terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Pão e Circo. (mas muito mais circo)

Em fevereiro, teremos uma grande mobilização popular. Milhões de pessoas sairão pelas ruas a uma só voz. Carros de som irão acompanhar a multidão. Lado a lado, ao som de palavras de ordem e empurrados por um ideal, brasileiros sairão da comodidade de seus lares, viajarão centenas de quilômetros, enfrentarão trânsito pesado nas rodovias e nas ruas da cidade. Todo o sacrifício será justificado. Tudo é válido pelo carnaval.
Não é objetivo desse post entrar no mérito da festa em si, que há muito deixou de ser uma manifestação cultural para se tornar uma grande orgia onde turistas nacionais e estrangeiros confirmam a imagem do Brasil (um país de putaria). Aliás, o carnaval nada mais é do que um exemplo de como uma população pode ser controlada por seus instintos sexuais. Evidentemente que tal controle ultrapassa a barreira carnavalesca e penetra em todos os setores da nossa sociedade; e o efeito que tal engenharia social trás é devastador: um país inteiro caminhando para o abismo e a população só quer saber de cerveja, samba, bunda e sexo fácil.
Vivemos um momento singular na História (talvez até mesmo mundial). Nunca um governo assaltou tanto o patrimônio público, dilacerou instituições, banalizou a criminalidade e comprou votos como esse do PT, sem que a população se mobilizasse para expurgá-lo do poder. A grande massa, comprada por bolsas-famílias e uma propaganda implacável, não admite perder os rendimentos que recebem sem produzir nada. Corrompeu-se a tal ponto a percepção das pessoas que hoje grande parcela delas acredita que é o Estado que deve fornecer seu sustento, e não que ela deva buscá-lo com o seu trabalho. Essa mudança de percepção da realidade, porém, não é fruto do acaso e tem como objetivo desestabilizar a sociedade brasileira até que haja justificativas suficientes para que o partido-Estado governe de forma ditatorial, com o objetivo de acabar com a crise que ele mesmo criou (perceberam a jogada?)
Não bastasse o curral eleitoral conseguido pela esmola estatal, o PT conta com um verdadeiro exército de intelectuais, acadêmicos, artistas, jornalistas e professores que são seus aliados incondicionais. Não importa quanto se prove que o partido é uma organização criminosa (como de fato o é) que houve inúmeros casos de roubo de dinheiro público e corrupção. Nada adianta. Para eles, o partido nunca é o culpado; são as pessoas que "deturpam" o partido. Esses indivíduos tivera sua mente distorcida a tal ponto que são incapazes de reconhecer a realidade como ela é, mas como foram programados para reconhecê-la. Soma-se a isso, as polpudas verbas que esses indivíduos recebem para que continuem apoiando o PT sem pestanejar.
Soma-se a tudo isso, também, as ligações do Partido dos Trabalhadores com as FARC, o MIR, Cuba e Venezuela, o que é suficiente para invalidar qualquer eleição da qual ele faça parte. Entretanto, segue-se verdadeiro silêncio sobre o assunto em todos os setores de nossa sociedade, mesmo o militar. Isso acontece porque o PT controla absolutamente tudo. Sindicatos, movimentos sociais, entidades de classe e a grande mídia são apenas alguma das áreas de controle petista, quer seja diretamente, por meio de seus intelectuais orgânicos e idiotas úteis, ou ainda pela via econômica, por intermédio de verbas publicitária de estatais que são destinadas apenas a quem fala bem do governo.
O paradoxo dessa situação é que a população brasileira é maciçamente contra os mandos e desmandos petista e sua agenda. Mas então porque não reagimos? Porque nos falta liderança. Mesmo a sociedade brasileira possuindo um perfil majoritariamente conservador, as lideranças foram eliminadas (os presidentes militares têm grande parcela de culpa nisso) e apenas no final do terceiro mandato petista é que começaram a ocorrer manifestações claras de repúdio a esse governo. Porém, sem uma liderança definida não é possível que se obtenha algum resultado. Todas a mudanças de regime e de sistema que aconteceram ao longo da história não brotaram espontaneamente do povo. Foram planejadas por uma elite, seja econômica, científica, política ou cultural.
Decepcionante, porém, é constatarmos que uma imensa quantidade de pessoas, especialmente jovens, estão dispostos a gastar uma quantidade significativa de tempo e dinheiro pulando o carnaval a lutar para ter o seu país de volta. Já passou a hora de agirmos verdadeiramente, mesmo que o PT não nos dê pão com mortadela e suco como faz com seus manifestantes comprados. É preciso deixar de se agarrar a uma semana de orgia e festa como se isso fosse mais importante do que a sua própria liberdade. Não é de se espantar do porquê estarmos na situação que estamos. Parece que o povo quer mesmo pão e circo; mais circo do que pão, aliás.


2 comentários:

  1. Diga-se de passagem, o povão parece curtir fazer o papel de palhaço.

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  2. Mais um texto excelente, com redação agradável! Parabéns! Vou compartilhar no Facebook.

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