segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O Impeachment.

A derrota do governo no TCU, que reprovou as contas do orçamento da presidente Dilma, alimentou ainda mais a possibilidade da abertura do processo de impedimento. Inúmeras são as razões que podem ser alegadas para que a chefe do Poder Executivo federal seja defenestrada de sua cadeira no Palácio do Planalto. O cerco está ficando cada vez mais apertado.
Os defensores do governo, petistas pagos a mortadela ou partidários iludidos, alegam que qualquer tentativa de tirar a presidente do poder é um golpe. Nada mais falso. Além de previsto em Lei, a própria Constituição Federal de 1988 afirma que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Óbvio: a legitimidade do eleito reside no suporte dos eleitores. Poder retirar da direção da nação aqueles que, por entendimento do povo, não têm condições de governar é um pilar elementar do regime democrático.
Motivos não faltam: escândalo da Petrobrás, compra do Congresso Nacional, sistema eleitoral com grande indício de fraude, associação e subordinação do Partido dos Trabalhadores a uma organização internacional, Foro de São Paulo, o que, pela Lei eleitoral é crime passível de cassação do registro do Partido, descontrole fiscal. Vemos que até mesmo Lula deveria ter sofrido o impedimento e o PT, extinto. Nada ocorreu. E são crimes graves. Muito maiores do que aquilo que levou Collor ao impedimento.
O processo, aliás, não aconteceu porque o Partido dos Trabalhadores pulsa nos corações e mentes dos sindicatos, imprensa, meio estudantil e docente, entidades de classe e movimentos “sociais”. Só por isso, Dilma, Lula, PT e todos os demais envolvidos nesses crimes não caíram. Mas a maré pode virar. Aliás, não seria surpresa se próprio PT apoiasse o processo ou a renúncia de Dilma.
Para os que querem uma mudança significativa e profunda na estrutura política, econômica e social, não basta apenas a queda da presidente. É preciso que seja feita uma verdadeira devassa em todos os setores da república que foram aparelhados pelo PT, e isso inclui desde o ensino fundamental até a Suprema Corte, passando evidentemente pelas Forças Armadas. É preciso decretar a ilegalidade do Foro de São Paulo, a extinção do PT e a proibição da ideologia comunista. É preciso algo semelhante a “Operação Lava Jato”, mas de proporções internacionais. Só assim teríamos a  mudança que esperamos.
Para aqueles que pensam ser o simples impeachment de Dilma a solução para a profunda crise que vive o país (e ela atinge todos os setores da sociedade) é preciso ter em mente o seguinte: o movimento comunista internacional, ao qual o PT é membro e articulador nas Américas, tem uma longa tradição de se “auto sabotar” para salvar-se. Foi assim com a guerra sino-soviética ou as famosas glasnost e perestroika russas. Mesmo a queda do muro de Berlim pode ser interpretada como uma mudança do comunismo com o intuito de se fortalecer. Afinal, nada melhor do que fazer com que todos o deem como morto para continuar agindo sem ser notado.

Nesse contexto, o expurgo de Dilma da presidência da República pode ganhar, com dito anteriormente, o poio do próprio PT. Não se enganem! Dentro da engrenagem estratégica desenhada para a América Latina via Foro e UNASUL, ela é nada mais que um peão em um jogo de xadrez. Se tiver que ser sacrificada pela causa, será.