sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Falsos Tolerantes

O ataque terrorista de islâmicos deflagrado contra a capital francesa nos deu, uma vez mais, a amostra do que os radicais dessa religião são capazes de fazer. A motivação para tal ato foi a publicação de uma charge satirizando o profeta Maomé o que, pelo islã, é considerado das mais graves heresia e que deve ser severamente punida. Imediatamente, a mídia corre em ressalvar que "o islã não é uma religião violenta; os ataques são motivados por uma minoria radical que não representa o islamismo". Sei...
Claro que os terroristas (que são os executantes desse e de outros atentados) são realmente uma minoria. Entretanto, seria por demais ingênuo creditar unicamente a eles o rótulo de radicais. Afinal, mesmo aqueles que não participam diretamente dos ataques podem ser considerados radicais na medida em que apoiam, quer religiosa, financeira ou moralmente, os atos de terror perpetrados pelos soldados de Alá. Definir o que é o radicalismo é, pois, condição necessária para a desmistificação de que existe apenas uma minoria radical. A coisa não é bem assim.
Pesquisa realizada pelo Pew Intitute (e apresentada em vídeo por Ben Shapiro), nos mostra que cerca de 50% da população dos países islâmicos pesquisados são favoráveis à aplicação da Sharia. Ou seja, mais de 680 milhões de pessoas são favoráveis à radicalização religiosa. Ainda, 37% dos que vivem na França acham justificável a utilização de ataques suicidas, ou seja, 1,6 milhão de pessoas. Convenhamos, não é um número insignificante. Verifica-se, pois, que o radicalismo islâmico não representa a minoria como querem nos fazer crer, mas metade daqueles que professam a fé no Islã.
Não bastasse a grande mídia, políticos e personalidades do mundo todo estarem nos enganando com relação à existência de uma minoria radical muçulmana (o que é um mito), eles ainda querem nos fazer crer que tais grupos existem em outras culturas e religiões como o cristianismo ou o judaísmo. No Brasil, políticos ligados ao PT e o deputado Jean Wyllys insistem em fazer uma campanha de desinformação acerca desse fato, dando-nos como referência a violência mostrada na Torá e na Bíblia cristã ou nos remetendo às Cruzadas ou à Inquisição. Ambas as ideias não passam de manobras desonestas e canalhas para que sejamos convencidos de que os muçulmanos "são da paz". Ainda, alguns idiotas querem nos fazer crer que os responsáveis pelo ataque ao Charlie Hebdo são os próprios caricaturistas que ofenderam a fé muçulmana. Entretanto, não pensam o mesmo quando outros imbecis afirmam ser a vestimenta feminina responsável pelo estupro de mulheres. Um peso e duas medidas.
No que tange à violência descrita nos Livros Sagrados do judaísmo e do cristianismo, não me parece que existam grupos radicais ligados a esses dois segmentos. Não me recordo de nenhum ataque terrorista executado por um grupo de judeus ortodoxos ou pelo pessoal do Opus Dei. Inúmeras são as charges, piadas e depreciações que essas duas religiões sofrem diuturnamente em diversos setores da mídia ou das artes. Não se vê, entretanto, homens armados fuzilando jornalistas ou executando o pessoal do Porta dos Fundos. As duas religiões não utilizam a passagens violentas da Bíblia para justificar e fomentar ataques de destruição contra aqueles que não compartilham de sua religião, bem ao contrário do que acontece no mundo muçulmano.
Ainda no que se refere à alegação de um suposto radicalismo judaico-cristãos, questões como a luta contra o homossexualismo são levantadas como sendo provas irrefutáveis de sua intolerância religiosa. Acontece que nunca se ouviu da boca de um líder cristão ou judeu palavras de ordens para a eliminação de gays, mas apenas a garantia do direito de se dizer contrário à pratica homossexual. Em contrapartida, nos países muçulmanos, o homossexualismo é punido com a morte. Equiparar isso a um falso e inventado radicalismo judeu ou cristão é pura e simplesmente uma afronta à inteligência.
O argumento das Cruzadas, amplamente utilizado para se mostrar que os cristãos também são tão ou mais radicais que os islâmicos, reveste-se, novamente, de uma infinidade de omissões por parte daqueles que o utilizam. O movimento cruzadista nada mais foi do que uma reação à invasão que os seguidores de Maomé promoveram nas terras pertencentes a cristãos e judeus entre os séculos VII e VIII e, não fosse pela derrota sofrida na Batalha de Poitiers em 732 (vencidos pelos Francos liderados por Carlos Martel), muito provavelmente o mundo ocidental teria desaparecido.
Fundamental é, também, considerar que esse movimento ocorreu em um estado de beligerância declarada entre a Europa e o mundo muçulmano que havia tomado a fio de espada os territórios anteriormente pertencentes à cristandade, sendo que o própro território europeu só foi recuperado em 1492, sete séculos após a invasão islâmica. Equiparar as Cruzadas aos atos praticados pelos terroristas de hoje é, mais uma vez, um ato de desonestidade.
Junto com o movimento cruzadista, o Tribunal do Santo Ofício também é nominado como sendo um símbolo irrefutável do radicalismo cristão. Ocorre que os números de vítimas da Inquisição é muitas vezes superestimado. Há autores que afirmam um número total de mais de 70 milhões, o que beira o absurdo. A Inquisição Espanhola, por exemplo, teve um numero estimado de 25 mil mortos durante um período de 4 séculos (Fidel Castro matou quatro vezes mais pessoas em menos de meio século, mas isso parece não importar pra os estudiosos). Não obstante, o processo inquisitório sofreu uma pesada difamação por conta dos reformadores que falsificaram métodos e números, como bem nos mostra um documentário produzido pela BBC (O Mito da Inquisição Espanhola)
A inquisição, por mais que tenha cometido erros e matado pessoas inocentes, era um processo penal, conduzido por um advogado (sim, um advogado) que punia os crimes previstos nas leis da Igreja cometido por católicos. Nem todos eram condenados à fogueira (como querem nos fazer crer) e muitas das punições eram bem mais brandas do que aquelas praticadas por crimes menores em países como a França e a Alemanha à época. Ademais, as pessoas condenadas pelo tribunal civil espanhol faziam de tudo para serem enviada às prisões católicas, onde tinham um tratamento infinitamente mais digno do aquele que os esperava nos calabouços de Madrid. Por fim, não me parece que os cristãos orgulhem-se desse período e saiam por aí exigindo a implantação do Código de Direito Canônico em seus países, algo diametralmente oposto ao que acontece no mundo islâmico onde a lei religiosa é desejada por mais de 50% da população como a lei de seu próprio país.
A falsidade da suposta tolerância islâmica revela-se, ainda, quando cristãos são proibidos de portar bíblias e crucifixos enquanto que na Europa, leis que proíbem a utilização de véus e vestimentas tipicamente muçulmanas são tratadas como símbolo da intolerância ocidental aos coitadinhos islâmicos. Enquanto isso, a Sharia é aplicada em bairros da cidade de Londres sem qualquer oposição do governo local.
Não nos esqueçamos, ainda, que os países islâmicos não condenam os ataques terroristas dos chamados grupos radicais. Não obstante condenarem esses atos por meio de notas oficias, omitem-se em combatê-los, fazendo um clássico jogo duplo. Ora, se mais de 50% dos habitantes desses países não condenam a atitude desses grupos, não é de se surpreender que seus governos não façam absolutamente nada para conter, destruir e eliminar os chamados grupos terroristas. Não o fazem porque acham seus atentados justos à luz de sua religião. Novamente, percebemos o quanto o conceito de minoria radical é equivocada.
O fato, queiramos ou não aceitar, é que estamos envolvidos em uma guerra entre civilizações, especialmente uma guerra religiosa. E ela é contra o Islã. O problema é que somente o inimigo tem a iniciativa enquanto assistimos apáticos e passivos à transformação do Ocidente em um grande domínio islâmico.
Tentar inferir que os ataques terroristas são frutos da obra de uma minoria é falsear a verdade e deturpar o que realmente prega e defende o islamismo e seus doutrinadores. A culpa não está somente naquele que aperta o botão da bomba ou puxa o gatilho, mas também em todo aquele que apóia e tenta justificar os seus atos por serem "em nome da fé islâmica".
Outrossim, se os cristãos e judeus fossem os radicais que idiotas da estirpe de Jean Wyllys querem nos fazer acreditar que são, estaríamos reagindo contra a ameça do Islã, em uma guerra aberta e declarada contra todo o mundo islâmico.







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