domingo, 17 de maio de 2015

Cultura Negra: a Idiotice que Colou.

Nos últimos anos, mais precisamente nas últimas duas décadas, uma das palavras da moda é o tal do multiculturalismo. Nesse período, vimos pipocar diversas manifestações ditas culturais em diversas partes do país. Essas manifestações permeiam, hoje, virtualmente toda a sociedade. Assim, surge uma série de "culturas", como a "negra", a "da favela", a "do povão" e inúmeras outras cuja importância não é assim tão explorada pela mídia.
Acontece que, no frigir dos ovos, todas essas manifestações culturais são nada mais que pura e simples invenção. Cultura é algo bastante complexo e envolve muito mais do que apenas a manifestação artística de determinada população: a religião, os aspectos morais, os costumes, a história, a tradição oral e escrita, os mitos, o idioma e a linguagem, as leis e as manifestações artísticas são apenas alguns dos aspectos que precisam ser considerados quando se fala em cultura.
Não bastasse a invencionice das diversas "culturas", tentam impor-nos a ideia de que toda e qualquer cultura é igualmente válida, que todas são iguais. Nonsense! Esse é o típico pensamento sócio-construtivista que moldou algumas gerações de idiotas que vomitam bobagens como essa e são elevados à condição de supremos entendidos do assunto. O mantra é o de sempre "todo conhecimento é igual, ninguém sabe mais do que ninguém", enfim, uma grande idiotice que doutrinou educou-nos nas últimas décadas.
Falar em "cultura negra", por exemplo, é nada menos que imbecilidade pura e simples. Isso não existe, da mesma forma que não existe uma cultura branca. Chamar cerveja, pagode, carnaval e candomblé de cultura negra é ridículo. Analogamente, não existe coisas como "cultura da favela". Existe si uma determinada manifestação "artística" que é predominantemente encontrada nesses locais. Mas chamar isso de cultura...
Negros, pobres, ricos, religiosos, ateus, enfim, toda a população brasileira está inserida em uma grande cultura: a ocidental. Esta é baseada em valores gregos, judaicos e cristãos. Sobre esses alicerces estão construídas nossa identidade como civilização. Dentro da cultura ocidental, podemos encontrar a européia, a americana, a latino-americana, a sul-americana e, por fim, a brasileira. E, obviamente, dentro da cultura brasileira encontramos outras com características cada vez mais distintas e peculiares.
A população negra, portanto, está inserida dentro da cultura ocidental e, no final das contas, brasileira. Esta, possui notas da cultura africana, indígena e europeia, pois essa foi a nossa formação étnica. Cada uma delas trouxe suas características próprias e, conforme o tempo foi passando, mantiveram-se aquelas que eram superiores. E é por isso que a contribuição europeia é mais contundente. Entretanto, isso não exclui os indígenas e os primeiros negros cativos de terem contribuído para nossa formação cultural. O mesmo ocorre nos demais países do globo. 
Para que houvesse uma cultura negra seria necessário que todos os negros do mundo partilhassem do mesmo território, língua, costumes, religião e manifestações artísticas. E isso jamais ocorreu na história do mundo! Mesmo quando a África estava intacta, as populações matavam umas as outras pela disputa do poder, visto que aquele continente era caracterizado por ser puramente tribal. Cada tribo tinha a sua própria cultura. Ou seja, nem mesmo o "continente negro" teve, em algum momento, uma cultura negra.
O que a maioria dos negros (afrodescendente todos somos, de acordo com o mapeamento genético) não percebe é que essa história de "cultura negra" é uma ilusão que muitas vezes afasta-os de buscar verdadeiramente fazer parte do mundo ao qual realmente eles pertencem. É como uma senzala cultural que os aprisiona sem que percebam. Fico imaginando o que diriam Machado de Assis, Cruz e Souza, Tobias Barreto, Aleijadinho e tantos outros expoentes negros da cultura brasileira ao saber que os entendidos do século XXI criaram uma pretensa "cultura negra", desprovida de qualquer valor cultural. Mas isso tem um propósito: criar conflitos.
Não creio que os negros aceitem passivamente serem reduzidos a mulatas seminuas, pagode, carnaval e capoeira. São brasileiros e, portanto, possuem cultura brasileira. Deixá-los iludidos em sua senzala cultural é apenas uma forma de mantê-los como massa de manobra. Eis aí o verdadeiro preconceito.
A cultura brasileira é repleta de negros com grande capacidade intelectual, criativa e filosófica. Eu, particularmente, tenho a felicidade de conhecer muitas dessas pessoas.
A invenção da "cultura negra" nega exatamente isso.






Um comentário:

  1. Promover a mediocridade artístico-cultural torna a subjugação muito mais fácil. A propósito: conheço muitos negros que não se enquadram nos estereótipos de mediocridade que vem sendo enaltecidos pela esquerda-caviar sob o rótulo da "cultura negra".

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