domingo, 29 de maio de 2016

Cultura do Estupro

"Todo o homem é um estuprador em potencial; vivemos a cultura do estupro". As duas idéias voltam com força diante dos casos de violência sexual contra as mulheres. Elas, além de falsas, retiram do indivíduo a responsabilidade pelos seus atos ao inseri-lo dentro de uma força coletiva invisível e irresistível. No final das contas, o ser individual não é necessariamente culpado pelos seus atos. Ele passa, de agressor, a vítima de um determinismo coletivista que lhe é imposto desde o dia em que nasceu. Para que a situação possa mudar, é necessário que seja feita uma modificação profunda na sociedade. Justifica-se, assim, a sanha esquerdista da coletivização.
Se no post anterior falamos da idiotice de se dizer que todo homem é um estuprador em potencial, agora cabe derrubar a tese igualmente débil acerca da existência da cultura do estupro. Vinda dos EUA, ela nos faz crer que, ao homem, tudo é permitido e que estuprar faz parte de sua cultura que é passada de geração para geração. Nada mais falso
O mundo ocidental, sustentado pelos pilares civilizatórios judaico-cristão, jamais tolerou a violência, especialmente aquelas praticadas contra seus membros mais vulneráveis, ou seja, mulheres, idosos e crianças. O fundamento religioso que regra a conduta moral ocidental não só abomina como condena tais violações. Falar na existência de uma cultura de estupro é, no minimo, desonestidade intelectual.
Para alguns (as) idiotas, o grande responsável pela ocorrência desse crime em especial é o machismo. Aqui, vale um parênteses: o machismo nada mais é do que uma invenção do movimento feminista tanto quanto o capitalismo é uma invenção marxista.
A prevalência do homem como líder e guia das famílias advém principalmente de suas características biológicas que os tornam fisicamente mais fortes e resistentes. Não adianta reclamar, espernear e protestar: contra fatos não há argumentos.
Partindo deste princípios, algumas pessoas de caráter duvidoso alegam que, por deter a superioridade física, o home torna-se um estuprador latente e, por consequência, funda uma sociedade baseada em uma cultura do estupro. Besteira. Pelo contrário. O Ocidente como um todo repudia o estupro, principalmente o homem. A coisa é tão grave que mesmo os criminosos mais cruéis não toleram a presença destes seres a seu lado: fazem a justiça dentro da cadeia, transformando o violentador em violentado.
Para o homem, a visão de uma mulher sendo sexualmente violentada trás à sua mente a lembrança de sua mãe, esposa, namorada, irmã, etc. E este homem acaba sendo possuído por um ódio capaz de ir ao fim do mundo na busca do estuprador para fazer a justiça que muitas vezes a própria sociedade deixa de fazer. Não há uma cultura do estupro, mas do não-estupro. 
Porém, graças às feministas e outros movimentos relativistas, a coisa vem mudando de figura. Através de um processo contínuo de engenharia social, crenças são invertidas e a percepção de moralidade, valores e justiça passa a ser corrompida e distorcida. Assim, cria-se uma contra cultura que irá destruir o que levamos gerações para conquistar.
O exemplo mais claro desta modificação é a chamada cultura do funk, ou da favela. Com letras carregadas de sexo explícito e bailes repletos da mais baixa promiscuidade, a mulher perde o seu valor como ser a ser protegido e passa a ser um bem a ser possuído. E isto é precisamente o contrário do que diz o "machismo". Basta lembrarmos que, em uma mulher, não se bate sequer com uma pétala de rosa. Esta é a máxima do machismo no qual fui educado, por exemplo.
Essa cultura da favela (ou da periferia), é alçada à condição de normalidade e é colocada em pé de igualdade com os valores cristãos e familiares que herdamos. Pior. É vista como sendo a evolução natural das coisas. É promovida, disseminada e incentivada por jornais, revistas e programas de televisão que, não contentes em promover o funk, colocam crianças a fazer a coreografia das "músicas" que tratam precisamente de sua própria sexualização precoce, inconsequente e sem limites. Soma-se a isso a utilização de drogas e está pronto o fermento que irá produzir a nova cultura que tanto os intelectuais desejam: sexo inconsequente, meninas objetos e crime que compensa.
Se há uma cultura do estupro, ei-la! A decadência dos valores tradicionais está diretamente ligada com o aumento dos casos de violência. Professores em sala de aula fazendo oficinas e atividades que a fomentam também são diretamente responsáveis pela objetificação da mulher, assim como o feminismo.
O que se tem chamado de "cultura do estupro" nada mais é do que uma acusação falsa feita por pessoas que distorcem fatos, corrompem mentes e corpos e promovem a verdadeira cultura do estupro, glamourizada e incentivada, a cada vez que ligamos a televisão, o rádio ou abrimos as páginas dos jornais e das revistas. 
É um caso clássico do "acuse-os do que você é".




sábado, 28 de maio de 2016

Estuprador em Potencial.

No Rio de Janeiro, uma jovem é estuprada por trinta homens. No Rio Grande do Sul, um pai é preso acusado de violentar suas quatro filhas que possuem entre 2 e 7 anos. Notícias como esta etão se tornando cada vez mais comuns no nosso noticiários. Nós, mesmo calejados com os 60 mil homicídios anuais que assolam o país, recebemos com repulsa essas tristes notícias. O estupro é injustificado em todos os sentidos e em qualquer situação. E deve ser punido.
Diante de tamanhas atrocidades somos obrigados a ouvir alguns idiotas proclamarem aos quatro ventos que a violência contra a mulher advém de uma tal "cultura do estupro". Mas o delírio demente não para por aí. Para outros, todo o homem é um estuprador em potencial. Na verdade, este é um slogan do movimento feminista (aquele que não faz nada para ajudar as mulheres e acha que mostrar tetas caídas e sovacos peludos vai ajudar em algo) que alguns utilizaram para ilustrar sua indignação. Dentre ele, o famigerado colunista do grupo RBS, David Coimbra.
No programa "timeline" da rádio Gaúcha, ao ser tratado o assunto do estupro, o eminente escrivinhador soltou a pérola (não é uma transcrição literal): "as feministas estão certas. Todo o homem é um estuprador em potencial. Sua força física os torna uma ameaça. A história nos mostra isso". (Imediatamente após ouvir isso mandei o opinador para a puta que o pariu, desliguei o Rádio e já coloquei a "Gaúcha" fora de meus ouvidos. Só resta a programação esportiva).
Muito bem, seu David. Então todo o homem é um estuprador em potencial não é mesmo? Ora...CALA A BOCA BURRO! O fato do estupro ser cometido por alguns desequilibrados não implica que TODO O HOMEM tenha o desejo de estuprar alguém. Fale por ti, pelo teu pai, pelos irmãos, primos, sei lá. Mas não use sua limitada régua moral e cognitiva para generalizar. O que ocorre, na vida real, é precisamente o oposto: 99% dos homens gostaria de pegar estes estupradores e castrá-los a faca. 
São os homens que tem a capacidade de proteger as mulheres contra o ataque de outros homens. São os homens que dão proteção às mulheres. São os homens que irão atrás destes criminosos para eliminá-los. Foi um homem quem denunciou o estupro coletivo, seu David. Não foram suas amiguinhas feministas que não fazem absolutamente nada pelas mulheres. Aliás, foi um homem que deu à mulher a possibilidade de se proteger contra os agressores mesmo que não tenha outro homem para protegê-la. Seu nome? Samuel Colt. Mas ao que me consta, as feministas e jornalistas em geral são contra o porte de arma. Pudera! Encastelados em seus feudos, cercados de seguranças armados, fica fácil não é mesmo?
A argumentação do colunista é tão rasa, fraca e débil que não encontra sustentação quando transportamos a teoria para a realidade. E o que vemos é justamente o oposto que o iluminado David Coimbra nos faz crer: todo homem é um protetor em potencial. Afinal, basta que nos lembremos de um ensinamento que o machismo nos deu: em uma mulher, não se bate nem com uma pétala de flor. Imagine esse crime há uns cinquenta ou quarenta anos atrás. O que será que os homens da família da menina estuprada fariam com os estupradores? No mínimo dariam a cada um deles uma bela gravata vermelha no pescoço! E ainda temos que aturar um jumento desses dizendo que "todo homem é um estuprador em potencial"? Como podemos tolerar isso?
As paixões humanas são imprevisíveis e não podem ser generalizadas. Não existe "cultura do estupro" ou "todos os homens são estupradores em potencial". O que temos é a cultura da impunidade, onde os criminosos sabem que terão as Marias do Rosário da vida para defendê-los. O que temos é a destruição e corrupção da cultura brasileira, substituída por outra que sexualiza precocemente nossas crianças e deixa a mensagem de que o crime, às vezes, pode compensar. O que temos é uma campanha aberta pela ridicularização e destruição do cristianismo, principalmente o catolicismo, religião que mais protege as mulheres no mundo (uma de suas figuras centrais é uma mulher).
O que temos, são artistas, jornalistas e colunistas como David Coimbra que, movido por intensões obscuras, consciente ou inconscientemente, acabam retirando a responsabilidade individual do criminoso (no caso, os estupradores) e a passa para a inevitável condição de que se trata de um "macho da espécie humana", o que o torna um estuprador em potencial. Enquanto isso, achincalham e desacreditam o deputado Jair Bolsonaro, que quer a castração química dos estupradores.
Retirar a responsabilidade individual e diluí-la em uma fatalidade movida por uma "consciência coletiva" é o modus operandi do beautiful people brasileiro. É sempre a sociedade que o reprime ou, como entende o colunista, a condição biológica da espécie que o força a fazer algo que no fundo ele não quer. Aliás, uma pergunta ficou no ar: David Coimbra é um estuprador em potencial?




domingo, 22 de maio de 2016

A Ilusão dos Opostos.

O jogo democrático brasileiro tem sido caracterizado pela predominância de dois partidos políticos opostos: o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Nas duas últimas décadas, são eles que ditam o tom das eleições. Os demais atuam como meros figurantes ou como linha de apoio de um ou de outro. 
Mas o que significa ser oposição no Brasil? 
A destruição da alta cultura nacional e a infiltração sistemática da ideologia de esquerda nos setores formadores de opinião de nossa sociedade, (desde as associações de bairros até as altas cátedras das universidades, passando pela mídia, Igreja, classe artística, etc.) fez com que o debate político ficasse reduzido à esfera econômica. Neste sentido, PT e PSDB estão opostos. O primeiro, busca o inchaço econômico do Estado e o fortalecimento de sua presença. O outro, uma economia um pouco mais liberal (péro no mucho).
Ocorre que se ampliarmos o horizonte para além da economia e passarmos a visualizar aspectos psicossociais e culturais, passamos a enxergar que os dois partidos estão do mesmo lado. Ambos promovem a agenda comunista de dividir a sociedade em grupos antagônicos para depois conquista-la. Surgem, pois, os objetivos comuns: promover o aborto, o desarmamento, o gayzismo, o ambientalismo, a legalização das drogas, o ataque sistemático ao cristianismo e o fomento aos movimentos reivindicatórios como o  MST, dentre outros. Nesses aspectos, PT e PSDB são aliados estratégicos. 
Seria por demais óbvio afirmar que isso não acontece por acaso. Tendo o Foro de São Paulo do lado petista e o Diálogo Interamericano do lado tucano como suporte ideológico e estratégico internacional, as duas agremiações partidárias sabem exatamente o papel que cada um desempenha: a oposição consentida. São as lâminas da tesoura que corta a sociedade fazendo com que ela passe por um processo de engenharia social que tem como finalidade última modificar padrões de comportamento, controlar a linguagem, o pensamento e suas expressões. Tudo isso está acontecendo, mas não nos demos conta de que ocorre.
O que estamos a assistir é uma manobra dupla cujo único objetivo é preparar a sociedade brasileira para a transformação socialista sem que ela perceba. E ela acontece quer seja no governo tucano, quer seja no petista. Quando nos cansamos de um, resta-nos a opção pelo outro. A estratégia de apoio mútuo celebrada no Pacto de Princeton, se realiza. Caminhamos inocentemente a um país que possui um governo cada vez mais totalitário e controlador.
Porém, essa aliança não conseguiu prever que pessoas externas ao sistema político pudessem quebrar o torpor popular. Neste ponto, o professor Olavo de Carvalho torna-se o inimigo público número um. Suas três décadas de trabalho desmascarando a estratégia e introduzindo à população fontes de consultas ignoradas passaram a produzir frutos. Soma-se a isso, a maioria silenciosa contrária às profundas modificações sociais impostas que passaram a entender que estavam sendo vítimas de um maquiavélico processo de reprogramação mental.
Foi com esse pensamento que ocorreram as manifestações populares contrária a esse estado de coisas. A esquerda perdeu em 2013 o monopólio do barulho e viu o feitiço virar contra o feiticeiro. E, então, surge uma outra personagem improvável e que não fora previsto pelo PT ou pelo PSDB: Jair Bolsonaro.
Pela primeira vez em trinta anos, o povo tem um representante abertamente  conservador. E, para o terror das esquerdas, a população brasileira é conservadora. Diante dessa ameaça, os dois partidos (e seus admiradores como os Reinaldo Azevedo da vida) unem-se na missão de atacar Olavo e Jair. Passam a ter um inimigo comum que quebrou sua supremacia e desnudou as estratégias tucanas e petistas. Surge, assim, uma verdadeira oposição. A oposição ilusória foi desmascarada.
E isto tem tirado o sono de muita gente.