sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Os Três Poderes da República.

A República, aparentemente, parece ser uma boa forma de governo. Tratar as coisas do Estado como públicas, retirando o monarca da jogada, é algo realmente sedutor. 
Na concepção moderna, República tende a ser sinômimo de democracia. Entretanto, a história nos mostra que uma coisa não tem relação com a outra. Um país republicano pode ser tão ou mais totalitário do que as monarquias absolutas da Europa medieval. Aliás, muito mais autoritário. Cuba, China, Coréia do Norte e a antiga URSS são exemplos.
Montesquieu, propôs a divisão dos poderes do Estado em três: Executivo, Legislativo e Judiciário, que seriam harmônicos e independentes. Esta noção foi abraçada pela grande maioria dos países do mundo, sejam eles Repúblicas ou Monarquias. A noção de bem público e a divisão dos três poderes foram as inspirações para que reis fossem depostos e substituídos por presidentes.
Nas terras brasileiras, o regime republicano chegou com um golpe militar. O que se sucedeu foi uma estrutura positivista de centralização do poder nas mãos do presidente. De golpe em golpe, de constituição em constituição, ultrapassamos o século XX e chagamos ao século XXI como uma República Federalista dotada de seus Três Poderes constitucionais que nos moldam e definam. São eles que definem o funcionamento dela. Ou não?
Apesar de, formalmente, o Brasil ter sua República inspirada n'O Espírito das Leis, na prática não é assim que ela funciona. Sim, o Estado brasileiro tem  Três Poderes que o regem e nos governam. Mas não são aqueles que ocupam os palácios de Brasília. São eles: o Poder Econômico, o Poder Político e o Poder Cultural. São estes que, de fato, norteiam a forma com a qual é conduzido o país.
Como vimos, a inspiração positivista centralizou a administração do Brasil. Ao longo da República, esta centralização fica cada vez mais forte e tem crescido ainda mais. A concentração de poderes nas mãos da União sufoca os demais entes federados, aprisiona a população e mina, quase que irreversivelmente, a identidade nacional. Assim, surge uma máquina pesada, corrupta e ineficiente. Tudo isso fruto da influência dos verdadeiros três poderes.
A carga e a estrutura tributária brasileira, aliada a uma quantidade imensa de fudações, empresas e bancos nas mãos da União, dá a ela o Poder Econômico quase hegemônico. Brasília passa a sugar os recursos da nação e utilizá-los conforme suas conveniências de momento. Ele transforma os estados e municípios (que geram a riqueza) em seus mendigos. 
Governadores e prefeitos têm que implorar por recursos que eles mesmos produziram, mas que são obrigados a entregar à União. Como resultado, obras que deveriam ser feitas por eles são dependentes da boa vontade do governo central. O mesmo ocorre com o pagamento de funcionários e o custeio da máquina pública.
Associado ao Poder Econômico, há o Poder Político. Sendo detentor dos maiores bancos e empresas do país, o governante pode, simplesmente, comprar adversários. Para isso, basta lhes dar algum cargo de chefia nos Correios, Petrobrás ou BNDES e, voi-lá! Tem-se um novo aliado. O mesmo acontece com o apoio de governadores e prefeitos. Não é por acaso que a corrupção é endêmica em toda a estrutura do Estado e atinge todos os Poderes Constitucionais. 
Livre da necessidade de gerar lucro, o governo se vê livre para nomear quem quer que seja para ocupar cargos de alta direção em suas empresas. O resultado se reflete em todo o serviço público que é ineficiente, deficitário e corrompido. Para sustentar tamanho peso, o Estado brasileiro recorre à prática mais antiga para equilibrar as contas: aumento de impostos, encargos, contribuições e taxas.
Com todo esse poderio em mãos, fica muito fácil centralizar o terceiro poder, o cultural. Sendo o principal anunciante publicitário do país, o governo pode, também, escolher quais são os veículos de imprensa e mídia em geral que receberão maiores recursos. Aplica-se, assim, o poderio econômico para a compra de jornalistas e canais de televisão. Quanto a estes, caso tudo falhe, basta lhes cortar a concessão estatal para seu funcionamento. 
No final, todos ficam felizes: os governantes, que não são criticados; os jornalistas, que recebem dinheiro para noticiar apenas o que convém ao governo e os proprietários das redes de comunicações que, além do recurso financeiro, mantém suas concessões.
Poderíamos inferir que o sistema educacional seria a chave para a ruptura deste domínio. Mas não é. O Ministério da Educação e a Secretaria da Cultura centralizam currículos escolares e determinam quais artistas receberão seu financiamento. Para isso, devem seguir a agenda de dominação cultural proposta por Brasília e transformar a nova geração de cidadãos brasileiros em pessoas lobotomizadas e alinhadas com o status quo. 
Qualquer um que tente ir de encontro a essa política é condenado ao ostracismo e exposto ao ridículo. A identidade nacional da população está sendo (aliás, já foi) substituída por um novo tipo de consciência que é incapaz de perceber suas raízes históricas e culturais herdadas e passa a adotar outra completamente nova, que foi produzida desde cima. Sem que percebamos, o Estado impõe à população novos valores éticos e morais, destruindo os antigos. É um processo de engenharia social.
O Estado ao concentrar em suas mãos esses três poderes, exerce sobre nós um domínio tal que nem César possuía sobre a população romana. Sua pesada carga tributária transfere o dinheiro dos pobres a ele, que passa a subsidiar e financiar os empreendimentos no país. O governo assume o risco do investimento que deveria ser do empresário, que é financiado pelos pobres. 
Ainda, compra apoio político, transforma prefeituras e estados em mendigos e determina o que podemos saber. Substitui nossa herança cultural por uma ideologia alienígena e impõe sobre cada um de nós uma nova identidade nacional artificial e formatada que nos mantém com seus escravos.
É urgente que o Estado abdique de tamanha quantidade de poder para que possamos encontrar novamente o caminho do desenvolvimento real e recuperar nossa identidade como brasileiros. Do contrário, seguiremos sucumbindo aos verdadeiros três poderes da República, mergulhados em uma espiral de decadência e escravidão.

domingo, 13 de novembro de 2016

O Descuido do Não.

A ocupação das escolas e universidades brasileiras por estudantes e os protestos dos eleitores de Hillary Clinton contra a vitória de Trump, têm algo em comum. A maioria dos participantes são jovens e não aceitam a derrota. Eles não aceitam o "não".
A mudança da percepção do mundo que foi imposta à nossa juventude, pelo menos há 30 anos, fez com que fosse criada uma geração de adultos incapazes de aceitar um revés. E isto não afeta somente a esfera política da coisa, mas todos os aspectos da vida em sociedade. Não por acaso, multiplicam-se os casos de homens e mulheres que, por exemplo, não aceitam o fim de um relacionamento e acabam por matar a pessoa que os rejeitou (ou cometem suicídio). E assim é com tudo que vá de encontro àquilo que acreditam: "se não é do meu jeito, tá errado e eu vou queimar tudo".
A causa principal deste tipo de comportamento vem ainda no seio familiar. Impregnados por informações dadas por psicólogos, pedagogos e educadores, os pais do século XXI esquecem por completo a educação que receberam e passam a seguir o que os novos gurus mandam que seja feito. Assim, recusam-se a corrigir e direcionar o comportamento de seus filhos. Se recusam a utilizar a palavra mais importante para a formação da personalidade e da consciência humana: o "não".
Sob a justificativa de se "evitar traumas", crianças são criadas com todo tipo de mimo e liberdade. Não conhecem limites para suas vontades e, caso contrariados, basta um choro e têm tudo o que desejam. Forma-se, pois, uma personalidade incapaz de lidar com os fracassos e derrotas que a vida fatalmente irá impor. Isolar uma pessoa da dura realidade do mundo é torna-la não só indefesa para ele, mas fazê-la incapaz de perceber seus próprios erros.
O processo segue na escola. Muitos estados, como o Rio Grande do Sul, possuem leis que impedem o aluno de ser reprovado (mais uma vez, para não causar trauma na criança). O resultado vai muito além de um estudante despreparado para o próximo degrau do conhecimento: em sua mente, ele sempre está certo e os outros, errados. Impõe-se a vontade mimada de jovens e adultos que são incapazes de fazer uma avaliação do mundo e da realidade que os cerca. Para eles, suas atitudes são sempre corretas.
Não é por acaso, também, que observamos inúmeros artistas, jornalistas e escritores medíocres reivindicarem reconhecimento por seus trabalhos, mesmo eles sendo... Medíocres! Qualquer coisa que a criança ou o estudante faça, qualquer coisa que escreva, diga ou opine é imediatamente catapultada a uma condição de criação genial. Poucos são os pais e professores que dizem "Joãozinho, tua redação é horrível" ou "Mariazinha, esta pintura que fizeste é ridícula". Quando, finalmente, a vida lhes diz isso a pessoa fica traumatizada e passa a atacar todos aqueles que possuem pensamento ou ideias opostas à dela; e o faz sem qualquer conflito de opinião ou debate. Pudera! Foram ensinados, desde a mais tenra idade, que tudo o que produzem é lindo e maravilhoso.
Embora a escola e, especialmente, a academia tenha muita culpa no processo de imbecilização e "mimação" dos novos jovens e adultos, é a família a grande responsável por formar uma geração de rebeldes sem causa e sem argumentos. A criança precisa entender que nem tudo o que ela faz é certo, bonito, lindo e maravilhoso. Ela precisa entender que uma sociedade, para funcionar, precisa de regras que devem ser respeitadas. Ela precisa do não!
Caso contrário, continuaremos a ter estudantes protestando por algo que eles não entendem e controlados por pessoas que eles não conhecem. Já está mais do que na hora deles perceberem que não são os donos das soluções e da verdade. E que estariam ajudando muito mais a sua sociedade se, ao invés de ocuparem escolas e atacarem a propriedade privada, saíssem da dependência de seus pais, arrumassem um emprego e estudassem a sério. É preciso que essas pessoas voltem à realidade que se impõe sobre as suas vontades e desejos. Vocês não são nada do que pensam que são.



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Bonecos de Ventríloquo

Aqui vamos nós, de novo. Escolas ocupadas em protesto "pela educação", ocupações justificadas porque "a escola é dos estudantes". Não, não é. A escola pública, seja de que nível for, é propriedade exclusivamente dos pagadores de impostos. De ninguém mais. Nós é que estamos pagando para que um espaço que deveria instruir nossa juventude esteja, agora mais abertamente, formando militantes políticos. É do nosso bolso que sai os salários dos "professores" que apóiam esses movimentos. Professores que deveriam pagar para usar este adjetivo e serem presos por corrupção de menores.
Quanto aos estudantes... Bem, eles são apenas vítimas. Buchas de canhão utilizadas pela esquerda para promover sua ideologia falida e rejeitada. São jovens ingênuos e analfabetos que falam com desenvoltura sobre planejamento estratégico de políticas educacionais, orçamento e arrecadação de impostos. Estes jovens nada produzirão de concreto para contribuir com o desenvolvimento de nosso país. Deste grupo, apenas sairão políticos, artistas e novos intelectuais prontos a lançar seus esporos em uma nova safra de mentes inocentes. São vírus, prontos a se replicar e sugar a parte produtiva da sociedade.
Alguns poderão dizer que os jovens que ocupam as instituições de ensino são alienados e doutrinados. Isso é uma meia verdade. Alienados, sim. Doutrinados, não. Nossos estudantes já estão passando por um processo de pós-doutrinação que poderíamos chamar de aculturação. Afinal, doutrinar significa confrontar idéias e valores antagônicas com o favorecimento explícito daquela que se deseja. Não é o que vemos nas cadeiras escolares. O que temos é a inserção do jovem em uma nova cosmovisão marxista que vai influenciá-lo pelo resto de sua existência. 
A capacidade de raciocínio lógico é completamente aniquilada e substituída pelo dogmatismo da esquerda que não admite questionamento. E, quando confrontado, já tem as respostas prontas: "você é fascista, filhote da ditadura, burguês", etc. Outro estratagema bastante difundido é a simples fuga: ignorar a disputa e jamais discutir com alguém que possua ideias diferentes das suas. Ora! Quem pode saber mais que o deus Marx e seus anjos e santos, os professores?
Um exemplo recente é o caso da estudante Ana Júlia Ribeiro, discursando na Assembléia Legislativa do Parana em favor das ocupações e "emocionando" a audiência. A jovem foi catapultada à condição de intelectual pela mídia brasileira. Entretanto, o que se viu e ouviu de seu discurso nada mais foi do que um texto muito bem decorado. A estudante, sem perceber, era apenas um boneco repetindo tudo o que seu mestre mandava. Nada mais do que isso. "Suas mãos estão sujas de sangue", disse ela aos deputados, imputando-lhes a culpa pela morte de Lucas Mota dentro de uma escola ocupada. 
Aninha aprendeu bem a lição: acuse-os do que você é. Na verdade, não aprendeu: apenas seguiu o dogma que a religião marxista impôs à sua mente vazia. E faz questão de dizer que "não somos doutrinados"... 
O que vemos e ouvimos ultimamente dos jovens que ocupam escolas, colégios e instituições de ensino superiores ou participa de qualquer manifestação organizada por sindicatos e entidades de classe nada mais são do que bordões, slogans, frases prontas e respostas automáticas aprendidas em sala de aula. Cada vez que um estudante discursa em favor das ocupações, não é a ele que ouvimos, mas a seu professor. Este está controlando sua mente e usando sua voz para espalhar a ideologia nefasta que defende. Ele se torna um verdadeiro controlador e manipulador mental. 
A vítima, sequer consegue perceber. Afinal, seu mundo gira exclusivamente em torno do que seus mestres lhe mostraram e seu horizonte de conhecimento limita-se aos portões da faculdade que cursa. 
A educação só é solução quando ela é independente. Na atual estrutura, ela é a principal causa do problema.




segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O Sul (também) é o Meu Brasil.

Muito tenho visto grupos de pessoas defendendo a causa "o  Sul é o meu país". Seja nas redes sociais ou em grupos do WhatsApp, tem sempre alguém dizendo aos quatro ventos: "nós não somos brasileiros", "cansamos de sustentar o nordeste" ou "com o Sul livre, teríamos um sistema totalmente novo". A argumentação é enlatada e despida de qualquer embasamento mais aprofundado. Seria o Sul assim tão diferente do restante do Brasil?
Para tentar lançar alguma luz a esta questão, convém levantarmos alguns aspectos relativos a este questionamento para que possamos ter uma ideia mais precisa sobre a alegação de que "o Sul não é o Brasil e por isso precisamos da independência". Para tanto, veremos alguns elementos que compõem os aspectos históricos, psicossociais, econômicos e políticos da região.

Aspectos Históricos

O território que atualmente compõe a Região Sul do Brasil foi, assim como todo o restante do país, ocupado por populações indígenas que, à época da chegada dos europeus, viviam no paleolítico. Sequer tinham passado pela revolução agrícola que caracteriza o período neolítico e a consequente transformação das tribos de nômades para sedentárias, fator fundamental para que surja a noção de nação. Esta situação será transformada com a chegada dos europeus ao Novo Mundo que, por terem uma civilização superior, acabam impondo sua cultura. Alguns grupos indígenas são exterminados, outros se integram aos novos exploradores que chegam do oeste.
Naquele período, início do século XVI, duas potências reivindicam a posse das terras descobertas: Portugal e Espanha. O Tratado de Tordesilhas divide  o continente recém descoberto entre os dois reinos e as terras da Região Sul do Brasil ficam praticamente sob domínio espanhol. Despida de maiores riquezas (como ouro e especiarias) a ocupação deste espaço geográfico é relegada a um segundo plano tanto por espanhóis quanto por portugueses. Porém, as condições físicas de relevo, clima e vegetação irão favorecer a criação do gado bovino. Os indígenas servirão de mão de obra para as instalações agrárias e mineiras do atual sudeste e nordeste brasileiro.
A fronteira imposta por Tordesilhas cai quando, em 1580, acontece a unificação da Península Ibérica. Sob domínio espanhol, Portugal passa a vassalo da Espanha, situação que irá durar até 1640. Esta situação irá permitir que os colonizadores portugueses avancem sobre o interior do Brasil e comecem a fundar novos núcleos populacionais. É em busca de mão de obra e de novas riquezas que surge a figura do bandeirante paulista que irá efetivamente ocupar a região através das Entradas e Bandeiras.
São os paulistas que irão trazer aos estados do Sul as condições necessárias para que surjam as primeiras vilas e cidades. Posteriormente, a chegada de imigrantes Portugueses, entre eles os açorianos, irá povoar ainda mais a região, especialmente as cidades próximas ao litoral como Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. Estes imigrantes irão se somar aos bandeirantes paulistas na ocupação territorial. São eles que trazem as primeiras cabeças de gado e técnicas de manufatura.
Os bandeirantes, principalmente, são os percussores da produção pecuária e irão se estabelecer em estâncias e charqueadas, cujo objetivo é o fornecimento de alimento para as regiões das minas e de produção de açúcar. Assim, temos que grande parte da tradição da lida com o gado vem dos paulistas. Ela não é autóctone. Analogamente, a música e a cultura do sul irão se desenvolver com bases fortemente portuguesas, assim como a agricultura. Os elementos de italianos, alemães, poloneses e ucranianos irão se incorporar a ela, mas isso apenas no século XIX.
A única exceção a este processo de ocupação territorial se dá nas reduções jesuíticas de Guaíra e dos Sete Povos das Missões. Os jesuítas, a serviço da coroa espanhola, irão fundar cidades e assentamentos populacionais que diferem do modo português. Entretanto, as missões sucumbem à força militar portuguesa que também será responsável pela expulsão dos espanhóis que ocupavam a área. Os limites territoriais que temos atualmente são frutos diretos deste conflito que teve como partícipe os bandeirantes paulistas e seus descendentes.
A colônia dos estados do Sul foi do tipo "de exploração", exatamente como acontecia no restante do Brasil. A diferença é que, por imposições geográficas, a atividade econômica desenvolvida era subsidiária quando comparada ao lucro gerado pelos engenhos de açúcar e pela produção mineira.
A mão de obra era, também, escrava. O objetivo da produção do charque era, principalmente, abastecer o sudeste e o nordeste. Ironicamente, grande parte do desenvolvimento que a região Sul atinge advém dos recursos financeiros que eram aportados pelo nordeste e sudeste do Brasil. Não havia mercado interno suficiente para manter o Sul autossuficiente.
Com a independência do Brasil, o governo imperial percebe a dificuldade da ocupação do território do Sul, carente de recursos minerais e com um clima desfavorável à produção de culturas tropicais. Inicia-se, assim, o processo de colonização através da imigração, estimulado pela corte. No início do século XIX chegam os primeiros imigrantes alemães (fugindo da crise provocada pelo processo de unificação alemã e transição do período feudal para a sociedade industrial) e, no final daquele século, os italianos.
Esta leva de imigrantes faz com que surjam pequenos focos de uma colonização de povoamento. São eles que trarão as primeiras manufaturas e desbravarão as terras mais inóspitas, especialmente as regiões serranas. Entretanto, este não é um fenômeno exclusivo da região. Por todo o país, levas de imigrantes europeus das mais diversas nacionalidades aportam ao país em substituição à mão de obra escrava.
As regiões que irão servir de morada para esta população rapidamente atingem um bom nível de desenvolvimento. Afinal, além da mão de obra, o imigrante europeu trouxe consigo modernas técnicas agrícolas e de produção manufatureira. Aos poucos, surge um mercado interno e as regiões ocupadas por estes imigrantes passam a experimentar um surto de desenvolvimento. Isso, como dito, não é uma exclusividade da região Sul. São Paulo, Minas Gerais e algumas partes do Nordeste também experimentam algo parecido.
A formação histórica do Sul do Brasil, apesar de algumas características próprias, pouco difere do restante do Brasil. A base de sua sociedade está na colonização portuguesa de exploração com alguns elementos diferentes, como a chegada dos imigrantes e a luta mais contundente contra os espanhóis. Estes elementos, porém, não são suficientes para que possamos dizer que "o Sul não é o Brasil".

Aspecto Psicossocial

A formação histórica da população sulista faz com que sua cultura e tradição tenham algumas características próprias. A influência da imigração europeia é mais sentida nas manifestações artísticas e folclóricas. Esta, porém, não é majoritária ou decisiva. Ela vai se misturar aos aspectos culturais portugueses para criar o que conhecemos como cultura sulista. Apesar de ser um pouco diferenciada em relação ao restante do país, sua cultura é muito influenciada por seus elementos.
O idioma falado pelos habitantes da região é o português. Embora apresente alguns vocábulos próprios e sotaque característico, a estrutura linguística em nada se difere do restante do país. Estas pequenas variações não são, todavia, exclusivas aos sulistas. Com efeito, cada região brasileira possui suas diferenciações linguísticas mas nenhuma delas pode ser caracterizada como um dialeto próprio. No geral, o idioma é estável em todo o território nacional e é fator decisivo para a definição da nacionalidade brasileira da qual os habitantes do sul do Brasil, quer queiram ou não, fazem parte.
A formação religiosa da região Sul é majoritariamente cristã, de origem Católica. Assim como acontece no restante do país, há a ocorrência das religiões de matriz africanas e espírita, bem como outros grupos minoritários. A formação da identidade de um povo está profundamente vinculada com a sua religião. Neste aspecto, novamente, em nada os sulistas se diferem do restante dos brasileiros. Pelo contrário.
Apesar da ocorrência mais significativa dos imigrantes europeus nessa região, a formação étnica de sua população é miscigenada. O negro, o índio e o branco são os responsáveis pela sua caracterização. O fato de a etnia europeia ser relativamente mais dominante ao sul do Brasil quando comparada ao restante da população nacional não é argumento suficiente para que esta se desprenda daquela. As influências desta miscigenação é sentida nas manifestações culturais, artísticas e na própria estrutura do vocabulário do idioma,  como ocorre com o restante do Brasil.
No geral, há muito mais semelhanças do que diferenças entre os sulistas e o restante da população. Aliás, a expressão "sulistas" só é válida para se determinar a localização geográfica desta população, não um grupo populacional separado em si. O padrão de vida desta região segue o que acontece no restante do país, embora tenha maior desenvolvimento quando se faz uma comparação com as regiões Norte e Nordeste. Isso não é, de maneira alguma, justificativa válida para se alegar que os habitantes da região Sul "não são brasileiros", como querem os separatistas. Se hoje o desenvolvimento econômico e social se mostra maior nesta região lembremos que, em outro momento histórico, era o Nordeste brasileiro a região mais desenvolvida do país.
Os problemas apontados pelos separatistas, com o argumento de que "com a independência, tudo será diferente pois se começaria do zero" não tem base de sustentação. Isso decorre do fato de que, antes da atuação política propriamente dita, é preciso uma sólida formação intelectual da população. E isso o Sul não tem, como o Brasil não tem.
No final, o "país do Sul" cairia nos mesmos problemas que enfrenta atualmente, posto que não há qualquer retaguarda de alta cultura que possa sustentar e promover as mudanças necessárias para que os problemas atuais sejam solucionados. Igual situação ocorre em todo o Brasil.
Não há, pois, elementos suficientes para que possamos dizer que o Sul seja um país diferente e desligado do restante do Brasil.

Aspectos Econômicos

O grande argumento dos separatistas é a de que o Sul sustenta o restante do país, principalmente o Nordeste. Esta afirmativa, além de falsa, demonstra total desconhecimento sobre a estrutura econômica e tributária do Brasil. O grande problema aqui é a centralização excessiva de poder na União. E isso atinge todos os estados membros da federação. Esta centralização acentua-se de maneira exponencial após o golpe republicano, que colocará na direção do país, os grupos oligárquicos de Minas Gerais e São Paulo.
Ainda, a influência positivista dos golpistas tendeu a uma centralização efetiva. A inspiração para a República do Brasil foram os EUA. Entretanto, as diferenças de formação entre os dois países é abissal. De fato, a autonomia que as províncias tinham à época do Império foi suprimida pela República, que transformou cada estado brasileiro em refém da boa vontade do governo central.
A produção econômica do Sul do Brasil não é tudo aquilo que pensam os separatistas. Sua base segue sendo a produção agroindustrial e de serviços. Embora a região tenha passado, nas últimas décadas, por uma diversificação de sua matriz industrial, notadamente no setor metal-mecânico, ainda não pode fazer frente à produção industrial do sudeste brasileiro.
Os recursos naturais são limitados ao extrativismo vegetal e produção madeireira, extração de carvão e pedras semipreciosas. Não há reservas consideráveis de petróleo, metais preciosos, ferro, alumínio, cobre ou outros minerais que possam sustentar a indústria de base. Assim, quase a totalidade da matéria prima necessária vem de outras regiões do país ou do exterior. A indústria química de fertilizantes, fundamental para a vocação agropecuária sulista, não apresenta desenvolvimento suficiente para atender a demanda do mercado interno. Ademais, a matéria prima necessária para a produção destes componentes químicos vem de fora.
A produção energética da região vem da hidrelétrica de Itaipu, usina binacional construída pelo governo federal ainda durante os governos militares. A ocorrência de usinas termelétricas a gás depara-se com a necessidade de se importar o combustível. Com relação àquelas movidas a carvão, o baixo poder calorífico do material extraído das minas da região, diminui a eficiência e encarece a produção. Por fim, há nos últimos anos, o surgimento dos parques eólicos que, porém, não são capazes de atender a demanda de um parque industrial necessário para que ocorra o desenvolvimento da região. A dependência do Sul em relação às outras regiões do Brasil é muito grande para ser desconsiderada e seu mercado interno não tem capacidade de absorver ou gerar a riqueza.
O parque industrial sulista, porém não é desprezível (como alguns podem estar pensando). Ele apenas não é capaz de fazer frente ao que produz o sudeste. Ademais, os pólos de desenvolvimento, como o pólo naval de Rio Grande, existem por conta do investimento federal e de mão de obra de fora da região. Este parque, ainda, carece de indústrias de alta tecnologia, fruto da carência de recursos humanos capacitados.
A produção científico-tecnológica da região é pífia quando comparada ao restante do Brasil (que também é pífia). Os centros de desenvolvimento tecnológico são mantidos pela União. A iniciativa privada praticamente não participa deste processo. Isso ocorre em todo o Brasil. A exceção é o estado de São Paulo que, apesar de também ter poucos centros de desenvolvimento de origem privada, consegue manter uma rede de ensino superior estadual de destaque no âmbito brasileiro.
Sem a geração de conhecimento e o desenvolvimento das engenharias, não há sociedade que se desenvolva. E o que vemos no Sul é o mesmo que vemos no restante do país: faculdades que têm por objetivo formar militantes políticos e técnicos. A pesquisa e o desenvolvimento são relegadas a um terceiro ou quarto plano.
Além disso, assim como acontece em todo o país, a população sulista já está impregnada pelo pensamento de que "o Estado deve me sustentar". Não há mais a noção de que o cidadão é que é o responsável pelo seu sustento. Para isso, ele precisa de um emprego e este emprego não pode ser responsabilidade estatal. Cabe a iniciativa privada criar postos de trabalho, mas com a pesada legislação tributária e uma legislação trabalhista que emperra toda e qualquer tentativa de se gerar empregos, fica difícil. E o pensamento do povo sulista é idêntico ao do restante to país: taxar fortunas, taxar empresas, trabalhar menos e ganhar mais. Esta é a fórmula do fracasso.
O acúmulo de capital nas mãos dos empreendedores é o grande responsável pela criação de empregos e consequente distribuição da riqueza. Não vejo, entre os separatistas, pensamento neste sentido. Ou seja: independente, o Sul cairia nos mesmo erros que vêm sendo cometidos desde o início da República.

Aspectos Políticos

Querer a independência de qualquer região do Brasil fere a legalidade. A previsão constitucional não contempla a possibilidade de uma secessão. Nem a CF de 1988 e nem outra. Desta forma, promover a separação do Sul do país é, antes de mais nada, incitação ao crime.
Para que determinada porção territorial de um país pleiteie sua separação política, é preciso que ela possua algumas características que embasem a decisão e tornem a demanda válida. Um Estado Nacional se define por seu território, povo, fronteiras, autodeterminação, soberania e sistema de governo. Os estados membros da federação possuem todas essas características, com exceção da soberania. Em teoria, as unidades federativas são autônomas, mas não soberanas.
O problema atual do Brasil não se dá pela necessidade de soberania de seus estados, mas pela falta de autonomia. A concentração de poderes na União, como já explorado, sufoca e controla, de maneira opressiva, os demais entes federativos. A conquista (ou reconquista) desta autonomia é que deveria ser objeto de reclamação, pois nenhum estado tem condições de sustentar uma soberania.
Esta conquista precisa estar estribada na existência de Forças Armadas capazes de assegurarem a própria existência do novo Estado criado. Esta situação é inviável devido à coesão das Forças Armadas brasileiras. Em tempos passados, as condições para uma separação das forças militares era mais favorável. Entretanto, o movimento de 1964 foi o responsável por, efetivamente, unificar as diversas correntes de pensamentos que existiam dentro da caserna. Pela primeira vez na Historia, as Forças Armadas brasileiras passaram a seguir coesas e com inegociável compromisso da manutenção do Brasil como um país unido.
A independência política do Sul do Brasil não traria, como muitos acreditam, um sistema totalmente novo, "criado do zero". A cultura política dos sulistas é a mesma dos demais brasileiros. A elite partidária e intelectual da região apenas ecoa o que acontece no país. O que temos aqui é o domínio geral da ideologia de esquerda, mesmo ao arrepio da vontade popular. Estas características são as mesmas que observamos em todo o Brasil. Não há diferenciação. O que há são grupos de pessoas insatisfeitas que, por desconhecimento, ingenuidade ou canalhice mesmo, propõem a independência de uma região do país, mas são incapazes de se organizar politicamente para que a estrutura de governo seja modificada.
Assim, os mesmos vícios que são cometidos hoje passariam a ser cometidos pelo "Sul independente". O centralismo administrativo, econômico, político e cultural seguiria o mesmo. A agenda da esquerda mundial continuaria sendo seguida e os problemas que hoje enfrentamos não seriam solucionados. Isso decorre do fato que a cultura política e sua elite na região Sul em nada se difere das demais.
Sem que percebam, os separatistas são apenas massa de manobra para a esquerda como um todo que, por ser coletivista e globalista, abomina a soberania entre as nações. Para isso, fomenta movimentos que criam tensões na sociedade justamente para que a centralização dos poderes seja cada vez mais justificada. Acreditar que tudo será modificado e construído do zero sem a existência de uma elite cultural, política e partidária comprometida e alinhada com as medidas que precisam ser feitas é como construir uma mansão sobre alicerces de isopor. A queda é apenas uma questão de tempo.

Conclusão

Num cenário de conquista da independência, o Sul caminharia para se tornar um país com características tão semelhantes ao que temos no Brasil, que não é inteligente e nem viável que algo deste tipo aconteça. As dificuldades encontradas seriam de tal monta que a pretensa jovem nação não teria como se sustentar.
É preciso entender que a região é muito dependente do restante do país. Sua formação histórica, as características de sua população, sua economia e política estão ligadas de tal maneira ao Brasil que é inconcebível que se queira alegar que se tratam de dois países diferentes. Por suas dimensões continentais, dificuldade de ocupação do território, características da colonização lusitana e da política imigratória adotada, cada região do país desenvolveu características peculiares. Entretanto, estas não são suficientes para que se deduza que temos, dentro do território brasileiro, regiões que não sejam brasileiras.
O último pedaço do Brasil que adquiriu sua independência foi a Província Cisplatina. Porém, mesmo com a proximidade territorial e relativa semelhança cultural do atual Uruguai com os estados do Sul (notadamente o Rio Grande do Sul), há uma série de diferenças no processo de colonização, política, economia e formação de seu povo que justificaram sua saída e consequente independência.
Mesmo a Revolução Farroupilha não foi capaz de manter um estado soberano ao sul do Brasil. Esta, aliás, não tinha caráter separatista. Sua independência veio por precipitação do general Neto e pela fragilidade institucional do Período Regencial, algo que desaparece com a coroação de Dom Pedro II. Foi uma luta por autonomia que, ao final, acabou atingindo seus objetivos.
Portanto, alegar que ser sulista não é ser brasileiro é desconhecer sua própria história e as características que moldaram e moldam a região. O Brasil é um país heterogêneo em muitos aspectos, mas é justamente estas diferenças que nos identificam como nação.
Não precisamos de uma "República do Sul". Precisamos, isso sim, lutar pela autonomia que a república tirou de todos os estados. As relações entre os entes federativos precisa ser revista para que, de fato, nos tornemos uma federação. E em nenhum momento da história fomos mais federativos do que quando estávamos no regime monárquico.
Por fim, fica evidente que, ao contrário do que muitos acreditam, o Sul é muito mais brasileiro do que se pensa.




sábado, 10 de setembro de 2016

Mais Educação, Mais Violência

O grande problema que enfrentamos nos dias de hoje chama-se segurança. Vivemos em um país onde 60 mil vidas são ceifadas, todos os anos, pela criminalidade (número só comparado a uma guerra). Para muitos, as soluções para frearmos tamanha onda de violência são duas: enrijecimento das leis e aumento dos efetivos policiais. Afinal, penas brandas e a carência de agentes da lei  estimulam o pensamento do "não tenho nada a perder" e colaboram decisivamente para estarmos na situação na qual nos encontramos. Para fechar, o desarmamento da população (que foi rejeitado por ela) acentua a certeza de que a vítima não irá reagir. E o crime acaba compensando.
Quanto às origens da violência, alguns apontam para a desigualdade social, outros para a discriminação. Assim, a pobreza e o preconceito seriam as origens da criminalidade. Falso. A ação criminosa está cada vez mais enraizada em todos os estamentos sociais do país. O que muda é o tipo de crime que será praticado. Ninguém, em sã consciência, irá andar de fuzil e metralhadora matando pessoas em um condomínio de luxo. Mas isso não significa que não exista crime. Pessoas com posição social mais elevadas tendem a praticar crimes como corrupção, sonegação fiscal, contrabando, etc. 
Poderíamos dizer, então, que a criminalidade aumenta com a certeza da impunidade. Correto. Mas de onde vem esta impunidade? De onde vem este pensamento que procura sempre abrandar e justificar o injustificável? Respondo: da escola. 
Em um primeiro momento, a afirmação pode ser contraditória. Afinal, é consenso de que o grande remédio para diminuirmos a violência é a educação. O irônico é que sua origem, ou grande parte dela, vem dos bancos escolares. Há uma clara ligação entre a educação e a violência e, atualmente, quanto mais educação, mais violência. Duvida?
Nossas escolas já não são mais os lugares onde nossos filhos vão para aprender e absorver conhecimento. Elas se tornaram centros de difusão de um pensamento focado na chamada desconstrução social. O tenebroso encontro de Paulo Freire com Antônio Gramsci, é a origem real do atual estado de coisas que vivemos.
É pela aplicação de suas teorias que o estudante passa a ser programado para entender que tudo o que ele vê é uma imposição da classe dominante. Assim, não existe o certo e o errado, o bandido e o ladrão. Tudo isso passa a ser invenção da classe burguesa que "impõe seu modo de vida às demais". O policial passa a ser um agente fascista da elite opressora. O bandido passa a ser uma vítima do sistema. E a verdadeira vítima passa a ser responsável pela violência que sofre, posto que sua posição social e econômica oprime aquele "pobre menino da favela". É por esse motivo que, ao ver a imagem de um bandido empunhando a arma contra alguém, os olhos de nossos estudantes, jornalistas, artistas e "intelectuais" vêem um oprimido reivindicando o que lhe foi tirado pelo opressor. Um verdadeiro estado de consciência alterada. É, pois, a partir daí que as leis, embora relativamente rígidas, ficam mais brandas por obra das "interpretações" dos agentes do direito e o bandido passa a ser tratado de forma "mais humana".
O grande dano que Gramsci causa aos cérebros de nossos estudantes é programá-los para ver e entender não o que nossos sentidos estão nos dizendo, mas o que nosso professor, jornalista ou o artista da TV diz para que vejamos. Deixamos de acreditar em nossos olhos e passamos a acreditar no que nos dizem que estamos vendo. Por consequência, todo bandido passa a ser um coitadinho.
Se não extirpamos da educação toda a ideologia de esquerda que a domina e o culto a personagens como Gramsci, Paulo Freire e Focault, o único resultado que teremos é o aumento da violência. Exatamente como vem acontecendo nas últimas décadas.









quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Lutemos por Nossa Independência.

Há cento e noventa e quatro anos o Brasil, por meio de deu primeiro Imperador, conquistava sua independência política. O processo, porém, não foi tão pacífico como muitos pensam. Foram muitos os conflitos, inclusive armados, entre portugueses e brasileiros. Mas, no final das contas, nos tornamos uma nação independente.
Em todo o sete de setembro, temos as paradas cívico-militares que relembram o fato. O sentimento de civismo e patriotismo emana de nosso povo que, entusiasmado, aplaude, particularmente, as Forças Armadas durante os desfiles. O orgulho de sermos brasileiros se renova: somos um país livre.
Entretanto, por mais que tenhamos conquistado nossa liberdade política, estamos perdendo nossa liberdade civil individual. A República, permeada de golpes e crises, mostrou-se uma Hidra que devora tudo o que nos faz livres. Este processo torna-se mais flagrante com o advento da chamada Nova República que, com sua Constituição, arranca as liberdades do indivíduo e fortalece cada vez mais o Estado Brasileiro. Somos livres como nação; mas não somos como cidadãos.
As últimas duas décadas, pelo menos, foram responsáveis por transformações cada vez mais profundas na vida de nossa sociedade. Mas essas mudanças são lentas e progressivas. Na verdade, sequer percebemos que elas estão ocorrendo. A intromissão estatal na maneira com a qual conduzimos nossas vidas é por demais presente. Como exemplo, podemos citar a engessada CLT, que retira do trabalhador o mais importante de seus direitos: o de cobrar o que quiser pelo seu trabalho. Com ela, o empregado é obrigado a descontar de seu salário coisas como a contribuição sindical, FGTS, previdência oficial e outras obrigações. Assim, tem metade de seu salário dado ao Estado. E ele não pode escolher ou não se quer esses "direitos".
Na questão da educação, a coisa é ainda mais profunda. Os pais perderam o direito natural de educar seus filhos de acordo com suas crenças e valores. Este papel cabe agora ao Estado que impõe coisas absurdas como ideologia de gênero e propaganda marxista. E o pai que reclamar na escola pode ter seu filho recolhido aos famigerados Conselhos Tutelares.
Legisla-se sobre tudo. Virtualmente todos os aspectos de nossa vida social estão previstas em lei. Isso enfraquece as relações humanas e judicializa situações que antes eram resolvidas dentro da própria comunidade ou entre os vizinhos. E a vida seguia.
O Estado brasileiro atua com viés ditatorial. Quer impor e regular instituições que são anteriores a ele, Aliás, instituições que são responsáveis pela sua existência. Não o contrário. A família, por exemplo, é anterior ao Estado; no entanto, ele a regula como se fosse criação sua.
Comemorar a independência do Brasil nos desperta o civismo, o patriotismo e o amor à liberdade. Ela exigiu luta e coragem, atributos esses que são ainda mais exigidos quando lutamos pela nossa independência individual que o Estado, com o discurso de preservá-la, a destruiu.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Conselhos Incoerentes


Acabo de ler, no jornal Zero Hora, um artigo de Jorge Barcellos, entitulado “uma agenda para a esquerda”. Nele, o articulista propõe como a esquerda deverá nortear sua agenda para que possa retornar ao poder. Como não deveria deixar e ser, o ataque principal se dá no campo econỗmico, notadamente contra a economia “neoliberal” e a “religião do mercado".

Primeiramente, o autor fala sobre a possibilidade de “retorno da esquerda ao poder”. Ora, mas quando foi que a esquerda apeou dele? Inferir que PMDB e PSDB são representantes da direita é um verdadeiro estelionato intelectual. O máximo que se pode admitir é que eles são representantes da “direita da esquerda”. Ademais, o articulista cai no erro pueril de restringir toda a ideologia de esquerda ou direita à esfera econômica. Para alguém que se propõe a falar sobre isso, é algo imperdoável.

A seguir, apregoa que a esquerda deve bradar contra o mercado, pois a economia mercantil (sic) (livre de amarras) seria destruidora da “economia humana”. Cita, inclusive, o madamento “não matarás” como forma de ilustrar que regulações e proibições existem o que, por consequência, devem ser aplicadas ao sistema econômico. Para o autor, “o liberalismo aniquila a noção de interesse público ou coletivo”, o que nos faria viver em “espaços de guerra”. Como aremate, escreve: “o futuro do liberalismo é transformar-se num novo estalinismo (sic)”.

O que ele sonega é que a regulação de uma economia livre se dá justamente pelo interesse dos indivíduos, famílias, vizinhanças, cidades, estados e países envolvidos. Porque deveria o Estado interferir nos interesses privados de cada um? Porque o Estado deveria impor seus impostos, taxas de importações e tantos outros mecanismos restritivos para as trocas comerciais? Simples: para buscar o “bem coletivo” que, trduzindo, siginifica “fazer com que a população fique escrava de seu governo”. 
 
O liberalismo econômico não aniquila a noção de interesse público e privado. Pelo contrário, o fortalece a medida que deixa claro cada um deles. Ainda, os "espaços de guerra" são criados pela esquerda, que divide a sociedade entre "nós e eles" e fomenta o atrito entre grupos discordantes como forma de justificar cada vez mais a intervenção estatal.
 
Quanto ao stalinismo surgir de uma economia liberal é algo que sequer pode ser admitido em uma análise séria. Foi justamente a regulação estatal, centralismo administrativo e taxação da produção que causou o que se chama de “stalinismo”. Aliás, este é cria da esquerda, ou melhor, é a própria economia da esquerda. Aqui, vemos o clássico estratagema do “acuse-os do que você é”.

Prossegue o autor dizendo que Lula e Dilma deixaram-se seduzir pelo “canto liberal”, e que isso foi um erro. Sério? Apossar-se da coisa pública como se fossem suas, sufocar a produção através de pesados impostos, aparelhar empresas estatais (e mantê-las!) é ser liberal? Tenha a santa paciência! Prossegue dizendo que “no passado, a economia estava incluída nas demais relações, sociais, políticas e culturais (Karl Polanyi), agora ela procura dominar todas as demais”. 
 
Se a economia, no passado, esta incluída nas demais relações citadas, deve-se ao fato de que ela não era controlada pelo Estado, mas por seus próprios agentes. Foi a liberdade econômica que possibilitou, por exemplo, o renascimento europeu. Foram comerciantes e burgueses da Idade Média que financiaram a produção cultural e artística daquele período, o que nos deu obras de beleza e profundidades imortais.
 
Quando o Estado entra na economia, sabe o que acontece? Homens tocando o ânus um dos outros passa a ser visto como arte! A estatização da economia é a responsável por torná-la dominante sobre os demais aspectos da vida humana, não o contrário. Afirma, também que “se o político ou individual só existirem para seguir o mandato econômico, tudo está perdido”, colocando na conta do liberalismo econômico tal situação. A realidade, entretanto, mostra que é a esquerda que busca seguir o mandato econômico, pois ela se apossa da riqueza produzida por outrem, fica com a maior parte para os “amigos” e distribui as migalhas para aqueles que a produzem.

Finalmente, termina o artigo afirmando que “a base de sua crítica (esquerda) deve ser a recusa do conceito de ‘pleonexia’, termo grego que significa ‘querer mais do que a sua parte, querer sempre ter mais’. Para Dufour, ninguém é bom como Rousseau ou mau como Hobbes, mas pode ser ‘simpático’, isto é, ser capaz de pensar em si mesmo, recusar os excessos do capital e pensar para viver com o próximo”. Segue dizendo que “os candidatos de esquerda devem apresentar propostas de cidades para indivíduos além dos valores de mercado e contra a acumulação do capital.”

Todos esses conselhos que o articulista dá à esquerda são justamente o oposto do que é a esquerda. É ela que quer sempre mais, seja dinheiro, seja poder. Recusar os excessos do capital e pensar para viver com o próximo é uma caracterísitca própria do pensamento de direita, visto que ele tem suas bases na moral judaico-cristã (sim, há mais coisas dentro de um posicionamento ideológico político do que a economia). Fazer campanha contra o acúmulo de capital é simplesmente uma burrice. São as grandes fortunas que, investidas por seus detentores, proporcionam aos indivíduos a possibilidade de conseguir um emprego, patrocínio, e mesmo doações para as mais diversas atividades. 
 
Fazer uma capital (creio que seja Porto Alegre e relacionado ao pleito municipal) para os indivíduos significa dar a eles a liberdade de poder trabalhar, estudar, ter horas de lazer e segurança. Consiste, por fim, em intrometer-se o mínimo em suas vidas. A riqueza de uma sociedade não se mede pela fortuna de suas intituições ou pelo caixa do governo, mas por aquela que está no bolso de cada cidadão. E isso somente uma economia liberal é capaz de garantir.

domingo, 31 de julho de 2016

Falhamos

Fim do regime semiaberto. Esse é o mais novo anseio da sociedade gaúcha. Pudera. A maioria dos crimes que vêm assolando o Rio Grande do Sul são cometidos por apenados contemplados por essa modalidade penal. E não são poucos. Nos últimos cinco ou dez anos, o RS viu suas taxas de criminalidade dispararem. Assassinatos, assaltos, latrocínio, roubos e furtos. A rotina dos gaúchos, notadamente os residentes na grande Porto Alegre, tornou-se uma batalha pela sobrevivência. Não há mais hora, dia ou local seguro. E não chegamos a esse estado de coisas por acaso. 
Diante de tanta violência, jornalistas clamam por alguma ação do Estado. Entretanto, quando este age através da força policial, esses mesmos jornalistas são os primeiros a questionar o "uso indevido da força" ou a "reação proporcional" (julgamento que, aliás, nem mesmo as Forças Armadas escapam quando são desviadas de suas funções para atuarem na segurança pública). É preciso ensinar para os profissionais de imprensa que um criminoso não é parado por um pedido de por favor, um ramalhete de flores ou uma caixa de bombons.
Com o advento da Constituição Federal de 1988, um sem-número de direitos foram dados aos cidadãos brasileiros sem a contrapartida dos deveres. No seu esteio, a legislação criminal foi sendo cada vez mais abrandada com o intuito de mostrar a sociedade que o criminoso não é uma pessoa má, mas uma vítima dela mesma (ao melhor etilo Foucault). 
Assim, construiu-se a ideia de que a cadeia deveria servir primordialmente para buscar a ressocialização do bandido, visando reabilitá-lo para a vida civilizada. Ainda, o bom comportamento, antecedentes, etc. formaram todo um arcabouço de direitos e possibilidades que acabaram por transformar as penas previstas na legislação brasileiras (que já são brandas) em meras formalidade. Afinal, o apenado pode sair da prisão cumprindo apenas 1/5 da pena inicial. "Se" for preso, evidentemente. E o que vemos: altos índices de reincidência e a mentalidade de que o crime, afinal, compensa. A conclusão é óbvia: o sistema penal falhou; quer seja em ressocializar o criminoso ou manter a sociedade em segurança. A função da cadeia não é ressocializar, mas retirar do convívio social aqueles que a ele não se adaptam. (mesmo que por transtorno mental)
A premissa de que o homem é um ser bom e que a sociedade o corrompe é o argumento mais utilizado por aqueles que insistem em defender que a prisão serve como um reformatório. Nada mais falso. Fosse o homem um ser bom, jamais poderia criar uma sociedade que o corrompesse. Parece que isso escapou a Rousseau. Por acreditarmos nisso, estamos construindo uma sociedade cada vez mais violenta com a conivência de autoridades, intelectuais e jornalistas que aplaudem projetos das Marias do Rosário da vida (que protegem o bandido) e procuram desqualificar aqueles que tornam as penas mais duras para os marginais (como os do deputado Jair Bolsonaro). 
Na busca por uma sociedade igualitária, de paz e amor, esquecemos de pensar em algo fundamental: somos todos diferentes e é por meio dessas diferenças que podemos evoluir. Ao dar os mesmos direitos das pessoas que cumprem as leis para aqueles que as infringem, estamos praticamente justificando os atos criminosos que são cometidos. A culpa nunca é do indivíduo, mas da sociedade.
Mas de todas as falácias, a mais gritante é a que trata da questão do desarmamento. A população votou majoritariamente contra o desarmamento, com uma margem expressiva por sinal. Sua vontade não foi atendida. E o que observamos? O aumento geométrico de crimes contra a vida e  patrimônio. O Estado, cuja função única e exclusiva é garantir a segurança não só não o faz como impede que cada cidadão possa garantir a sua. O resultado, mais uma vez, é óbvio: o desarmamento falhou.
O fato é que, quase trinta anos depois da "Constituição Cidadã", o que temos: altos índices de criminalidades, cerceamento progressivo e ininterrupto de nossas liberdades individuais, concessão de privilégios para as minorias e a deterioração completa das noções de disciplina, autoridade e responsabilidade. Não poderíamos, pois, escapar de chegarmos onde chegamos. Para que consigamos sair da situação na qual nos encontramos para voltarmos a estancar a criminalidade e recuperar nossa segurança, é mister que aceitemos esta verdade: falhamos.

domingo, 17 de julho de 2016

Flores e Velas para o Reino dos Francos.

A França, novamente, foi vítima de um atentado islâmico. Porém, para a mídia nacional, foi "um caminhão" que atropelou e matou os civis que comemoravam o 14 de julho, feriado magno da República Francesa. É incrível como nossos jornalistas e formadores de opinião tentam esconder o óbvio: o islã está em guerra contra o Ocidente. Uma guerra, como já disse, que dura quase 15 séculos. 
Portanto, não há dúvida de que outros virão. E mais pessoas irão morrer. E a reação da Europa e do mundo ocidental será a mesma: "foi coisa de um radical, o islamismo é a religião da paz", dirão. Mudarão a foto do perfil com um filtro colorido de acordo com o local da tragédia (ou da orientação sexual dos atingidos), iluminarão prédios públicos e oferecerão tolerância. É o que teremos de um mundo cada vez mais à esquerda.
Encarar a verdade e a realidade, para essas pessoas, é algo muito doloroso. Para elas, é difícil aceitar que o islamismo, desde o seu surgimento, objetiva unicamente a aniquilação dos infiéis e a imposição de sua civilização aos povos dominados. É difícil aceitar que, muitas vezes, o conflito armado é a única solução a um empasse. E, principalmente, é por demais difícil aceitar o erro de avaliação sobre as consequências da imigração islâmica descontrolada, a verdadeira face do islã e que o Ocidente está impotente diante da guerra que enfrenta.
De fato, nunca antes a Europa (e todo o ocidente) estiveram tão vulneráveis. Esta vulnerabilidade repousa sobre duas situações: o enfraquecimento do cristianismo e a feminização de sua sociedade. A primeira, afasta-nos de nossas raízes históricas e nos faz alvos fáceis para o surgimento de uma série de movimentos que objetivam nos destruir (feminismo, gayzismo, ambientalismo...). A segunda faz com que os homens, aqueles que deveriam lutar para defender os seus, se tornem seres dóceis, amáveis e gentis; ao ponto de colocarem vestidos e calcinhas em protesto contra os estupros que os imigrantes têm feito contra mulheres alemãs.
A retirada da masculinidade dos homens é algo extremamente perigoso para a nossa existência. Afinal, são eles que não hesitam em sacrificar suas vidas para salvar sua família, sua cidade, seu país. E isso mudou. Em um vídeo gravado logo após o atentado a Nice, um pai tenta consolar seu filho: "Compreende quem fez isso?", pergunta o repórter à criança. "Foram homens maus que fizeram isso e agora teremos que mudar de casa. Eles estão em nosso país e têm armas", disse a criança. O pai respondeu-lhe que "Não, não precisamos mudar de casa. A França é a nossa casa. Eles têm armas, mas nós temos flores e velas". O menino, então respondeu: "mas flores não fazem nada". "Claro que fazem, veja o pessoal colocando flores. É para combater os atiradores", retrucou o pai. "Flores e velas", responde o filho. "As flores são para nos proteger?" continua. "Sim", diz o pai. "As flores e as velas são para homenagear os mortos", prossegue. "São para nos proteger, as flores e as velas", completa o menino. "Sente-se melhor", pergunta o repórter. "Sim, parece melhor".
Vejam como o pai tenta proteger seu filho da dura realidade. "Temos flores", disse. Mas "elas não fazem nada" respondeu  o menino". O pai, neste caso, entra no rol dos homens femininos. Não percebe que somente armas podem combater armas; que flores são inúteis. Ou ele está em um estado de histeria, pois vive em uma realidade paralela que lhe foi imposta, ou então ele tem consciência de que nada será feito para reagir a mais essa ameaça. Ao proteger seu filho, acaba de criar uma impressão àquela criança de que armas são combatidas com flores. Os homens europeus estão assim: femininos, delicados e conformados. São anos de feminismo e de idiotices esquerdistas em suas cabeças...
O mais interessante é que o atentado ocorre em um 14 de julho, dia que marca o início da Revolução Francesa e a queda da hegemonia da França no cenário mundial. Marca, literalmente, o início da lenta agonia do glorioso Reino dos Francos que conquistou a Inglaterra com Guilherme I, derrotou o invasor mouro, dominou a Idade Média e foi a grande nação daqueles dias. Após a Revolução, a França vira um mero rascunho do que fora. Seus filósofos e ideólogos levaram-na a este ponto: impotente, incapaz e sem vontade de contra-atacar os invasores.
Responde à agressão externa com flores, pombas e protestos. Abre suas fronteiras ao invasor islâmico disfarçado de imigrante. Reduz sua jornada de trabalho para menos de seis horas por dia e retira da mulher o papel principal que ela deve desempenhar para a civilização (garantidora das futuras gerações) para a busca pela "igualdade". A França, a nação cristã que fez a Europa morre a cada dia que passa. E, conforme o tempo avança, fica mais difícil evitar seu funeral.
As velas e as flores não são para proteger seus cidadãos, como o pai do pequeno quer fazê-lo crer. São apenas as últimas homenagens às vítimas do islamismo, da decadência do cristianismo e da fraqueza ocidental. Podemos dizer que é tudo o que resta à França e à Europa: uma formalidade pelo seu velório; justamente na data em que é comemorado o início da queda do Reino dos Francos.




sexta-feira, 8 de julho de 2016

A Mais Longa das Guerras

A guerra é a maneira pela qual um povo, nação ou Estado busca conquistar ou destruir seus inimigos. Em um sentido estrito, costumamos associá-la ao embate entre forças bélicas que disputam, pelas armas, o domínio do território.
Sob este ponto de observação, a história tem nos reservados diversas guerras, umas mais longas, outras nem tanto. O fato é que desde o momento em que a humanidade passou a constituir sociedades organizadas, ela esteve sempre presente. 
As motivações para a eclosão dos diversos conflitos através dos tempos são variadas. Disputas territorias, econômicas, políticas e sociais são as mais comuns. Do alvorecer da civilização na mesopotâmia até nossos dias, a guerra faz parte da história humana.
Mas a guerra não se consiste tão somente do embate entre exércitos. Esta é apenas uma de suas faces. No sentido lato, uma guerra é desencadeada de inúmeras maneiras. Pressões econômicas, diplomáticas e sociais, por exemplo, fazem parte do conflito. Como ensina Sun Tzu, "a maneira mais contraproducente de se derrotar a um inimigo é através do combate no campo de batalha".
De fato, há maneiras menos dispendiosas e sutis de se dominar um país inimigo. Alterar sua formação moral e social é uma delas. Lênin e Gramsci sabiam disso e criaram uma estratégia de dominação cultural e moral capaz de tomar uma nação de assalto sem que esta se dê conta de que está sendo dominada. A utilização das tensões existentes dentro de qualquer sociedade, canalizadas para o objetivo comum de arruiná-la desde seus fundamentos, associada com a dominação do espaço cultural, político, religioso e legal, constitui-se na tática mais eficiente desta estratégia; muito embora, seja um empreendimento de longo prazo. O resultado, porém, é devastador: um país inteiramente dominado e indefeso. Sem o disparo de uma única pistola.
A corrosão social e moral, porém, não precisa ser necessariamente obtida por meio da infiltração velada. Ela pode ser desencadeada por intermédio de outro processo: a imigração em massa. Esta estratégia é a que está sendo utilizada pelo islamismo para acabar com o Ocidente. Seu sucesso está sendo obtido pela ocorrência de dois fatores: a corrupção e deteriorização da sociedade (com a perda cada vez maior das autonomias nacionais) e a liberdade que o cristianismo proporciona, inclusive, de ser achincalhado e atacado sem uma retaliação contundente.
Deste modo, as levas de imigrantes que chegam todos os dias à Europa não são parte de uma crise migratória, mas de uma estratégia na qual o Ocidente stá docilmente caindo. O islã, como um todo, está em guerra contra o mundo judaico-cristão. E esta não é uma guerra recente.
Desde o século VII, o islamismo tem como objetivo acabar com toda e qualquer sociedade que não professe sua fé. Foi com esta motivação que passou ao fio da espada os povos que conquistou e destruiu os remanescentes de suas culturas e religiões. Seu ímpeto foi detido pelos franceses em Poitiers.
A partir daí, o mundo cristão passou a defender-se da invasão moura, especialmente na Península Ibérica. A reação aos invasores, que já tinham tomado os locais sagrados no Oriente Médio, dá-se pelas Cruzadas. Uma reação, deveras, tardia. Com quinhentos anos de atraso. E falharam. Por fim, o Império Turco Otomano se estabelece no norte da África, Oriente Médio e Europa Oriental, constantemente ameaçando o restante do continente. Com o seu colapso surgem diversos países independentes politicamente, mas unidos pela religião.
A criação do Estado Judeu no pós-guerra aumenta as tensões islâmicas contra o Ocidente. Afinal, no centro da ocupação muçulmana estava Israel, que passa a ser seu alvo preferencial. Surgem os conflitios árabe-israelenses que se estendem até os dias atuais. Em países como o Irã, a revolução islâmica toma o poder, acaba com as liberdaeds e impõe as leis corânicas.
Entretanto, mesmo com uma população maior, os muçulmanos falham em destruir Israel. O exército judeu possui tecnologia e preparo superior e acaba derrotando-os. Os muçulmanos, pois, resolvem modificar suas ações táticas pelo emprego de grupos terroristas. Também percebem que, antes de impor sua religião aos ocidentais, seria necessária uma ação de propaganda. E assim fizeram.
A conversão de artistas e esportistas ao islamismo serve a este propósito. A atuação econômica, financiada por vastas reservas de petróleo, idem. Passam a atuar dentro da cultura e do entretenimento (especialmente na Europa) através do patrocínio e compra de clubes de futebol e outros eventos esportivos. A mensagem que passam é clara : "não somos assim tão malvados; somos a religião da paz".
Com a propaganda, desarmam os ânimos dos cristãos que, esquecendo tudo o que já sofreram, passam à complascência. Ao mesmo tempo, levas de imigrantes passam a ser aceito no território europeu. Esta corrente migratória foi beneficiada por dois fatores primordiais: o advento do feminismo (que coloca o papel da mulher como trabalhadora e não mais como garantidora da continuidade da sociedade) e a União Européia que, através de um governo central e não-eleito, abre suas fronteiras.
No início, a idéia parecia boa: imigrantes em busca de empregos que os europeus não queriam. Aos poucos, porém, eles começam a lutar pelo direito de exercerem sua religião. Com o aumento cada vez mais intenso de seu número, passam a impor suas próprias leis em bairros e distritos de cidaes como Londres e Paris. Claramente, trata-se de uma invasão.
Ultimamente, eclodiram conflitos bélicos entre facções religiosas em países como a Síria. Populações inteiras são obrigadas a deixar suas casas e passam a eleger a Europa como seu novo destino. Sentindo-se responsável e com obrigação moral de auxiliar, os europeus passam a aceitar uma leva gigantesca de muçulmanos em seu território. Os resultados já começam a aparecer: estupros e violência contra os nativos e ocupação de suas propriedades e governos. A Europa, então, começa a se tornar parte do grande Califado.
Com o cristianismo constantemente atacado e deteriorado, um Papa que parece trabalhar para a própria destruição da Igreja e uma sociedade composta de homens excessivamente feminilizados, o continente europeu parece ajoelhar-se diante do inevitável. O camelo virá beber no Reno, disse Nostradamus... Ao que parece, o famoso profeta parece ter acertado.
O fortalecimento dos movimentos nacionalistas e partidos conservadores de direita dão uma fagulha de esperança àqueles que lutam pela manutenção do legado judaico-cristão do Mundo Ocidental. Mas será que compreendem que estão sendo atacados por um inimigo? Ou confiaram em seus políticos e governos de esquerda que desejam, acima de tudo, a imposição de um governo global?
As peças do jogo estão se movimentando. Estamos próximo de um xeque-mate islâmico. A única maneira de virarmos o jogo é nos conscientizarmos de que estamos em guerra. Na verdade, a mais longa das guerras. Ou passamos a combater e resistir ou preparemos nossos filhos e netos para adorarem a Alá.









segunda-feira, 4 de julho de 2016

Realidade Irreal


O mundo que passamos a enxergar não é lá muito real. Décadas de corrupção moral e da imposição do “politicamente correto” nos fazem, a cada dia que passa, ver o mundo através de uma lente que filtra a crueza da verdade, inverte papéis e nos torna incapazes de acreditar no que nossos sentidos nos dizem. A favela, virou comunidade; o bandido, vítima da sociedade; e a vítima, pasmem, culpada da violência que ela mesmo sofre pois “faz parte da elite opressora”. Ver o que não existe e ignorar a realidade é a marca desses tempos modernos. Nossa capacidade cognitiva de processar o que está diante dos nossos olhos está perigosamente comprometida. Não mais acreditamos em nosso próprio testemunho e passamos a entender o mundo através de terceiros. E isso ocorre em todos os campos de nossas vidas. Deixamos, pois, de pensar com nossa própria cabeça para acompanhar a sapiência coletiva emanada de especialistas e doutores da verdade. Exemplos não faltam.
Nas artes, passamos a admirar o bizarro e o idiota. Chamamos de “obras primas” rabiscos sem qualquer significado e esculturas que nada nos dizem. Sabemos que um monte de tinta jogada ao léu em uma tela é… Um monte de tinta! Ou de que uma rampa de ferro às margens do lago Guaíba, em Porto Alegre, é uma rampa de ferro! Porém, os especialistas insistem em nos dizer que estamos diante de algo genial, abstrato, que poucos conseguem "entender a profundidade". Mais ou menos como naquela história da roupa nova do rei. 
O sistema educacional também sofre do mesmo mal. Deixamos de aprender línguas, matemática, ciências naturais e humanas para discutirmos ideologias sem qualquer nexo e de aplicação inexistente. A educação moderna passou a ser mera discussão sobre os “grandes problemas da humanidade”, como o funk, posições sexuais, legalização das drogas e do aborto ou “dívidas históricas” de opressores com oprimidos.
Absolutamente nada se produz de concreto ou real que possa ser aplicado para nosso desenvolvimento. Assim, pipocam mestres e doutores que mal conseguem redigir um parágrafo sem assassinar a língua materna, com teses do tipo “A influência dos bantos no carnaval carioca - um estudo”. São nada mais que sanguessugas estatais que estarão em universidades disseminando seu conhecimento exótico e contribuindo para formar um contingente cada vez maior de inúteis diplomados.
Claro que conseguimos observar isso tudo. Claro que sabemos que está errado. É claro que temos plena consciência de que nossos filhos estão sendo criminosamente vítimas de uma engenharia social. Mas somos convencidos pelos “iluminados” de que o que estamos enxergando não é o que vemos. Nos enchem de livros, “artigos científicos” e “estudos” que provam que estamos errado. E acreditamos. Afinal, nossos olhos não podem competir contra a clarividência dos artistas e dos diplomados.
O exemplo mais contundente do quão profundamente estão distorcendo a realidade é a nefasta ideologia de gênero. Nela, não há distinção entre os sexos. A pessoa pode ser o que ela quiser e nós somos obrigados a aceitar isso como normal. Somos forçados a modificar todo um processo sensorial e cognitivo para modificar a realidade que vemos. Percebem a gravidade da coisa? Ao ensinarem às nossas crianças e jovens que um marmanjo barbado é uma mulher e que uma loira peituda é um homem só “porque eles querem” os agentes sociais estão, pura e simplesmente, destruindo cérebros.
Modificar a percepção de algo tão claro e básico, como a diferença entre um homem e uma mulher, é dos mais poderosos instrumentos para o controle da mente. Passamos, então, a desacreditar em tudo aquilo que nossos sentidos nos passam para ter uma fé cega no que nos é dito. Deixamos de sermos seres racionais e críticos para nos transformarmos em meros robôs repetidores de uma realidade falsa e inventada.
É por isso que alguém que mata, estupra ou rouba, deixa de ser bandido para ser uma vítima da sociedade. É por isso que um policial que atira contra um marginal passa a ser tratado como sendo um. É por isso que alguém que defende penas mais severas e duras contra estupradores é visto como um troglodita, enquanto aquela que os defende, como heroína. É por isso que grandes artistas de nosso tempo vivem em completo esquecimento pela mídia enquanto cantores de “sertanejo universitário” e funk enchem a programação da televisão. É por isso que obras literárias sem qualquer valor são elevadas à categoria da genialidade enquanto aquelas que realmente são, passam em branco.
Precisamos, com urgência, voltar a acreditar em nossos olhos, mãos, ouvidos, bocas e narizes. São eles que nos passam a realidade conforme ela é, não um artista, colunista ou professor da faculdade. Pode ser chocante num primeiro momento. Mas é libertador.

terça-feira, 28 de junho de 2016

União Européia, Destruição da Europa.

No começo, a idéia foi boa: criar uma área de livre comércio e circulação de bens, pessoas e serviços. Inclusive, com uma moeda comum. Assim os países integrantes seriam fortalecidos e estariam aptos a enfrentar os desafios da economia de um mundo globalizado. Ah, a economia... Sempre ela. Justificativa recorrente para divisões ideológicas e união entre os povos. 
A Uniao Européia surgiu como o grande experimento de se fazer um bloco multinacional capaz de quebrar barreiras e fortalecer seus integrantes. E o início foi promissor. A economia cresceu e o bloco se mostrou como o grande contraponto a hegemonia dos EUA. O mundo estava em festa! Mas, como toda festividade, uma hora ela acaba.
Sob o manto da livre economia, o governo europeu começou progressivamente a mostrar seu real intuito: acabar com os Estados Nacionais. Estava tudo indo muito bem, até que movimentos nacionalistas começaram a questionar a autoridade de um parlamento continental sobre os assuntos internos de seus integrantes. Ainda, a massa de imigrantes que invadiram o território europeu começou a colocar em risco a própria existência da Europa. Pouco a pouco, os autóctones começaram a perceber  a cilada na qual estavam se metendo. Crescem, pois, os movimentos nacionalistas que questionam e lutam contra o governo europeu.
Ao contrário do que se possa imaginar, a Europa não possui uma população homogênia. O amálgama que une seus povos é unicamente a tradição judaico-cristã. Historicamente, o que vemos é uma constante disputa entre os povos por sua independência, pelo menos desde o fim do Império Romano. As experiências de se criar uma "Europa Unida" falharam, desde o francês Carlos Magno até agora, passando pelo Sacro Império Romano-Germânico, o Napoleônico, o Áustro-Húngaro, o III Reich, o Soviético e, ao que tudo indica, a União Européia.
As populações dos países-membros começaram a se dar conta de que as decisões oriundas desde Bruxelas têm solapado suas autonomias, algo que sempre lhes foi muito caro. Questões econômicas, sociais e políticas são resolvidas sem que se considerem as diferenças existentes entre cada Estado que, salvo melhor juízo, ainda são independentes. O resultado é uma crise migratória sem precedentes (parte da guerra islâmica contra o Ocidente) e a obrigatoriedade de se aceitar as decisões do Parlamento Europeu mesmo sem a aprovação da população.
Os britânicos perceberam isso, e votaram pela saída do bloco. As lideranças da União Européia, temem um efeito dominó. Sem o Reino Unido, os dois principais países do bloco passam a ser a Alemanha e a França, ambos já bastante dominados por imigrantes que impõe seu modo de vida aos nativos. Estão sendo conquistados por um invasor estrangeiro sem a necessidade de um conflito armado.
Entretanto, a direita vem crescendo, especialmente na França. Parece que os globalistas se esqueceram de colocar em sua contabilidade a chamada "maioria silenciosa" que está ficando farta de ter seu país invadido, suas leis destruídas,  seus lares ameaçados e de pagar a conta daqueles que nada produzem a não ser discórdia e violência.
A questão não é abandonar o livre mercado entre os países, mas abandonar a idéia de ser governado por estrangeiros reunidos em um parlamento continental. Não é a união poĺítica, econômica, monetária, social e militar que garantirá o futuro do continente europeu, mas a autonomia de seus países.
A União Européia parece ter como objetivo final, destruir a própria Europa. E os cidadãos europeus estão começando a entender isso.



quinta-feira, 23 de junho de 2016

Indignação Seletiva

Imunidade não pode ser sinônimo de impunidade. Este é o titulo do artigo de Rosane de Oliveira publicado no jornal Zero Hora de ontem. Nele, a jornalista celebra a decisão do STF de processar  o deputado Jair Bolsonaro por apologia ao estupro e injúria contra a deputada Maria do Rosário (ao arrepio da imunidade parlamentar). Como o artigo está disponível apenas para assinantes, vamos a ele:


Ao aceitar a denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por injúria e incitação ao estupro, o Supremo Tribunal Federal abre um novo capítulo na interpretação da imunidade parlamentar. Por quatro votos a um, a 1ª turma do Supremo entendeu que a proteção não é absoluta. Como disse a ministra Rosa Weber, imunidade não pode ser sinônimo de impunidade. 

Acostumado a atacar colegas que discordam de suas posições, Bolsonaro vai responder a dois processos porque não só agrediu a deputada Maria do Rosário em um bate-boca na Câmara, como repetiu os impropérios numa entrevista a Zero Hora:— Ela não merece (ser estuprada) porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece.

Não há outra interpretação possível para uma frase estúpida como essa que não seja a de que certas mulheres merecem ser estupradas. Se isso não é incitação ao estupro – um crime hediondo de acordo com a legislação brasileira –, os ministros do Supremo teriam de retornar aos bancos escolares para estudar interpretação de texto.

Bolsonaro se defende dizendo que foi agredido primeiro por Maria do Rosário e que apenas reagiu, mas os ministros levaram em conta que, depois, de cabeça fria, na entrevista a ZH, ele repetiu a frase que caracteriza o estupro como um presente a que teriam direito as mulheres bonitas. 

É do ministro Luiz Fux, relator, a definição precisa:

— O emprego do termo "merece", pelo deputado, confere ao crime de estupro um prêmio, favor ou uma benesse, que dependem da vontade do homem.

Em outra frase, Fux arrematou:

— A violência sexual é um processo consciente de intimidação pelo qual as mulheres são mantidas em estado de medo.

No momento em que o mundo discute o abominável caso do estupro coletivo de uma adolescente no Rio, o Supremo não podia tratar esse caso como se fosse apenas mais um dos ataques histéricos do folclórico deputado que, em outras manifestações, se revelou racista e homofóbico e na votação do impeachment na Câmara homenageou um torturador.  
 
Pois bem. 
 
A imunidade parlamentar existe para proteger o senador ou deputado para que possam expressar seus posicionamentos e opiniões que, pelo calor das disputas, poderiam caracterizar crimes contra a honra, falseamento da verdade, etc. Se imunidade, nos dizeres da ministra Rosa Weber, não pode ser sinônimo de impunidade, então deveriam ser revistas as inúmeras declarações injuriosas que todo o parlamentar sofre pelos seus adversários. Afinal, injúria é crime, não é mesmo?
 
Na coluna, a jornalista se utiliza de uma falácia ao tentar desqualificar Bolsonaro por ele "atacar quem discorda de suas posições". Ora, senhora jornalista! A isso, chamamos debate. A isso, chamamos democracia. Os "ataques" do deputado se dão com argumentação sólida, lógica e precisa. Não é, como a senhora quer deixar a entender, um ataque físico ou uma distribuição gratuita de impropérios. É a mera disputa de idéias no meio de uma sociedade democrática algo que, pelo jeito, não lhe parece uma boa idéia (a não ser, claro, que as pessoas concordem com sua opinião).

A frase dita pelo deputado é uma figura de linguagem. Acho que a jornalista sabe o que são as figuras de linguagem, não é mesmo? Aqui, há uma ironia. O máximo que se pode extrair da declaração de Jair Bolsonaro é que Maria do Rosário é feia de doer (e ela não é assim tãããão feia).

A jornalista afirma que, dizer que alguém não merece ser estuprada é dizer que há outras que merecem. Nada mais falso e canalha. Ora, de um fato não se pode deduzir um valor. Não é porque Bolsonaro diz que Maria do Rosário não merece ser estuprada que existam mulheres que merecem o estupro.

Para isso, seria necessário provar que Bolsonaro é um apologista do estupro. E a jornalista sabe que ele não é. Afinal, querer a castração química do estuprador e a redução da maioridade penal são incompatíveis com querer que as mulheres sejam estupradas.

Como analogia, é como dizer que "se as colunas da Rosane Oliveira não merecem ser lidas as dos outros jornalistas merecem". Então, há sim outra interpretação possível...

Muito diferente seria se o deputado declaresse "que todas as mulheres merecem ser estupradas, menos a Maria do Rosário, que é feia". Parcebe a diferença? É. Parece que não são só os ministros do STF que devem retornar aos bancos escolares.

Fosse uma profissional imparcial, Rosane não teria omitido o fato gerador do ataque do deputado. Ele estava sendo entrevistado por uma emissora de televisão e dizia que queria a diminuição da maioridade penal, motivado pelo crime de assassinato e estupro cometido pelo menor conhecido por Champinha, de 16 anos. A deputada Maria do Rosário interrompeu a entrevista e acusou Bolsonaro de ser estuprador. Então, cara jornalista, foi sim uma defesa a um ataque gratuito e canalha que ele recebeu.

Ao repetir a declaração ao Zero Hora "já de cabeça fria", Bolsonaro não está incitando o estupro mas, novamente, utilizando-se da ironia. Seu objetivo é caracterizar Maria do Rosário, que defendeu o estuprador, como sendo uma pessoa indigna de qualquer sentimento. Pudera! O histórico desta parlamentar é caracterizado pela defesa de criminosos autores dos crimes mais bárbaros sob o manto do vitimismo social.

Comentar a declaração do ministro Fux é dispensável, visto que segue a mesma linha falaciosa da jornalista.

Como arremate, a colunista acusa o "folclórico deputado" de ser racista e homofóbico. Quando isso aconteceu? Ela não exemplifica. Aqui temos claramente um libelo contra o deputado. A fundamentação utilizada pela jornalista não se baseia em fatos, mas em argumentação ad hominem por Bolsonaro posicionar-se fortemente contra a agenda revolucionária. E isso, para a jornalista, é inadmissível.

Por fim, acusa-o de fazer apologia a um torturador (Bolsonaro lembrou do cel Brilhante Ustra em seu voto sobre o impeachment). Mostre-nos, jornalista, onde está o processo transitado em julgado que concluiu que o cel Ustra foi um torturador! Não há. O que existe é apenas a palavra de supostos torturados, tratadas como evidências cabais por nossa justiça débil e aparelhada.
 
O processo contra Bolsonaro é meramente político-ideológico. Está no caderno de teses do PT (que aparelhou todo o Estado, inclusive o judiciário) que "o deputado Jair Bolsonaro precisa ser cassado e, por consequência, ejetado da disputa presidencial. Eles sabem que ele é a única oposição real. Está fora do esquema PSDB-PT para transformar o Brasil em um país comunista por intermédio da clássica estratégia leninista das tesouras.


Posando de imparcial, Rosane mostra nesta coluna seu real posicionamento ideológico a esquerda, consoante com o jornal para o qual escreve. Zero Hora se diz imparcial, mas mantém um único colunista conservador entre seus colaboradores, que escreve quinzenalmente aos domingos (Percival Puggina). 

Quanta imparcialidade, não é mesmo!

Complementando. 
 
A indignação da jornalista parece ser seletiva. Quando Paulo Ghiraldeli disse publicamente que a jornalista Rachel Sheherazade deveria ser estuprada, não houve uma única linha de indignação. Porque? Onde estava a indignação dela e de toda a imprensa quando houve, agora sim, uma clara incitação ao crime de estupro? Ou será que, no íntimo de seu cérebro esquerdopata, a jornalista concorda com Ghiraldeli por ser Rachel Sheherazade uma jornalista inteligente, conservadora e bonita?

Para a cabeça lobotomizada de Rosane Oliveira, um deputado que defende penas mais severas contra estuprdores, sua castração química e diminuição da maioridade penal é um incitador ao estupro porque se utilizou de uma ironia.

Em contrapartida, Maria do Rosário, que defendeu o estuprador e acusou Bolsonaro de ser um deles, não comete qualquer crime, qualquer falha. Neste caso, finda-se a tese da "imunidade não pode significar impunidade"...

Pelo jeito, Maria do Rosário goza de uma dupla imunidade: é mulher e é de esquerda.







domingo, 29 de maio de 2016

Cultura do Estupro

"Todo o homem é um estuprador em potencial; vivemos a cultura do estupro". As duas idéias voltam com força diante dos casos de violência sexual contra as mulheres. Elas, além de falsas, retiram do indivíduo a responsabilidade pelos seus atos ao inseri-lo dentro de uma força coletiva invisível e irresistível. No final das contas, o ser individual não é necessariamente culpado pelos seus atos. Ele passa, de agressor, a vítima de um determinismo coletivista que lhe é imposto desde o dia em que nasceu. Para que a situação possa mudar, é necessário que seja feita uma modificação profunda na sociedade. Justifica-se, assim, a sanha esquerdista da coletivização.
Se no post anterior falamos da idiotice de se dizer que todo homem é um estuprador em potencial, agora cabe derrubar a tese igualmente débil acerca da existência da cultura do estupro. Vinda dos EUA, ela nos faz crer que, ao homem, tudo é permitido e que estuprar faz parte de sua cultura que é passada de geração para geração. Nada mais falso
O mundo ocidental, sustentado pelos pilares civilizatórios judaico-cristão, jamais tolerou a violência, especialmente aquelas praticadas contra seus membros mais vulneráveis, ou seja, mulheres, idosos e crianças. O fundamento religioso que regra a conduta moral ocidental não só abomina como condena tais violações. Falar na existência de uma cultura de estupro é, no minimo, desonestidade intelectual.
Para alguns (as) idiotas, o grande responsável pela ocorrência desse crime em especial é o machismo. Aqui, vale um parênteses: o machismo nada mais é do que uma invenção do movimento feminista tanto quanto o capitalismo é uma invenção marxista.
A prevalência do homem como líder e guia das famílias advém principalmente de suas características biológicas que os tornam fisicamente mais fortes e resistentes. Não adianta reclamar, espernear e protestar: contra fatos não há argumentos.
Partindo deste princípios, algumas pessoas de caráter duvidoso alegam que, por deter a superioridade física, o home torna-se um estuprador latente e, por consequência, funda uma sociedade baseada em uma cultura do estupro. Besteira. Pelo contrário. O Ocidente como um todo repudia o estupro, principalmente o homem. A coisa é tão grave que mesmo os criminosos mais cruéis não toleram a presença destes seres a seu lado: fazem a justiça dentro da cadeia, transformando o violentador em violentado.
Para o homem, a visão de uma mulher sendo sexualmente violentada trás à sua mente a lembrança de sua mãe, esposa, namorada, irmã, etc. E este homem acaba sendo possuído por um ódio capaz de ir ao fim do mundo na busca do estuprador para fazer a justiça que muitas vezes a própria sociedade deixa de fazer. Não há uma cultura do estupro, mas do não-estupro. 
Porém, graças às feministas e outros movimentos relativistas, a coisa vem mudando de figura. Através de um processo contínuo de engenharia social, crenças são invertidas e a percepção de moralidade, valores e justiça passa a ser corrompida e distorcida. Assim, cria-se uma contra cultura que irá destruir o que levamos gerações para conquistar.
O exemplo mais claro desta modificação é a chamada cultura do funk, ou da favela. Com letras carregadas de sexo explícito e bailes repletos da mais baixa promiscuidade, a mulher perde o seu valor como ser a ser protegido e passa a ser um bem a ser possuído. E isto é precisamente o contrário do que diz o "machismo". Basta lembrarmos que, em uma mulher, não se bate sequer com uma pétala de rosa. Esta é a máxima do machismo no qual fui educado, por exemplo.
Essa cultura da favela (ou da periferia), é alçada à condição de normalidade e é colocada em pé de igualdade com os valores cristãos e familiares que herdamos. Pior. É vista como sendo a evolução natural das coisas. É promovida, disseminada e incentivada por jornais, revistas e programas de televisão que, não contentes em promover o funk, colocam crianças a fazer a coreografia das "músicas" que tratam precisamente de sua própria sexualização precoce, inconsequente e sem limites. Soma-se a isso a utilização de drogas e está pronto o fermento que irá produzir a nova cultura que tanto os intelectuais desejam: sexo inconsequente, meninas objetos e crime que compensa.
Se há uma cultura do estupro, ei-la! A decadência dos valores tradicionais está diretamente ligada com o aumento dos casos de violência. Professores em sala de aula fazendo oficinas e atividades que a fomentam também são diretamente responsáveis pela objetificação da mulher, assim como o feminismo.
O que se tem chamado de "cultura do estupro" nada mais é do que uma acusação falsa feita por pessoas que distorcem fatos, corrompem mentes e corpos e promovem a verdadeira cultura do estupro, glamourizada e incentivada, a cada vez que ligamos a televisão, o rádio ou abrimos as páginas dos jornais e das revistas. 
É um caso clássico do "acuse-os do que você é".




sábado, 28 de maio de 2016

Estuprador em Potencial.

No Rio de Janeiro, uma jovem é estuprada por trinta homens. No Rio Grande do Sul, um pai é preso acusado de violentar suas quatro filhas que possuem entre 2 e 7 anos. Notícias como esta etão se tornando cada vez mais comuns no nosso noticiários. Nós, mesmo calejados com os 60 mil homicídios anuais que assolam o país, recebemos com repulsa essas tristes notícias. O estupro é injustificado em todos os sentidos e em qualquer situação. E deve ser punido.
Diante de tamanhas atrocidades somos obrigados a ouvir alguns idiotas proclamarem aos quatro ventos que a violência contra a mulher advém de uma tal "cultura do estupro". Mas o delírio demente não para por aí. Para outros, todo o homem é um estuprador em potencial. Na verdade, este é um slogan do movimento feminista (aquele que não faz nada para ajudar as mulheres e acha que mostrar tetas caídas e sovacos peludos vai ajudar em algo) que alguns utilizaram para ilustrar sua indignação. Dentre ele, o famigerado colunista do grupo RBS, David Coimbra.
No programa "timeline" da rádio Gaúcha, ao ser tratado o assunto do estupro, o eminente escrivinhador soltou a pérola (não é uma transcrição literal): "as feministas estão certas. Todo o homem é um estuprador em potencial. Sua força física os torna uma ameaça. A história nos mostra isso". (Imediatamente após ouvir isso mandei o opinador para a puta que o pariu, desliguei o Rádio e já coloquei a "Gaúcha" fora de meus ouvidos. Só resta a programação esportiva).
Muito bem, seu David. Então todo o homem é um estuprador em potencial não é mesmo? Ora...CALA A BOCA BURRO! O fato do estupro ser cometido por alguns desequilibrados não implica que TODO O HOMEM tenha o desejo de estuprar alguém. Fale por ti, pelo teu pai, pelos irmãos, primos, sei lá. Mas não use sua limitada régua moral e cognitiva para generalizar. O que ocorre, na vida real, é precisamente o oposto: 99% dos homens gostaria de pegar estes estupradores e castrá-los a faca. 
São os homens que tem a capacidade de proteger as mulheres contra o ataque de outros homens. São os homens que dão proteção às mulheres. São os homens que irão atrás destes criminosos para eliminá-los. Foi um homem quem denunciou o estupro coletivo, seu David. Não foram suas amiguinhas feministas que não fazem absolutamente nada pelas mulheres. Aliás, foi um homem que deu à mulher a possibilidade de se proteger contra os agressores mesmo que não tenha outro homem para protegê-la. Seu nome? Samuel Colt. Mas ao que me consta, as feministas e jornalistas em geral são contra o porte de arma. Pudera! Encastelados em seus feudos, cercados de seguranças armados, fica fácil não é mesmo?
A argumentação do colunista é tão rasa, fraca e débil que não encontra sustentação quando transportamos a teoria para a realidade. E o que vemos é justamente o oposto que o iluminado David Coimbra nos faz crer: todo homem é um protetor em potencial. Afinal, basta que nos lembremos de um ensinamento que o machismo nos deu: em uma mulher, não se bate nem com uma pétala de flor. Imagine esse crime há uns cinquenta ou quarenta anos atrás. O que será que os homens da família da menina estuprada fariam com os estupradores? No mínimo dariam a cada um deles uma bela gravata vermelha no pescoço! E ainda temos que aturar um jumento desses dizendo que "todo homem é um estuprador em potencial"? Como podemos tolerar isso?
As paixões humanas são imprevisíveis e não podem ser generalizadas. Não existe "cultura do estupro" ou "todos os homens são estupradores em potencial". O que temos é a cultura da impunidade, onde os criminosos sabem que terão as Marias do Rosário da vida para defendê-los. O que temos é a destruição e corrupção da cultura brasileira, substituída por outra que sexualiza precocemente nossas crianças e deixa a mensagem de que o crime, às vezes, pode compensar. O que temos é uma campanha aberta pela ridicularização e destruição do cristianismo, principalmente o catolicismo, religião que mais protege as mulheres no mundo (uma de suas figuras centrais é uma mulher).
O que temos, são artistas, jornalistas e colunistas como David Coimbra que, movido por intensões obscuras, consciente ou inconscientemente, acabam retirando a responsabilidade individual do criminoso (no caso, os estupradores) e a passa para a inevitável condição de que se trata de um "macho da espécie humana", o que o torna um estuprador em potencial. Enquanto isso, achincalham e desacreditam o deputado Jair Bolsonaro, que quer a castração química dos estupradores.
Retirar a responsabilidade individual e diluí-la em uma fatalidade movida por uma "consciência coletiva" é o modus operandi do beautiful people brasileiro. É sempre a sociedade que o reprime ou, como entende o colunista, a condição biológica da espécie que o força a fazer algo que no fundo ele não quer. Aliás, uma pergunta ficou no ar: David Coimbra é um estuprador em potencial?