quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

50 Tons de Vermelho

Imaginemos que, por força das circunstâncias, o processo de impedimento de nossa Presidente seja levado a cabo. Quem assume? O vice, e após ele o Presidente da Câmara dos Deputados e o Presidente do Senado. Sai a chefe do Executivo, mas a situação política brasileira permanece intocada. A simples remoção de Dilma não é suficiente para que sejam feitos os ajustes necessários para que se coloque o Brasil "nos trilhos" novamente.
Outra situação que vem sendo cogitada é a da intervenção militar constitucional. Muito bem. Assumem os militares e, se tudo ocorrer como o planejado, são convocadas novas eleições gerais com candidatos distintos daqueles que atualmente ocupam seus cargos e, nesta nova legislatura, teremos os mesmos problemas de outrora. Isso acontece porque atualmente o país não possui uma verdadeira oposição ao projeto comunopetista de poder. Não há lideranças à direita do espectro político nacional. A pouca oposição concentra-se nos aspectos econômicos do jeito petista de governar e, como já escrevi neste espaço, a economia é o nosso menor problema.
Para alguns, porém, o hiato conservador no país poderia ser fechado com a assunção ao poder politico dos próprios militares. Ocorre que não há cultura política suficiente no meio militar. Pelo menos não ostensivamente. Ademais, a filosofia positivista que ainda hoje os fascina alijou-os do combate intelectual e cultural durante o chamado regime militar, fazendo com que a esquerda se fortalecesse em pleno período de "repressão". A estratégia comunista da ocupação de espaços é pouco conhecida e difundida entre o cidadãos de farda que, além disso, não possuem o tino político necessário para a condução de um país. São administradores eficientes, honestos e pragmáticos, mas possuem preparo político muito precário, como o próprio período de governo militar nos mostrou.
Para termos um sopro de esperança, é necessário que seja feito algo: a destruição do Foro de São Paulo e a cassação de todos os partidos políticos que tenham relações com alguma entidade internacionais e que se submetem a ela, casos do PT e do PSDB (Diálogo Interamericano). É justamente nesses pontos que os militares têm que atuar (aliás, já deveriam tê-lo feito) anulando o último pleito eleitoral que, não obstante as fraudes causadas pela Smartmatic nas urnas eletrônicas, tem o agravante de ter sido disputado por partidos submissos a organizações internacionais, o que os tornam automaticamente ilegais. Portanto, teríamos a extinção de praticamente todos os partidos políticos brasileiros e a cassação imediata dos direitos políticos dos seus integrantes. E  a pergunta surge: quem vem depois? Uma nova classe política moldada nos bancos escolares que são dominados pela esquerda.
Dilma, e mesmo o PT, são apenas peões no xadrez político brasileiro cujo único objetivo é implantar o comunismo em terras tupiniquins. Sacrificar Dilma não é nada diante da grandeza da causa. Confiar e qualquer um dos atuais partidos políticos é escolher entre uma ou outra maneira de se transformar o país em uma República Popular, seja por meios mais radicais, seja por meios mais amenos. Talvez a única força de verdadeira oposição que esteja minimamente organizada nesse momento seja o movimento monarquista. O retorno da Casa Imperial ao trono brasileiro mostra-se o caminho mais sensato para que possamos ter o nosso pais de volta, livre dos golpes e da instabilidade que o golpe republicano de 1889 instaurou. Do contrário, quer com intervenção militar, quer com impeachement, estaremos fadados ao sadismo da política da República do Brasil e seus cinquenta tons de vermelho.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Pão e Circo. (mas muito mais circo)

Em fevereiro, teremos uma grande mobilização popular. Milhões de pessoas sairão pelas ruas a uma só voz. Carros de som irão acompanhar a multidão. Lado a lado, ao som de palavras de ordem e empurrados por um ideal, brasileiros sairão da comodidade de seus lares, viajarão centenas de quilômetros, enfrentarão trânsito pesado nas rodovias e nas ruas da cidade. Todo o sacrifício será justificado. Tudo é válido pelo carnaval.
Não é objetivo desse post entrar no mérito da festa em si, que há muito deixou de ser uma manifestação cultural para se tornar uma grande orgia onde turistas nacionais e estrangeiros confirmam a imagem do Brasil (um país de putaria). Aliás, o carnaval nada mais é do que um exemplo de como uma população pode ser controlada por seus instintos sexuais. Evidentemente que tal controle ultrapassa a barreira carnavalesca e penetra em todos os setores da nossa sociedade; e o efeito que tal engenharia social trás é devastador: um país inteiro caminhando para o abismo e a população só quer saber de cerveja, samba, bunda e sexo fácil.
Vivemos um momento singular na História (talvez até mesmo mundial). Nunca um governo assaltou tanto o patrimônio público, dilacerou instituições, banalizou a criminalidade e comprou votos como esse do PT, sem que a população se mobilizasse para expurgá-lo do poder. A grande massa, comprada por bolsas-famílias e uma propaganda implacável, não admite perder os rendimentos que recebem sem produzir nada. Corrompeu-se a tal ponto a percepção das pessoas que hoje grande parcela delas acredita que é o Estado que deve fornecer seu sustento, e não que ela deva buscá-lo com o seu trabalho. Essa mudança de percepção da realidade, porém, não é fruto do acaso e tem como objetivo desestabilizar a sociedade brasileira até que haja justificativas suficientes para que o partido-Estado governe de forma ditatorial, com o objetivo de acabar com a crise que ele mesmo criou (perceberam a jogada?)
Não bastasse o curral eleitoral conseguido pela esmola estatal, o PT conta com um verdadeiro exército de intelectuais, acadêmicos, artistas, jornalistas e professores que são seus aliados incondicionais. Não importa quanto se prove que o partido é uma organização criminosa (como de fato o é) que houve inúmeros casos de roubo de dinheiro público e corrupção. Nada adianta. Para eles, o partido nunca é o culpado; são as pessoas que "deturpam" o partido. Esses indivíduos tivera sua mente distorcida a tal ponto que são incapazes de reconhecer a realidade como ela é, mas como foram programados para reconhecê-la. Soma-se a isso, as polpudas verbas que esses indivíduos recebem para que continuem apoiando o PT sem pestanejar.
Soma-se a tudo isso, também, as ligações do Partido dos Trabalhadores com as FARC, o MIR, Cuba e Venezuela, o que é suficiente para invalidar qualquer eleição da qual ele faça parte. Entretanto, segue-se verdadeiro silêncio sobre o assunto em todos os setores de nossa sociedade, mesmo o militar. Isso acontece porque o PT controla absolutamente tudo. Sindicatos, movimentos sociais, entidades de classe e a grande mídia são apenas alguma das áreas de controle petista, quer seja diretamente, por meio de seus intelectuais orgânicos e idiotas úteis, ou ainda pela via econômica, por intermédio de verbas publicitária de estatais que são destinadas apenas a quem fala bem do governo.
O paradoxo dessa situação é que a população brasileira é maciçamente contra os mandos e desmandos petista e sua agenda. Mas então porque não reagimos? Porque nos falta liderança. Mesmo a sociedade brasileira possuindo um perfil majoritariamente conservador, as lideranças foram eliminadas (os presidentes militares têm grande parcela de culpa nisso) e apenas no final do terceiro mandato petista é que começaram a ocorrer manifestações claras de repúdio a esse governo. Porém, sem uma liderança definida não é possível que se obtenha algum resultado. Todas a mudanças de regime e de sistema que aconteceram ao longo da história não brotaram espontaneamente do povo. Foram planejadas por uma elite, seja econômica, científica, política ou cultural.
Decepcionante, porém, é constatarmos que uma imensa quantidade de pessoas, especialmente jovens, estão dispostos a gastar uma quantidade significativa de tempo e dinheiro pulando o carnaval a lutar para ter o seu país de volta. Já passou a hora de agirmos verdadeiramente, mesmo que o PT não nos dê pão com mortadela e suco como faz com seus manifestantes comprados. É preciso deixar de se agarrar a uma semana de orgia e festa como se isso fosse mais importante do que a sua própria liberdade. Não é de se espantar do porquê estarmos na situação que estamos. Parece que o povo quer mesmo pão e circo; mais circo do que pão, aliás.