domingo, 22 de maio de 2016

A Ilusão dos Opostos.

O jogo democrático brasileiro tem sido caracterizado pela predominância de dois partidos políticos opostos: o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Nas duas últimas décadas, são eles que ditam o tom das eleições. Os demais atuam como meros figurantes ou como linha de apoio de um ou de outro. 
Mas o que significa ser oposição no Brasil? 
A destruição da alta cultura nacional e a infiltração sistemática da ideologia de esquerda nos setores formadores de opinião de nossa sociedade, (desde as associações de bairros até as altas cátedras das universidades, passando pela mídia, Igreja, classe artística, etc.) fez com que o debate político ficasse reduzido à esfera econômica. Neste sentido, PT e PSDB estão opostos. O primeiro, busca o inchaço econômico do Estado e o fortalecimento de sua presença. O outro, uma economia um pouco mais liberal (péro no mucho).
Ocorre que se ampliarmos o horizonte para além da economia e passarmos a visualizar aspectos psicossociais e culturais, passamos a enxergar que os dois partidos estão do mesmo lado. Ambos promovem a agenda comunista de dividir a sociedade em grupos antagônicos para depois conquista-la. Surgem, pois, os objetivos comuns: promover o aborto, o desarmamento, o gayzismo, o ambientalismo, a legalização das drogas, o ataque sistemático ao cristianismo e o fomento aos movimentos reivindicatórios como o  MST, dentre outros. Nesses aspectos, PT e PSDB são aliados estratégicos. 
Seria por demais óbvio afirmar que isso não acontece por acaso. Tendo o Foro de São Paulo do lado petista e o Diálogo Interamericano do lado tucano como suporte ideológico e estratégico internacional, as duas agremiações partidárias sabem exatamente o papel que cada um desempenha: a oposição consentida. São as lâminas da tesoura que corta a sociedade fazendo com que ela passe por um processo de engenharia social que tem como finalidade última modificar padrões de comportamento, controlar a linguagem, o pensamento e suas expressões. Tudo isso está acontecendo, mas não nos demos conta de que ocorre.
O que estamos a assistir é uma manobra dupla cujo único objetivo é preparar a sociedade brasileira para a transformação socialista sem que ela perceba. E ela acontece quer seja no governo tucano, quer seja no petista. Quando nos cansamos de um, resta-nos a opção pelo outro. A estratégia de apoio mútuo celebrada no Pacto de Princeton, se realiza. Caminhamos inocentemente a um país que possui um governo cada vez mais totalitário e controlador.
Porém, essa aliança não conseguiu prever que pessoas externas ao sistema político pudessem quebrar o torpor popular. Neste ponto, o professor Olavo de Carvalho torna-se o inimigo público número um. Suas três décadas de trabalho desmascarando a estratégia e introduzindo à população fontes de consultas ignoradas passaram a produzir frutos. Soma-se a isso, a maioria silenciosa contrária às profundas modificações sociais impostas que passaram a entender que estavam sendo vítimas de um maquiavélico processo de reprogramação mental.
Foi com esse pensamento que ocorreram as manifestações populares contrária a esse estado de coisas. A esquerda perdeu em 2013 o monopólio do barulho e viu o feitiço virar contra o feiticeiro. E, então, surge uma outra personagem improvável e que não fora previsto pelo PT ou pelo PSDB: Jair Bolsonaro.
Pela primeira vez em trinta anos, o povo tem um representante abertamente  conservador. E, para o terror das esquerdas, a população brasileira é conservadora. Diante dessa ameaça, os dois partidos (e seus admiradores como os Reinaldo Azevedo da vida) unem-se na missão de atacar Olavo e Jair. Passam a ter um inimigo comum que quebrou sua supremacia e desnudou as estratégias tucanas e petistas. Surge, assim, uma verdadeira oposição. A oposição ilusória foi desmascarada.
E isto tem tirado o sono de muita gente.




Um comentário:

  1. A polarização entre PT e PSDB, de certa forma, lembra o que ocorria na Venezuela com o "puntofijismo" em que AD e COPEI se alternavam no poder antes da ascensão do Hugo Chávez.

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