sábado, 10 de setembro de 2016

Mais Educação, Mais Violência

O grande problema que enfrentamos nos dias de hoje chama-se segurança. Vivemos em um país onde 60 mil vidas são ceifadas, todos os anos, pela criminalidade (número só comparado a uma guerra). Para muitos, as soluções para frearmos tamanha onda de violência são duas: enrijecimento das leis e aumento dos efetivos policiais. Afinal, penas brandas e a carência de agentes da lei  estimulam o pensamento do "não tenho nada a perder" e colaboram decisivamente para estarmos na situação na qual nos encontramos. Para fechar, o desarmamento da população (que foi rejeitado por ela) acentua a certeza de que a vítima não irá reagir. E o crime acaba compensando.
Quanto às origens da violência, alguns apontam para a desigualdade social, outros para a discriminação. Assim, a pobreza e o preconceito seriam as origens da criminalidade. Falso. A ação criminosa está cada vez mais enraizada em todos os estamentos sociais do país. O que muda é o tipo de crime que será praticado. Ninguém, em sã consciência, irá andar de fuzil e metralhadora matando pessoas em um condomínio de luxo. Mas isso não significa que não exista crime. Pessoas com posição social mais elevadas tendem a praticar crimes como corrupção, sonegação fiscal, contrabando, etc. 
Poderíamos dizer, então, que a criminalidade aumenta com a certeza da impunidade. Correto. Mas de onde vem esta impunidade? De onde vem este pensamento que procura sempre abrandar e justificar o injustificável? Respondo: da escola. 
Em um primeiro momento, a afirmação pode ser contraditória. Afinal, é consenso de que o grande remédio para diminuirmos a violência é a educação. O irônico é que sua origem, ou grande parte dela, vem dos bancos escolares. Há uma clara ligação entre a educação e a violência e, atualmente, quanto mais educação, mais violência. Duvida?
Nossas escolas já não são mais os lugares onde nossos filhos vão para aprender e absorver conhecimento. Elas se tornaram centros de difusão de um pensamento focado na chamada desconstrução social. O tenebroso encontro de Paulo Freire com Antônio Gramsci, é a origem real do atual estado de coisas que vivemos.
É pela aplicação de suas teorias que o estudante passa a ser programado para entender que tudo o que ele vê é uma imposição da classe dominante. Assim, não existe o certo e o errado, o bandido e o ladrão. Tudo isso passa a ser invenção da classe burguesa que "impõe seu modo de vida às demais". O policial passa a ser um agente fascista da elite opressora. O bandido passa a ser uma vítima do sistema. E a verdadeira vítima passa a ser responsável pela violência que sofre, posto que sua posição social e econômica oprime aquele "pobre menino da favela". É por esse motivo que, ao ver a imagem de um bandido empunhando a arma contra alguém, os olhos de nossos estudantes, jornalistas, artistas e "intelectuais" vêem um oprimido reivindicando o que lhe foi tirado pelo opressor. Um verdadeiro estado de consciência alterada. É, pois, a partir daí que as leis, embora relativamente rígidas, ficam mais brandas por obra das "interpretações" dos agentes do direito e o bandido passa a ser tratado de forma "mais humana".
O grande dano que Gramsci causa aos cérebros de nossos estudantes é programá-los para ver e entender não o que nossos sentidos estão nos dizendo, mas o que nosso professor, jornalista ou o artista da TV diz para que vejamos. Deixamos de acreditar em nossos olhos e passamos a acreditar no que nos dizem que estamos vendo. Por consequência, todo bandido passa a ser um coitadinho.
Se não extirpamos da educação toda a ideologia de esquerda que a domina e o culto a personagens como Gramsci, Paulo Freire e Focault, o único resultado que teremos é o aumento da violência. Exatamente como vem acontecendo nas últimas décadas.









quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Lutemos por Nossa Independência.

Há cento e noventa e quatro anos o Brasil, por meio de deu primeiro Imperador, conquistava sua independência política. O processo, porém, não foi tão pacífico como muitos pensam. Foram muitos os conflitos, inclusive armados, entre portugueses e brasileiros. Mas, no final das contas, nos tornamos uma nação independente.
Em todo o sete de setembro, temos as paradas cívico-militares que relembram o fato. O sentimento de civismo e patriotismo emana de nosso povo que, entusiasmado, aplaude, particularmente, as Forças Armadas durante os desfiles. O orgulho de sermos brasileiros se renova: somos um país livre.
Entretanto, por mais que tenhamos conquistado nossa liberdade política, estamos perdendo nossa liberdade civil individual. A República, permeada de golpes e crises, mostrou-se uma Hidra que devora tudo o que nos faz livres. Este processo torna-se mais flagrante com o advento da chamada Nova República que, com sua Constituição, arranca as liberdades do indivíduo e fortalece cada vez mais o Estado Brasileiro. Somos livres como nação; mas não somos como cidadãos.
As últimas duas décadas, pelo menos, foram responsáveis por transformações cada vez mais profundas na vida de nossa sociedade. Mas essas mudanças são lentas e progressivas. Na verdade, sequer percebemos que elas estão ocorrendo. A intromissão estatal na maneira com a qual conduzimos nossas vidas é por demais presente. Como exemplo, podemos citar a engessada CLT, que retira do trabalhador o mais importante de seus direitos: o de cobrar o que quiser pelo seu trabalho. Com ela, o empregado é obrigado a descontar de seu salário coisas como a contribuição sindical, FGTS, previdência oficial e outras obrigações. Assim, tem metade de seu salário dado ao Estado. E ele não pode escolher ou não se quer esses "direitos".
Na questão da educação, a coisa é ainda mais profunda. Os pais perderam o direito natural de educar seus filhos de acordo com suas crenças e valores. Este papel cabe agora ao Estado que impõe coisas absurdas como ideologia de gênero e propaganda marxista. E o pai que reclamar na escola pode ter seu filho recolhido aos famigerados Conselhos Tutelares.
Legisla-se sobre tudo. Virtualmente todos os aspectos de nossa vida social estão previstas em lei. Isso enfraquece as relações humanas e judicializa situações que antes eram resolvidas dentro da própria comunidade ou entre os vizinhos. E a vida seguia.
O Estado brasileiro atua com viés ditatorial. Quer impor e regular instituições que são anteriores a ele, Aliás, instituições que são responsáveis pela sua existência. Não o contrário. A família, por exemplo, é anterior ao Estado; no entanto, ele a regula como se fosse criação sua.
Comemorar a independência do Brasil nos desperta o civismo, o patriotismo e o amor à liberdade. Ela exigiu luta e coragem, atributos esses que são ainda mais exigidos quando lutamos pela nossa independência individual que o Estado, com o discurso de preservá-la, a destruiu.