segunda-feira, 4 de julho de 2016

Realidade Irreal


O mundo que passamos a enxergar não é lá muito real. Décadas de corrupção moral e da imposição do “politicamente correto” nos fazem, a cada dia que passa, ver o mundo através de uma lente que filtra a crueza da verdade, inverte papéis e nos torna incapazes de acreditar no que nossos sentidos nos dizem. A favela, virou comunidade; o bandido, vítima da sociedade; e a vítima, pasmem, culpada da violência que ela mesmo sofre pois “faz parte da elite opressora”. Ver o que não existe e ignorar a realidade é a marca desses tempos modernos. Nossa capacidade cognitiva de processar o que está diante dos nossos olhos está perigosamente comprometida. Não mais acreditamos em nosso próprio testemunho e passamos a entender o mundo através de terceiros. E isso ocorre em todos os campos de nossas vidas. Deixamos, pois, de pensar com nossa própria cabeça para acompanhar a sapiência coletiva emanada de especialistas e doutores da verdade. Exemplos não faltam.
Nas artes, passamos a admirar o bizarro e o idiota. Chamamos de “obras primas” rabiscos sem qualquer significado e esculturas que nada nos dizem. Sabemos que um monte de tinta jogada ao léu em uma tela é… Um monte de tinta! Ou de que uma rampa de ferro às margens do lago Guaíba, em Porto Alegre, é uma rampa de ferro! Porém, os especialistas insistem em nos dizer que estamos diante de algo genial, abstrato, que poucos conseguem "entender a profundidade". Mais ou menos como naquela história da roupa nova do rei. 
O sistema educacional também sofre do mesmo mal. Deixamos de aprender línguas, matemática, ciências naturais e humanas para discutirmos ideologias sem qualquer nexo e de aplicação inexistente. A educação moderna passou a ser mera discussão sobre os “grandes problemas da humanidade”, como o funk, posições sexuais, legalização das drogas e do aborto ou “dívidas históricas” de opressores com oprimidos.
Absolutamente nada se produz de concreto ou real que possa ser aplicado para nosso desenvolvimento. Assim, pipocam mestres e doutores que mal conseguem redigir um parágrafo sem assassinar a língua materna, com teses do tipo “A influência dos bantos no carnaval carioca - um estudo”. São nada mais que sanguessugas estatais que estarão em universidades disseminando seu conhecimento exótico e contribuindo para formar um contingente cada vez maior de inúteis diplomados.
Claro que conseguimos observar isso tudo. Claro que sabemos que está errado. É claro que temos plena consciência de que nossos filhos estão sendo criminosamente vítimas de uma engenharia social. Mas somos convencidos pelos “iluminados” de que o que estamos enxergando não é o que vemos. Nos enchem de livros, “artigos científicos” e “estudos” que provam que estamos errado. E acreditamos. Afinal, nossos olhos não podem competir contra a clarividência dos artistas e dos diplomados.
O exemplo mais contundente do quão profundamente estão distorcendo a realidade é a nefasta ideologia de gênero. Nela, não há distinção entre os sexos. A pessoa pode ser o que ela quiser e nós somos obrigados a aceitar isso como normal. Somos forçados a modificar todo um processo sensorial e cognitivo para modificar a realidade que vemos. Percebem a gravidade da coisa? Ao ensinarem às nossas crianças e jovens que um marmanjo barbado é uma mulher e que uma loira peituda é um homem só “porque eles querem” os agentes sociais estão, pura e simplesmente, destruindo cérebros.
Modificar a percepção de algo tão claro e básico, como a diferença entre um homem e uma mulher, é dos mais poderosos instrumentos para o controle da mente. Passamos, então, a desacreditar em tudo aquilo que nossos sentidos nos passam para ter uma fé cega no que nos é dito. Deixamos de sermos seres racionais e críticos para nos transformarmos em meros robôs repetidores de uma realidade falsa e inventada.
É por isso que alguém que mata, estupra ou rouba, deixa de ser bandido para ser uma vítima da sociedade. É por isso que um policial que atira contra um marginal passa a ser tratado como sendo um. É por isso que alguém que defende penas mais severas e duras contra estupradores é visto como um troglodita, enquanto aquela que os defende, como heroína. É por isso que grandes artistas de nosso tempo vivem em completo esquecimento pela mídia enquanto cantores de “sertanejo universitário” e funk enchem a programação da televisão. É por isso que obras literárias sem qualquer valor são elevadas à categoria da genialidade enquanto aquelas que realmente são, passam em branco.
Precisamos, com urgência, voltar a acreditar em nossos olhos, mãos, ouvidos, bocas e narizes. São eles que nos passam a realidade conforme ela é, não um artista, colunista ou professor da faculdade. Pode ser chocante num primeiro momento. Mas é libertador.

Um comentário:

  1. Meses atrás, eu cheguei a perder tempo dando ouvidos a um velho militante do PCB antes que ele se identificasse como tal. É assustador o nível de fanatismo desse pessoal, mesmo quando é evidente o fracasso do socialismo e de outras ideologias afins.

    Quanto a gêneros musicais de popularização relativamente recente, o funk me parece o pior por induzir de forma ainda mais explícita a erotização infantil e a exaltação do crime como modelos de conduta.

    E não que eu seja um entusiasta do sertanejo dito "universitário", embora já tenha apreciado músicas de Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, e outras duplas antigas quando era pequeno, aquele comunista imbecil que tentou puxar assunto comigo demonstrou um forte desprezo pelas tradições rurais, usando a música sertaneja como um pretexto para depreciar também a população do interior. No mínimo devia achar que a soja e a maconha se plantam e colhem sozinhas...

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