segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Fim - Parte 3

Um povo que possua uma religião superior sempre irá subjugar aqueles cuja religião é inferior, ou que tenha se desligado de sua própria religiosidade. A História é testemunha de inúmeras civilizações que prosperaram e morreram conforme suas crenças foram fortalecidas e enfraquecidas. No ciclo histórico, as sociedades atingem o ápice de seu desenvolvimento justamente quando ocorre o enfraquecimento da religiosidade. A partir deste ponto, começa o seu declínio. Junto com a corrupção espiritual ocorrem mudanças comportamentais importantes, como o desaparecimento da separação do masculino e do feminino, sendo aquele considerado retrógrado e combatido a todo custo.
A eliminação das diferenças entre os gêneros (junto com a criação de um sem-número de opções sexuais) é o sintoma mais comum do colapso iminente. Soma-se à isso a prepotência de uma população que, dotada da capacidade de conhecer os processos divinos, passa a ignorar e minimizar tanto a sua existência quanto a sua importância. O resultado é o inevitável fim da civilização, povo ou cultura que enveredou por este caminho.
Tal situação decorre do fato de que é a religião a responsável pela formação das diversas sociedades que existiram, existem ou existirão. É ela que identifica um povo. Todas as culturas, grandes ou pequenas, morrem no momento em que perdem sua religiosidade: ou colapsam sobre si mesmo ou são conquistadas por outros povos cujas crenças estão mais solidificadas no seio de sua população.
Assim, o Judaísmo e o Cristianismo são as duas religiões que formam o que se conhece por Civilização Ocidental. São elas que codificam nosso código moral, crenças e costumes. A elas devemos nossa liberdade, nosso pensamento filosófico e nossa bagagem científico-cultural, posto que foi a Igreja Católica que guardou o conhecimento da antiguidade a salvo em uma Europa marcada pela insegurança e o medo dos povos bárbaros.
Conforme foi dito, o modelo democrático associado ao cristianismo foi o responsável por garantir as condições necessárias para o surgimento de uma série de movimentos culturais e comportamentais cujo principal objetivo é destruir o cristianismo e, por consequência, toda o Oeste. O liberalismo sexual, a paridade entre os gêneros e idéias utópicas de igualdade afastam a população de sua espiritualidade, ou a desviam para seitas menores. A noção do "viver o hoje" sobrepuja a idéia de continuidade, fazendo com que os hormônios dominem nossas atitudes.
É precisamente por estes motivos que o islamismo se constitui em uma ameaça real e incompreensível. Real porque, para seus seguidores, o mundo Ocidental é impuro e precisa ser salvo da perdição na qual se encontra. Incompreensível porque os ocidentais ainda não perceberam que por mais que se prendam terroristas, suicidas ou que se varra do mapa o ISIS, o islão permanecerá forte. Não é à toa que o Império Islâmico foi o que teve  expansão mais rápida em toda a história mundial, nos longínquos séculos VI e VII. O mundo cristão levou incríveis mil anos para reagir, através do movimento cruzadista (que não foi lá muito organizado ou coeso). 
Hoje, o islão tem a sua frente um Ocidente que, além de excessivamente tolerante e complacente, está religiosamente em frangalhos. O multiculturalismo e o relativismo moral nos levam a crer que o islamismo é inofensivo e tolerante. Entretanto, poucos são aqueles que se dá conta da discriminação que outros grupos religiosos, principalmente cristãos e judeus, sofrem dentro de territórios que professam a fé de Maomé. Enquanto no Ocidente mesquitas são erguidas a toda hora, quase não há Igrejas nos territórios islâmicos.
O declínio moral ocidental e a inócua ração da Igreja Católica, que está se "modernizando", são outros fatores que pesam para a expansão do islamismo pelo mundo. Dessa vez, não por movimentos migratórios ou guerras santas, mas por novas conversões. Isso acontece notadamente na Europa pois, além da proximidade geográfica, as Igrejas Cristãs estão se deixando envolver pela moda multicultural e promovendo mudanças em suas posições... Justamente as instituições que deveriam permanecer intactas, guardiãs de nossa História, moral e costumes, passam a adaptar-se a esses novos costumes. É justamente este vácuo moral e espiritual que o islã preenche.
O Ocidente morre de dentro para fora, como uma árvore infestada de cupins ou um corpo com câncer. Na falta de líderes políticos e religiosos, uma grande parte da população passa a ter um novo "salvador" que poderia colocar "as coisas de volta ao seus lugares" e fazer frente tanto à expansão islâmica quanto aos revolucionários sociais e sexuais. Mas este é um assunto para o próximo post.


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