras, segurança na manutenção de um sistema unificado de pesos e medidas. Segurança da existência de uma moeda única em seu território. Todo o resto pode ser garantido pela iniciativa dos indivíduos que arriscam seu dinheiro para empreender, quer seja na saúde, na educação, na infraestrutura, bens de consumo, etc. 
Quanto mais o Estado se mete na vida da sociedade, mais ela é aprisionada e enfraquecida. Ministérios como o da Pesca, Cidades, Relações Institucionais e outras dezenas são apenas cabides de emprego. Não é à toa que sustentamos um dos maiores quadros de funcionários públicos do mundo que são ineficientes, desmotivados e, muitas vezes, aliados políticos do partido governante.
Privatizar a economia, diminuir o número de pessoas empregadas pelo governo são duas das condições mais importantes para que possamos cortar gastos e ainda diminuir impostos! Todos só têm a ganhar. Ou melhor, quase todos. Os políticos, sindicalistas e os movimentos sociais não; vão precisar fazer algo que lhes é muito difícil: trabalhar.
Não é preciso se assustar com a idéia de um Estado que não proporciona, saúde, educação e infraestrutura. Já vivemos em um Estado mínimo quanto aos serviços prestados à população. Mas pagamos para manter um gigantesco e enorme paquiderme. E pagamos dobrado.



Imbecilização Cultural

Se falar na existência de uma cultura negra é nada além de idiotice pura, o mesmo não se pode falar da chamada cultura da favela. De fato, existe uma"cultura" peculiar inerente às populações que vivem nesses lugares. Ainda, tal manifestação, espraia-se pelo país em uma velocidade realmente espantosa, muito fruto da existência de uma grande rede de telecomunicações que domina amplamente o segmento no país, as Organizações Globo. Através dela, a cultura popular "favelística" carioca tornou-se o novo padrão para o restante do país, muitas vezes sendo incentivada por programas como o famigerado "Esquenta". Foi assim que o funk carioca (o que, para qualquer pessoa com o mínimo do mínimo de conhecimento de história da música, definitivamente não é funk) foi levado aos quatro cantos do país
Enquanto a invenção da cultura negra serve para segregar a população, a ode à cultura dos cortiços serve à imbecilização da população, um verdadeiro experimento bem sucedido de engenharia social. Esse experimento possui como viga mestra a relativização, que coloca tudo em pé de igualdade com tudo. Soma-se a isso a utilização do instinto sexual como grande vetor de alienação da população. Sim meus caros, a utilização do sexo como elemento imbecilizante já é bem conhecida e, sendo ele o instinto mais poderoso da natureza (mais forte mesmo que o da autopreservação), manipulá-lo é garantia de manter a população a cabresto.
Ao equalizar a cultura da periferia com aquela dito erudita, vende-se um peixe podre pelo valor de um atum azul. Ao contrário do que o "paulofreirismo" nos leva a crer, não há igualdade entre culturas. A cultura grega era superior à romana, e foi por esse motivo que o Império Romano tinha cultura grega. Culturas monoteístas são superiores às politeístas. A cultura ocidental é superior à indígena (especialmente a dos índios brasileiros que vivem na idade da pedra lascada). Não há discussão quanto a isso. E a cultura superior irá dominar a inferior. Simples assim
Quando colocamos o funk do Mr Catra no mesmo nível de uma ópera do Carlos Gomes ou das canções de Tom Jobim e Chico Buarque, estamos condenando milhares de pessoas à ignorância. Quando um professor diz que um concerto de Mozart está no mesmo nível que um show de Tati Quebra Barraco, o que ele quer dizer a seus alunos nada mais é do que: "vocês não precisam estudar, buscar o conhecimento e conhecer a alta cultura, afinal, tudo é relativo". Nesse momento ele condena seus estudantes a se resignarem com a idiotice.
Sim, mas e quanto ao sexo? Ora. Letras pífias e repletas de apelos sexuais cantadas, coreografadas e dançadas por "MCs" adolescentes ou mesmo crianças aparecem nos programas de auditório e são vistas como inocentes e normais, mas não são. Ao colocar a criança em contato precoce com a sexualização, pula-se a importante fase da infância transformando-a futuramente em um adulto infantil, inconsequente e irresponsável. Ainda, fomenta-se a prática da pedofilia (que já já será legalizada, podem aguardar). O sexo passa a ser o centro da vida dessas pessoas, liberando-as das responsabilidades que o ato sexual acarreta, sendo a paternidade a mais normal, esperada e corriqueira. Ademais, ficam com a mente ocupada demais em planejar a próxima foda e deixam de se importar com ao fato de estarem se tornando cada vez mais prisioneiros de seus instintos.
Finalmente, tal tipo de comportamento chega à televisão e, por intermédio das telenovelas, passa a ser visto como normal.  Eis o milagre da multiplicação de idiotas e alienados. O fomento do sexo irresponsável desde a mais tenra idade ataca frontalmente a família e a religião, que nada mais são do que os dois pilares formadores de qualquer civilização. E são justamente esses dois pilares que o processo subversivo comunista visa destruir, através dos chamados "libs" (sexlib, womanlib, childlib, etc.). O feminismo tem papel fundamental nesse processo (sinto informar-lhes feministas, mas vocês nada mais são do que um produto planejado pela KGB).
No final das contas, temos uma geração inteira de jovens despreocupados em ter contato com as grandes obras dos grandes expoentes da civilização humana. Tudo o que importa é apenas sexo, putaria e "vida loca". Negar o contato da grande população com a cultura superior é fundamental para que mantenha-se o controle dessa mesma população. E a melhor forma de fazê-lo é por intermédio do relativismo. Esse foi o grande legado de Paulo Freire e seu método construtivista. Essa é a forma mais eficiente de tornar um povo eternamente escravizado pela sua própria idiotice

domingo, 17 de maio de 2015

Cultura Negra: a Idiotice que Colou.

Nos últimos anos, mais precisamente nas últimas duas décadas, uma das palavras da moda é o tal do multiculturalismo. Nesse período, vimos pipocar diversas manifestações ditas culturais em diversas partes do país. Essas manifestações permeiam, hoje, virtualmente toda a sociedade. Assim, surge uma série de "culturas", como a "negra", a "da favela", a "do povão" e inúmeras outras cuja importância não é assim tão explorada pela mídia.
Acontece que, no frigir dos ovos, todas essas manifestações culturais são nada mais que pura e simples invenção. Cultura é algo bastante complexo e envolve muito mais do que apenas a manifestação artística de determinada população: a religião, os aspectos morais, os costumes, a história, a tradição oral e escrita, os mitos, o idioma e a linguagem, as leis e as manifestações artísticas são apenas alguns dos aspectos que precisam ser considerados quando se fala em cultura.
Não bastasse a invencionice das diversas "culturas", tentam impor-nos a ideia de que toda e qualquer cultura é igualmente válida, que todas são iguais. Nonsense! Esse é o típico pensamento sócio-construtivista que moldou algumas gerações de idiotas que vomitam bobagens como essa e são elevados à condição de supremos entendidos do assunto. O mantra é o de sempre "todo conhecimento é igual, ninguém sabe mais do que ninguém", enfim, uma grande idiotice que doutrinou educou-nos nas últimas décadas.
Falar em "cultura negra", por exemplo, é nada menos que imbecilidade pura e simples. Isso não existe, da mesma forma que não existe uma cultura branca. Chamar cerveja, pagode, carnaval e candomblé de cultura negra é ridículo. Analogamente, não existe coisas como "cultura da favela". Existe si uma determinada manifestação "artística" que é predominantemente encontrada nesses locais. Mas chamar isso de cultura...
Negros, pobres, ricos, religiosos, ateus, enfim, toda a população brasileira está inserida em uma grande cultura: a ocidental. Esta é baseada em valores gregos, judaicos e cristãos. Sobre esses alicerces estão construídas nossa identidade como civilização. Dentro da cultura ocidental, podemos encontrar a européia, a americana, a latino-americana, a sul-americana e, por fim, a brasileira. E, obviamente, dentro da cultura brasileira encontramos outras com características cada vez mais distintas e peculiares.
A população negra, portanto, está inserida dentro da cultura ocidental e, no final das contas, brasileira. Esta, possui notas da cultura africana, indígena e europeia, pois essa foi a nossa formação étnica. Cada uma delas trouxe suas características próprias e, conforme o tempo foi passando, mantiveram-se aquelas que eram superiores. E é por isso que a contribuição europeia é mais contundente. Entretanto, isso não exclui os indígenas e os primeiros negros cativos de terem contribuído para nossa formação cultural. O mesmo ocorre nos demais países do globo. 
Para que houvesse uma cultura negra seria necessário que todos os negros do mundo partilhassem do mesmo território, língua, costumes, religião e manifestações artísticas. E isso jamais ocorreu na história do mundo! Mesmo quando a África estava intacta, as populações matavam umas as outras pela disputa do poder, visto que aquele continente era caracterizado por ser puramente tribal. Cada tribo tinha a sua própria cultura. Ou seja, nem mesmo o "continente negro" teve, em algum momento, uma cultura negra.
O que a maioria dos negros (afrodescendente todos somos, de acordo com o mapeamento genético) não percebe é que essa história de "cultura negra" é uma ilusão que muitas vezes afasta-os de buscar verdadeiramente fazer parte do mundo ao qual realmente eles pertencem. É como uma senzala cultural que os aprisiona sem que percebam. Fico imaginando o que diriam Machado de Assis, Cruz e Souza, Tobias Barreto, Aleijadinho e tantos outros expoentes negros da cultura brasileira ao saber que os entendidos do século XXI criaram uma pretensa "cultura negra", desprovida de qualquer valor cultural. Mas isso tem um propósito: criar conflitos.
Não creio que os negros aceitem passivamente serem reduzidos a mulatas seminuas, pagode, carnaval e capoeira. São brasileiros e, portanto, possuem cultura brasileira. Deixá-los iludidos em sua senzala cultural é apenas uma forma de mantê-los como massa de manobra. Eis aí o verdadeiro preconceito.
A cultura brasileira é repleta de negros com grande capacidade intelectual, criativa e filosófica. Eu, particularmente, tenho a felicidade de conhecer muitas dessas pessoas.
A invenção da "cultura negra" nega exatamente isso.






terça-feira, 5 de maio de 2015

Crise Negada.

Por mais que sejam feitas manobras, falsificações retóricas e manipulação de dados, uma hora a verdade vem à tona. Quanto mais adia-se sua revelação, mais aprofundado ficam os danos causados pela mentira e chega-se a um ponto de ruptura entre a ficção e a realidade que, por ter ficado escondida por tanto tempo, torna-se algo traumático. Estamos à beira dessa ruptura.
O país está em crise econômica. E ela é grave. Por mais que o governo e grande parte da imprensa neguem, não há mais como escondê-la. Crescimento nulo ou negativo e uma inflação constante são sintomas mais do que claros do colapso que nos aguarda. Ademais, a julgar pela forma com que se tem lidado com ela, o destino que se desenha no horizonte é, no mínimo, sombrio. Pode parecer apocalíptico... Será mesmo?
O endividamento do governo é inegável. Se pagamos a dívida externa, o fizemos ao custo de um aumento exponencial do endividamento interno. O país não consegue equilibrar suas contas, a não ser com um ajuste fiscal burro que se concentrará no aumento da carga tributária em detrimento do enxugamento dos gastos estatais. O reflexo do inevitável aumento de imposto se dará no produto final ao consumidor que pagará cada vez mais caro por mercadorias e serviços. 
Soma-se, ainda, os programas sociais do governo que a cada dia contam com mais e mais beneficiários, pressionando aqueles que produzem riquezas a sustentarem quem nada produz; e pior, não querem produzir. Para eles (e muitos estudiosos, estudantes, e intelectuais) o Estado deve sustentar aqueles que não conseguem sustentar a si próprios.
Ao mesmo tempo, esse mesmo Estado torna a contratação de novos trabalhadores algo extremamente oneroso para o empreendedor, alimentando um círculo vicioso interminável. Acontece que nem o Estado possui dinheiro e tampouco o dinheiro é público: ele pertence a cada um dos trabalhadores e empresários que pagam impostos e direitos trabalhistas, sustentando, pois, a famigerada distribuição de renda.
Impossibilitado de diminuir a carga tributária que sustenta seus currais eleitorais e conchavos políticos, nossos governantes resolve estimular o consumo por intermédio da mais perniciosa das medidas: expansão do crédito de maneira desenfreada e irresponsável. Com o aumento do meio circulante, o preço dos produtos aumenta. É a implacável Lei da Escassez em ação, lei que nem o mais corrupto governo petista é capaz de burlar.
O aumento de preços começa, então, a pressionar as pessoas que não tinham condições de contrair crédito à inadimplência, encarecendo-o para aqueles que não são beneficiários dos subsídios governamentais. Começa a ocorrer, como estamos vendo, uma queda na demanda e aumento da oferta o que poderia sugerir queda da inflação.
Ocorre que, sem capacidade de contrair novas dívidas, o consumidor deixa de consumir, gerando aumento de estoques na indústria que, sem a possibilidade de comercializar os bens que produziu, começa a demitir funcionários a fim de evitar prejuízos maiores. São exatamente esses efeitos que estamos sentindo agora.
Com a queda na produção industrial e no consumo e o aumento da carga tributária, temos então um cenário clássico das economias tipicamente socialistas: estagflação. A produção industrial deixa de crescer, ou encolhe, e os preços sobem. Isso é, muito provavelmente, o que estamos vivendo agora. Essa situação gera grande desconfiança do investidor estrangeiro que retira o dinheiro do país e encarece a moeda forte, no caso, o dólar. Resultado: aumento do custo de produção (máquinas e fertilizantes são importados) e queda no valor das exportações. O país não gera caixa e a moeda evapora!
Para piorar a situação, temos ainda a conjuntura econômica internacional que também desenha-se como preocupante. Afinal, a receita utilizada pelos bancos centrais ao redor do mundo para conter os efeitos da crise de 2008 foi, basicamente, a injeção de meio circulante na economia. Ou seja, mesmo a nível mundial, estamos com um excesso de moeda que não possui lastro para se sustentar. O Estado, a nível global, adotou a política econômica keynesiana que retira os riscos do investimento do indivíduo e o transfere para os governos, o que significa transferir esses riscos para todos os cidadãos.
No pior dos cenários, as pessoas não conseguirão honrar suas dívidas e terão que devolver seus imóveis e bens a seus credores, numa espécie de crise imobiliária, porém muito mais abrangente e profunda. Essa é a realidade como ela é, visível para qualquer um com o mínimo de interesse em encaixar as peças do quebra-cabeça. Negá-la tornará o remédio cada vez mais amargo e doloroso.
Repetir a mentira não a tornará verdade.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Romantismo Sangrento.

Túlio Milman, colunista do jornal Zero Hora e comentarista da RBS TV ficou "aliviado e cheio de esperança" com o discurso de Catalina Botero no Fórum da Liberdade que foi realizado em Porto Alegre na semana passada. O evento, marcado pelo seu caráter liberal, foi bastante pródigo em duras críticas à esquerda e aos desmandos petistas, como bem observa o jornalista. Previsível. Afinal, o caos no qual o PT mergulhou o país é sem precedentes na História tupiniquim (pelo menos desde os tempos da Pangeia). Mas não reside aí a esperança do colunista.

Seu alívio veio conforme podemos observar na última parte de sua coluna publicada em Zero hora:

Voltando à terça-feira passada: Catalina Botero subiu ao púlpito. "Concordo com muita coisa que ouvi aqui. Mas não concordo com outras tantas." Silêncio. Catalina prosseguiu: "Vou contar pra vocês do que eu falo quando eu falo em liberdade". E falou.
Liberdade é, em primeiro lugar, defender o direito do outro. O direito a se expressar, a acreditar no que bem entender. Não sou socialista, mas o socialismo é uma ideia, e na sua dimensão de ideia, é tão bela quanto qualquer outra. Muita gente morreu nas mãos das ditaduras de esquerda, é verdade. Mas também morreu nas de direita, como na Alemanha, no Chile ou mesmo aqui no Brasil. Qualquer radicalismo é ruim. É disso que eu falo quando falo em liberdade.


Catalina foi aplaudida.

O que me deixou aliviado.

E cheio de esperança.

Liberdade é defender o direito do outro, conforme ela disse. Inclusive o direito de falar e pensar asneiras como essa. Observem bem o trecho em negrito. Nele, não há dúvidas de que Catalina acredita que toda a ideia é bela. Não há margem para outra interpretação correto? Então, podemos dizer que se alguém defende a escravidão, o totalitarismo, o nazismo e o fascismo, essa pessoa está apenas falando de "ideias tão belas quanto qualquer outra". Mesmo que essa ideia seja responsável pela morte e o sofrimento de milhões de pessoas.

Não Catalina. O socialismo não é belo. A aplicação prática de suas ideias causou fome, pobreza e a morte de mais de cem milhões de pessoas. O socialismo é a ideia que mais persegue e mais destrói a liberdade que você tanto defende. O socialismo destruiu culturas milenares como a chinesa, semeou a fome nos países africanos, e espalhou morte e terror por todos os lugares porque passou. E, por favor, não queira comparar qualquer ditadura de direita com o que ocorreu nos regimes socialistas. Todas elas, se somadas (e pode incluir até mesmo o nazi-fascismo, que é um socialismo com supremacia de raça ao invés de classe social) não chegam a um décimo da carnificina de esquerda. 

Quanto ao Túlio Milman... Bem nada a declarar. É claro que ele enxerga esperança e alívio quando, em um evento liberal, alguém defende a liberdade de se justificar e compreender a esquerda, mesmo com tantas mazelas e crimes que esse pensamento espalhou pelo mundo. Típico do jornalista brasileiro, que tem no "belo e romântico" ideal socialista uma venda que o impede de enxergar a realidade como ela é: sangrenta.





terça-feira, 31 de março de 2015

Sim. Hoje Devemos Comemorar.


A historiografia brasileira possui uma característica, um vício, um tanto quanto canalha. Acostumou-se a denegrir, sujar e inverter fatos históricos com objetivos obscuros que visam, principalmente, a imposição de determinado pensamento em detrimento da verdade. Desde a colonização portuguesa de nossas terras é assim. A Monarquia brasileira, com o advento do regime republicano, passou a ser literalmente alvo de chacota por parte daqueles que deveriam estudá-la e expor ao público como realmente foi aquele período de nossa História.
Pouco a pouco, a memória daqueles que efetivamente viveram o período foi sendo apagada e o país criou o que chamamos de “História Oficial”, dando àquele momento histórico ares de tirania e retrocesso. Não foi bem assim. Ademais, a simples existência de uma História oficializada retira a sua credibilidade porque é contada de acordo com os interesses daqueles que usurparam o poder naquele momento. Trata-se, pois, de um processo de falsificação que perdura em nossos historiadores até os dias de hoje. Não é surpresa que os melhores livros de história tenham sido escrito, em sua grande maioria, por “não historiadores”.
O que acontece é que nossas instituições de ensino superior deixaram, há muito tempo, de serem vetores de pesquisa e inovação para se tornarem disseminadoras de ideologias. Formam militantes e não pesquisadores sérios e isso irá se refletir em todos os campos do conhecimento. E na ciência histórica não haveria de ser diferente. Inúmeros são os mestres e doutores que o são apenas por força de titulação, mas que em matéria de conhecimento não passam de meros replicadores. A pesquisa séria foi abandonada e o que temos de produção científica, especialmente na área das ciências humanas e sociais, não passa de repetições de conceitos rigidamente incorporados ao que determinam as diretrizes oficiais.
Dentre os fatos históricos que vêm sendo vítimas de todo esse status quo aqueles que determinaram a ocorrência da contrarrevolução de 31 de março de 1964 são os mais atingidos. Décadas de silêncio por parte dos que vivenciaram o período somado à infiltração gramsciana no sistema educacional, mídia e na cultura possibilitaram a distorção do que ocorrera naqueles dias. Sustentados por títulos acadêmicos nacionais ou mesmo obtidos em universidades estrangeiras, autores como Juremir Machado da Silva obtém a credibilidade para escreverem a respeito. Entretanto, ao lermos os trabalhos escritos com olhos de maior rigor científico e histórico, verificamos que não passam de instrumentos destinados a desqualificar as motivações que levaram a sociedade a pedir, naquele momento, o socorro junto às suas Forças Armadas para a manutenção da democracia no país.
Há que se diferenciar, porém, a contrarrevolução do regime que a seguiu. Fazê-lo é fundamental para que se entenda e estude o período. E no dia de hoje, deve-se exaltar (embora impedidos oficialmente) a ação daqueles que salvaram a democracia no país, possibilitando, inclusive, o surgimento das agremiações político-partidárias e instituições que procuram a todo custo distorcer os fatos históricos que levaram os generais de 1964 a impedirem o mergulho do Brasil no totalitarismo socialista.
Para entendermos o porquê da ação militar é necessário que voltemos no tempo e nos coloquemos diante da situação política e estratégica na qual o mundo estava mergulhado. Vivíamos, àquela época, a chamada Guerra Fria, onde dois sistemas disputavam o poder a nível mundial. De um lado, tínhamos o regime socialista liderado pela extinta URSS (aliás, é um erro muito comum tratar o socialismo ou comunismo como sinônimo de URSS ou a Rússia. Esta foi e é apenas o centro de planejamento estratégico, visto que o comunismo é um sistema internacionalista, supranacional).  Do outro lado, tínhamos a Civilização Ocidental, calcada em valores judaico-cristãos e na livre economia de mercado, cujo representante são os EUA. Essas forças antagônicas estavam em constante disputa para manter e conquistar territórios sob sua influência.
Enquanto o socialismo ceifava milhões de vidas e promovia a proliferação da pobreza, o bloco ocidental prosperava. A economia de livre mercado e os valores judaico-cristãos possibilitaram o surgimento de novas tecnologias para a produção de alimentos e faziam com que os indivíduos conseguissem ascender na pirâmide social por meio de seu próprio esforço. Mesmo com a ocorrência da pobreza, esta era muito menor do que a observada no bloco oposto. Além disso, os cidadãos gozavam de plena liberdade de opinião, expressão e do direito de ir e vir (este negado à população que vivia sob o regime socialista que, além de ser impedida de abandonar o país, necessitavam de passaportes internos para circular em determinadas áreas do território). A prosperidade do mundo ocidental era tamanha que permitiram aos EUA doarem milhares de toneladas de alimentos para a URSS.
Os países que viviam o socialismo sofreram duros ataques às liberdades individuais, especialmente aquelas relativas à propriedade, opinião e religião. Qualquer cidadão que fosse identificado como adversário do regime era sumariamente executado. O estrangulamento do livre mercado por meio de um capitalismo de Estado juntamente com a coletivização forçada dos meios de produção mergulhou o bloco socialista no caos. Milhões de vidas foram ceifadas pelas perseguições, execuções e, principalmente, pela fome. Ocorreu uma divisão clara entre os membros do Partido, integrantes da máquina estatal que detinham toda a riqueza, e os proletários miseráveis que mal tinham condições de sobreviver, estes a esmagadora maioria da população.
Muito embora alguns desses países alegassem possuir um regime democrático, as eleições ocorriam com partido único. Ou seja, aqueles que podiam votar possuíam apenas uma única opção ideológica. Os opositores eram declarados inimigos do povo e excluídos do processo, quer seja sendo executados ou enviados para “campos de reeducação” onde exerciam trabalhos forçados até a sua exaustão. Os Gulags soviéticos são exemplos dessa prática e serviram de base para que os nazistas construíssem seus campos de extermínio. Era essa a realidade do regime socialista, escondida a todo custo pela propaganda oficial do partido.
Ocorre que um país não se torna socialista da noite para o dia. Mesmo quando a tomada do poder pelos revolucionários ocorre de forma violenta como foi observada na Revolução Bolchevique, é preciso que sejam tomadas algumas medidas para que o regime se sustente no tempo. Isso inclui ações como a destruição da Igreja, quebra da hierarquia das Forças Armadas, reforma agrária, política e econômica que resultam basicamente: no fim de valores morais inerentes para a convivência harmônica entre os cidadãos; quebra da coesão no meio militar, fim da propriedade privada; decisões políticas tomadas por sindicatos, movimentos sociais e ONGs ligadas ao partido que ascende ao poder; e o sufocamento do livre mercado por intermédio da regulação estatal, respectivamente. Assim, o partido passa a deter o controle total da vida do indivíduo.
No Brasil, desde a década de 1920, o Partido Comunista do Brasil (PCB, sob influência direta dos comunistas russos) vinha espalhando seus ideais entre os trabalhadores e estudantes. Uma rede de agentes treinados desde Moscou, como Luís Carlos Prestes, irá desembocar na primeira tentativa de tomada de poder pelos comunistas em 1935, no que ficou conhecido como a Intentona Comunista. Apesar do insucesso do movimento, os ideais de Karl Marx permaneciam acesos e causando efervescência no país, mesmo o PCB passando a ilegalidade.
Os ideais utópicos da igualdade comunista acabaram por seduzir políticos como Leonel Brizola e, posteriormente, João Goulart. Com a vacância da presidência em 1961 (fruto da renúncia de Jânio Quadros) Jango assume o poder e começa a estreitar relações com países socialistas, notadamente a China. Vale-se ressaltar que, naquele momento, a China ainda contabilizava os cerca de 50 milhões de mortos vítimas do “Grande Salto” de Mao Zedong, que impôs o comunismo naquele país em 1949. A influência de Brizola, que queria a revolução pela luta armada, soma-se a essa situação, fazendo com que a sociedade brasileira acordasse para o perigo que a rondava e buscasse, junto às Forças Armadas, a garantia da manutenção do Brasil como um país democrático e livre do flagelo comunista.
Os discursos de Jango afirmando que faria as reformas de base (que significavam simplesmente a transformação do país em uma república comunista) e a incitação pela quebra da hierarquia e da disciplina no meio militar acabaram por confirmar as suspeitas das reais intenções deste presidente. Foi devido ao apelo da sociedade brasileira, da imprensa, da Igreja e daqueles que sabiam o que significava ser um país comunista que aconteceu a contrarrevolução. O dispositivo militar de Jango (havia aqueles que apoiavam a permanência do presidente) foi desmantelado sem derramamento de sangue e o Brasil se viu livre da ameaça.
Esses foram, muito resumidamente, os motivos que levaram à contrarrevolução de 31 de março de 1964. Os editoriais das revistas e jornais da época retratam o clima de crise e tensão que vivíamos naqueles dias, bem como o regozijo popular quando da vitória das forças opositoras a Jango. A imprensa tinha plena liberdade ideológica naqueles dias e a Igreja no Brasil ainda não tinha aderido às ideias comunistas. Tínhamos uma oposição verdadeira no campo político e na academia, muito diferente do que acontece nos dias de hoje. A soma desses fatores dava à população a consciência do perigo que se aproximava, dando-lhe condições de reagir em tempo hábil.
Incapazes de contestar esses fatos, nossos historiadores e intelectuais resolveram partir para uma abordagem diferenciada. Passaram a creditar o golpe a uma conspiração arquitetada pelos EUA para impedir que Jango assumisse a presidência. Inúmeros livros (e até um filme) foram lançados com o intuito de provar que a CIA esteve diretamente envolvida com os militares no que chamam de “golpe”. Arquivos desclassificados foram mostrados, mensagens da embaixada dos EUA e relatórios da inteligência foram apresentadas como provas cabais de que houve ingerência norte-americana nos fatos que ocorreram em 1964. E, é claro, que os EUA acompanhavam o movimento de perto, pois uma ação comunista no Brasil daria à URSS uma vantagem econômica, militar e geopolítica ameaçadora aos seus interesses.
Acontece que toda essa documentação não é suficiente para que seja afirmado categoricamente (como fazem alguns autores) que houve uma conspiração norte americana anti-Jango Brasil. Os documentos nada mais são do que análises da inteligência norte americana dando conta da situação política, econômica e social que o Brasil vivia. Mesmo quando lemos a respeito do posicionamento da 4ª Frota da Marinha dos EUA, que deveria estar em condições de apoiar logística e militarmente o movimento caso ocorresse um conflito armado dentro do país, ainda sim não é suficiente para qu se confirme uma conspiração. Ora, se fosse algo arquitetado desde Washington, os navios de guerra já estariam ancorados nos portos brasileiros e invadido o território nacional em apoio às ações dos militares que se posicionaram contrários a Jango e não (como se observa nas mensagens desclassificadas) um mero plano de contingência. Não obstante, não há qualquer evidência de que o Mal Castelo Branco ou qualquer outro líder militar ou civil tenha entrado em contato com o governo dos EUA para que fosse desencadeada uma ação deste tipo.
Negar a atuação da inteligência dos EUA em apoio quer seja moral quer seja financeiro àqueles que se posicionavam contra Jango seria muito ingênuo. Provavelmente este apoio aconteceu. Convém, porém, lembrar que os americanos não eram os únicos a atuarem por meio de seu serviço secreto. Não esqueçamos que a URSS dispunha (dispõe) do serviço secreto mais eficiente do mundo, a KGB, que atuava ativamente no país por meio dos mesmos expedientes utilizados pelos EUA qual sejam: financiamento de candidatos, compra de jornais e, ainda, por meio de operações de desinformação, algo completamente ignorado no Ocidente.
Se a CIA tinha agentes no país, a KGB também. Através do STB, o Serviço Secreto Tcheco, lotou agentes no Brasil, comprou jornais e passou a realizar as chamadas medidas ativas no campo da desinformação. Uma dessas várias operações foi, justamente, forjar o suposto envolvimento dos EUA no que aconteceu em 1964. Essas operações são confirmadas no livro de Ladislav Bittman (que chefiava o serviço de espionagem tcheca na área de desinformação), The KGB And Soviet Disinformation. Além de explicar o que é a desinformação, Bittman afirma que, a época, a KGB mantinha jornalistas como agentes de influência e possuía um jornal que circulava no país livremente.
A respeito da América Latina escreve: "Queríamos criar a impressão que os Estados Unidos estavam forçando a Organização dos Estados Americanos (OEA) a tomar uma posição mais anticomunista, enquanto a CIA planejava golpes contra os regimes do Chile, Uruguai, Brasil, México e Cuba (...) A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas"
Ainda sobre a atuação do STB no Brasil o canal do youtube “História Heróica” divulgou um vídeo onde faz a leitura dos arquivos daquele serviço secreto que foram desclassificados e que comprovam a influência do STB (e por extensão, da KGB) no Brasil no período. Sobre a atuação de agentes de influência comunista próximos ao presidente João Goulart, o mesmo canal dispõe de outro vídeo onde fica demonstrado que foi plantado um colaborador da KGB muito próximo a Jango.7
Verifica-se que, embora o Brasil fosse alinhado e aliado dos EUA, não há elementos suficientes para que seja dito que a contrarrevolução ocorrida em março de 1964 fora orquestrada desde Washington. Em contrapartida, pode ter ocorrido certa influência dentro do meio civil e mesmo militar. Afinal, como dito, o mundo vivia um conflito ideológico entre o modelo comunista e o ocidental.
Também é preciso que seja esclarecida a influência da URSS no surgimento do pensamento comunista no Brasil, ainda na década de 1920. Sem entender como funciona uma operação de desinformação não é possível compreender a real influência da KGB e seus colaboradores junto ao presidente Jango e seus aliados. Estas informações são mais difíceis de serem adquiridas porque muitos dos arquivos da KGB ou foram destruídos ou permanecem fechados. O que dispomos, são de informações dadas por desertores como Ladislav Bittman ou Yuri Bezmenov.
Infelizmente, nossos historiadores ignoram por completo o papel do bloco comunista durante os idos de 1964 e buscam forçar a todo custo a ideia de que houve uma articulação militar para a invasão do Brasil pelos EUA, algo que não se sustenta quer seja pela inexistência de documentação que mostre efetivamente este planejamento ou devido aos falsos documentos produzidos pelas operações de desinformação da KGB ou do STB. O problema é que para se tenha acesso à literatura a respeito, é preciso falar pelo menos o idioma inglês... E nossos intelectuais e acadêmicos mal conseguem se expressar na sua língua mãe.
O fato, quer queiram ou não, é que a reação das forças conservadoras do país acabou por impedir a transformação do Brasil em mais uma república popular. Os militares não fizeram nada ao arrepio da vontade da população que viu em Jango o caminho para a catástrofe. Reagiram e, sem derramamento de sangue, garantiram o caminho para a permanência da democracia e das liberdades individuais nas terras brasileiras. O fizeram sem conluios ou ações coordenadas com os EUA ou qualquer outro país estrangeiro. E salvaram o Brasil da ameaça vermelha.
Portanto, muito mais que lembrar o que aconteceu em 31 de março de 1964, é preciso estudar e comemorar. A contrarrevolução foi, naquele momento, necessária. É isso que devemos saudar, lembrar e exaltar. É isso o que esta data significa. Quanto ao regime que se seguiu, é outra história com outras variantes e outra conjuntura. Portanto, mais do que nunca: VIVA A CONTRARREVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964!